Salvador, 20 de outubro de 2018

Correção

Data: 24/08/2014
12:11:39

A frase correta do candidato ao Senado Geddel Vieira Lima em nota postada no dia 21, que foi publicada com erro: “Sou apenas um sujeito que costuma assumir consequências do que pensa, do que diz e do que faz”.



Banimento para depredadores

Data: 24/08/2014
12:10:26

Um passeio pela cidade mostra a destruição praticada contra numerosos cartazes de candidatos nas eleições de outubro.

Como não se trata de puro e simples vandalismo, porque certamente não temos tantos vândalos assim, presume-se que seja uma ação orientada por quem tira vantagem disso.

As denúncias se sucedem, mas até agora não houve notícia de prisão ou punição de depredadores que tentam impedir uma das mais legítimas manifestações democráticas.

Seria excelente que tais crimes fossem reprimidos e investigados a fundo para que os culpados recebessem a punição merecida. Patrocinadores desse tipo de iniciativa deveriam ser banidos da política.



No reino dos carros-pipa

Data: 24/08/2014
12:09:14

A propaganda governista na televisão, realçando o “grande trabalho” de enfrentamento da seca, não bate com o decreto que eleva para 110 o número de municípios em estado de emergência na Bahia. No Sudoeste, informa a imprensa, há 300 comunidades atendidas por carros-pipa.



Lentes fora

Data: 24/08/2014
12:08:20

O ex-deputado Heraldo Rocha tirou os óculos para aparecer no horário eleitoral, levando alguns eleitores menos observadores a não reconhecerem de pronto sua fisionomia. Ele é um oposicionista autêntico, mas nesse particular imitou o adversário Rui Costa.



Partidos políticos: não temos outra saída

Data: 23/08/2014
11:02:58

Uma vida pública sem partidos, ou com partido único, ou ainda com partidos consentidos, como já tivemos no Brasil, é, em última análise, uma ditadura, em que a população não é devidamente representada e as leis não são feitas necessariamente em seu benefício.

Por isso é que uma personalidade de grande expressão na História, o britânico Winston Churchill, pronunciou certa vez uma frase que parece uma brincadeira, mas traduz a mais sólida verdade: “A democracia é o pior sistema de governo, com exceção de todos os outros”.

Esses pensamentos decorrem de recente artigo assinado por Luiz Mott na coluna quinzenal de que dispõe em A Tarde, o qual se inicia com as seguinte palavras: “Como diz seu próprio nome, partido parte, divide. Nunca fui muito ligado a partidos políticos...”

Com todo respeito, essa é a expressão dos iletrados, dos alienados da política, que só enxergam seu lado deletério e nem mesmo refletem sobre as alternativas existentes, não de um titular de cátedra de ciência humana numa universidade federal.

As instituições são as pessoas que dela fazem parte, e os partidos políticos não fogem a essa regra. Renegá-los liminarmente como instrumento de gestão e transformação das sociedades beira a insensatez, e hoje no Brasil isso é chover no molhado, porque é com o sistema partidário plural que estamos condenados a conviver, aperfeiçoando-o.



Esquerda e direita: conceitos que resistem

Data: 23/08/2014
11:00:12

O douto professor incursiona também por “esse papo de direita e esquerda”, referências, como se sabe, nascidas na Assembleia Nacional formada após a Revolução Francesa. Correspondiam às posições que ocupavam no plenário, em relação ao presidente, respectivamente, os girondinos partidários do rei e os jacobinos revolucionários.

Com o século XX dominado pelo conflito capitalismo x comunismo a partir da Revolução Russa, manteve-se viva a dicotomia, que passou a ser bombardeada após a queda do socialismo real no bloco liderado pela União Soviética como diferença que não mais existiria no trato político e econômico.

Entretanto, essa nomenclatura tem sua origem trissecular no clamor contra a injustiça e na distância entre as classes sociais – uma minoria abonada em contraposição a uma maioria destituída dos mais elementares direitos. Em suma, a concentração de riqueza e a exclusão social como processos em contínua expansão.

Num país como o Brasil, enquanto houver, de um lado, lideranças personalistas cujo objetivo seja o poder, a manutenção de privilégios, a impunidade e a corrupção, e, de outro, segmentos que aspirem a mudanças para assegurar ao conjunto da população pelo menos a igualdade de oportunidades, sempre estarão vivos os conceitos de direita e esquerda.



Neto corre "sozinho" na TV

Data: 23/08/2014
10:58:32

O prefeito ACM Neto meteu a cara pra valer nos programa de TV de sua coligação. Num anúncio, pediu votos para os deputados federais. Em outro, aparece dando uma força especial a Ivanilson Gomes (PV).

Mas sua participação fundamental mesmo tem sido no apoio a Geddel Vieira Lima para o Senado, em que qualifica o candidato de “guerreiro “, “trabalhador”, “com coragem para brigar pela Bahia” e que, “se algum pecado teve como ministro, foi trazer as coisas para a Bahia”.

Enquanto isso, para estranheza no meio político, o governador Jaques ainda não cumpre seu papel, previamente anunciado, de cabo eleitoral. Pode estar se reservando para o momento mais agudo da campanha ou simplesmente achando que é melhor assim.



Estratégia

Data: 23/08/2014
10:57:28

Neto demonstra uma estratégia especial no trato da questão eleitoral, como ontem, na inauguração da “nova Barra”, em que desafiou jornalistas a identificar na festa alguma vinculação com candidatos, que por lá não apareceram. É obviamente uma imagem “moderna” que procura projetar.



Humorismo com seriedade

Data: 23/08/2014
10:56:46

Repercute intensamente nos bastidores a grave designação “companheiro Otto” dirigida por Lula ao candidato ao Senado Otto Alencar (PSD) no horário eleitoral.



Ninguém duvida

Data: 23/08/2014
10:56:10

Aliás, o ex-presidente está produzindo frases passíveis de má interpretação. Um exemplo: “Quem já fez o que nós fizemos podemos fazer muito mais”.



Lídice sonha com poder que não existe

Data: 23/08/2014
10:55:34

É pró-forma a declaração da candidata a governadora Lídice da Mata (PSB) de que a condição para fazer parte de sua gestão será “aderir ao programa de governo e ter compromisso com ele”.

Pela configuração das coligações em disputa, é impossível que Lídice, caso eleita, venha a ter maioria na Assembleia Legislativa. Para governar, terá necessariamente de negociar.

A senadora talvez tenha se inspirado na posição drástica antecipada pelo então candidato Eduardo Campos, de anunciar que, com ele presidente, “Sarney, Renan e Collor vão para a oposição”.

Mas em Campos se reconhecia experiência na matéria, comprovada pela condição de articulador no Congresso do primeiro governo Lula e no próprio exercício, por oito anos, do governo pernambucano.

Nas movimentações que fez para viabilizar-se candidato a presidente, conseguiu duas façanhas: a superação de divergências àquela altura históricas com o senador Jarbas Vasconcelos e atração para seu projeto que ninguém menos que Marina Silva.

A senadora Lídice certamente não tem tal traquejo, a despeito de sua longa carreira, e sabe muito que os tipos de deputados com que terá de conversar. O mesmo vale, se chegar lá, para Marina Silva.



Sintoma

Data: 23/08/2014
10:53:13

O interesse da população de Salvador pelas eleições pode ser medido pela insignificante quantidade de automóveis com  adesivos e perfurates de candidatos.



Marina vai do nebuloso ao favorável

Data: 23/08/2014
10:52:31

Antes mesmo do resultado de qualquer pesquisa, procurado em razão de sua longa experiência, o deputado Reinaldo Braga (PR) resumiu sua opinião sobre a substituição de Eduardo Campos por Marina Silva na chapa presidencial do PSB: “A situação é uma incógnita. É como se estivesse começando tudo de novo”.

A conversa informal continuou, com indagações sobre o futuro de Aécio Neves, mas o deputado disse não se sentir em condições de fazer qualquer prognóstico sobre a dupla que passaria ao segundo turno, incluída a dúvida até sobre a presidente Dilma Rousseff. “É tudo uma incógnita”, repetiu.

O quadro evoluiu nestes dias, a ponto de outro parlamentar experiente, Joacy Dourado (PT) afirmar que Marina “é o grande nome para vencer a eleição”. Para ele, “o povo quer mudança. Você acha que PT ou PSDB vão mudar alguma coisa? Qualquer um que ganhar, Sarney tá lá”.

Contestado por um interlocutor, que interpretou o bom posicionamento de Marina nas pesquisas como fruto de comoção e que depois ela tenderia a cair, Joacy rebateu: “Não tem nada de comoção. Marina teve 20 milhões de votos em 2010 sem comoção nenhuma”.



Senado é fator de equilíbrio federativo

Data: 21/08/2014
09:59:10

Hamilton de Assis (PSOL) estreou na TV apresentando-se como candidato ao Senado e, estranhamente, defendendo o fim do Senado. É possível que saiba das dificuldades que terá para chegar lá, mas, se conseguir, certamente mudará de ideia, e não porque sucumbirá às benesses e mordomias.

É que Hamilton, cidadão que já demonstrou em outras campanhas a capacidade de raciocinar, compreenderá, lá dentro, o papel do Senado como instância revisora da Câmara dos Deputados, aliás, uma relação recíproca entre as duas Casas do Congresso Nacional.

Os deputados federais são representantes da população, sendo eleitos, portanto, em número proporcional aos habitantes de cada Estado. Para compensar a vantagem das regiões mais densamente povoadas, existe o Senado como representante das unidades da Federação, com três cadeiras para cada uma.

Especialmente num país das dimensões do Brasil – quinto do mundo em extensão territorial –, esse equilíbrio é fundamental para assegurar a justa administração de leis que atenda aos interesses dos mais distantes pontos, como forma, inclusive, de preservar a unidade nacional.



Otto caracteriza-se como homem leal

Data: 21/08/2014
09:57:44

O discurso de Otto Alencar (PSD) foi autobiográfico, da infância à atualidade, com o intuito de ressaltar o que seria o maior patrimônio do candidato: a lealdade aos amigos ao longo da vida, atestada por depoimentos dos que hoje são pessoas simples, que não fizeram uma carreira como a dele.

Embora descrevesse toda a trajetória que teve em cargos públicos, eletivos ou não, e citasse nomes de antigos aliados, como Edvaldo Brito, Otto não fez referência em seu currículo ao falecido senador Antonio Carlos Magalhães.



Geddel trabalha a imagem

Data: 21/08/2014
09:56:49

Na primeira intervenção no horário eleitoral, Geddel Vieira Lima (PMDB) optou por descrever sua personalidade, talvez com o objetivo de atenuar a impressão de certo arrebatamento no jeito de falar e de agir.

Exprimindo-se com tranquilidade e leveza, declarou-se, no entanto, um homem de “atitude”, com “coragem para enfrentar o medo” e que “não deixa para amanhã o que pode fazer hoje”.

A impetuosidade que lhe seja atribuída seria preferível à posição dos que “passam pela vida se escondendo”.  E com o tom sereno e reflexivo que manteve em toda a fala, aparentemente um improviso bem treinado, concluiu: “Sou apenas um sujeito que costuma assumir consequências do que pensa, do que diz e do que faz”.



Ninguém ouviu nome e número de Eliana

Data: 21/08/2014
09:55:49

A propaganda da candidata ao Senado Eliana Calmon (PSB) chamou a atenção por uma falha. A peça foi bem elaborada, fazendo uso adequado da imagem do ex-governador Eduardo Campos e destacando compromissos da ex-ministra. Mas no final não são citados nem o nome nem o número da candidata.



Lado B

Data: 21/08/2014
09:54:52

Não deixa de ser engraçado ver o deputado Sidelvan Nóbrega (PRB) atacando duramente o PT no horário eleitoral depois de ter votado a favor do governo Wagner nos quatro anos de mandato.



Remédio forte demais

Data: 21/08/2014
09:54:08

O deputado Luiz Argôlo não acha que os segmentos interessados em derrotar a presidente Dilma Rousseff tenham como instrumento a ex-ministra Marina Silva. “Já ouvi até que seria como combater uma doença com veneno”.



Prefeito quer reforço policial

Data: 21/08/2014
09:52:44

O prefeito de Riachão das Neves, Hamilton Lima (PDT), articula em Salvador um providência para uma área que está sendo problemática no município, localizado na região Oeste: a segurança pública.

“O delegado é o mesmo de Formosa do Rio Preto, que só vai lá de uma a duas vezes por semana. Vamos tentar com o secretário Cícero Monteiro que os delegados de Angical e Barreiras possam também colaborar”, anunciou.

Nos demais setores, a gestão caminha melhor, segundo o prefeito, que destaca a obra, em andamento, da estação de captação e tratamento de água de São José do Rio Grande, para o abastecimento de 4.500 pessoas nesse povoado.

O prefeito disse que concentrou seu trabalho em três áreas: execução de 300 quilômetros de estradas vicinais, água para 40 povoados e energia elétrica para 12 comunidades. O município tem 5.840 km² e 25 mil habitantes. Além da pecuária, são suas principais culturas a soja, algodão, feijão e milho.



PSL fica com Marina e Lídice na Bahia

Data: 21/08/2014
08:27:08

A decisão do PSL de retirar-se da coligação que tinha o falecido Eduardo Campos como candidato a presidente da República, anunciada ontem pelo presidente nacional, Luciano Bivar, em nada muda a situação do partido na Bahia, segundo o presidente regional, Toninho Olívio.

“Cada Estado tem autonomia para seguir o próprio caminho e aqui nós continuaremos apoiando Lídice da Mata para governadora, Eliana Calmon para o Senado e Marina para presidente”, afirmou o dirigente, lembrando que “em São Paulo o partido apoia Paulo Skaf, que é do PMDB, e em Minas está com Pimenta da Veiga, que é do PSDB”.

Toninho disse que a afinidade do PSL com o PSB é muito grande na Bahia, tendo sido ele o principal articulador para que o ex-prefeito de Brumado, Eduardo Vasconcelos, fosse indicado para a chapa de Lídice. “Ele é do PSB, mas nós lançamos o nome dele e brigamos para a indicação”, revelou.

Formada também nas eleições proporcionais de 2010, a coligação entre os dois partidos elegeu quatro deputados estaduais – Capitão Tadeu, Sargento Isidório, Nelson Leal e Deraldo Damasceno. O presidente estima que, “desta vez, serão eleitos sete estaduais e três federais”.

Luciano Bivar justificou o afastamento do partido da candidatura de Marina com o fato de não ter sido consultado sobre a indicação da ex-senadora nem do novo vice, deputado Beto Albuquerque. Antes, o presidente de outra das seis legendas que compunham a coligação nacional, Eduardo Machado (PHS), havia apontado “deselegância” na condução do processo.



Para Hita, Marina representa Eduardo

Data: 20/08/2014
10:58:42

Como secretário-geral do PSB baiano, Rodrigo Hita sempre esteve em contato com Eduardo Campos, que era o presidente nacional e nessa condição tratava diretamente da organização do partido em todo o Brasil.

A relação estreita, que vem da época em que Hita integrava a Juventude Socialista, gerou uma identificação, levando-o a ser o único candidato a deputado estadual dentro do próprio PSB que havia vinculado a imagem do ex-governador pernambucano ao material de campanha.

Agora, com a morte de Campos, seu legado político está sendo apropriado até pelos adversários na eleição presidencial, em muitos casos – dizemos nós –, com um oportunismo de dar vergonha em quem vê.

Mas Rodrigo Hita não se abate e continua defendendo as ideias do falecido candidato e sua concretização sob uma possível presidência de Marina Silva. “Estou com Marina porque sempre estive com Eduardo”, simplificou.



Partido espera aumento de doações

Data: 20/08/2014
10:57:15

Questionado sobre uma possível perda de apoio financeiro que a morte de Eduardo Campos acarretaria para as campanhas ao governo do Estado e ao Senado, o secretário-geral respondeu com ironia: “Já não tínhamos dinheiro e continuaremos a não ter”.

Segundo Hita, a Executiva Nacional não fez repasses à Bahia, mas ele vê boas perspectivas porque a candidata Marina Silva chega com amplas chances de vitória, e “não há nada que atraia mais recursos”.

Da mesma maneira, no plano local, ele acredita que o nome da senadora Lídice da Mata irá crescer e isso resultará no aumento de doações de empresas e outras fontes.



Em "desabafo", Argôlo se vê como "boi de piranha"

Data: 20/08/2014
00:36:35

Alvo de julgamento por quebra de decoro no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que pode lhe custar o mandato, o deputado Luiz Argôlo (SDD) fez o que definiu como um “desabafo”, por ter sido transformado em “boi de piranha” num processo que jura desconhecer completamente.

“Que tamanho eu tenho para estar dez semanas seguidas na Veja?” – perguntou, destacando que é parlamentar de primeiro mandato, "que nem estava em Brasília quando todo esse caso se iniciou" e não fez indicação para cargo algum nos órgãos federais.

O nome de Argôlo apareceu repetidas vezes nas transcrições de grampos da operação lava-jato, da Polícia Federal, que resultou na prisão do doleiro Alberto Youssef, acusado de lavagem de R$ 10 bilhões e outras operações ilegais envolvendo a Petrobras.

Afirmando que nada tem a ver com negócios escusos de Youssef, assegura que passou a manter com ele uma relação pessoal a partir de investimentos que o empresário projetou para fazer na Bahia.

“Não o conheci como doleiro, isso não estava no cartão dele, conheci-o como empresário na Bahia, no setor hoteleiro, e disposto a expandir negócios”, explicou.

A propósito, Argôlo foi apresentado a Youssef no início de 2011, no apartamento dos deputados João Leão e Mário Negromonte, em Brasília, pouco antes de irem ao jantar de boas-vindas da nova legislatura. “O mestre de cerimônias da festa foi o deputado Mário Negromonte”, lembrou.

Argôlo diz que, apesar de não estar sendo investigado nem indiciado no processo, sofre uma campanha efetiva da revista Veja, que parece querer levá-lo ao sacrifício para preservar políticos que tenham culpa na denúncia.

Eventuais referências a dinheiro e pagamento nas degravações da PF, segundo Argôlo, resultam da venda de um terreno em Camaçari que sua família fez a Youssef, por R$ 375 mil, dos quais foram saldados R$ 225 mil. “Ele ainda nos deve R$ 150 mil”, revelou.



Deputado nega intimidade com antigo partido

Data: 20/08/2014
00:31:30

Da mesma forma, descarta ligação com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, outro preso na operação, e diz que ele chegou aos cargos que ocupou na estatal muito antes de sua eleição à Câmara, primeiro, por indicação do PMDB, depois, do PP.

O deputado atesta ainda que jamais recebeu doações de campanha de empreiteiras ligadas à Petrobras, que beneficiaram 121 parlamentares em todo o Brasil, sendo da Bahia, entre outros, os senadores Walter Pinheiro e Lídice da Mata e os deputados Mário Negromonte, Antonio Imbassahy, Roberto Britto e Rui Costa.

A única doação que recebeu do PP, de R$ 40 mil, veio diretamente do Diretório Nacional, por iniciativa do presidente Francisco Dornelles. O Diretório Regional, que teria recebido R$ 1 milhão para a campanha, distribuiu esses recursos entre os deputados João Leão, Cacá Leão, Mário Negromonte, Mário Negromonte Júnior e Roberto Britto.

Isso caracteriza, na avaliação de Argôlo, seu distanciamento das questões centrais da legenda, da qual terminou por afastar-se, num movimento que considera igualmente sintomático:

“Fui para o SDD, que é oposição a Dilma e vota em Paulo Souto na Bahia, embora minha posição seja com Rui Costa. Por que eu deixaria o PP, que tinha o Ministério das Cidades com seus órgãos poderosos, se lá tivesse alguma vantagem, se tivesse qualquer vinculação de interesses?" – indagou.

Deixando transparecer certa mágoa com antigos companheiros, o deputado entende que “está sendo muito cômodo para todos ficar calados, ouvindo baterem e baterem, numa artilharia pesada, que até de gay me tachou, sem nenhum demérito para quem quer que seja, porque respeito a opção de cada um”.

Enquanto se prepara para o depoimento que prestará à Comissão de Ética, Argôlo, externando o sentimento de que nada tem a temer, revela que gostaria de que “a CPI da Petrobras fosse pra cima de todo mundo” para esclarecer a situação, mas acha que há interesses atuando no sentido de “tirar o foco pelo menos até as eleições”.



Contadora quis ajuda para pagar a advogado

Data: 20/08/2014
00:28:37

Luiz Argôlo desqualifica as acusações da contadora Meire Poza, que prestou serviços a Youssef durante quatro anos e é testemunha no inquérito da operação lava-jato. Para ele, é uma reação ao fato de não ter lhe cedido recursos que pediu saldar dívidas e pagar a um advogado, conforme alegou.

A contadora tentou um encontro com ele, que não aceitou, tendo seu advogado entrado em contato com Meire Poza, de quem ouviu a proposta, no valor de R$ 300 mil, “prontamente recusada”. Depois disso, prestou depoimento contra ele na Comissão de Ética.

Argôlo frisa o fato de que a contadora não quis revelar aos deputados da comissão os nomes de outros parlamentares que teriam recebido dinheiro de Youssef, restringindo-se ao seu. Quanto à acusação de ser “sócio informal” do doleiro em certa empresa, disse que não comentaria até por desconhecer esse tipo de sociedade.

Presente à entrevista que Argôlo concedeu na tarde de terça-feira a Por Escrito e aos jornais Tribuna da Bahia e A Tarde, seu chefe de gabinete, Vanilton Bezerra, contestou informação de Veja de que R$ 120 mil foram depositados pelo doleiro em sua conta bancária.

Vanilton depôs ao Conselho de Ética do início do mês, quando se dispôs a abrir seu sigilo bancário. Agora ele trata com ironia o assunto: “Estou tendo problemas com amigos que tentam tomar algum emprestado”.



Bonner carregou nas tintas com Dilma

Data: 19/08/2014
10:33:53

A entrevista da presidente Dilma Rousseff ao Jornal Nacional foi um desastre, mas temos de convir: os entrevistadores, especialmente William Bonner, tiveram uma postura tendenciosa, constrangendo a candidata muito além do que fizeram com seus concorrentes.

Um dos defeitos do programa, que com Dilma foi muito mais acentuado que com Aécio Neves ou Eduardo Campos, é a contagem do tempo da pergunta no tempo geral do candidato. A indagação inicial de Bonner durou um minuto e sete segundos.

Outras perguntas foram igualmente longas e com uma distorção muito evidente: à medida que as fazia, o apresentador citava respostas que a candidata tinha dado em ocasiões anteriores, descartando o argumento por antecipação.

Além disso, Bonner interrompeu diversas vezes o raciocínio da presidente, levando-a desviar-se das respostas e até trocar dados numéricos. Esse técnica foi válida apenas quando Dilma recusou-se a responder sobre o PT e a corrupção. Só faltou dizer: “Meu querido, não adianta insistir que eu não falo”.



Manipulação de 1989 ameaça repetir-se

Data: 19/08/2014
10:31:39

Caprichosamente, insinua-se em 2014 um quadro muito semelhante ao que se constatou na primeira eleição presidencial direta após o regime militar, 25 anos atrás.

Como sabemos, a democracia foi uma etapa conquistada a duras penas no Brasil, e nem mesmo é certo dizer que hoje a vivemos plenamente.

Para se formar uma convicção, basta lembrar que somente depois de dez anos da anistia, decretada em 1979, é que o povo brasileiro teve o direito de votar para presidente da República.

Nesse longo interregno, em que houve um esforço da classe dominante em manter seus instrumentos de poder, todas as lideranças e facções políticas foram jogadas em uma espécie de vala comum, em que, afinal, se confundiam sob o efeito da manipulação da informação.

Por isso, o sistema vigente pôde chegar ao pleito de 1989 com uma candidatura que “representava o novo” – Fernando Collor de Mello, um herdeiro arrivista das oligarquias, encarnando o jovem bonito, dinâmico, instruído e poliglota que prometia lançar o Brasil à modernidade.

Do outro lado, o maior nome remanescente do período anterior ao golpe de 1964, Leonel Brizola, e a liderança emergente do operariado mais qualificado do país, Luiz Inácio da Silva.



Uma só estratégia derrotou Brizola e Lula

Data: 19/08/2014
10:29:49

Desde cedo, as forças conservadoras entenderam o perigo, para seus interesses, da ascensão de Brizola ao poder, e buscaram, como a História já comprovou, tolher-lhe os caminhos por métodos que iam da fraude eleitoral à simples e deliberada calúnia impune, sem direito de resposta.

Simultaneamente, Lula e o PT eram apresentados como uma novidade na política brasileira, um partido realmente de trabalhadores, embora desde a origem tantos outros segmentos sociais importantes, do religioso ao cultural, da juventude estudantil e dos meios acadêmicos, dele fizessem parte.

A estratégia, não por acaso capitaneada pela Rede Globo, consistia – e foi executada ao pé da letra – no estímulo a Lula, para que desbancasse Brizola no primeiro turno, cumprindo sua tarefa, para ser triturado no segundo, como, reiteramos, veio a acontecer.

Hoje se fala muito em “igualdade de condições” para os candidatos, mas na época ficou famosa a edição calhorda de um debate em que foi privilegiado o bom desempenho de Collor em contraposição aos piores momentos de Lula – uma peça de propaganda que liquidou as pretensões do petista.



Marina pode ser "ideal" para Aécio

Data: 19/08/2014
10:28:22

O objetivo atual e já bastante antigo do establishment nacional – e talvez internacional, vejam-se as agruras que tem sofrido nossa diplomacia independente – é retirar o PT do poder. O comportamento da grande mídia, como é patente, corrobora inteiramente essa tese.

Contava, para isso, com a candidatura de Aécio Neves, beneficiada pela proximidade pessoal do tucano com Eduardo Campos, sinalizando para uma aliança vitoriosa. O princípio era de que Campos não chegaria ao segundo turno, hipótese que, por sua vez, lamentavelmente, não pode mais ser testada.

O desembarque de Marina Silva no cenário conflagrado é que acende os sinais de alerta. Se, numa reviravolta do destino, Campos seria palatável, Marina é simplesmente inaceitável, intragável mesmo para banqueiros, latifundiários, agronegociantes, exportadores, industriais – uma previsão de conflitos sem limite de tema ou extensão.

No triunfal momento em que entra na campanha, a ex-senadora ameaça claramente a vaga do pupilo preferencial do poder econômico, que vê o risco de um segundo turno entre Dilma e Marina. A perspectiva é de que apertem suas baterias contra Dilma, por um segundo turno de Aécio contra Marina, que seria o Lula de 89.



Leite derramado

Data: 19/08/2014
10:12:07

Já a visão do deputado Jutahy Júnior (PSDB), revelada, segundo uma fonte, em conversa informal no interior, é de que “Aécio está fora do segundo turno”.



O vale-tudo da campanha

Data: 19/08/2014
10:11:25

Aécio Neves anuncia um programa eleitoral em que falará de como conheceu o avô de Eduardo Campos, Miguel Arraes, numa viagem com seu avô, Tancredo Neves.

Nessa estranha conjuminação de tragédias e avôs e netos na política, vale recordar frase de Tancredo quando, por artes legislativas do regime militar, conviviam no mesmo partido: “O PMDB de Arraes não é o meu PMDB”.

Aliás, recentemente, a frase foi usada pelo próprio Campos para marcar distanciamento de Aécio, no momento em que ganhava corpo a tese de que ambos eram “a mesma coisa”.



Junta tudo

Data: 19/08/2014
10:10:26

No PSB se discute a adoção da frase “Não vamos desistir do Brasil”, de Eduardo Campos, como lema da campanha, em substituição ao “Coragem para mudar”.

Uma simbiose não faria mal: “Não vamos desistir do Brasil porque temos coragem para mudar”.



Não precisa ir tão longe

Data: 19/08/2014
10:09:42

Cientistas preveem choque de asteroide gigante com a Terra em 2880.

Melhor fariam se pudessem dizer quando e onde será o próximo terremoto.



Campanha presidencial tem largada radical

Data: 18/08/2014
11:31:26

A semana se inicia com Marina Silva vencendo Dilma Rousseff no segundo turno na simulação feita pelo instituto de pesquisa Datafolha.

Amanhã começa o horário eleitoral de rádio e TV. O uso da emoção apenas dois dias depois do sepultamento de Eduardo Campos deverá elevar o índice da nova candidata.

A questão é saber qual será a tendência quando passar esta fase, porque são quase dois meses até a eleição, e cedo ou tarde o eleitor vai se bater de frente com a campanha reposta no seu leito "natural".

Sua reação irá depender de fatores diversos, como, para Dilma, a real força do governo e sua máquina e, para Aécio Neves, a capacidade de convencimento da oposição tradicional de que deixou um legado e merece consideração.

A Marina cabe o desafio de sustentar a aliança com a efetiva garantia dos compromissos de governo e convencer a população de que, não sendo de nenhuma das forças que partilharam o poder nos últimos 20 anos, terá capacidade de conduzir o país com o equilíbrio e a competência que o cargo exige.

O resto fica com os fatos econômicos, políticos ou mesmo policiais que se interpuserem até outubro, pois é um período, como de sabe, de alta fertilidade das mentes, desvãos e coligações.



Pode haver segundo turno pra todo gosto

Data: 18/08/2014
11:29:15

Trata-se, estranhamente, de uma competição em que a saída do terceiro colocado tem o poder de alterar todo o quadro, pois esta não era, no coração do povo, a eleição de Marina.

Dilma, encastelada nos seus tinta e tantos por cento, era a adversária a ser batida no segundo turno, por Aécio ou Eduardo, contando-se com o apoio de um deles ao que passasse – os dois eram, como identificou Lula há poucos dias, “os que estão juntos nisso”.

A ex-ministra era a carta fora no baralho, a expressão da tradição brasileira de que seria “apenas a vice”, apesar dos exemplos históricos antigos e recentes para demonstrar a importância capital desse “apêndice”.

Seus vinte milhões de votos de 2010 estavam esquecidos na memória da massa, que nem ao menos teve capacidade de mobilização para assegurar com larga folga as assinaturas de que Marina precisou e não teve para fundar seu partido.

Eduardo Campos – hoje parece mais claro para o Brasil, porque morreu brutalmente e sua imagem e ideias passaram a circular – tinha um grande potencial que já começava a exibir na arrancada da campanha, como na frase empolgante que produziu: “Não vamos desistir do Brasil”.

A tragédia de 13 de agosto impõe um cenário de alta indefinição, e apesar de o Datafolha não ter simulado um confronto entre Marina e Aécio, ninguém hoje pode afirmar que é ele e absolutamente impossível, especialmente pela rejeição à presidente.

Assim como, num segundo turno, é razoável imaginar que Dilma e Aécio não terão condição política de aliança contra Marina, e que Marina, repetindo a posição de quatro anos atrás, preferirá a neutralidade caso fique de fora. Ou ainda que haverá arestas a eliminar para Marina ter o voto de Dilma ou de Aécio.



Pensamento do dia

Data: 18/08/2014
11:25:33

Não há tarefa mais cansativa do que interpretar pesquisa.



Pragmatismo manterá Marina à frente da aliança

Data: 17/08/2014
12:56:58

Enquanto teve seu nome cogitado para presidente da República e relacionado nas pesquisas eleitorais, Marina Silva sempre superou Eduardo Campos, isto é, se estivesse obstinada por disputar o pleito não teria ingressado no PSB, que, com todo respeito, tinha um dono.

Tampouco a ex-senadora foi para o partido do falecido ex-governador de Pernambuco sob o compromisso de que seria o candidato “quem estivesse melhor mais adiante”, como se diz no jargão da política. Prova-o o simples fato de que, mesmo continuando à frente nas pesquisas, o candidato escolhido foi Eduardo.

Dessas duas premissas, pode-se concluir que a aliança Marina-Eduardo foi feita com base na definição prévia que ele seria o cabeça da chapa, e a concordância da ex-senadora é sinal de que  Marina viu em Eduardo sintonia com suas ideias e, obviamente, muito melhores condições políticas para tentar pô-las em prática.

Essa opção não foi assentada em princípios de interesse pessoal, mas num acordo mínimo de grande qualidade que firmaram, permitindo a aproximação entre dois pensamentos distintos, embora, certamente, com pontos essenciais de convergência.

Recorde-se que não foram superadas dificuldades apenas na visão de temas, mas também sobre arranjos políticos em alguns Estados, caracterizando, no bom sentido, um esforço profissional para viabilizar o projeto.

Marina, aparentemente, compreendeu nas conversas iniciais que a missão estaria muito mais apropriada nas mãos de Eduardo – sem demérito para ela, um homem que governou duas vezes seu Estado com alta aprovação e organizou um partido nacional forte, que elegeu forte bancada federal e seis governadores.

A morte de Eduardo trouxe a conclusão natural de que Marina assumiria a vaga, o que agora parece confirmar-se no noticiário, já havendo dia até para o anúncio oficial: a próxima quarta-feira.

Algumas hipóteses foram levantadas na imprensa nos últimos dias, como a dificuldade que haveria de votar em Marina em certos setores mais conservadores que tinham se comprometido com Eduardo.

Outro aspecto negativo seria a retração no financiamento da campanha, no mesmo sentido do motivo anterior: a preocupação com a chegada da “radical” ex-ministra à presidência da República e o “risco” que ela representaria para os interesses da “classe dominante”.

É certo que sua “desvantagem” na capacidade de condução da aliança não mudou, mas, no fim, prevaleceu o pragmatismo da classe política e os ajustes foram feitos. Argumentos não devem ter faltado. Marina é garantia de segundo turno, mesmo que dele venha a estar ausente, e de reforço eleitoral para o PSB.



Amor materno, amor paterno

Data: 17/08/2014
12:54:06

“Por que ele e não eu?” – quis saber, desconsolada, a mãe do governador Eduardo Campos, Ana Arraes.

Literalmente, a mesma erma indagação feita por Antonio Carlos Magalhães há 16 anos, ao ser informado, no hospital, da morte do filho Luís Eduardo.



Recidiva

Data: 17/08/2014
12:53:22

“Nossa amizade extrapolava a política, éramos mais que dois políticos amigos, éramos dois companheiros”, disse o ex-presidente Lula sobre Eduardo Campos, em nova investida para fazer crer que não estava vendo o ex-governador como um inimigo político, o qual comparou com Collor.




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