Salvador, 24 de junho de 2018

Uma Seleção de redes invictas

Data: 18/08/2016
10:28:41

Depois de levar ao limite do suportável os corações patriotas, eis que o futebol brasileiro chega à decisão da sonhada medalha de ouro olímpica, e ainda com a possibilidade de abater um pouco da dívida com a Alemanha.

Mas, olhando bem, tudo é uma questão de ponto de vista: os dois empates iniciais, por 0 a 0, primaram pela pobreza técnica e ameaçaram gravemente a classificação na primeira fase do torneio.

Depois vieram vitórias por 4 a 0, 2 a 0 e 6 a 0. Ou seja, o Brasil terminou em primeiro do grupo e depois avançou para a finalíssima sem tomar um gol e fazendo a média de 2,4 por partida.

É mais ou menos como nas pesquisas de opinião do mundo político. O interessado manipula os dados livremente, não sendo de duvidar que o regular acabe virando ótimo.



Queimação injusta

Data: 18/08/2016
10:27:33

De estarrecer a transmissão da Globo, querendo fazer crer que Tite, treinador da Seleção principal, foi quem deu padrão de jogo à Seleção Olímpica com suas visitas à concentração.



Nasceu pra isso

Data: 18/08/2016
10:26:43

Chama-se Alexandre Farto o doleiro que atuava para a construtora Queiroz Galvão, conforme investigação da Polícia Federal.

Uma fartura de dólares para uma lista em que aparecem, entre outros, Lula, Alckmin, Delcídio e Maluf.

É por isso que o Macaco Simão não perde o emprego.



Mesquinharia no ar

Data: 18/08/2016
10:25:56

Algumas emissoras de televisão têm a deselegante mania de manchar nomes comerciais que aparecem em suas reportagens para não serem lidos ou identificados, o que, supostamente, caracterizaria uma propaganda gratuita.

Além de mesquinharia, porque aquela mera exposição não alavancará vendas de loja ou produto nenhum, é uma burrice, já que a estranha distorção estraga a imagem que equipamentos tão caros e de tão “alta definição” estão transmitindo.



Vestismo substitui nudismo no verão francês

Data: 16/08/2016
14:15:29

Os que são entrados nos anos, como se dizia antigamente com toda solenidade e respeito, possivelmente jamais imaginaram ver o que está acontecendo na França: um escândalo por causa de mulheres que se vestem dos pés à cabeça para ir à praia.

Foi nesse país que, já há uns bons 70 anos, estilistas tiveram a ideia propor a calcinha e sutiã como roupa de banho, batizando de biquíni o conjunto e revolucionando a história do maiô.

E foram as mulheres francesas, em seus míticos balneários, que tiveram a ousadia das exibições primaciais do corpo, exatamente o oposto do que permitem vestes puritanas que a lógica batizou de “burkini”.

A questão é complexa, não porque as feministas vejam nos macacões e gorros usados pelas muçulmanas uma ameaça à liberdade, mas porque a simbologia que lhes é imposta é a mesma das metralhadoras, homens-bomba e caminhões desgovernados.



A verdade nua e crua

Data: 16/08/2016
14:12:31

Impossível esquecer a resposta de Leonel Brizola a César Maia, que concordava com frase de Roberto Campos segundo a qual as estatísticas, como os biquínis, mostram quase tudo, mas escondem o essencial. “César, você está trabalhando muito e não tem ido à praia ultimamente”.



Do encharcado espírito olímpico

Data: 16/08/2016
14:11:42

Diria o vulgo: corrida com barreiras debaixo de chuva é sacanagem.



Do estressado espírito olímpico

Data: 16/08/2016
14:11:09

Tendo queimado a largada em prova dos 110 metros com barreiras, o francês Wilhelm Belocian foi de uma falta de educação planetária.

Saiu em marcha louca, praguejando, o que até é razoável como reação à eliminação. Mas pular e derrubar com desprezo três ou quatro barreiras, a última com a mão, não há Barão de Coubertin que aguente.



Do lúdico espírito olímpico

Data: 16/08/2016
14:10:17

Na mesma prova, o brasileiro João Vitor de Oliveira se atirou sobre a linha de chegada, surfando na poça d’água para garantir a classificação.

Depois, deu entrevista das mais bem humoradas, contando as dificuldades que teve para seguir na carreira e participar de uma Olimpíada.

O estilo “aviãozinho”, ele usa sempre que acha que pode decidir. Já lhe custou até uma fratura de costela.



Levantamento de sarrafo

Data: 16/08/2016
14:08:11

A segunda medalha de ouro do Brasil, de Thiago Braz, no salto com vara, teve o efeito colateral de apagar o vexame da quebra do elevador que conduz o sarrafo aos ganchos.

Em grande parte da prova, o equipamento teve de ser colocado na mão grande, com comissários usando instrumentos que lembraram o velho corrupixel.



De cela, celular e célula

Data: 16/08/2016
14:06:16

Melancolicamente, constatamos que José Dirceu, ídolo de muitas gerações de estudantes, está novamente na clandestinidade.

Na cela que divide com o ex-deputado Luiz Argôlo, foi achado um carregador de celular, o que sugere contatos com o mundo exterior, sabe-se lá para quê.



Apenas uma teoria conspiratória

Data: 16/08/2016
14:05:35

No Tribunal Superior Eleitoral, vai-se retardando, agora por causa de mais tempo para certa perícia, a ação que questiona a legalidade da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, vencedora da eleição presidencial de 2014.

Uma burocracia aqui, um pedido de vista ali, e lá se vão os três meses e meio que faltam para acabar o ano. Se a cassação de, a esta altura, Temer, não sair até 31 de dezembro, mesmo que o seja depois, seu sucessor será eleito pelo Congresso.



Polícia x polícia

Data: 16/08/2016
14:04:32

Alvíssaras, como nos tempos avoengos, à ação das Polícias Militar e Civil que resultaram na prisão de um cabo e um soldado acusados de extorsão.

É um caso a ser acompanhado, por ser exemplar: a polícia é uma instituição necessária, mas para ter o referendo da sociedade há que lutar primeiro pela própria depuração.

Como é opressivo para o cidadão quando constata que seus direitos, às vezes, estão nas mãos de criminosos iguais aos que os próprios policiais combatem...



Voltas do mundo: boicotado agora é um ACM

Data: 15/08/2016
18:27:57

Em entrevista à imprensa, o prefeito de Salvador acusa o governador do Estado de boicotar sua administração, permitindo que a Embasa, sem licença, esburaque ruas, praças e avenidas que acabaram de ser recapeadas.

Não fosse pelo gênero da primeira autoridade, poder-se-ia imaginar que estamos há vinte e poucos anos, quando a cidade tinha uma prefeita, Lídice da Mata, que fazia justamente essa denúncia do então governador Antonio Carlos Magalhães.

Entretanto, a notícia é atual, com a ironia de o queixoso ser o prefeito ACM Neto e o governador, Rui Costa, aliado da mesma Lídice. E mais: o prefeito insinua que o governador o persegue porque já o considera adversário na eleição de 2018.



Prefeito aponta da dor de cotovelo à má vontade

Data: 15/08/2016
18:25:39

É possível que Neto, de fácil e convincente discurso, negue essa interpretação, mas na entrevista concedida ao site Bahia Notícias consignou: Rui tem “obsessão” inexplicada por atacá-lo, quando, “ao que se saiba, o governador não é candidato a prefeito”.

Sobre eleições, mentiu: “Não consigo enxergar nada que não seja 2016, só tenho em mente a eleição de 2 de outubro. As pessoas especulam muito sobre 2018, perguntam sobre candidatura a governador. Confesso que sequer aceito conversar sobre essas especulações”.

Pelo sim, pelo não, o prefeito desceu a ripa. Qualificou de “dor de cotovelo” a crítica de Rui à obra do Rio Vermelho e se disse vítima de “reiteradas demonstrações de má vontade pessoal” por parte do governador, do qual não recebe “nenhum apoio”.



País espera decolagem da "potência olímpica”

Data: 15/08/2016
18:21:14

Dois anos atrás, tudo era um sonho romântico para muitos e político-financeiro para uma elite privilegiada, usando saudosa expressão que embalou pregressas juventudes.

O superintendente de esportes e hoje diretor executivo do Comitê Olímpico Brasileiro, Marcus Vinicius Freire, estabelecia: “O objetivo é tornar o Brasil uma potência olímpica em 2016”.

Pela pretensão, entenda-se: conquistar até 28 medalhas e chegar no máximo em décimo lugar na classificação geral. Em 2012, em Londres, os atletas brasileiros ganharam 17 medalhas.

Nesse ponto, surge uma controvérsia: o COB soma todas as medalhas para definir a posição, enquanto o COI considera prioritariamente as de ouro, critério que deixa o país no 22º lugar, contra o 15º pretendido pelo COB.

Para os Jogos do Rio, o governo investiu US$ 600 milhões em programas com nomes sugestivos, como Bolsa-Pódio e Plano Brasil Medalhas, destinados ao preparo das equipes, mas até agora sem efeito prático.

O Brasil ocupa o 29º lugar com uma medalha de ouro e sete outras. além duas garantidas por antecipação. Para atingir a meta dos dirigentes, precisaria chegar, pelo menos, a seis ouros, que é o que tem hoje a Coreia do Sul, dona da posição.



Dentro dos conformes

Data: 15/08/2016
18:11:41

Diz-se que dez mil atletas participam, no Rio, dos Jogos Olímpicos.

O nadador americano Ryan Lochte, assaltado ontem quando transitava num táxi pela cidade, representa 0,01% desse contingente.

Ou seja, seu caso está, mais ou menos, no índice de assaltabilidade da população carioca.



Ovelha desgarrada

Data: 15/08/2016
18:10:16

Mas também quem manda abandonar sua turma e arriscar-se por aí? Isto aqui não é o Iraque, onde o atleta estaria mais seguro. Ou até Paris.

Lochte deve ter desprezado a orientação da embaixada americana, da chefia da delegação ou de quem bom senso tivesse para dizer: “Se saia”.



Nas mãos de Deus

Data: 15/08/2016
18:09:24

A propósito, quando morreu o militar Hélio Andrade, da Força Nacional, que entrou “por engano” numa favela do Rio, autoridades disseram que o fato não desabonava o esquema de segurança dos Jogos.

A pressa em colocar panos quentes ou tapar o sol com peneira é tanta que nem se dão conta do ridículo de declaração. A vítima foi um soldado treinado e armado, não um cidadão comum, desses que há aos milhões por aí.



Prefeito terá perda se faltar a debates

Data: 13/08/2016
10:48:20

Ao dizer que sua ida aos debates eleitorais que as televisões da cidade promoverão “ainda não está em avaliação”, o prefeito ACM não consegue ocultar que o assunto está sendo tratado, o que implica a possibilidade, realmente, de a um ou nenhum deles comparecer, do contrário confirmaria a presença sem a menor hesitação.

Os debates são uma tradição brasileira, permitindo aos principais concorrentes expor ideias e – por que não? – apontar os defeitos de adversários. Não se conhece nos últimos anos em Salvador um candidato favorito que tenha deixado de ir a um debate.

É difícil acreditar que o prefeito vá cometer esse absurdo, que o descredenciaria muito no âmbito de democracia e ainda poderia colocar-lhe a pecha da arrogância, por ser diretamente conexo o raciocínio de que ele acha que já ganhou. Atribuir favoritismo a candidato é tarefa de eleitores e analistas, não do próprio.



Desagrado

Data: 13/08/2016
10:45:40

Diz-se que a preocupação de Neto é com a participação do deputado Sargento Isidório, candidato do PDT a prefeito, embora não haja transpirado exatamente o que o desagradaria e por quê.

Isidório é conhecido pelo combate ao homossexualismo e pelo trabalho de recuperação de dependentes de drogas que realiza, entre outros aspectos, sempre com linguagem e formulações pouco ortodoxas.



ACM e os adversários

Data: 13/08/2016
10:44:49

A situação recorda uma passagem humorística do debate entre sete candidatos ao Senado em 1994, na TV Aratu, com a presença do falecido senador Antonio Carlos Magalhães.

Apesar de amplamente favorito, ACM não recusou o convite, mesmo que tenha sido para ouvir um dos adversários dizer que ele estava com “brabrabrá”.

É claro que havia concorrentes respeitáveis na bancada, como o ex-deputado Marcelo Duarte e o ex-governador Waldir Pires, mas ACM, como dizem os evangélicos, não fez “excepção de pessoa”.



Tiro no pé

Data: 13/08/2016
10:43:34

O boicote de Neto seria tanto mais estranho pelo fato de sua família ser proprietária da TV Bahia, que, aliás, promoverá um debate dos candidatos a prefeito.



Conceito suicida

Data: 13/08/2016
10:42:53

Agora, tem uma coisa: se a campanha da deputada Alice Portugal seguir a linha exposta pelo vereador Everaldo Augusto (PCdoB), de que “a cidade hoje é igual ou pior do que quatro anos atrás”, então o prefeito não precisa nem aparecer na TV.



Assessorias driblam lei da impessoalidade

Data: 13/08/2016
10:41:42

Num desses avanços que o Brasil dá de vez em quando, um dia, não muito distante na história, foram proibidos os gestores públicos, com ou sem mandato eletivo, de usar recursos públicos para propaganda pessoal, como comumente se via nos anúncios.

No entanto, a rigor, essa legislação é desconsiderada sistemicamente com a existência das assessorias de imprensa, uma realidade dos nossos dias contra as quais o máximo que se pode fazer é escrever.

Diariamente, essas repartições, cada vez mais engordadas de pessoal e equipamento, despejam sobre todo meio de comunicação existente ou imaginário toneladas de dados certamente muito positivos sobre a administração.

Nas matérias, são fartamente citados e repetidos os nomes de quem seja interessante divulgar, de uma simples vaidade individual aos mais amplos sonhos e projetos de obtenção ou preservação do poder.

As “notícias” vão das elementares e razoáveis até as mais extravagantes, como atestam os releases que chegam incessantemente às redações, das mais variadas origens, dando a sensação de que o importante não é fazer, mas não parar de falar.



No tempo em que homicídio era coisa rara

Data: 11/08/2016
08:42:31

O conceito elementar de notícia é o fato que sai do normal das coisas. Pode, portanto, ter vários graus de importância, da proverbial trivialidade até aquilo que envolve a vida.

Quase meio século atrás, na escola ou no jornal, a lição básica dizia que o cachorro morder uma pessoa é comum. A notícia seria quando alguém mordesse um cachorro.

A proximidade também era critério, e por acaso novamente envolvendo caninos: “Mais vale um cachorro morto na porta da Redação do que 20 mil mortos no Paquistão”.

A tese não é, como parece, absurda. Naquele tempo o Paquistão era distante. E dele só tínhamos notícia – olha ela aí! – por catástrofes naturais ou guerras comunicadas em frios telegramas.

Por outro lado, tirando as vítimas das chuvas, um cadáver em Salvador era raro, só com um ou outro acidente de trânsito ou de trabalho. Em caso de assassinato, a imprensa ficava em cima por meses e até anos, não a banalidade de hoje, com os corpos se amontoando nos necrotérios.



Uma página gráfica para a corrupção

Data: 11/08/2016
08:40:06

Essas reminiscências decorrem da evidente perda de sentido do noticiário sobre a corrupção no Brasil, indiciando políticos, dirigentes de empresas públicas, empresários, “operadores” e sabe-se lá que categorias mais.

Não há como o cidadão comum acompanhar o emaranhado de informações, pelo que a matéria jornalística perde o interesse. O leitor, na maioria dos casos, encontrará dados que mais lhe confundirão a mente do que o ajudarão a entender a situação.

Mais aconselhável seria que as editorias, sempre assessoradas pelas competentes equipes gráficas que ocuparam com toda justiça seu lugar, providenciassem um grande quadro da esculhambação generalizada para rápida compreensão pelo grande público.

Em colunas cuidadosamente arrumadas, poderíamos saber todas as empreiteiras participantes, as empresas públicas saqueadas, os volumes de dólares, euros e reais, os políticos, vá lá, beneficiados e os paraísos fiscais por onde transitou a grana antes do destino final.

Não mais se gastariam páginas e páginas com reportagens, entrevistas, longos textos, quando o que interessa, além de eventual cadeia para os "artistas", é quem roubou, de que cofres e onde o dinheiro foi parar, na esperança quase vã de que o Erário possa reintegrá-lo.



País segue assistindo à perda de tempo

Data: 11/08/2016
08:38:09

Em nome do “devido processo legal”, o país ficará em compasso de espera pelo menos até o fim do mês, enquanto não sai a decisão definitiva da perda do mandato da presidente Dilma Rousseff.

No processo de admissibilidade, foram 55 votos contra Dilma, um a mais do que o necessário para cassá-la no julgamento final. Terça-feira, a votação da pronúncia já registrou 59 votos a 21.

Isso significa que os faltosos na primeira sessão compareceram e se definiram pelo impeachment, ao mesmo tempo em que a presidente afastada perdeu um apoiador, pois havia obtido 22 votos na admissibilidade.

A Constituição dá seis meses para que o processo ande com a presidente fora do cargo. É um período de indefinição no país quanto à adoção de várias políticas, por causa de uma questão que poderia ser resolvida c om mais brevidade.



Um voto ainda em segredo

Data: 11/08/2016
08:35:42

Nas duas votações, uma abstenção, a do senador Renan Calheiros, que na primeira vez tinha a desculpa de ser o presidente dos trabalhos.

Agora, ele se manteve neutro sem que fosse uma exigência, digamos, ética, porque a sessão foi presidida pelo ministro Ricardo Lewandowski.

Aguarda-se que Renan, que tem se mostrado um excelente profissional do muro e da corda bamba, tome um rumo na terceira e derradeira rodada.



Com Dilma

Data: 11/08/2016
08:34:34

O senador Roberto Muniz (PP) indica que votará pelo retorno da presidente Dilma. No pragmatismo da política, mantém-se fiel ao grupo que o colocou na suplência do senador licenciado Walter Pinheiro (sem partido).



Golpe e contragolpe

Data: 11/08/2016
08:33:42

Para defender Lula e Dilma com os métodos que propõe, o ex-governador Jaques Wagner deveria aprender krav maga, não tatuar patuá judaico.



O velho símbolo do sertão no litoral

Data: 11/08/2016
08:31:38

É verdade! Um velho signo da política regional aparece na imprensa com foto e texto: o deputado Lúcio Vieira Lima recebendo “recursos” do ministro Helder Barbalho para abastecer Itabuna com... carros-pipa!

Dizia-se que isso era dos tempos remotos, quando o governo federal criava as “frentes de trabalho” – essas, de fato, sumiram do mapa. A história de água para todos na Bahia não deu pro gasto nem num dos maiores municípios do Estado.



Aos jovens repórteres

Data: 11/08/2016
08:30:26

Não se deve, lá pro meio da matéria, chamar de “Lima” o ministro Geddel Vieira Lima.



Em clima de vamos-ver, política mostra entranhas

Data: 09/08/2016
14:39:25

Se outro motivo não tivéssemos para achar que a forma de fazer política está mudando, bastaria o desabrido “debate” suscitado pela já famosa entrevista da deputada Tia Eron à Rádio Metrópole.

Ao contrário do que normalmente se diz ao fechamento de um acordo político, quando se procura aliviar tensões, transmitir a ideia de que todos estão juntos e satisfeitos para a luta que virá, a parlamentar destrambelhou.

Disse que o prefeito estava desesperado com a indefinição do PRB sobre o apoio a sua chapa e mais preocupado ainda com a possibilidade de uma candidatura do partido. “Ele praticamente implorou”, esculachou Tia Eron.

A sorte de Neto é que do outro lado da mesa estavam pessoas magnânimas, como o deputado Sidelvan Nóbrega e a própria Tia Eron, que ouviram as “súplicas”, conforme definiu, tendo ambos entendido que “ele soube colocar as palavras”, resolvendo tudo.

Poder-se-ia debitar as declarações indelicadas da deputada a um ímpeto incompatível com sua experiência, mas eis que o governador Rui Costa não deixa por menos e reage às insinuações de Eron de que ele tentou aliciá-la.

Rui informou que se recusou “sucessivamente” a receber Tia Eron para que ela não o usasse como “instrumento de valorização” nas conversas com Neto. E que, inclusive, disse isso ao vice-governador João Leão, que tinha pedido a audiência.



Digressão sobre o jornalismo

Data: 09/08/2016
14:37:12

Os jornais mais recatados deveriam recusar as cartas de leitores que fizessem elogios e agradecimentos, os quais cabem no coração de quem os faz, não é preciso tornar público.

Mensagens assim dão a impressão de bajulação, favorecimento e até maquinação solerte para uma próxima situação.

Outra coisa não se pode pensar, por exemplo, de um gestor público que parabeniza pela imprensa um profissional cujo trabalho tem nítida influência em sua área administrativa, ou seja, eu te dou uma força, você retribui.



Foi lindo Pelé acendendo a pira

Data: 08/08/2016
17:14:58

Pelé é um fenômeno também por outro motivo: como futebolista, ele representa a fronteira exata entre o que sabemos hoje e o que desconhecemos de antes de 58. O Rei da Vila Famosa está na memória da nação e, se duvidar, de cada habitante do planeta.

Sempre ouvimos falar de Friedenrich, Popó, Zizinho e Leônidas, cujos lances e partidas nós, povo brasileiro, rigorosamente, jamais vimos. Arquivos temos aos montes só de de Mullers e Mirandinhas.

O registro dos fatos está descompensado. Cinco mil anos tem a civilização, e a um patriota cioso não é dado o direito de ouvir, por exemplo, a voz gravada de Deodoro, que proclamou nossa República há apenas 120 anos. Já de Silas Malafaia, dispomos de todos os sermões.

A tecnologia das imagens e áudios começou a se consolidar exatamente na época em que o adolescente Pelé deslumbrava o mundo com sua genialidade, o que o fez mais eterno do que as majestades da bola que o antecederam.

Pelé tem coisa com o sobrenatural. Dominou a cena sem aparecer. Não acendeu de verdade a pira olímpica, mas é como se tivesse estado glorioso e iluminado naquele ato que é a essência de sua vida, porque une os corações esportivos.



O gol é apenas um detalhe

Data: 08/08/2016
17:10:27

Nos jogos da seleção de futebol masculina, “a bola não entrou”, segundo explicação de técnico e jogadores. Por isso terminaram 0 a 0.



Encalhe à vista

Data: 08/08/2016
17:09:13

Diz-se que a presidente afastada Dilma Rousseff escreverá um livro sobre os bastidores do impeachment. Se é para se defender, não se imagina por que não faz agora, na tentativa, em tese, de salvar o mandato, as revelações que reserva.

É uma espécie de blefe, como nas caricaturas de jogo de pôquer nos faroestes americanos. Dilma não percebeu que é passado, que até sua imagem na televisão evoca uma distorção da realidade. Ninguém acredita nas jogadas dela, nem precisa.

Não passam de pares de oito as propostas que seriam moeda de troca na batalha do Senado, como manutenção da equipe econômica e plebiscito sobre eleição presidencial. Refletem apenas desconexão política, enquanto os profissionais dão as cartas.



Queixa procedente

Data: 08/08/2016
17:07:52

É raro, mas desta vez os petistas estão cobertos de razão para a nota da bancada federal, assinada pelo líder Afonso Florence: Gilmar Mendes é um ministro do Supremo que milita em favor de uma causa política.

Sem que de nenhum tenha sido pedida a cassação do registro, outros partidos incorreram nas mesmas práticas que o PT no que diz respeito ao uso em campanhas de recursos públicos desviados.



Reforma penal

Data: 08/08/2016
17:06:55

Chegará o dia no Brasil em que se será preso por formação de partido.




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