Salvador, 18 de junho de 2018

MOMENTO POÉTICO - O louvor substantivo

Data: 26/12/2009
12:06:11

A "Canção do Exílio" evoca muitas lembranças, que começam no curso primário, quando a leitura desse poema é fundamental para a criança incorporar o sentimento de exaltação à Pátria, e vão longe pela vida.


Escrito no exílio voluntário, aos 20 anos, pelo maranhense Gonçalves Dias (1823-1864), que estudava em Portugal, não só inaugurou a literatura brasileira como teve dois de seus versos incorporados ao Hino Nacional: "Nossos bosques têm mais vida/Nossa vida (no teu seio) mais amores".


No curso de jornalismo, para demonstrar que o futuro profissional deveria procurar ser econômico na qualificação e pródigo na informação, a revelação que a todos surpreende: uma das mais belas declarações de amor ao Brasil não tem um único adjetivo.

 

Fonte de inspiração para muitas recriações, uma delas é a composição "Sabiá", de Tom Jobim e Chico Buarque de Hollanda", vaiada no III Festival Internacional da Canção, em 1968, no Rio de Janeiro, por ter vencido "Caminhando", de Geraldo Vandré. O público preferia o combate ao lirismo.



Canção do Exílio

Data: 26/12/2009
12:03:21

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.


Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.


Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.


Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.


Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."



Nas pesquisas, o virtual deleita a imprensa

Data: 26/12/2009
12:00:46

Ao longo de muitos anos, podemos dizer, de décadas, duas coisas são absolutamente certas: as pesquisas eleitorais, ouriçando regularmente partidos e candidatos, e as muitas pesquisas eleitorais que vão ser desmentidas nas urnas.


Na falta do que fazer, deleitamo-nos, nós, homens e mulheres de imprensa, em acolher, avaliar, comentar, divulgar e atestar índices de preferência estabelecidos por processos que desconhecemos absolutamente.


E não há pesquisa que não possa ser interpretada favoravelmente por todas as partes, umas festejando eventuais números vantajosos, outras curtindo seu "viés de crescimento", muitas vezes de um ponto percentual, como todos vemos religiosamente a cada divulgação.


Os políticos estão no seu papel: correr atrás de números que os favoreçam no estímulo ao eleitorado e financiadores. Os jornalistas é que assombrosamente surpreendem quando tomam as pesquisas como material essencial de trabalho.



Jornal estava pronto com vitória de Souto

Data: 26/12/2009
11:58:59

É claro que pesquisas feitas dentro da técnica e da metodologia corretas fornecem informações valiosas no preparo e no direcionamento de uma campanha. Nas proximidades do pleito, apontam, na grande maioria dos casos, a tendência do eleitorado.


Porém, mesmo em cima do momento eleitoral, muitas foram as que erraram. Sem ir longe nem no tempo nem no espaço, em dezembro de 2005 o então governador Paulo Souto ostentava 72% das preferências, patamar que manteve por mais um ano.


Ocorre que Souto perdeu aquela eleição no primeiro turno quando - no que seria a repetição tosca de jornais que anunciavam previamente, em 1950, a vitória do Brasil sobre o Uruguai na Copa do Mundo - já havia edição de jornal pronta dando conta de sua reeleição.



Notas, como na velha caderneta escolar

Data: 26/12/2009
11:04:43

Existe na praça outro aferidor para alimentar comentários e providências, de que o instituto Datafolha lança mão há muitas eleições para mostrar o potencial de um governante: são as notas, de zero a dez, como na escola, incluindo os decimais.


Embora não se saiba exatamente o que isto significa, dois governadores, no presente caso, ocupam o terceiro e o oitavo lugares separados por uma diferença de seis décimos, julgados, que devem ter sido, pelo desempenho nas distintas áreas que administram.


Pergunta-se em que erraram ou acertaram, respectivamente, Cid Gomes, do Ceará, que "tirou" 6,7, e Sérgio Cabral, do Rio, laureado com 6,1. No entanto, para o senso comum do jornalismo nacional, essa nota faz do cearense um sujeito mais viável eleitoralmente que o carioca, imagem que, afinal, é projetada com base numa avaliação intangível.



Briga de deputados é teste para corregedor

Data: 26/12/2009
11:01:46

O pacato deputado Reinaldo Braga (PR) estava posto em sossego, como é de sua preferência, na função de corregedor da Assembleia Legislativa, julgando que, diante da convivência cordial entre seus pares e da conduta supostamente ilibada de todos, nada lhe cairia às mãos para decidir.


Entretanto, por um motivo banal, divergiram gravemente o deputado Fernando Torres (DEM) e a deputada Eliana Boaventura (PP), como Por Escrito noticiou na noite do dia 22, terça-feira, sob o título "Programa habitacional faz deputados brigarem".


A deputada alegou que foi ofendida em plena sessão com palavras de baixo calão, não tendo sido agredida fisicamente por interferência da segurança. O deputado negou a intenção de agressão e confirmou apenas que tachou a colega de "fofoqueira".



Caso se acirra com queixa em delegacia

Data: 26/12/2009
10:53:31

Mais tarde, com os ânimos contidos e quando o presidente Marcelo Nilo reassumiu o comando dos trabalhos, Eliana lhe fez comunicação oral do incidente, exigindo que Torres fosse julgado por "falta de decoro".


Nilo pediu-lhe que fizesse comunicação escrita, a qual encaminharia ao corregedor Braga, e em seguida tentou mediar a questão. A deputada dava a impressão de que recuaria da denúncia, mas seu desafeto repetiu com muita insistência que não a ofendeu, apenas a chamou de "fofoqueira".


Eliana ficou mais irritada, o caso evoluiu, e até uma queixa na delegacia policial da mulher de Feira de Santana foi prestada pela deputada, que invoca a Lei Maria da Penha, "em nome de todas as mulheres e das deputadas nesta Casa".


Em situação delicada ficou Torres, pois se esqueceu de velha lição da política segundo a qual, seja mulher, padre ou juiz, "não se briga com quem usa saia".  E, de certa forma, o deputado-corregedor, que vai ter de mostrar toda a sua decantada experiência no processo.



BLAGUE NO BLOG - O mineiro e o general

Data: 26/12/2009
10:49:58

Como era do costume do período, ao general-presidente Ernesto Geisel (1975-1979) cabia "coordenar a sucessão", eufemismo que traduzia o "direito" do ditador de plantão de indicar pura e simplesmente, com base no "consenso" dos quartéis, o presidente seguinte do regime militar.


Naqueles tempos se falava numa "distensão", na perspectiva até de o quinto presidente da "Revolução" vir a ser um civil, papel para o qual havia muito tempo se apresentara o senador e ex-governador Magalhães Pinto, que se jactava de ter sido o "líder civil" do golpe de Estado.


Em conversa com o austero Geisel, insinuou o tema, e ouviu do general: "Senador, a presidência da República é algo que eu não desejo ao meu pior inimigo". Banqueiro e mineiro, Magalhães capitalizou: "Mas eu não sou seu inimigo, presidente". O que Geisel respondeu, não se sabe. Sabe-se apenas que Magalhães não chegou lá.



Paternidade de maior de 19 anos

Data: 24/12/2009
10:48:27

O deputado Javier Alfaya não engoliu acusação de apropriação, pelo governo Wagner, da obra do Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, feita pelo deputado Rogério Andrade da tribuna da Assembleia Legislativa.

Segundo Rogério, o hospital, inaugurado após 19 anos do início da construção, é fruto de convênio entre o governo federal e o município, que agora o transfere para administração estadual por não ter recursos para mantê-lo.

Javier diz que a idade da obra é por si só "um escândalo", e lembrou que os governos do grupo político do adversário - citou os dois de Paulo Souto, o de Otto Alencar e o de César Borges - não se empenharam pela sua conclusão.

"Vimos foi uma grande festa popular em Santo Antônio de Jesus, o prefeito e o governador inaugurando um hospital bem acabado, que oferece à população serviços e procedimentos médicos de alta e média complexidades", deliciou-se.



E por falar nisso

Data: 24/12/2009
10:46:16

Desde que o hospital entrou na pauta do debate político, há uns meses, variavam as informações sobre o tempo de execução da obra.

Erradamente, dissemos duas vezes, em notas anteriores, que foram 15 anos, com o início no primeiro governo Fernando Henrique Cardoso (1995-1999), o que é um erro elementar, porque uma obra começada em 1994 estaria no governo Itamar Franco (1992-1995).

A idade apontada na nota acima, adotada até contestação plausível, foi enfim obtida em "A Tarde on line", que cita especificamente o ano de 1990, portanto no governo Fernando Collor (1990-1992).



Deputado diz que prefeito suborna adversário

Data: 24/12/2009
08:59:51

O deputado Ferreira Ottomar (PMDB) disse que o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT) mudou o discurso em relação ao ex-prefeito José Tude (DEM), a quem derrotou: "O seu discurso de deputado era falando do governo passado de Camaçari, mas quando ele foi eleito nunca mais falou uma vírgula do governo de Tude. Uma vírgula sequer!"

Passando da crítica à acusação, Ferreira afirma: "Hoje, ele está bancando, com o dinheiro de Camaçari, 19 processos de Tude na Justiça. Ele pagou R$ 10 milhões para Tude não fazer campanha em Camaçari. Ele tem que dizer ao povo quanto já pagou aos advogados com o dinheiro de Camaçari".

Em tom de desafio, o deputado, que já foi aliado do prefeito, assegura: "Tudo isso que estou falando eu posso provar! Não estou aqui em vão, estou aqui falando a verdade! A pior coisa do mundo é um político usar a tribuna para falar mentiras, estou falando do fundo do meu coração e da minha alma".



Acordo silencioso adianta votações na Assembleia

Data: 23/12/2009
13:55:28

Confirmando a considerável melhoria de desempenho de sua bancada na Assembleia Legislativa, o governo encerrou o dia de ontem, às 22 horas, com vitórias que nem esperava quando a sessão se iniciou, às 14h45.


Aprovou seis projetos de lei, um projeto de resolução e dois requerimentos de urgência, como resultado de um acordo tácito com a oposição, que fez obstrução leve, ciente de seu enfraquecimento no processo.


Um sintoma da desmobilização oposicionista era visível no plenário: faltavam a bancada do PMDB - dos oito, apenas Joélcio Martins compareceu por certo tempo - e adversários dos mais aguerridos do governo Jaques Wagner, como os deputados Carlos Gaban (DEM) e João Carlos Bacelar (PTN).


O próprio líder Heraldo Rocha (DEM) demonstrava sinais de cansaço e impaciência, tendo delegado parte das funções ao vice-líder Paulo Azi (DEM). Por outro lado, não se pode dizer que a oposição fosse contrária à essência dos projetos aprovados, salvo o do reajuste do funcionalismo.



Reajuste dos servidores aprovado na segunda tentativa

Data: 23/12/2009
13:54:01

O anúncio do índice linear de 4% para os servidores públicos do Executivo teve desde o início a condenação da bancada da minoria, sob o argumento de que não cobria nem a inflação do período, de 4,3%, quando se esperava que fosse concedido um ganho real.


O governo recusou a tese, alegando que as diversas categorias profissionais obtiveram esses ganhos nas mesas de negociação setoriais, segundo cronograma a ser cumprido até 2011.


A votação desse projeto foi a única em que os governistas tiveram uma contrariedade, pois na primeira tentativa só colocaram 31 deputados no plenário, faltando um para o quórum. Era o deputado Yulo Oiticica, que tinha se ausentado para o jogo promocional em Pituaçu com a presença de Ronaldinho Gaúcho, evento ligado a seu mandato.



Oposição vota contra, mas contribui para o quórum

Data: 23/12/2009
13:52:39

Por recurso regimental, passou-se à apreciação de outros projetos, que viriam a ser aprovados por consenso, até que fosse recomposto o número legal para votação do reajuste.


Mas a chegada de Yulo não resolveu, porque o deputado Edson Pimenta (PCdoB), aborrecido com questões relativas à ocupação de um cargo em Vitória da Conquista, deixou a Assembleia.


Diante do impasse, os poucos oposicionistas presentes concordaram em permanecer no plenário para composição do quórum, embora votando contra o projeto. O reajuste terminou aprovado por 30 votos a 7, ou seja, sem maioria absoluta, fato inusitado que foi destacado por diversos deputados.



Orçamento e outros projetos na pauta do dia 29

Data: 23/12/2009
13:50:14

A pauta da Assembleia está com 18 projetos, e tudo indica que antes da votação em segundo turno do Orçamento do Estado para 2010, no próximo dia 29, os governistas querem aproveitar o bom momento para avançar nas aprovações.


Quatro projetos são certos: os que elevam custas forenses e taxas estaduais, para os quais o líder Waldenor Pereira espera resistência da oposição, e os que envolvem a doação de terreno para a Bahiafarma e recursos para ampliação das quatro universidades estaduais.


Outras matérias que poderão ser apreciadas são uma reforma organizacional na Secretaria da Educação e os projetos de indenização à família de Manoel Leal, jornalista assassinado na década de 90, e da regulamentação da profissão de piloto de aeronave, oriundo da Casa Militar.


Na sessão de ontem, entre outros projetos, foram aprovados os que elevam a entrâncias intermediárias as comarcas de Entre Rios e Luís Eduardo Magalhães, o que autoriza a alienação de terrenos da Conder para programas habitacionais e o que isenta de IPVA os motoboys.



Um conselho para a posteridade

Data: 23/12/2009
13:46:43

Palavras de Ulysses Guimarães, um dos grandes comandantes da resistência democrática durante o regime militar (1964-1985):

 
"... Política não se faz com ódio, pois não é função hepática. É filha da consciência, irmã do caráter, hóspede do coração. Eventualmente, pode até ser açoitada pela mesma cólera com que Jesus Cristo, o político da Paz e da Justiça, expulsou os vendilhões do Templo. Nunca com a raiva dos invejosos, maledicentes, frustrados ou ressentidos. Sejamos fiéis ao evangelho de Santo Agostinho: ódio ao pecado, amor ao pecador. Quem não se interessa pela política, não se interessa pela vida..."

 
Ilustram, com toda justeza, a página na internet da Fundação Ulysses Guimarães, instituto de estudos do PMDB.



Deputado se articula em Juazeiro

Data: 23/12/2009
13:24:53

O deputado federal Maurício Trindade (PR) articulou com o prefeito de Juazeiro, Isaac Carvalho (PCdoB), recursos do Ministério dos Transportes para a conclusão da ponte Juazeiro-Petrolina, que no lado baiano só chega ao meio do São Francisco.


Foram liberados R$ 4 milhões, faltando agora outros R$ 4 milhões para garantir a obra. Mas o deputado observa com um sorriso: "Bem, obra na Bahia começa faltando 4, depois faltam 40".


Trindade é frequentador regular da Assembleia Legislativa, onde, na falta de fronteiras internas na política baiana, especialmente nos escalões de intermediário para baixo, vicejam entendimentos variados.


Com o deputado Roberto Carlos (PDT), por exemplo, ele acertou uma emenda ao orçamento de R$ 400 mil para construção do Centro de Treinamento da Sociedade Desportiva Juazeirense, vice-campeã da segunda divisão do futebol baiano.



Geddel não terá voto de Trindade

Data: 23/12/2009
13:22:39

No plano político, o parlamentar também está afiado. Correligionário do senador César Borges (PR), apoia sua reeleição e ficará com o candidato a governador de sua chapa, mas somente se a opção for Paulo Souto (DEM) ou Jaques Wagner (PT).


Como acredita que o senador se aliará ao governador, é mais provável que seu candidato venha mesmo a ser Souto, porque ele faz uma ressalva: não votará de jeito nenhum em Geddel Vieira Lima (PMDB), que não teria cumprido compromissos assumidos com ele no segundo turno de 2008, os quais não quis revelar.



BLAGUE NO BLOG - Promoção garantida

Data: 23/12/2009
11:54:54

Portador da raríssima qualidade de não elevar a voz em circunstância alguma, o jornalista Jorge Calmon, que dirigiu a redação de "A Tarde" por mais de 40 anos, enganou-se na patente de oficial da Marinha numa sessão de entidade que reunia expoentes da cidade do Salvador.

"O nosso capitão-de-fragata...", dizia, quando foi interrompido pelo próprio, bruscamente, com um tapa na mesa: "Capitão-de-mar-guerra!"

Rebate o fleumático Calmon: "Capitão-de-mar-e-guerra. Há de chegar a almirante. Méritos para tanto não lhe faltam". E seguiu em sua alocução.



Programa habitacional faz deputados brigarem

Data: 22/12/2009
21:15:39

Uma suposta denúncia sobre o programa "Minha Casa, Minha Vida" em Feira de Santana terminou gerando um conflito no plenário da Assembleia Legislativa, há pouco, entre os deputados Fernando Torres (DEM) e Eliana Boaventura (PP).


A deputada disse que foi ofendida moralmente e que exigirá da comissão de ética da Casa uma providência contra Torres, que teria faltado com o decoro parlamentar. Torres disse que não houve ofensa moral e que "apenas" tachou Boaventura de "fofoqueira".


Na semana passada, Boaventura soube pelo deputado Torres que estouraria "um escândalo" envolvendo um deputado do PT feirense. A informação teria sido passada pela vereadora Eremita Mota (PP), apontando favorecimento a empresas que construiriam as casas do programa como também a pessoas que receberiam os imóveis.



Zé Neto nega favorecimento a empresas ou pessoas

Data: 22/12/2009
18:10:34

Boaventura relatou o caso a Zé Neto, imaginando que pudesse lhe dizer respeito - ou ao deputado federal Sérgio Carneiro, que é o outro representante petista de Feira. Zé Neto procurou saber detalhes com Fernando Torres, que deduziu ter sido vítima de uma inconfidência da deputada, gerando-se o conflito.


Serenados os ânimos, Zé Neto negou qualquer irregularidade no processo, que está a cargo da Caixa Econômica Federal. Assegurou que houve uma "pulverização" e que "oito ou nove" empresas construiriam as casas. Quanto à destinação das três mil casas, ainda não teriam sido definidos os critérios para selecionar os beneficiados entre os 35 mil inscritos.


A confusão chegou a interromper o discurso do deputado Clóvis Ferraz (DEM), que no momento fazia a discussão do projeto de reajuste salarial dos servidores estaduais.



Prefeito sanciona lei do hidrômetro

Data: 22/12/2009
18:04:54

O "Diário Oficial do Município" publicou hoje o texto da Lei 7.780/2009, sancionada pelo prefeito João Henrique, que dispõe sobre a instalação de hidrômetros individuais em cada unidade domiciliar de prédios de apartamentos, condomínios, conjuntos e loteamentos a serem construídos em Salvador.

 

A sanção do prefeito foi comemorada pelo vereador Gilmar Santiago (PT), autor do projeto de lei aprovado por unanimidade na Câmara na semana passada. "O próximo passo é uma audiência com todos os órgãos envolvidos no assunto para garantirmos o imediato cumprimento da lei", disse o vereador.

 

A lei prevê que as novas edificações somente terão seus projetos aprovados pela Prefeitura  se apresentarem na planta hidráulica um hidrômetro comum para o condomínio e hidrômetro exclusivo para cada unidade residencial ou não residencial.

 



PV pode acionar conselho de ética

Data: 22/12/2009
17:54:20

Fonte do PV afirma que o entendimento no partido é de que o grupo que defende o apoio à reeleição do governador Jaques Wagner - destacando-se o secretário do Meio Ambiente, Juliano Matos, e a diretora-geral do Instituto do Meio Ambiente, Bete Wagner - "só está interessado nos contracheques", numa referência aos cargos que ocupam na estrutura estadual.


O pré-candidato verde ao governo do Estado, deputado Luiz Bassuma, teria agora à tarde uma reunião com o presidente regional, Ivanilson Gomes, com a pretensão de sugerir a indicação de nomes para o conselho de ética do PV, que avaliaria "a posição dos dissidentes".


Os partidários das candidaturas  majoritárias de Bassuma e do deputado Edson Duarte não gostaram do descaso com que o governador tratou a carta que lhe foi encaminhada colocando os cargos à disposição, entendendo que "o documento será mesmo inócuo se não tiver uma consequência prática". 



Tadeu votará contra aumento de 4%

Data: 22/12/2009
17:49:05

O deputado Capitão Tadeu (PSB) fez pronunciamento há pouco na Assembleia informando que, mesmo sendo da base do governo, irá votar contra o aumento de 4% proposto pelo governador para o funcionaismo estadual.

 

O parlamentnar disse que assim se posicionaria "em nome das categorias discriminadas, a exemplo dos policiais, que não negociaram e não tiveram reajuste em janeiro passado", frisando que o índice, que repõe a inflação do período, era "bom para quem teve o aumento no início do ano".   



Obra é municipal, diz prefeito

Data: 22/12/2009
16:54:42

O prefeito de Santo Antônio de Jesus, Euvaldo Rosa (DEM), não aliviou no ato de inauguração do hospital regional da cidade. Ao lado do governador Jaques Wagner, fez uma retrospectiva, deixando claro que se tratava de uma obra municipal, em parceria com o governo federal,  agora transferida, após a conclusão, para administração pelo Estado.


A construção se arrastava havia cerca de 15 anos, tendo sido iniciada no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, e estava quase concluída quando Wagner assumiu o governo em 2007. O próprio nome do hospital, Ursicino Queiroz, dado pela Câmara de Vereadores, comprova que o hospital é municipal.



Acordo poderá evitar obstrução hoje na Assembleia

Data: 22/12/2009
16:52:40

Três projetos de lei estão na pauta da sessão de hoje da Assembleia Legislativa, sendo o mais importante o que concede reajuste de 4% ao funcionalismo estadual a partir de janeiro. A oposição questiona o índice e assegura que realizará mais um processo de obstrução.

 

Serão apreciados ainda o projeto que autoriza a alienação de terrenos para o programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida", do governo federal, e o que promove ajustes em planos de cargos e salários de algumas categorias de servidores e permite a convocação de policiais militares concursados que não tenham carteira de habilitação de motorista.

 

Há poucos minutos, o deputado Álvaro Gomes (PCdoB) solicitou ao líder do governo, Waldenor Pereira (PT), dispensa de formalidades para que sejam votados também os projetos que elevam a entrâncias intermediárias as comarcas de Entre Rios e Luís Eduardo Magalhães.

 

Neste momento, o líder está tentando a inclusão na pauta de outros projetos de origem do Poder Judiciário e, caso chegue a um  acordo com a oposição, a votação das diversas matérias poderá ser feita sem obstrução.



Verdade inocultável

Data: 22/12/2009
09:22:08

Ouvindo-se falar em Comissão da Verdade para os fatos do regime militar (1964-1985), é inevitável a recordação de que, nos momentos mais difíceis do período, houve quem quisesse a verdade exposta ali mesmo, na hora.


Foi o caso do inquérito policial-militar sobre o atentado do Riocentro, em 1981, quando setores radicais do Exército praticaram atentado a bombas para atribuí-lo à esquerda e justificar o endurecimento do regime. Um sargento morreu com uma bomba no colo e o capitão que o acompanhava ficou gravemente ferido.


O primeiro IPM, conduzido pelo coronel Luís Antônio do Prado Ribeiro, constatou o que estava à vista da nação, mesmo uma nação amordaçada, mas foi pressionado a abandonar a função, sendo substituído pelo coronel Job Lorena de Sant'Anna, ali colocado com o fim claro de manipular o processo.


Quando saiu a conclusão do inquérito de Job, de que os dois militares foram vítimas de uma organização terrorista, a "Última Hora", do Rio de Janeiro, estampou em manchete: "IPM conclui: capitão da bomba é inocente".



Tem gente demais pensando a Bahia

Data: 21/12/2009
21:17:51

A Fundação Ulysses Guimarães/Bahia, instituto de estudos sociais, políticos e econômicos de âmbito nacional ligado ao PMDB, enviou carta ao secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, protestando contra o uso indevido do nome "Pensar a Bahia" em programa governamental.


A direção baiana da FUG desenvolve, desde 2007, iniciativa com a mesma denominação e propósitos semelhantes. Os dirigentes possuem documentação, além de uma comunidade no site de relacionamentos "Orkut", que comprova a pré-existência do nome e proposta de trabalho do "Pensar a Bahia" da FUG.



Presos ficam pelo menos seis meses em delegacias

Data: 21/12/2009
21:08:25

O secretário da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Nelson Pelegrino, garantiu, durante a confraternização dos policiais civis, no fim de semana, que irá retirar os presos de delegacias até meados de 2010. Prazo que, dizemos nós, com boa vontade, pode ir até 31 de agosto.


De acordo com Pelegrino, a construção da cadeia pública e do anexo, do novo presídio de jovens e adultos e do presídio feminino, que juntos somarão cerca de 1.200 vagas, será suficiente para aliviar a pressão nas delegacias da Região Metropolitana, onde há igual quantidade de presos.



Wagner na posse do reitor da Uneb

Data: 21/12/2009
21:07:24

O governador Jaques Wagner estará amanhã, às 19 horas, na posse do reitor e da vice-reitora da Universidade do Estado da Bahia, Lourisvaldo Valentim e Amália Maraux, reeleitos com 85% dos votos da comunidade universitária, e aproveitará para inaugurar diversas benfeitorias no campus do Cabula.


O próprio Teatro Uneb, onde se realizará a cerimônia, foi reformado, mas merecem destaque ainda o Centro de Pesquisas em Desenvolvimento Regional, um investimento de R$ 530 mil, a nova portaria do campus, integrada ao recém-construído sistema viário, e uma rede de videoconferência.



Lula e Serra, um embate de craques sobre craques

Data: 21/12/2009
20:20:32

Quando esteve em Salvador, em setembro, para receber o título de cidadão baiano, o governador Aécio Neves descartou, definindo-a até como "arrogância", a ideia de o PSDB não compor com outras forças na candidatura à presidência da República. Por isso, recusava a possibilidade de vir a ser o vice numa chapa com José Serra.


A pergunta, feita pelo editor de Por Escrito numa coletiva, aborreceu levemente Aécio, mas somente depois ocorreu uma impressão sobre o motivo: sem que intenção houvesse de diminuí-lo, estava explícito que ele seria o candidato a vice, portanto estando implícita a precedência ou superioridade de Serra no confronto.


A recordação desse episódio vem a propósito do embate político-monetário que travaram o presidente Lula e o governador Serra quanto à formação, novamente falada, de uma chapa com os dois tucanos, ou, como se dizia na Bahia carlista, uma chapa "puro-sangue".



Presidente escolhe metáfora depreciativa

Data: 21/12/2009
20:17:11

Lula, cada vez mais solto e engenhoso, curtindo intimamente a certeza de que elegerá Dilma Rousseff sua sucessora, apela para mais uma metáfora futebolística de forma magistral, e em dois tempos: primeiro, ele não diz que Aécio e Serra são dois Pelés, mas dois Tostões, numa referência ao craque que brilhou ao lado do Rei na Copa de 70, mas um coadjuvante.


A segunda etapa é a escolha correlata, que não se pode crer casual, do depreciativo tostão, moeda popularmente tornada divisionária dos velhos réis e, depois de 1942, do cruzeiro criado por Getúlio Vargas. Até as décadas de 50 e 60, a moedinha de 10 centavos era chamada de um tostão, coisinha pouca.


O presidente Lula não está sendo inédito. Antes dele, com "Meio de Campo", de 1973, chegou Gilberto Gil: "Prezado amigo Afonsinho/ Eu continuo aqui mesmo/ Aperfeiçoando o imperfeito/ Dando um tempo, dando um jeito/ Desprezando a perfeição/ Que a perfeição é uma meta/ Defendida pelo goleiro/ Que joga na seleção/ E eu não sou Pelé nem nada/ Se muito for, eu sou um Tostão/ Fazer um gol nessa partida/ não é fácil, meu irmão".



Governador acha que pode tabelar com Aécio

Data: 21/12/2009
20:14:46

Serra contestou a tese lulista da incompatibilidade e ressaltou a capacidade de dois jogadores de alto nível técnico jogarem juntos, embora ressalvando que nada havia quanto a sua composição com Aécio.


E já que o assunto é futebol, na Copa de 70 há pouco referida, na verdade uns dois anos antes dela, uma polêmica irrompeu no solo pátrio: quem deveria ser o titular da meia-esquerda da Seleção, Gerson ou Rivelino? A crônica esportiva pendia pela naturalidade do jogador, se carioca ou paulista, respectivamente.


Dizia-se que jogavam na mesma posição em seus clube, que um só poderia ser reserva do outro, levando velho sábio anônimo do futebol a resumir quando soube do debate pelo rádio daquele tempo: "Onde jogam um perna-de-pau e um craque, jogam dois craques". Verdade provada no México.



Minas Gerais e São Paulo têm 33% do eleitorado

Data: 21/12/2009
20:12:56

Bem-aventurado o partido que pode lançar como candidatos a presidente da República e vice os nomes de dois filiados, não por acaso governadores com ampla aprovação popular em Estados que reúnem 33% do eleitorado brasileiro, ou 41,7 milhões de pessoas.


Aécio, desde o princípio, sabia que não era seu momento, mas como bom político não podia abrir mão do jogo de cena, ficar sem espaço para que o paparicassem, o lembrassem, o elogiassem. É da espécie. Retira-se da cena presidencial e dá início a um novo ritual, que pode até, mesmo sendo "arrogância", levá-lo a vice do PSDB.


Serra, agora, tem a obrigação de sair devagarinho da toca, ir avaliando o que acontece com a ministra Dilma mais uma vez repaginada, mas o fato é que não tem mais como fugir ao seu destino. Não à toa, intensifica-se a corrida para sua cadeira de governador de São Paulo.



Convenção aponta para polarização na Bahia

Data: 21/12/2009
11:09:13

A julgar pelos pronunciamentos e entrevistas na convenção regional do PMDB, a política baiana começa sua fase de decantação, a separação, por gravidade, da mistura que se apresentou após a morte do senador Antonio Carlos Magalhães.


E por mais boa vontade que se tenha com a perspectiva de alianças inusitadas entre contrários ideológicos, uma verdade começa a se impor: está todo mundo contra a reeleição do governador Jaques Wagner.


Diz-se isso porque de tudo quanto é composição já se falou neste longo processo. O ministro Geddel seria senador com Paulo Souto, que por sua vez também poderia ser o senador de Geddel, assim como César Borges - de um ou de outro.



Oposição conta com Wagner no segundo turno

Data: 21/12/2009
11:07:35

Mais recentemente, e dessa vez as especulações citavam até a participação do presidente Lula, Geddel voltaria para os braços de Wagner. Por último, o próprio Borges, senador que corre sozinho para a reeleição, se aliaria ao governador.


As manifestações na convenção de ontem demonstram que a oposição tem a certeza de que Wagner irá ao segundo turno. Quem a traduziu foi o deputado José Carlos Aleluia, para quem "DEM e PMDB estarão juntos no segundo turno para impedir a continuidade desse governo".


O candidato Souto foi contundente no ataque: o governo Wagner, além de ter "a marca da lentidão", trafega de "marcha à ré". E deixou a mensagem da construção de uma aliança ampla para 2010: "Hoje estamos do mesmo lado".



João Henrique e Borges contrariam boatos

Data: 21/12/2009
11:05:48

Mas a convenção teve outras afirmações de peso. Destaque-se a do prefeito João Henrique, que segundo velhos comentários correntes estaria em conflito com Geddel e em franca aproximação com Wagner.


João Henrique fez o discurso da gratidão ao ministro, que, além da reeleição, lhe permitiu "reorganizar o governo" vítima da "sabotagem" do PT a sua administração, após três anos e meio de participação. O prefeito falou em "boicote", e não se sabe se isso incluiria o governador.


O senador Borges deu outro golpe nas artimanhas republicanas que se quer insinuar na política estadual. Disse que seu "caminho natural" é o DEM ou o PMDB, com os quais tem "conversado", e atribui o contato com Wagner à presença do PR no governo Lula, gerando a necessidade do relacionamento institucional.



Geddel é tão candidato quanto Wagner

Data: 21/12/2009
11:03:39

Se, eventualmente, algum observador entender que tanta combinação pode resultar numa aliança entre as forças anti-Wagner já no primeiro turno, pode esbarrar na determinação dos dois candidatos de levar seus nomes ao eleitorado.


Num exercício de especulação, Souto até poderia desistir, cedendo o posto a Geddel, caso admitisse no futuro que teria uma eleição tranquila para o Senado. Geddel, em hipótese alguma, perderá a oportunidade de ir à TV criticar o governo Wagner e mostrar suas propostas à sociedade. Será seu début majoritário.


Geddel foi incisivo na convenção: em dez meses, o governo gastou R$ 60 milhões em propaganda e R$ 15 milhões em segurança pública, ante a "expansão do crime". Mas a ironia ele deixou para a saúde: enquanto o governo constrói hospitais, "o Estado bate recordes de dengue e de meningite".



Temer, candidato único a vice-presidente

Data: 21/12/2009
09:28:32

A participação na convenção do PMDB do deputado Michel Temer, presidente da Câmara e presidente licenciado do partido, tem outros significados, não somente a surpresa que Geddel queria fazer aos filiados ou a honra de sua presença.


Temer é o vice do PMDB para a ministra Dilma Rousseff, apesar da lista tríplice proposta por Lula que chegou a ser vista como uma ameaça letal à aliança com o PT. Sua vinda reforça o vínculo Geddel-Lula que tanto interessa ao peemedebista para sua campanha na Bahia.


Em contrapartida, como ministro do governo Lula, Geddel evidencia a precedência do seu compromisso com o partido ao convidá-lo neste momento delicado.



PMDB quer revigorar-se em convenção

Data: 19/12/2009
11:15:26

 
O PMDB vai jogar toda a sua força na Convenção Regional que realiza amanhã, no Centro de Convenções do Bahia Othon Palace Hotel, na Avenida Oceânica, Ondina.


Abalado pelas recentes denúncias de envolvimento de alguns de seus membros com a Operação Expresso, da Polícia Civil, o partido toma a iniciativa para recuperar o terreno supostamente perdido no confronto das forças políticas da Bahia.


Na pauta do encontro, a oficialização da pré-candidatura ao governo do Estado do ministro Geddel Vieira Lima, que terá o nome recomendado à convenção que em junho do próximo ano definirá as chapas do partido.




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