Salvador, 17 de dezembro de 2017

Mandela: sua liberdade pela do povo

Data: 30/09/2016
23:58:22

Barack Obama comparou Shimon Peres a Nelson Mandela. Embora meritório por muitos aspectos de sua trajetória, é difícil que o significado de Peres, igualmente Prêmio Nobel da Paz, chegue perto dos 27 anos de sacrifício da liberdade que Mandela se impôs em nome de uma causa.

Os frutos de Mandela foram colhidos, com a vitória sobre o ódio racial. O trabalho de Peres como ministro do Exterior de Israel terminou, não por culpa dele, infrutífero: os acordos de Oslo de 1993, assinados por Yitzhak Rabin e Yasser Arafat sob a mediação de Bill Clinton.

O assassinato de Rabin, em 1995, por um radical judeu, foi o começo do fim da esperança concreta de paz nessa parte importante do Oriente Médio, que estabelecia para 4 de maio de 1999 a criação do Estado palestino.



Vazamentos podem evitar prisão e prejuízo

Data: 29/09/2016
12:58:05

Ousaríamos dizer que nem a tropa de encanadores convocada para socorrer a Vila Olímpica daria jeito nos vazamentos da Operação Lava-Jato, mas este, do ministro Alexandre Moraes, é especial, porque é o vazamento que vazou.

Na verdade, a informação vazou para ele, já que o ministro da Justiça não é regularmente avisado das ações policiais. Ele, então, vazou-a publicamente para um grupo num ato de campanha, com a particularidade de que foi em Ribeirão Preto, município do preso da vez, Antonio Palocci.

E não são, todos esses, apenas vazamentos “desinteressados”, que pouco efeito prático terão. No caso Guido Mantega, por exemplo, a Polícia Federal prendeu-o na quinta, 22, quando ele e a mulher, ambos com cidadania italiana, tinham passagens para Paris na sexta-feira.

O aspecto curioso de que o ex-ministro, acusado de intermediação de propina, foi preso quando acompanhava a mulher numa cirurgia, embora ela fosse embarcar para a Europa no dia seguinte, sem nenhum resguardo, reforça a hipótese de que ele foi avisado da operação e talvez procurasse uma saída.

Os vazamentos, no contexto das investigações, têm, em certos casos, um importante valor agregado: por causa deles é que aparecem, após as decisões judiciais de bloqueio de dinheiro, contas com mil e poucos reais e outras completamente raspadas.



Il dolce capo

Data: 29/09/2016
12:56:16

A crônica da tortura fala na figura do torturador bom, aquele que aparecia depois de o preso político sofrer uma primeira sessão de espancamento e não revelar as informações desejadas por seus inquisidores.

Chegava – o torturador bom – mostrando-se compadecido pelo estado da vítima, em geral sangrando, com dentes arrebentados, olhos inchados. E aí simulava um conforto, até certo ar de indignação, visando ganhar-lhe a "confiança" com algum proveito.

Pode ser exageradamente cruel a correlação, mas é a ideia que assalta a mente quando se vê, entre as acusações a Mantega, que uma de suas funções era “chegar junto” aos empresários quando falhavam as investidas do tesoureiro de Dilma/2014 e depois ministro Edinho Silva.

O sempre suave e delicado Mantega, por ora livre das grades, era um ministro da Fazenda que coagia, como ministro da Fazenda foi Antonio Palocci, este encarcerado logo depois. No gigantesco boliche da corrupção, mais dois pinos são derrubados. Um strike, no entanto, não dá. É pino demais.



Ministro inclui família Odebrecht no Fome Zero

Data: 28/09/2016
09:37:56

O TCU bloqueou R$ 2 bilhões de Marcelo Odebrecht. Seus advogados foram ao Supremo e alegaram que o empresário não pode dispor de “valores indispensáveis à sua subsistência e de sua família”.

Compreendendo, talvez, que Odebrecht use todo esse dinheiro diariamente na faina doméstica, o ministro Marco Aurélio Mello libera-o integralmente, escudando-se no argumento de que o TCU não tem competência para o bloqueio, e sim “o Judiciário”.

Marco Aurélio tem-se especializado nesse tipo de operação, por assim dizer, beneficiando outros acusados na Lava-Jato. No presente caso, fora a desproporção entre valores e finalidade, ele parece não ter lembrado que é também “o Judiciário” e poderia ter feito algo a respeito.



O grande sanatório a pleno vapor

Data: 28/09/2016
09:34:30

A presidente da República foi derrubada, o presidente da Câmara foi derrubado e cassado, o presidente do Senado está até o pescoço de inquéritos.

Políticos – de senadores a governadores e ex-ministros – vivem em polvorosa com o Ministério Público e as delações premiadas.

Os maiores empresários do país foram presos e condenados, ministros de Estado caem a qualquer deslize.

E o Supremo Tribunal Federal desanda a decidir, e seus membros, a darem entrevista sobre tudo.

Definitivamente, o Brasil tomou um porre de institucionalidade.



Torre de marfim

Data: 28/09/2016
09:31:20

Tem quem prefira a contramão. Foi proibida a livre circulação de jornalistas no quarto andar do Palácio do Planalto, onde ficam os gabinetes dos ministros Geddel Vieira Lima e Eliseu Padilha.

A imprensa deveria encontrar uma forma de reagir a essa arbitrariedade. É inaceitável que autoridades públicas fiquem encasteladas, longe da fiscalização mais elementar, transitando nas áreas do poder sem que possam ao menos ser questionadas.



Na ordem alfabética

Data: 28/09/2016
09:30:33

O Galego vai ser o plano Z do PT em 2018.



A falta que o felino faz

Data: 28/09/2016
09:29:38

Pode-se dizer que somente uma minoria sabe quem é Cláudio Silva, que, afinal, exerceu cargo de certo destaque na cidade, a superintendência da Sucom.

Para o grande público, ele é um ilustre desconhecido que frequenta o horário eleitoral como candidato do PP a prefeito, propondo uma espécie de rebelião de todos os Silvas.

O quadro poderia mudar se o vice-governador João Leão, presidente do seu partido, aparecesse na TV para ajudar a identificar o pupilo.



Assim com o homem

Data: 28/09/2016
09:28:29

A propósito, indagado sobre sua atuação à saída do debate da Record, Silva declarou: “Outros preferiram criticar o candidato ausente, mas nós não fomos nessa direção”.

Foi mais ou menos a postura que manteve no primeiro debate, o da TVE, o que deixa claro uma política de boa vizinhança com ACM Neto.



Suplente consolidado

Data: 28/09/2016
09:27:27

Como não vai dar em nada o esforço de amigos para que assuma o mandato de deputado federal, o ex-secretário Robinson Almeida deverá contentar-se com o possível emprego de assessor do ex-ministro Jaques Wagner – se este assumir, como se fala, a presidência da Fundação Luís Eduardo Magalhães.

Terceiro suplente de sua coligação, Robinson, na prática, está em segundo, porque Fernando Torres (PSD) ocupa temporariamente a cadeira de Josias Gomes, secretário de Relações Institucionais do governo da Bahia.

Mas não se acredita que o governador Rui Costa vá mexer uma palha para isso. Rui está colado com Walter Pinheiro, que não cruza bem com Robinson desde que deixou a DS, corrente que Pinheiro integrava no PT.



Vale a torcida

Data: 28/09/2016
09:26:17

Na conjuntura atual, a única forma de Robinson ser deputado é Moema Gramacho se eleger prefeita em Lauro de Freitas e Alice Portugal, em Salvador. Isso se Josias não voltar.



A facão

Data: 28/09/2016
09:25:33

É louvável que o governo federal tenha recuado da decisão de acabar a obrigatoriedade da educação física no ensino médio.

O que não evita a perplexidade geral pelo fato de uma área essencial como a educação estar sendo tocada de forma tão precária.



PT: de candidatos derrotados a nenhum candidato

Data: 26/09/2016
15:01:37

Para se comentar ou entender a situação eleitoral de Salvador, hoje, é preciso recordar que o PT sempre teve candidato a prefeito nos últimos 20 anos.

No poder federal a partir de 2003, com Lula e Dilma, e quatro anos depois, com Wagner, no governo do Estado, o partido não teve, na maior parte desse período, preocupação efetiva em trabalhar para a cidade.

O interesse político prevalecia: deixar a Prefeitura, de gestão inepta, enfraquecer-se, para aparecer como a velha salvação da lavoura. Não houve refresco nem quando João Henrique era “aliado”. Geddel ministro que se virasse.



Novo prefeito mudou política do governo estadual

Data: 26/09/2016
14:59:51

A derrota eleitoral de 2008, com a reeleição do prefeito sobre Walter Pinheiro (e ACM Neto batendo na trave do primeiro turno), não foi suficiente para alertar o governo petista sobre o que acontecia.

Talvez seja imperceptível a olho nu, mas a população, no seu amplo e profundo íntimo, faz a avaliação sensorial do que ocorre ao redor, e se não gosta, reage, ainda que silenciosamente. O boicote à capital doeu.

Só com a ascensão, enfim, do atual prefeito, em 2013, é que se caiu na real. Se a estratégia anterior foi desastrosa com um adversário “fraco”, não será com um “forte” que dará certo.

Ainda no governo Wagner, a administração estadual fez mudanças na sua política, especialmente na mobilidade urbana, com obras viárias e operação e expansão do metrô, muito bem continuada – a política – pelo governador Rui Costa.



Compromisso chegou tarde ao município de destino

Data: 26/09/2016
14:58:05

O esforço, porém, não chega a contrabalançar dois grandes fatores: o desgaste profundo do PT pelos escândalos de corrupção e o desempenho do prefeito ACM Neto, ainda que numerosas críticas lhe possam ser feitas.

A avaliação levou o PT a não ter candidato próprio. Tentou resistir, mas, diante da própria fraqueza relativa, não superou a teimosia e a altivez do PCdoB e de Alice Portugal, afinal feita a representante de todos.



Olha a voz que me resta

Data: 26/09/2016
14:55:01

Não é que a questão nacional num pleito municipal tenha pouca ou nenhuma relevância.

O problema é que o discurso do golpe, desgraçadamente, é o único de que pode dispor Alice Portugal – além de alguns compromissos formais em que ninguém acredita, de candidato nenhum.

Nessa perspectiva, outra opção não restou senão chamar a ex-presidente Dilma para a campanha, nas ruas e no horário eleitoral.

Trata-se da pessoa que, na compreensão popular, mentiu sobre a economia e levou o país ao quadro atual, além dos crimes que resultaram na sua cassação.



Jovem equipamento sucumbe à incúria

Data: 26/09/2016
14:53:15

O ex-governador Roberto Santos completa este ano 90 anos de vida produtiva. Por variado legado e trabalho presente, a Bahia lhe presta justa homenagem.

Foi ele quem, há 37 anos, inaugurou o Centro de Convenções da Bahia, que não suportou o descaso dos últimos dez anos.

Nesse tempo, deteriorou-se um pilar fundamental do sistema turístico da cidade.

Em todo caso, um desabamento de se agradecer, ressalvados os ferimentos ditos leves das vítimas da incúria.

A precocidade do desastre evitou que, em futuro que se pretendia próximo, aquela estrutura viesse abaixo com centenas, talvez milhares de pessoas.



Para saudosistas

Data: 26/09/2016
14:51:39

Caía a tarde feito um centro de convenções...



Um pleito que mudou muita coisa...

Data: 25/09/2016
09:06:31

As eleições de 1974 deixaram uma marca muito importante na história do Brasil por representarem, até então, a maior manifestação popular contra a ditadura militar implantada dez antes.

Em 16 dos 22 Estados da época foram eleitos senadores do MDB, partido da oposição, determinando-se ali, embora com espasmos autoritários posteriores, o começo do fim do regime.

Uma dessas vitórias foi obtida em Minas Gerais por Itamar Franco, ainda um político desconhecido nacionalmente, que entrou na disputa, como muitos outros, sem chance, até o atropelo das urnas.



...e o papel do desconhecido Itamar

Data: 25/09/2016
09:05:12

O fato vem à memória em razão dos dias presentes, em que debates e ausência de candidato estão na ordem do dia.

Diariamente, na televisão, o candidato da Arena, senador José Augusto, desafiava Itamar para um debate, apontando para a cadeira vazia que lhe era reservada.

Como Itamar não dava bola, José Augusto relaxou. Deixou de ir ao estúdio, apenas era mostrada a cadeira vazia. Um dia, Itamar apareceu, sentou-se na cadeira e perguntou, ao vivo, pelo adversário.

Obviamente, foi um bafafá, José Augusto correu para a emissora ainda a tempo de encontrar o oponente por lá e tentar agredi-lo. Dias depois, a tradicional família mineira consagrava Itamar novo senador da República.



O leão rugiu

Data: 25/09/2016
09:03:34

O prefeito ACM Neto partiu pro pau contra Rui Costa, hoje, nas páginas de A Tarde, entrevistado por Patrícia França:

“O que o governador sabe fazer é muita propaganda e se esconder atrás dos seus candidatos com discurso”.

E a cara dele, na foto de Raul Spinassé, é de quem não tá pra brincadeira.



Uma sigla para Geddel

Data: 25/09/2016
09:02:31

Não, não se trata de partido, pois ele está muito bem acomodado no PMDB, sua única filiação em toda a carreira.

Falamos da necessidade – agora que ele está definitivamente inscrito no rol das grandes lideranças estaduais – de virar abreviatura, que é como se confere prestígio e se demonstra carinho pela pessoa.

GVL é a proposta. Contém três iniciais, o que seria um padrão baiano, e ainda se pronuncia com sonoridade natural, sem esforço fonético. Por mero exemplo, a sigla de seu irmão Lúcio, LVL, não prestaria, um polissílabo descomunal.



Jogando às feras com a diplomacia disponível

Data: 25/09/2016
08:59:44

O perigo sibilino do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pode ser medido pelo que disse à Folha de S. Paulo quando indagado sobre a situação do ex-presidente Lula:

“Ele vive um momento delicado, e não acho que corresponda a mim, que fui presidente e o conheço de outras épocas, agravar. Isso, agora, é a Justiça que vai ter que decidir. Não quero jogar pedra no Lula”.

Quer dizer, eximiu-se de comentar o caso, mas se o fizesse seria para “agravar” e “jogar pedra”.



Fim de linha para Rui e Geddel

Data: 24/09/2016
13:17:13

Pelas declarações correntes de parte a parte, está claro que não se pode esperar entendimento entre o governador Rui Costa e o ministro Geddel Vieira Lima “em favor dos interesses da Bahia”.

É mais claro ainda que, sendo a parte “fraca” no embate, Rui não quer a ajuda de Geddel justamente para ter liberdade de acusá-lo de conspirar contra o Estado por motivação política.

Claríssimo, então, revela-se que o governador prefere radicalizar o confronto desde agora, porque sabe que vai encarar uma turma grande dentro de dois anos, num conturbado projeto de reeleição.

O ministro tem suas razões. Um governo não pode negociar com uma parte que o considera ilegítimo, a não ser que fosse para discutir a “ilegitimidade”. Rui, por sua vez, não pode ceder ao avanço do "inimigo".

Isso não quer dizer que “a Bahia perderá”, porque o bom Geddel nessa bola não pisará. Trará obras e serviços para Salvador e outros municípios, como fez quando ministro da Integração Nacional. Dois mil e dezoito promete.



O BRT virou VLT

Data: 24/09/2016
13:14:04

Segue o cidadão soteropolitano vítima de joguetes políticos. O prefeito Neto queria o BRT, mas o governo federal não dava porque a presidente era Dilma.

Aí veio o governo do amigo Temer, e o prefeito logo assinou contratos para começar o BRT.

Já o VLT, é coisa do governador Rui, e como ele não o consegue com o novo presidente grita que vai fazer com recursos próprios.

O risco é que, ao sabor das eleições ou dos impeachments, a qualquer momento pode mudar tudo e, em geral, voltar ao que vinha sendo antes.

Do BRT ao VLT, houve só uma troca de siglas e interesses. Vamos ver onde essa política de mobilidade vai parar.



Ausência de Neto divulgou debate da TVE

Data: 23/09/2016
12:49:25

Agora que os fatos começam a se consumar, é difícil dizer que tipo de assessor – porque a ideia não pode ter sido dele – terá convencido o prefeito ACM Neto a não participar de debates nas emissoras de televisão, exceto na de sua família.

O tamanho do erro começa a se apresentar: o grande público só soube que ontem houve um debate de candidatos a prefeito na TVE porque Neto não compareceu, tornando-se, na sua cadeira vazia, um alvo parado para os demais competidores.

O que deveria ser “traço” de audiência – um número próximo de zero, no jargão publicitário – ganhou repercussão por outros caminhos.

A ausência do prefeito se irradia a partir do meio político, ocupa espaço de comentários radiofônicos, frequenta as redes sociais e serve de munição aos concorrentes, sem falar na densidade demográfica de Salvador.



Repercussão será maior na TV Record

Data: 23/09/2016
12:47:53

Neto não deixou de ser favorito por isso, e é claro que a ampla vantagem o estimulou a agir assim. Entretanto, é falha capital que macula seu suposto espírito democrático e tem discordância mesmo entre eleitores convictos.

A estranheza quanto a essa posição obstinada do prefeito é tanto maior porque na TV Bahia todos os seus adversários estarão presentes para falar livremente. Não se sabe exatamente o que poderiam dizer ontem, na TVE, que não possa ser proclamado na TV Bahia no dia 29.

O prefeito não conseguirá esconder a ausência no debate da TVE nem no da TV Record, domingo, que terá maior reverberação ainda. E para ser coerente com a opção contrária à discussão aberta e frontal, deveria cancelar a participação, também, no evento da emissora da família.



Todos à TV Bahia!

Data: 23/09/2016
12:43:52

Sempre em sintonia com o proveito político, o deputado Sargento Isidório desta vez deu uma derrapada ao propor que, em represália, os candidatos a prefeito deveriam faltar em bloco ao debate na TV Bahia.

Ora, isso seria obviamente fazer o jogo do adversário, ninguém duvide de que ele iria soltar foguetes. É justamente na televisão de maior audiência que a presença de todos será mais produtiva, quando estarão frente a frente com “o monarca”, como diz Isidório.



Ainda há lugar para dúvidas românticas

Data: 23/09/2016
12:42:25

Talvez seja interessante nesse Brasil ético que se pretende inaugurar discutir a hereditariedade eleitoral.

Não tem vergonha um deputado que lança e faz a campanha da irmã para vereadora?

E um deputado que lança e faz a campanha do irmão para vereador?

Ou outros parentes mais que vez por outra estão aí lançando o apaniguado?

Não se preocupam com o que eleitor, diante da evidente tentativa de nepotismo, de favorecimento familiar, vai pensar deles?



Moema aportará de novo em Lauro

Data: 22/09/2016
12:39:25

Tratando-se de importante município de Salvador, não só vizinho, como conurbado, na linguagem dos técnicos para dizer que, na prática, as duas cidades são uma só, Lauro de Freitas mais uma vez promete "renovar" com a eleição de Moema Gramacho para prefeita.

Será, certamente, um grande troféu que o PT poderá exibir na Bahia, ante a onda negativista que o partido enfrenta, e terá sido conquistado pelo efeito da gangorra histórica, fazendo a deputada voltar ao cargo apenas quatro anos depois.

Na fase áurea do PT, Moema desbancou em Lauro o poder do então deputado João Leão, cujo grupo político, em longo reinado iniciado por ele próprio, controlou o município por quatro mandatos.



Perde-ganha começou há 12 anos

Data: 22/09/2016
12:37:54

Esse período só não se estendeu porque, além das condições adversas desde a vitória de Lula dois anos antes, Leão cometeu na eleição de 2004 um erro de avaliação ao lançar o filho Cacá, hoje deputado federal, mas na época ainda inexperiente.

A ironia é que quatro anos depois, quando foi apresentado um nome de expressão, o do ex-prefeito Roberto Muniz, a prefeita Moema, já contando também com o apoio do governador Jaques Wagner, estava forte demais e venceu com folga.

A oposição só foi vencer em 2002, com Márcio Paiva, um vereador bem-sucedido, mas cuja desistência da reeleição revela a avaliação que faz do próprio desempenho. Moema, por sua vez, contribuiu, ao apoiar à sua sucessão o vice João Oliveira.



A circunavegação política

Data: 22/09/2016
12:35:57

Na gestão da ex-prefeita foi colocado um barco no canteiro central da Estrada do Coco, como uma espécie de símbolo na porta de entrada do município. Nos últimos tempos navega em águas desconhecidas, mas em janeiro estará de volta ao porto de partida.



Sem conflito de ideias

Data: 22/09/2016
12:34:31

Se algum voto perder daqui pra frente o prefeito ACM Neto, será somente por recusar-se a debater com os adversários na televisão, exceto na emissora de propriedade de sua família.

Renomado articulista desta capital pensa diferente. Para ele, “nenhuma razão há para debates”, porque “o pleito está praticamente decidido com a reeleição de ACM Neto...”



Se segura, malandro!

Data: 22/09/2016
12:33:35

Temer charlou na ONU. Não há democracia sem que todos estejam ao alcance da lei, como foi o caso da ex-presidente Dilma.

Usou o exemplo da autoridade mais poderosa. O mais poderoso agora é ele. Cabe-lhe a preciosa guarda da incolumidade do princípio.



Quem quer dinheiro?

Data: 22/09/2016
12:32:39

Está sendo citado como pessoa de grande coragem o dono da empreiteira Andrade Mendonça, Antônio Andrade Júnior, pelas polpudas doações que fez às campanhas de ACM Neto e Alice Portugal, respectivamente R$ 150 mil e R$ 100 mil.

As doações, evidentemente, foram legais e transparentes. A única curiosidade que se levanta é por que alguém apoiaria ao mesmo tempo dois candidatos de lados exatamente opostos no espectro político-ideológico.



Obama bota Temer no lugar dele

Data: 21/09/2016
18:11:50

Depois de solucionar a questão nuclear com o Irã e reatar relações com Cuba, o presidente Barack Obama não poderia mesmo receber Michel Temer na Casa Branca.

Com certa precariedade do governo Temer, inclusive por aspectos legais, Obama não quereria, nos últimos meses de presidência, convalidar uma situação que nenhum lucro mais lhe traria – se fosse o caso, só prejuízo.

Deixou o encargo para o vice Joe Biden, como convém no protocolo hierárquico da diplomacia. Veio a calhar, porque Temer, na célebre carta de adeus a Dilma, queixou-se justamente de que a presidente, um dia, não o convidou para um encontro com Biden.



Para currículo

Data: 21/09/2016
18:10:45

Temer, no entanto, não deve ficar triste. Dê-se por satisfeito com o brilhareco na ONU.



O nome engana

Data: 21/09/2016
18:10:05

A diplomacia costuma ser dura.



Mais uma na conta

Data: 21/09/2016
18:09:35

O prefeito José Ronaldo (DEM) é o amplo favorito contra o deputado Zé Neto (PT) em Feira de Santana. Zé Neto está virando o Pelegrino do Sertão.



Wagner vive seus dias de Sine-Bahia

Data: 21/09/2016
18:08:47

Com a carreira e a inserção no meio político baiano e nacional, o ex-governador Jaques Wagner não precisa ser secretário do governo Rui Costa para credenciar-se a uma disputa pelo Senado em 2018, como sugerem os correligionários que trabalham para isso.

Por outro lado, é certo que ele não está precisando de emprego, no sentido salarial da palavra, pois dispõe de alguma justa aposentadoria por tantos anos de labuta.

A outra opção que querem lhe arranjar é a presidência nacional do PT. Essa se pode até desaconselhar, porque é pepino, ou rabo, na gíria carioca que Wagner já deve ter esquecido. Melhor ficar quieto no seu canto.




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