Salvador, 20 de outubro de 2018

Grande sereia

Data: 18/08/2015
14:35:44

“Collor foi tirado por roubar muito menos do que Dilma”, disse o deputado José Carlos Aleluia (DEM), ao lançar danças e perfume sobre o vice-presidente Michel Temer.

“Homem sereno, equilibrado”, Temer “faria um governo de transição pra colocar o Brasil no caminho da prosperidade”.

A adesão à tese de cassação exclusiva de Dilma é porque, segundo o parlamentar, seria “traumático” para o país impugnar a chapa presidencial para convocação de nova eleição.



Herzem pede parcelamento de IPVA atrasado

Data: 18/08/2015
14:33:28

A notícia de que 2,4 milhões de veículos registrados na Bahia estão com o IPVA em atraso levou o deputado Herzem Gusmão (PMDB) a reiterar a necessidade de aprovação de projeto que apresentou parcelando o débito para esses contribuintes.

“Protocolei o projeto na Assembleia Legislativa no dia 26 de maio, e se o governo não quer dar o crédito a mim ou à Casa, que mande para cá uma proposta semelhante”, disse o deputado, ressaltando que o número representa quase dois terços da frota do Estado, de 3,7 milhões.



Líder cobrará de Nilo discussão de projetos

Data: 18/08/2015
14:31:38

Na sessão de logo mais da Assembleia Legislativa, o líder da oposição, Sandro Régis (DEM), cobrará do presidente Marcelo Nilo o compromisso assumido no primeiro semestre de não mais permitir a tramitação sem discussão e análise nas comissões de projetos polêmicos enviados pelo governo.

Em razão de projetos de importância encaminhados pelo governador Rui Costa, como o dos consórcios regionais de saúde, o de mudanças no Funprev e do que trata da inscrição de créditos não tributários em dívida ativa do Estado, Régis anunciou:

“O deputado Marcelo Nilo disse em alto e bom som que não admitiria mais que nenhum tipo de projeto do Executivo fosse votado a toque de caixa, em regime de urgência, nesta Casa. Cobrarei no plenário essa posição”.

Segundo  o líder, há projetos “que chegaram na sexta-feira e são de extrema importância para a vida das pessoas, mudará a vida de muita gente”. Ressaltando que Nilo “não queria que a Assembleia fosse um mero carimbador do Poder Executivo”, disse esperar para ver “como a Casa se comportará diante desse tema polêmico”.



Governo aponta suspeito errado no caso Fonte Nova

Data: 16/08/2015
13:23:19

Ao sobrepreço apontado no contrato de construção e gerenciamento da Arena Fonte Nova pelo consórcio Odebrecht-OAS, a Procuradoria Geral do Estado responde com um pedido de suspeição do relator do processo no Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Pedro Lino.

É um instrumento perfeitamente legal, que bloqueia o processo enquanto sobre ele não houver uma decisão, mas no quadro atual sugere apenas que o governo tem preocupação com a essência da questão.

O repasse anual é de R$ 99 milhões e se estenderá por 15 anos. O conselheiro denuncia esses valores com base em levantamentos da Controladoria Geral da União e de professores da Ufba, que chegam a números próximos: respectivamente, R$ 81,26 milhões e R$ 82 milhões.

A Odebrecht, assim como sua parceira OAS, tem um histórico de superfaturamento que seria cansativo relacionar, especialmente em contratos com a Petrobras, no Brasil e no exterior.

Recentemente, foi flagrada pelo TCU num sobrepreço de R$ 406 milhões na construção de uma base naval e um estaleiro para a Marinha. Portanto, neste caso, suspeita é a Odebrecht, não o conselheiro – sem falar nos suspeitos ocultos.



Brasil zil zil

Data: 16/08/2015
13:19:49

Noticia-se que o vice-presidente Michel Temer vem se encontrando com grandes empresários nacionais interessados em discutir saídas para a crise econômica – e que executivos estrangeiros também querem uma conversa.

Se der bom resultado, o país terá à disposição a oportunidade de bater o recorde em jeitinho brasileiro: Temer continuaria governando por debaixo do pano e não haveria a traumática necessidade de cassar a presidente Dilma.



Temer, um diplomata no campo de batalha

Data: 16/08/2015
13:04:28

Segue o vice-presidente Michel Temer caminhando não numa corda bamba, que isso é privilégio da presidente Dilma, mas num fio de navalha para tentar levar a bom termo tanto seu mandato quanto o dela.

A recusa evidente de ser o líder do golpe institucional, pois poderia tê-lo comandado há muito tempo se esse fosse seu desejo, pode, em última instância, fazer de Temer também uma vítima, em caso de impeachment por motivação eleitoral.

O quadro, entretanto, embora não esteja seguro, situa-se numa zona de conforto relativo, reforçado pela ação do vice para agendar uma conversa cara a cara de Dilma com o presidente do Senado, Renan Calheiros.

Há uma guerra declarada na República. De um lado, uma oposição indócil, que está hoje nas ruas, e um presidente da Câmara, Eduardo Cunha, com prerrogativas para ferir de morte o governo. De outro, forças que não querem subscrever um ato que levaria o país, no mínimo, a uma era de conturbação e incerteza.

Houve uma tentativa de transformar Michel Temer num oportunista quando ele, no começo do mês, produziu uma declaração que foi interpretada como o autolançamento de seu nome ao lugar de Dilma Rousseff.

Em segundos, o Brasil tomou conhecimento da “informação” de que o vice-presidente se apresentava como o homem certo para “reunificar o país” e que isso era uma senha para a deflagração do processo de impeachment

A fala não foi um escorregão nem uma impertinência, muito menos algo desconectado da realidade: está patente há muito tempo que a presidente Dilma perdeu credibilidade com a população e apoio do meio político para governar.

Temer sabe que nenhuma das duas situações é determinante para retirá-la do cargo, e se a credibilidade, mesmo irreversível, é um problema entre ela e o eleitorado, a base congressual se recompõe, desde que com boa articulação.

É o que ele procura fazer. “É preciso que alguém tenha a capacidade de reunificar, reunir a todos e fazer este apelo, e eu estou tomando a liberdade de fazer este pedido porque, caso contrário, podemos entrar numa crise desagradável para o país”, afirmou, no dia 5.

Não são palavras de um golpista, mas de um diplomata de Estado que assumiu a responsabilidade de dizer justamente o contrário: que “é preciso pensar no país acima dos partidos, acima do governo e acima de toda e qualquer instituição”.



Poeminha dos quatro vês

Data: 16/08/2015
12:47:05

(Para Letícia)

 

Vovô

veio

ver

você.



País precisa de limpeza empresarial e política

Data: 15/08/2015
09:14:27

A Operação Lava-Jato caminha a passos largos, poderíamos mesmo dizer com as botas de sete léguas da fábula, e está alcançando um patamar que pode ser determinante de uma mudança no curso da história, levando a nação a repensar seus padrões e, talvez, optar por novos caminhos.

Não é possível que não se esteja enxergando o óbvio: de um lado, altos recursos, que se contam às dezenas de bilhões de dólares, drenados pela corrupção sem limite; de outro, uma ampla massa populacional que, “por falta de dinheiro”, sofre as maiores carências nos serviços públicos a que é obrigada a recorrer.

É a percepção dessa contradição tão clara que está permitindo ao Ministério Público, à Polícia Federal e – somos obrigados a personificar – ao juiz Sérgio Moro avançarem, num trabalho que aparentemente pode determinar um novo modelo para os negócios públicos e para a política no Brasil.

A dúvida nasce da fórmula que se insinua, por exemplo, para livrar a presidente Dilma das garras do impeachment planejado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha: um acordo com o presidente do Senado, Renan Calheiros, que garantiria na Casa a recondução do procurador Rodrigo Janot e em troca seria poupado de denúncia.

A queda da presidente, embora seja uma decisão política, exige a comprovação de crime que ele tenha cometido no exercício do mandato, do que até agora não se tem sinal. Se ela tiver de ser derrubada, com todos os desdobramentos negativos que o país enfrentará, que o seja. Caso ela permaneça por negociata, nada significarão as prisões e condenações da Lava-Jato.



Valentia de Dilma não adianta

Data: 15/08/2015
09:12:33

A serenidade não é, decididamente, uma virtude que esteja sendo cultivada nos redutos governistas diante da grave situação política.

Este seria um momento a exigir, pelo menos, unidade de ação e coerência para neutralizar a combater forças em contrário, especialmente porque tanto o governo como seu partido deram fortes motivos para a pressão que sofrem.

Mas o que se vê é a presidente Dilma, ao mesmo tempo em que tenta costurar um entendimento com o Legislativo e Judiciário, dos quais depende sua sorte –, usar uma retórica que não condiz com a realidade.

Por exemplo, acusar os adversários da prática de “vale-tudo”, quando ela própria produziu a frase segundo a qual “a gente faz o diabo para ganhar eleição”. Da mesma forma, a fanfarronice do “enverga, mas não quebra”, pois sua fragilidade é evidente.



Política pastoril

Data: 15/08/2015
09:11:21

Produziram desnecessária dúvida as palavras do secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, sobre possíveis negociações para o retorno do PDT à base do governo: “Quanto mais cabra, mais cabrito”.

Dada como “enigmática” na imprensa, a frase simplesmente alude à existência de robusto exemplar feminino de um mamífero com generosas tetas, capaz, portanto, de alimentar todas as suas crias, como convém na política.



Barra limpa

Data: 15/08/2015
09:10:07

Bobagem todo esse frisson na imprensa sobre uma suposta blitz da Polícia Federal em gabinetes da Assembleia Legislativa, o que teria levado ao esvaziamento de gavetas em muitos deles.

Na verdade, as gavetas estão vazias desde abril de 2012, quando a Operação Detalhes levou documentos do gabinete do deputado Roberto Carlos (PDT), um caso, por sinal, até hoje sem consequência ou explicação.



Assunto sigiloso

Data: 15/08/2015
09:09:13

Apesar de o evento de que participava, ao lado da presidente Dilma, em Salvador, chamar-se “Dialoga Brasil”, o ministro Jaques Wagner nada respondeu ao repórter Rodrigo Aguiar, de A Tarde, sobre a ameaça do presidente da CUT, Vagner Freitas, de encarar nas ruas, “com armas na mão”, uma tentativa de impeachment presidencial.

Com fama de chegado a uma boa conversa, dotado de fluência capaz de rebater qualquer argumento, Wagner ficou devendo um comentário. Como ex-governador, como petista, como ex-sindicalista e, principalmente, como ministro da Defesa.



Torcida contra

Data: 15/08/2015
09:08:08

Os meios de comunicação têm o dever de divulgar as trapalhadas produzidas pelo governo na área política e na economia, mas uma coisa é certa: nota-se um frenesi no trato dos dados negativos.

Como líder do bloco, a Globonews tem os exemplos mais expressivos: Cristiana Lôbo dá as piores notícias com o mais largo sorriso, enquanto Merval Pereira é mais raivoso. A exceção fica com Renata Lo Prete, de postura profissionalmente ponderada.



Esclarecimento

Data: 15/08/2015
09:06:52

Já passou do prazo de o deputado Mário Negromonte Júnior (PP) tomar a iniciativa de uma declaração negando que tenha ameaçado o ex-deputado Luiz Argôlo e a sua família.

A denúncia foi feita pelo publicitário Ary Carlos Nascimento em depoimento à Operação Lava-Jato, e a ameaça teria ocorrido pela possibilidade de Argôlo, ora preso em Curitiba, fazer acordo de delação premiada.
 



Livro retrata Francisco Pithon

Data: 15/08/2015
09:06:04

Será lançado hoje, às 17 horas, no Espaço Cultural Itaú, o livro “Francisco Pithon - o Cinema na Bahia”, de Flávio Novaes, que traça o perfil do empreendedor e maior exibidor cinematográfico que a Bahia já teve.

Pithon construiu cinemas importantes, como o Bahia e o Tupi, este com o cinerama, uma das novas tecnologias que ele introduziu, ao lado de som estéreo e do ar-condicionado. A obra faz parte da coleção Gente da Bahia, da Assembleia Legislativa.



Eserval não quer papo

Data: 13/08/2015
14:41:41

Não é surpresa a reação do desembargador Eserval Rocha, presidente do Tribunal de Justiça, de cancelar a inauguração do Juizado Especial de Alagoinhas ao deparar-se no local com uma manifestação de servidores em reivindicação.

Nesta mesma semana, duas revelações elucidativas. Primeiro, o presidente da OAB-Bahia, Luiz Viana Queiroz, disse que o desembargador “tem um diálogo muito difícil” com a entidade, recusando-se a tratar de medidas que acelerariam a prestação jurisidicional no Estado.

No dia seguinte, a juíza Marielza Brandão, presidente da Amab, declarou que Eserval “não reconhece a associação” e que, igualmente, tem propostas para melhorar o desempenho do Judiciário. “Os magistrados não são os culpados pela crise. Como os advogados, nós também estamos sufocados”.

Além de lamentável, é apavorante ver o titular de uma instância institucional da mais alta responsabilidade colocar-se acima do mundo e dos indivíduos, obedecendo mais a um repuxo da personalidade do que à serenidade como elemento básico de quem quer fazer justiça.



Aprovação a todo custo

Data: 13/08/2015
14:39:45

Fonte deste blog relatou duas situações para demonstrar o nível do ensino superior privado, com a proliferação de “faculdades” e até de “universidades”.

Numa delas, uma turma teve uma única reprovação, tendo o professor sido chamado pela direção para saber que aquele era “um aluno antigo da casa”, que “paga em dia”, e que certamente procuraria outro estabelecimento se perdesse a matéria.

Em outra “faculdade”, o caso chegou às raias do surrealismo: um estudante recebeu telefonema em casa informando-o de que passara no “vestibular” e que poderia comparecer para a matrícula. “Mas eu nem fui fazer a prova”, limitou-se a responder.



Educação e cultura contra violência e crime

Data: 13/08/2015
14:38:24

Preocupado com o baixo desempenho das escolas baianas no Enem, o deputado Herzem Gusmão (PMDB) convidou as autoridades a “uma reflexão” sobre a transformação de Medellín, na Colômbia, a partir de 2005, “de cidade mais violenta para cidade mais criativa do mundo”.

O curioso que é essa mudança “não foi conduzida pelo secretário da Segurança Pública, mas pelo então secretário da Cultura e Desenvolvimento Social, Jorge Melquizo”, que fez em Ilhéus, há poucos dias, palestra em que mostrou que “educação se faz com livros, escolas e esporte”.



Ensino militar tem “autoridade e vontade”

Data: 13/08/2015
14:37:15

Mas foi internamente que Herzem buscou outro exemplo de que é necessário mudar alguma coisa no processo educacional da Bahia: o primeiro lugar alcançado no Enem pelo Colégio da Polícia Militar de Vitória da Conquista, que ficou em 65º em todo o Estado entre as 642 escolas públicas que participaram do exame.

“Nesse colégio”, afiançou o parlamentar, “trabalham professores do igual preparo e do mesmo nível dos que atuam na rede pública, na qual faltam autoridade e vontade de prover mehor educação”.

Herzem elogiou também Licínio de Almeida, cujo prefeito, Alan Lacerda (PV), no seu segundo mandato, modernizou o ensino fundamental a tal ponto que não há uma escola privada funcionando nesse segmento no município.



Feministas em divergência

Data: 13/08/2015
14:35:31

A senadora Lídice da Mata (PSB) entrou definitivamente no vermelho com a deputada Luiza Maia (PT).

Primeiro, foi a proposta de pensão para amantes, e agora certo assentimento ao impeachment da presidente Dilma com a declaração de que o Senado “apenas discute a forma como ela irá cair”.

Luiza se diz “decepcionada” com Lídice, que não estaria sendo uma feminista de verdade, mas talvez não sejam condenáveis as posições da senadora.

Quanto à pensão, é uma questão social, afinal, se a mulher é provida por companheiro que já é casado, é pelo menos de se discutir a concessão desse benefício. Sobre o impeachment, Lídice nada mais fez que reconhecer o clima entre os senadores.



“Oh! que saudades que tenho...”

Data: 13/08/2015
14:33:26

Não haverá outro Pelé. Não na arte de jogar bola, pois um supercraque fenomenal pode aparecer por aí, e até mais de um, por obra do Criador, que tem caprichos.

Não haverá mais um Pele é em todo o símbolo que ele carregou num Brasil que era completamente outro.

Um Pelé de hoje, mesmo que fosse negro, não traduziria, como ocorreu no passado, o impacto, no pensamento racista, do seu sucesso explosivo e incontestável.

Um Pelé contemporâneo não poderia, como o original, recusar-se a fazer propaganda de álcool – e de cigarro, que no seu tempo era permitida.

Nosso Pelé atual nem por sombra chegaria perto daquele atleta que, pelo fulgor hipnótico, deu, enfim, uma marca no mundo a um país que até então quase não existia.

Por outro lado, o Pelé do século XX não seria objeto de vultosa transação, temperada a burla de fisco e parente ficando rico.



Fiol em marcha... lenta

Data: 13/08/2015
14:31:28

O deputado Bira Corôa (PT) alia-se à deputada Ivana Bastos (PSD) no bloco dos que lutam deseperadamente pelo Ferrovia Oeste-Leste e nunca veem a obra andar.

Estão iludidos agora com a reunião da Comissão Especial da Fiol da Assembleia Legislativa com o presidente do Ibama, em Brasília.
“Saímos bastante satisfeitos, já que o Ibama reconhece que não há risco ambiental na obra”, disse Bira.



Deputado pede retirada de quadro da TV

Data: 11/08/2015
15:29:10

O deputado Valmir Assunção (PT) tachou de "crime de racismo" o quadro com o personagem “Africano”, do programa de TV Pânico na Band, que foi ao ar na noite de ontem, e propôs que ele seja retirado do ar “o mais rapidamente possível”.

Frisando tratar-se de um humorista branco – o ator Eduardo Sterblitch – “que se veste de negro para ridicularizar a cultura afro-brasileira”, Assunção considera “inaceitável” um caso desses “após 127 anos da Abolição”.

O parlamentar defendeu o combate contínuo a “manifestações de racismo”, como “expor a religião, discriminar os negros por residirem em favelas e ridicularizar suas condições de emprego e nível escolar”.



Um caso para Luiza Maia

Data: 11/08/2015
15:28:02

Precisa de atualização a galeria das ex-deputadas, no saguão de acesso ao salão nobre da Assembleia Legislativa.

Da legislatura passada, faltam os retratos de Graça Pimenta, Kelly Magalhães, Maria Luiza Orge e Cláudia Oliveira.

De anteriores, o número é maior: Sônia Fontes, Virgínia Hagge, Cleide Vieira, Antônia Pedrosa e Marizete Pereira.

Estão lá, no entanto, os sorrisos das atuais deputadas Fátima Nunes e Maria del Carmen, que deixaram de sê-lo por algum tempo e voltaram à Casa.

Era o caso, até fevereiro, de Maria Luiza Laudano, também de mandatos alternados, que já brilhava na galeria e agora, tendo desistido da reeleição, ocupa o lugar de fato e de direito.



Casuísmo necessário

Data: 11/08/2015
15:18:13

O protocolo da presidência do Senado abrirá uma exceção nos momentos em que se anuncia o próximo orador: “Com o palavrão, o senador Fernando Collor”.



BLAGUE NO BLOG – Tema explosivo

Data: 11/08/2015
15:17:37

Mais de 30 anos atrás, quando, por um período, editei o telejornal jornal local Noticentro, da TV Itapoan, tive o prazer de trabalhar com o apresentador Luiz Carlos Guedes, profissional competente e responsável.

A TV Aratu, afiliada da Globo, dispunha de recursos mais modernos, como o tele-prompter, o equipamento que permitia ao locutor ler a notícia olhando diretamente para a câmera. Mas enquanto o canal 5 não se modernizava, Luiz dava sua contribuição pessoal.

Chegava com antecedência ao estúdio, acompanhava a preparação dos textos e os ia decorando. Quando o jornal ia para o ar, era difícil acreditar que aquele belo desempenho era só coisa de memória.

Um dia, por uma dessas eventualidades plenamente possíveis em situações assim, Luiz mandou: “O brazilianista Thomas Skidmore fará amanhã, no Icba, uma palestra sobre relações sexuais... ou melhor, relações raciais no Brasil”.

Concordamos que, a partir dali, seria mais prudente aguardar o tele-prompter.



Apoio a quilo

Data: 11/08/2015
15:15:26

O líder da oposição, Sandro Régis (DEM), anda impiedoso com alguns deputados governistas. Ao criticar ontem cerca de 150 contratações feitas via Reda, sem processo seletivo, para funções do Detran no interior, partiu para cima do PTN, partido que tem o controle do órgão.

Desafiou o deputado Alex Lima a explicar a atitude de seu correligionário, o diretor do Detran, Maurício Bacelar, que, para ele, está montando “um cabide eleitoral” com base “apenas em uma análise curricular” do pretendente.

Foi certa maldade do líder, que sabe do repentino desconforto de Alex Lima com o partido, mas nada comparável à saudação en passant que fez ao deputado Marquinho Viana, um, digamos, dissidente do PV.

“Deputado Marquinho, vossa excelência, que é o maior defensor do governo nesta Casa, pelos Redas e pelos três quilos de peixe no aquário de Barra da Estiva...” – referência a projeto de piscicultura com apoio do Estado no município onde tem base eleitoral.



Nilo defende Dilma e quer Mercadante fora

Data: 10/08/2015
20:39:17

O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, disse hoje em conversa com a imprensa que “a crise é grave” e que a presidente Dilma Rousseff só terá condições de superá-la se tirar da Casa Civil o ministro Aloizio Mercadante e tomar medidas efetivas, como a redução de ministérios.

“Nunca vi um político falar bem de Mercadante, ele é um articulador que não aglutina, só faz dispersar, nem cumprimenta as pessoas”, avaliou, antes de considerar que os problemas da economia só serão sanados quando forem superados os da área política. Sugeriu, depois, que o ministro Jaques Wagner poderia ser o substituto.

"Este é o ano mais atípico dos últimos tempos, com crise política e crise econômica ao mesmo tempo", prosseguiu. "Estou muito preocupado. A presidente Dilma perdeu a maioria no Congresso, não tem condições de fazer os ajustes na economia".

Nilo disse ser “contra um golpe” para derrubar a presidente, o que estaria ocorrendo se o processo fosse movido com base no desempenho administrativo de Dilma. “Se ela tiver alguma culpa pessoal, concordo com o impeachment, mas até agora não vi a digital dela em nada”.

Para caracterizar bem sua posição, o presidente fez uma metáfora esportiva: “A gente tomou 7 a 1 da Alemanha, mas não é para bater no alemão que aparecer no Brasil. Vamos esperar a Copa da Rússia para descontar. Se Dilma não tem culpa, temos de esperar a próxima eleição para mudar de presidente”.



Futuro PL pode ter nove deputados

Data: 11/08/2015
14:06:11

Embora se recusasse a citar nomes, Marcelo Nilo confirmou que “de sete a oito deputados” o acompanharão no próximo destino partidário, que revelou taxativamente: “Vou para o PL, que tem 99,99% de chances de ser criado”.

Se o partido for autorizado a funcionar já para a eleição de 2016, os parlamentares, segundo Nilo, se filiarão imediatamente. Se a criação só valer para a eleição de 2018, eles vão ficar nos seus partidos, para não desorganizar as bases municipais, e ingressarão posteriormente.

Adiantando que será o presidente da futura legenda na Bahia, o deputado frisou que a falta desse controle no PDT é que inviabilizou sua participação na chapa majoritária de 2014. “Eu fazia minha pressão com Wagner e Rui Costa, o que é natural, mas o presidente Félix Mendonça ligava e dizia: 'O PDT vai apoiar mesmo sem ele’”.

Nilo disse que o presidente nacional, Carlos Lupi, não levou em conta a força de cinco deputados estaduais e 43 prefeitos, preferindo prestigiar Félix Jr. por ser deputado federal, o que conta para definir o tempo de rádio e TV e o fundo partidário. “Ele apostou no presente, não quis apostar no futuro”.

O presidente da Assembleia julga ter sido “ingênuo” por ter acreditado nos bons propósitos de Lupi, que sucessivas vezes adiou a convenção em que seria eleita a direção estadual do PDT, até cancelá-la. Outra prova de seu desprestígio foi a Executiva Municipal de Sítio do Quinto, onde recebeu mais de 3 mil votos, ter ficado com Félix Jr., “que teve 16”.



Rompimento oportunista

Data: 10/08/2015
20:31:03

Em dura crítica à sigla, na qual permanece “apenas por questão legal”, mas plenamente decidido a sair, Nilo afirmou que o PDT foi “oportunista” ao romper com a presidnete Dilma.

Indagado se não seria uma jogada da bancada federal para negociar em melhores condições com o Planalto, respondeu com outra pergunta: “E isso não é oportunismo?”



PSD no radar

Data: 10/08/2015
20:30:18

Convicto de que só tem “o plano A”, o deputado Nilo, no entanto, não quis descartar o PSD como “o plano B” caso não saia a legalização do PL.

“Tenho uma relação muito próxima com o senador Otto Alencar”, admitiu, sugerindo que seria “grande” a possibilidade de uma candidatura ao Senado, pois não haveria outro nome no PSD, que teria 16 deputados.



Projetos de deputados: novo capítulo

Data: 10/08/2015
20:29:28

Ao responder sobre a eterna questão de deputados não verem aprovados projetos de sua própria autoria, o presidente anunciou: amanhã estará recebendo uma relação de 62 projetos de parlamentares para colocação em votação neste segundo semestre.

A lista foi preparada ao longo dos últimos meses por uma comissão coordenada pelo deputado Joseildo Ramos (PT). Nilo disse que, antes de encaminhá-los ao plenário, observará apenas a constitucionalidade.



CPI na alça de mira

Data: 10/08/2015
20:28:26

Já a decisão sobre a criação da CPI das obras paralisadas, proposta pelo número mínimo necessário de 21 deputados, sendo 18 da oposição, dois da bancada “independente” e o ex-governista Alan Sanches (PSD), Nilo informou que será tomada até quarta-feira e que ele aguarda um parecer da Procuradoria Jurídica da Casa.

Nos bastidores, especula-se que o presidente está disposto a assumir uma decisão política contra a CPI, poupando o governador Rui Costa de ter de negociar com deputados – presumivelmente os “independentes” Jânio Natal (PRP) e David Rios (PROS) – para que retirem suas assinaturas do requerimento.



O Rui político “ainda não é o ideal”

Data: 11/08/2015
00:13:22

Marcelo Nilo não se furtou de avaliar o desempenho do governador Rui Costa, para ele “uma surpresa positiva" do ponto de vista da administração e também pelo “carisma” que teria passado a demonstrar nos encontros com a população.

Entretanto, fez restrições à atuação política: “Ele tem melhorado, mas ainda não está o ideal”, ressalvou, explicando que no início até ele próprio ficou “magoado” com a dificuldade para indicar o presidente da Embasa.

A situação está mudando. Rui “sentiu que tinha de dar um tempinho à política”, tendo, nos últimos 15 dias, o chamado para almoçar três vezes e ligado outras duas. Nilo lembrou um episódio recente em que sua interferência não surtiu efeito:

“Se me ouvissem, não teríamos perdido Alan Sanches. Ele tem suas razões. Prometeram cargos. E é difícil ver a irmã tirada de um lugar onde estava há tantos anos” – referência à demissão a uma irmã de Sanches de cargo comissionado que ocupava na estrutura do Estado.



Sobre verba, sono tranquilo

Data: 10/08/2015
20:25:54

Embora fonte de Por Escrito tenha assegurado, dois dias atrás, como publicamos, que Rui e Nilo já fecharam entendimento sobre a concessão de suplementação orçamentária à Assembleia, o deputado afirmou que isso não aconteceu.

“Conversei com o governador, disse a ele que não vou criar problema, que ele só faça o que puder ser feito. Não há nada de mais sobre isso, não vamos perder o sono por isso”, assegurou.



Uma chapa cheia de variáveis

Data: 10/08/2015
20:25:06

A chapa majoritária de 2018, conforme avaliação feita hoje na Assembleia por observadores da cena política, não é um fato pacífico para Marcelo Nilo, mesmo que esteja com o controle de um partido forte.

É que, das quatro vagas existentes, uma será a da previsível candidatura do governador Rui Costa à reeleição, a qual poderão desejar, também, os senadores Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSB).

Há a perspectiva, porém, de nenhum dos dois ser empecilho. Pinheiro, porque estaria em outra vertente política daqui a três anos, e Lídice, caso venha a optar por um mandato certo de deputada federal.

Mas a aliança governista, sem falar em Jaques Wagner, tem ainda como legendas de peso o PP, do vice João Leão, e o PSD. No caso do PP, Nilo teria de contar com o enfraquecimento do partido por um eventual envolvimento de seus líderes no escândalo da Petrobras. Quanto ao PSD, a dificuldade seria contornada se viesse a ser o refúgio do deputado.



Política e defesa

Data: 09/08/2015
15:38:46

A coluna da revista Veja Radar, denominação que logo remete a negócios belicosos, como submarinos nucleares e caças supersônicos, publica, como é de hábito dela e de outras similares, especulação das mais intrincadas.

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, estaria em articulação com o ministro Jaques Wagner aparentemente para segurar-se no cargo, objetivo deixado implícito pelo texto.

Neste clima que, com todo respeito, poderia ser definido como de barata-voa, Janine conta com a suposta força do ex-governador baiano com Lula e Dilma para poder enfrentar o secretário-executivo Luiz Cláudio Costa, homem de Aloizio Mercadante.

Vamos considerar, primeiro, que seja verdade. A que estado estamos reduzidos! Estado, aí, no sentido verbal e no institucional. Nosso mais caro tesouro – a educação – está sujeito a injunções que envolvem o ministro da Defesa.

Nem precisava que tivesse nome. Qualquer que fosse o ocupante daquele cargo, por comandar as Forças Armadas, deveria estar voltado para os legítimos interesses do país: a guarda da Constituição e a soberania nacional.

Se for mentira, recomenda-se ao elaborador de tão detalhada história candidatar-se à profissão mais lucrativa de autor de folhetins, sem prejuízo de que viesse a responder por informação deliberadamente falsa.



Comovente

Data: 09/08/2015
15:14:42

O Senado economizou R$ 6 milhões de janeiro a junho em despesas de custeio, informa o Escritório Corporativo de Governança e Gestão Estratégica da Casa. Para um orçamento de R$ 3,9 bilhões.



3D

Data: 09/08/2015
14:32:32

A silhueta de deputados flagrados hoje em caminhada esportiva pela orla marítima podia ser vista de frente.



Com Nilo, PSD poderia ter maior bancada

Data: 09/08/2015
09:34:45

Circula oralmente na Assembleia Legislativa a lista dos oito deputados propensos a seguir o presidente Marcelo Nilo no seu próximo partido, que, com a ameaça de frustração da criação do PL, poderá ser o PSD, aproveitando a “janela da infidelidade” de 30 dias que a reforma política está instituindo.

Do PDT, além de Nilo, iriam Euclides Fernandes, Vítor Bonfim e Paulo Câmera. Os demais seriam Jurandy Oliveira (PRP), Nelson Leal (PSL), Alex da Piatã (PMDB), Targino Machado (DEM) e Marquinho Viana (PV), o que resultaria, de longe, na maior bancada da Casa – 16 deputados, já contabilizada a provável saída de Alan Sanches.

A favor da opção PSD está o fato de o presidente regional do partido, senador Otto Alencar, ter relações cada vez mais estreitas com Nilo, a ponto de lhe delegar a formação do PL na Bahia, quando ele teria a primazia do trabalho, já que o inspirador da possível nova legenda é o líder pessedista nacional, ministro Gilberto Kassab.

O objetivo de Marcelo Nilo é a candidatura ao Senado em 2018, que seria facilitada por dois aspectos: serão duas as cadeiras em disputa e o PSD não tem candidato para nenhuma delas. Estaria, portanto, atraindo para suas fileiras um nome natural, com grandes chances eleitorais.




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