Salvador, 22 de janeiro de 2018

Em tempo

Data: 22/04/2016
14:39:10

A eventual chegada do ex-prefeito e ex-deputado Roberto Muniz ao Senado poderá vir a ser o grande mérito da nomeação de Walter Pinheiro para o secretariado estadual.



Só tribunal internacional para salvar Dilma

Data: 21/04/2016
09:24:30

Embora lamentável, não é inacreditável que o ministro Jaques Wagner recomende à presidente Dilma defender, na ONU e nas entrevistas que concederá nos Estados Unidos, a tese do golpe contra a democracia no processo do impeachment.

É lamentável porque, partindo da mais alta autoridade, a versão será levada em conta, com evidente agressão à imagem do país, pela qual ela deveria zelar, ainda mais que seu iminente afastamento tem base constitucional e respaldo das mais elevadas instituições nacionais.

Não é, no entanto, inacreditável, porque Wagner deu ao longo da vida mostras de que não tem compromisso com a verdade. Seus compromissos são mais com ele próprio e os interesses do seu grupo, variando conforme os ventos aconselhem.

Na década de 90, queria a transformação do PT numa “máquina eleitoral”, e hoje, exposta a máquina da corrupção, finge entender que o partido deveria ter feito a reforma política quando estava no auge do poder.

Começou a carreira defendendo em operários do Polo Petroquímico, mas como ministro do Trabalho nada fez pelo cumprimento da cláusula 4ª do acordo coletivo de 1989, que o empresariado não respeitou, impondo à categoria perda salarial considerável, só no ano passado reparada por decisão do STF.

A contradição máxima de sua carreira é associação ao Yacht Clube da Bahia, que é o remanescente dos grandes clubes sociais da elite de Salvador, deles certamente o mais aristocrático e fechado. Claro que o ex-governador tinha esse direito, mas a escolha foi um claro rompimento com sua, digamos, história.

Nos tempos atuais, a grande bravata de Wagner, após dizer que “governo que não tem um terço da Câmara não é governo”, foi estimar 215 votos contra o impeachment, bem distantes dos 137 da realidade. Nessa toada, não será estranho se orientar Dilma a levar sua questão para a Corte de Haia.



Cristovam para presidente

Data: 21/04/2016
09:21:42

Nenhum brasileiro que sonhe com um bom futuro para o país deve deixar de assistir à entrevista que o senador Cristovam Buarque (PPS) concedeu na Globonews ao jornalista Roberto D’Ávila.

Considerada sua história como reitor da UnB, governador do Distrito Federal e senador, não se entenderá por que, então no verdadeiro PDT, foi apenas o quarto colocado nas eleições presidenciais de 2006, com 2.538.844 votos, quando já vivíamos o escândalo do mensalão.



O anticristo

Data: 21/04/2016
09:20:31

Eu sou o beco sem saída, a mentira e a morte (da esperança).



Viva Gregório!

Data: 21/04/2016
09:19:51

Nesse campo verde e vasto
O que mais dá é laranja,
Gente que muito manja
De salvar o seu repasto.

Pois em tempo tão nefasto    
Em que todos querem canja
É trocado o viver casto
Por pena, galinha e granja.



Salvador é exceção em programa

Data: 21/04/2016
09:17:43

Dos 417 municípios baianos, somente Salvador não se associou ao programa do governo estadual Educar para Transformar, segundo garante o deputado Sargento Isidório (PDT), que, em indicação protocolada na Assembleia Legislativa, cobrou a providência ao prefeito ACM Neto.

Em um ano de existência, "o programa trouxe “muitos avanços”, disse o parlamentar, citando a eleição de 33 mil líderes de classe nas salas de aula da rede estadual, a entrega de 1,5 milhão de livros a 500 mil estudantes e a formação de 15 mil professores alfabetizadores para as redes municipais.



Urbi et Conquista

Data: 21/04/2016
09:15:58

Informa-se que, apesar da declaração prévia do deputado Fabrício Falcão (PCdoB) de que “nem o papa” o demoverá da candidatura a prefeito de Vitória da Conquista, o deputado Zé Raimundo (PT), também candidato, cogita de uma viagem a Roma para tentar a interferência de Francisco na questão.



Duas etapas de um parlamentar

Data: 21/04/2016
09:14:42

Aliás, como deputado estadual já em segundo mandato, Zé Raimundo transitou de produtiva surpresa, como quando relatou o projeto de lei da privatização dos cartórios, à decepção de um desempenho sob uma ótica mais reduzida, caracterizada por discursos de saudação a correligionários e homenagens a municípios e distritos.

O fato é mais notável quando se considera que ele, um professor universitário, ex-reitor, é parceiro político do deputado federal Waldenor Pereira, que nos seus tempos de Assembleia Legislativa brindava o público com análises densas do quadro econômico e social da Bahia e do Brasil.



Música antiga

Data: 21/04/2016
09:13:40

Só o desespero de causa explica o tom que deputados petistas na Assembleia Legislativa estão impondo aos discursos de protesto contra o impeachment, como é o caso de Rosemberg Pinto, líder da bancada, para quem “o capital internacional quer tomar o pré-sal do povo brasileiro”.

O líder do governo, Zé Neto, não fica atrás: “Somos um aglomerado de humanos, e no aglomerado de humanos nós temos, sim, possibilidade de errar, os erros são para ser consertados, os erros são para ser criticados, mas não para destruir os maiores acertos da história recente deste país”.

Melhor ficar com a versão de Luiza Maia, que no seu estilo arrebatado pede que alguém dê um fim ao “inferno que o Ministério Público, a Polícia Federal e o juiz Sérgio Moro têm feito neste país e dentro daquele Congresso reacionário, comandado por um bandido comprovado”.



Michel Temer será o 36º presidente do Brasil

Data: 19/04/2016
10:59:22

PMDB, com 18 senadores, PSDB (11) PSB (7), PP (6), PSD (4), DEM (4) e PR (4), têm as sete maiores bancadas do Senado.

São 54 cadeiras, casualmente o mínimo suficiente para que seja decretada, em caso de admissibilidade inicial do processo, a extinção do mandato da presidente Dilma Rousseff.

Na Câmara, esses sete partidos ou votaram integralmente pelo impeachment ou fecharam questão para isso, sofrendo algumas defecções, como também ocorreu em bancadas governistas que adotaram a medida, a exemplo do PDT.

A tendência no Senado é que essa diretriz se repita, sem contar o fato de que a oposição ainda terá senadores de outros partidos menos representados, como PPS, PRB, PV, PSC e Rede.

Esses números mostram que, muito além da aceitação, nos próximos dias, do processo por maioria simples, serão alcançados, mais futuramente, os 2/3 necessários ao impeachment, donde se conclui: em breve, Michel Temer assumirá definitivamente a presidência da República.



Queda de Dilma vem de antes dos números

Data: 19/04/2016
10:57:41

Mas, rigorosamente, não são as estatísticas que o determinam, isto é, Dilma não cairá porque se formou uma maioria contra ela, pois quase todos, há pouco, aprovavam seus projetos na Câmara e no Senado.

É uma inversão um tanto sutil: para derrubar Dilma é que se formou uma maioria contra ela. Ou seja, sua queda foi tramada – e razões não faltam, a bem da verdade –, e no rastro da conspiração política é que vieram os votos, às carradas, de antigos “aliados”.

O combate a Lula e ao PT – razões também não faltam – é o mote da política brasileira, e isso é irreversível. Uma vez autorizado o julgamento, Dilma será afastada, e uma vez afastada, jamais voltará.



Cassação do presidente até que seria bom sinal

Data: 19/04/2016
10:56:32

Quanto a Temer, é outra história. Ao contrário de sua antecessora, chegará ao poder cercado de toda a experiência que acumulou em 30 anos de vida pública.

Por incrível que pareça, representará “o novo” e terá todo o apoio das forças mais poderosas do país para que conduza o governo com equilíbrio que possa reverter as expectativas negativas e os indicadores mais importantes.

Entretanto, se alguma culpa ele tiver que leve à cassação da chapa pelo TSE, com realização de novas eleições presidenciais, aí seremos obrigados a acreditar que o Brasil está mudando mesmo.



A lista é grande

Data: 19/04/2016
10:55:23

Nesse caso, só ficariam faltando Eduardo Cunha e Renan Calheiros, entre os peixes mais graúdos.



Marque a resposta certa

Data: 19/04/2016
10:54:45

Mais plausível do que a nomeação de Walter Pinheiro para secretário do governo Rui Costa é seu voto no Senado contra a presidente Dilma.



Separação de contas esquece quem perdeu

Data: 19/04/2016
10:54:09

Empenha-se o vice-presidente Michel Temer em obter do Tribunal Superior Eleitoral a separação de suas contas de campanha das da presidente Dilma Rousseff, sob a alegação de que tiveram captação, operação e contabilidade distintas.

Será mais fácil, no entanto, que os temeristas – ou mais apropriado seria dizer “temerários”? –  conseguissem que o TSE protele indefinidamente a questão até que o novo presidente reverta o quadro de degringolamento do país de tal forma que sua cassação seja esquecida.

Do ponto de vista da lógica do direito, mesmo a um leigo isso salta absurdo. Primeiramente, porque a chapa Dilma-Temer constituiu nas eleições de 2014 uma unidade jurídica.

Assim, o vice, necessariamente, responde solidariamente com a presidente por todo e qualquer aspecto pertinente à legislação eleitoral que se levante, o que pode ser bom, como no caso atual, em que assumirá o poder com a saída da titular sem ter recebido pessoalmente um voto sequer.

Por outro lado, uma vez, eventualmente, viciada a chapa presidencial, os demais candidatos, que contra ela concorreram em primeiro e segundo turnos, tiveram seus direitos prejudicados, e obviamente, antes da posse de Temer, nisso deveriam ser reparados com a anulação do pleito.



Manda Lula resolver

Data: 19/04/2016
10:52:27

Não faltará, nesta nova fase do processo de impeachment, quem venha falar na capacidade de articulação de Lula para salvar a situação. É a ladainha por um messias que já provou toda a sua ineficácia.



PMDB ganha força em Salvador

Data: 19/04/2016
10:51:41

O mandato presidencial de Michel Temer, que deve começar na primeira quinzena de maio, não apenas modifica o fluxo de recursos federais para Salvador, de cuja falta o prefeito ACM Neto reclama.

Também aumenta, e exponencialmente, uma possibilidade que já era grande: a indicação de um peemedebista autêntico – que se permita o histórico adjetivo em caráter especialíssimo – como candidato a vice na chapa de Neto à reeleição.

Aliás, uma coisa está intrinsecamente ligada à outra. Não se crê que a dupla Geddel-Lúcio Vieira Lima vá esfalfar-se em influência no novo governo para encher exclusivamente a bola do prefeito.



Meus amigo

Data: 19/04/2016
10:50:38

Certa personalidade muito carismática da cena política brasileira, momentaneamente submersa, passa a ideia de que é analfabeto e fala errado por estratégia de marketing, mas ele é analfabeto e fala errado mesmo.



Vamo isperá

Data: 19/04/2016
10:49:56

A propósito, em recente sessão especial na Assembleia Legislativa em homenagem aos mortos de Eldorado dos Carajás, o líder sem-terra José Rainha declarou: “Se nós decidir que faz a revolução, nós faz”. Segundo ele, só os trabalhadores têm condições de fazer isso, “não meia dúzia de intelectuais idiota”.



TEMPO DE JOGOS – Sobre Brasil x Dinamarca

Data: 19/04/2016
10:38:31

Brasileiros e dinamarqueses, que se enfrentarão em Salvador na terceira rodada da primeira fase do torneio de futebol masculino dos Jogos Olímpicos, já mediram forças nas quartas de final da segunda Copa da França, em 1998, exatamente 60 anos depois da primeira em solo francês.

Foi naquela competição o quinto jogo dos dois países, o último da então eliminada Dinamarca, do altíssimo e excelente goleiro Peter Schmeichel, ludibriado por Rivaldo no segundo gol brasileiro com uma sensacional trivela!

Vencemos por 3 x 2, após tomarmos 1 x 0 logo aos 2 minutos do 1º tempo, gol do meia-atacante Martin Jorgensen. (Colaborador Anônimo)



A banda móvel

Data: 19/04/2016
10:37:03

Risível é a tese de radialistas que elogiam, cheios de consideração, “o poder de articulação” do governador Rui Costa e do ministro Jaques Wagner pelos 22 votos contra o impeachment dados pela bancada baiana, além de dois deputados que se abstiveram para não enfrentar problemas no partido.

O que há, de fato, pela frente, são dois anos e oito meses de governo estadual, de cujas benesses não querem abrir mão, e por isso a Bahia foi essa majestosa exceção em todo o país – mais do que isso, o Estado líder nos votos pela permanência da presidente.

Não há motivo ideológico, muito menos moral, na atitude. Basta examinar com um pouco de cuidado a lista de votantes. A maioria, sem a menor vergonha, estará com o governo que for eleito para o próximo quatriênio, de que lado seja.



Apoio invisível

Data: 19/04/2016
10:35:41

Informa a imprensa que a presidente Dilma reuniu-se com parlamentares da base aliada. Sim, mas que base?



Fraude histórica

Data: 19/04/2016
10:34:49

O deputado Rogério Rosso (PSD-DF), presidente da comissão do impeachment, citou no seu voto “o PSD de Juscelino”, como se fosse a tradicional legenda que pontificou na política nacional em meados do século XX.

No entanto, é apenas o partido fundado pelo oportunismo de Gilberto Kassab, que tem todo tipo de filiado pelo país inteiro, cada um livre para fazer o que quiser, mesmo que seja nos momentos mais cruciais, como fizeram os da Bahia.



Pecado mortal

Data: 19/04/2016
10:33:37

Aliás, Juscelino Kubitschek, Getúlio Vargas, Leonel Brizola e João Goulart são os quatro brasileiros que mais frequentemente têm a memória profanada.



Pra não perder a viagem

Data: 19/04/2016
10:32:42

Atento à imprensa baiana, este blog viu com satisfação o texto “Erro de cálculo: Dilma mediu mal o potencial bélico de Cunha e perdeu também para Temer”, postado ontem no site Bahia Notícias – e resolveu dizê-lo pela rara oportunidade de dirigir um elogio a seu editor.

Ocorre que, numa observação mais acurada, constatou que o autor do comentário não foi o jornalista Samuel Celestino, mas o jornalista Fernando Duarte. No entanto, como já estava engatilhada a disposição da reverência, que seja feita. Parabéns, Fernando!



Senado ainda vai “negociar” antes do desfecho

Data: 17/04/2016
23:53:43

Admirado personagem de humorístico de TV bradava ao interlocutor que não compreendia sua tese: “Realiza!” – passando a trocá-la em miúdos. Era, literalmente, um chamamento à realidade, o que é menos desnecessário do que parece em muitos casos da vida – pessoal, política, pública...

Assim, encaremos a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, por 367 votos a 137, com sete abstenções e duas ausências, como a primeira etapa técnica de um processo que pode ser longo, embora todos os indicadores apontem para uma breve solução, com a posse de Michel Temer na presidência da República.

Esse era um projeto delineado há muito tempo, mesmo excluindo-se Temer da condição de conspirador original, pois ninguém lhe contestará a postura discreta em muitos anos e, até, a disposição de ajudar – não bem assimilada – quando a crise estava muito longe da dimensão atual.

A faca e o queijo, com o beneplácito do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal de Contas da União, do Ministério Público, da Ordem dos Advogados e até das Forças Armadas, que não têm por que ser convocadas, está com a alta representação legislativa do Brasil, a Câmara e o Senado.

Entretanto, não nos iludamos – e aí evoquemos diretamente a inesquecível figura de Francisco Millani, criador do tipo citado na abertura deste texto: a “nata” política quer a cabeça de Dilma (e a de Lula), estando a ponto de cortá-las. Mas os interesses são fluidos e mutáveis, e ainda há muito a negociar daqui pra frente.

O primeiro degrau é simples, como a minoria que o batiza. Não quer dizer que as exigências sejam de baixo calibre, pois há senadores gravemente envolvidos nas teias da corrupção a desejar algum tipo de salvo-conduto, e o resultado da próxima apreciação poderá ter como efeito imediato a saída da presidente da cadeira.

Quando for galgado o outro patamar, que é a maioria qualificada de 54 senadores, que afastaria Dilma do cargo definitivamente, só Deus sabe que natureza de argumento será chamada ao “diálogo da razão”, certamente impura. Rezemos, porém pela mudança real na alma política do Brasil, que estará garantida pelo menos enquanto Marcelo Odebrecht estiver preso.



O homem que calculava (mal)

Data: 17/04/2016
23:15:34

Para quem previa mais de 200 votos contra o impeachment, o ministro Jaques Wagner, que diz ter sido estudante de Engenharia na PUC-Rio, está muito ruim de cálculo.



Questão de quantidade

Data: 17/04/2016
23:14:42

O PDT fechou questão pelo impeachment, mas houve muitos deputados que não respeitaram a decisão do partido, mesmo ameaçados de expulsão pelo presidente Carlos Lupi. O mesmo Lupi que, meses atrás, achava que o problema é que “o PT roubou demais”.



A vida imita a arte

Data: 17/04/2016
23:13:40

Aquela tradicional brincadeira que se fazia sobre os políticos, de que usam polida linguagem regimental sem deixar de dizer cobras e lagartos aos desafetos, virou hoje uma triste realidade. “Vossa excelência é um ladrão”, chegaram a dizer ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha.



Blasfêmia política

Data: 17/04/2016
23:12:51

Doeu ouvir o deputado Weverton Rocha, do PDT maranhense, votar contra o impeachment e falar em nome de Leonel Brizola, que não está mais aí para defender-se. Brizola rompeu com o governo do PT em maio de 2003 e jamais apoiaria esse estado de coisas em que foi parar o Brasil.



Cumplicidade

Data: 17/04/2016
23:11:48

O deputado Paulinho da Força (PDT), com apoio do notório bandido Eduardo Cunha, que lhe deu quanto tempo fosse necessário, cantou: “Dilma, vai embora/ que o Brasil não quer você/ e leve o Lula junto/ vagabundos do PT”.



Para cantarolar

Data: 17/04/2016
14:04:02

"O rito levou meu sorriso..."



Das maiorias no julgamento do “impeachment”

Data: 17/04/2016
07:47:44

Sendo muito provável a aceitação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff na sessão da Câmara dos Deputados a iniciar-se às 14 horas de hoje, toda a imprensa vem cometendo o erro de afirmar que o Senado abrirá ou extinguirá o processo “por maioria simples”, que seria de “metade mais um” dos parlamentares.

A questão, como se sabe, foi resolvida em dezembro pelo ministro Luís Roberto Barroso, cujo voto sobre esse aspecto da ADPF 378, apresentada pelo PCdoB, foi acompanhado pela maioria de seus pares no Supremo Tribunal Federal.

De fato, em contestação ao parecer do relator Luiz Edson Fachin, para quem cabia ao Senado realizar o julgamento sem discutir nova admissibilidade, concluiu Barroso, na parte “Rito do Impeachment no Senado, (itens G e H)”, que “a instauração do processo pelo Senado se dá por deliberação da maioria simples de seus membros...”

Entretanto,  como se sabe, há em geral três tipos de maioria nas votações dos parlamentos: a qualificada, para a qual se exige quórum especial, normalmente de 2/3 ou de 3/5 do plenário, a depender do caso; a absoluta, que significa metade mais um dos membros; e a maioria simples, que vem a ser a maioria dos presentes.

É difícil que o ministro Barroso tenha se equivocado – e com ele os juízes do STF – sobre nomenclatura tão comezinha, donde se infere que, havendo número para a abertura da sessão do Senado que apreciará a resolução da Câmara, a instalação do julgamento não dependeria necessariamente dos votos de 41 senadores.

Esta seria a maioria absoluta em sua contagem mínima, mas se houvesse apenas 30 senadores no plenário, o julgamento poderia ser iniciado com a autorização, por exemplo, de 16 deles – a maioria simples. É certo que o dia da decisão será de "casa cheia", mas a ressalva, apenas pelo aspecto técnico, é indispensável.



Placebos televisivos

Data: 17/04/2016
07:44:24

Só servem mesmo para distrair o telespectador os numerosos “debates” nos canais de TV envolvendo políticos pró e contra o impeachment.

O governo manda seus, digamos, melhores representantes, como o advogado-geral José Eduardo Cardozo e o líder Afonso Florence.

Mas a discussão é travada como se fosse uma disputa eleitoral convencional, em que se procura atingir a população com argumentos do tipo extinção do Bolsa Família, pobre viajando de avião e similares.

Fora o fato de que esse discurso parece um pouco superado, temos que o eleitorado, no caso, é uma minoria seletíssima que não está nem aí para aquele papo inoportuno.



TEMPO DE JOGOS – Salvador sortuda mesmo!

Data: 16/04/2016
20:11:05

Confirmou-se a sorte da nossa capital baiana quando se trata de sediar grandes jogos de futebol nas duas maiores e mais importantes competições esportivas do planeta, a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Entre os dez jogos dos futebóis masculino e feminino que sediará em agosto próximo, a Arena Fonte Nova apresentará ao público mais uma vez partidas que têm tudo para eletrizá-lo, como já aconteceu no nosso segundo Mundial caseiro,de triste memória para nós brasileiros, por causa do indelével 7 x 1.

O país que nos infligiu a maior derrota da Seleção Brasileira masculina estará de novo em plagas soteropolitanas, desta feita ao menos duas vezes. A Alemanha tetracampeã mundial enfrentará aqui o México, o atual campeão olímpico.

E foi exatamente em cima de nós o triunfo mexicano, lá em Londres, em 2012, na nossa terceira derrota pelo ouro em finais masculinas, sem falar nos dois insucessos femininos nas decisões por essa tão sonhada medalha.

Os alemães ainda voltam a Salvador para enfrentar a Coreia do Sul. No grupo deles, o C, teremos na Bahia também a exótica seleção das Ilhas Fiji, que jamais disputou nada importante na sua história, exceto aquelas insípidas copas lá da  Oceania.

A pergunta: teremos novamente um “Taiti” no Brasil, a exemplo daquela equipe da Copa das Confederações de 2013 que só fez sofrer sonoras goleadas na competição? Em breve veremos e saberemos. (Colaborador Anônimo)
 



Ibrahimovic na Fonte

Data: 16/04/2016
20:08:54

Na preliminar de Brasil x Dinamarca, uma seleção campeã europeia, título que a Inglaterra, campeã mundial, não tem, os que forem à Fonte Nova terão oportunidade de ver ao vivo e em cores simplesmente Ibrahimovic, o marrento craque sueco que não pôde vir ao Mundial de 2014, já que a Suécia não se classificou.

Os suecos enfrentarão o Japão, antes de Neymar adentrar o gramado baiano na partida principal desta noite que promete ser muito bela.

Na nossa única rodada dupla feminina, assistiremos a Austrália x Zimbábue (antiga Rodésia), uma seleção no mínimo exótica, e Nova Zelândia x França, que tem um bom selecionado. (CA)



Até que a morte os separe

Data: 15/04/2016
22:00:18

É o The New York Times, que evidentemente não faz parte da “imprensa golpista”, a afirmar: “Dilma é uma das raras figuras políticas no Brasil a não enfrentar acusações de enriquecimento pessoal ilícito”.

Sendo isso, de certa forma, verdade, pois que até agora nada se descobriu, vê-se que a presidente não deveria ter se candidatado à reeleição. Deixaria essa bomba para explodir na mão de Lula.

Foi um impasse sério na época, tão próxima e, no entanto, tão longínqua. O que antes parecia um passeio eleitoral ficou duvidoso a partir de junho de 2013, com o início do processo de desgaste da presidente que até hoje não terminou.

Muito se falou, em 2014, no lançamento de Lula para salvar uma situação que poderia estar perdida. Mas o bom senso prevaleceu: não haveria explicação razoável para a substituição, assim como, agora, Lula não pode se desvencilhar de Dilma.



Desaparecido

Data: 15/04/2016
21:58:15

Se alguém se der ao trabalho de pesquisar a imprensa de janeiro e fevereiro de 2003, constatará que a pergunta que se fazia naquele início de governo era a mesma que hoje é altamente pertinente: cadê Lula?



Baralho do crime

Data: 15/04/2016
21:57:30

Dilma não se declarou exatamente “carta fora do baralho”, mas apenas “fora do baralho”, como pode assegurar quem ouviu o áudio.

Foi uma locução espontânea. Se tivesse sido orientada, ela diria “carta”, quando nada em homenagem ao teórico psicológico e onírico do petismo, Mino Carta.



O último dos moicanos

Data: 15/04/2016
21:55:24

Os jornais relacionam friamente os ministros de Dilma do passado – e do presente até minutos atrás – anunciando o pular do barco, não como uma aventura oceânica, sem a certeza de um confortável escaler ou mesmo uma bóia salvadora – por gentileza, não peçam para tirar o acento de “bóia”.

Com efeito – expressão antiga, mas plenamente cabível –, nessas horas não existe lealdade nem consideração, virtudes distantes em política quando o ostracismo é iminente. Espera-se até a última hora, mas o bote – sem trocadilho – é inevitável. Veremos isso proximamente com Renan Calheiros.




Página Anterior    Próxima Página