Salvador, 17 de dezembro de 2017

Por nada, o poder da mídia esmagou Brizola

Data: 31/10/2016
17:29:26

Fracassada a tentativa de fraude para evitar que Leonel Brizola se elegesse governador do Rio em 1982, conhecida como “escândalo da Proconsult”, as Organizações Globo desencadearam a mais suja e violenta campanha contra um homem público desde Getúlio Vargas, em 1954, e João Goulart, dez anos depois – não por acaso, já que os três fazem parte da mesma linhagem ideológica.

Não tinham, porém, os barões da grande imprensa nacional, acusações fundamentadas de tipo nenhum, pois nem os inquéritos policiais militares do golpe militar de 64 as constataram. Apelaram, a bordo de poderosa máquina universal de comunicação, pelo engodo e pela mentira.

Começaram timidamente, na Rádio Globo, num programa noturno de grande audiência comandado por Luiz de França, que, sem citar-lhe o nome, procurava denegrir o governador com o refrão de velha moda gaúcha: “Churrasco e bom chimarrão/ fandango, trago e mulher/ é disso que o velho gosta/ é isso que o velho quer”.

Diariamente, era um massacre, com os mais patéticos textos sem razão alguma. O desplante era tal que chegaram a colocar um suposto Brizola, mas com voz, sotaque e hábitos etílicos de Jânio Quadros, discursando: “E se eleito ô fui-ô...” – enquanto um coro repetia freneticamente: “Ô fui-ô/ Ô fui-ô...”

O esquema se profissionalizaria na direta proporção em que o governador dava mostras de que administraria exatamente no sentido oposto ao desejo das elites, pela educação e contra os privilégios. Veio a fase das acusações caluniosas de “ligação” com o jogo do bicho e o tráfico de drogas, que absolutamente não existiu.

A Globo venceu. Sem a solidariedade de qualquer partido ou líder político, inclusive dos que faziam parte, em tese, do mesmo arco ideológico, Brizola não poderia resistir mais que a extensão de sua vida, e terminou morrendo aos 82 anos, firme em suas convicções e, sobretudo, limpo.

Na quadra atual de degeneração da cúpula política brasileira, não é difícil à grande imprensa, representante de interesses econômicos que vão além do dever de informar, atacar ferozmente o que seriam seus piores inimigos, e não adianta mais acusar o “Partido da Imprensa Golpista”.

Os ocupantes do poder praticaram crimes de toda natureza e gravidade, continuadamente, nas últimas décadas, de tal sorte que agora não é possível ao grande público divisar o que há de verdade e de especulação nas cabeludas narrativas. Não precisa o conjunto da obra, parte dela é suficiente para a desmoralização.



O verdadeiro autor

Data: 31/10/2016
17:25:05

A joia do cancioneiro popular acima citada tem sido atribuída, ao longo dos anos, a artistas diversos, que apenas tiveram a felicidade de gravá-la, a exemplo de Berenice Azambuja (a primeira), Sérgio Reis, Chitãozinho e Xororó e Gaúcho da Fronteira.

Como revela o colunista Rogério Pereira, do site O Fato Novo, seu verdadeiro autor é Gildo José Moreira Campos, conhecido como Kará, nascido em Triunfo, Rio Grande do Sul, há 68 anos. A letra homenageia o pai, Nauro Viana de Campos.



Sem mais delongas

Data: 31/10/2016
17:24:02

Pra Otto Alencar sair para o governo do Estado, só se ele fosse o candidato de Rui Costa e Wagner.



Eleições confirmam o que já se sabia

Data: 31/10/2016
17:23:25

“PT não elegeu ninguém no segundo turno”: “PT perdeu mais de 60% de suas prefeituras”; “PT isso e aquilo...” – na televisão ululam as hienas a derrota integral do PT nos municípios onde disputou segundo turno.

Mas o que fazem hoje é apenas chutar cachorro morto. A sentença foi decretada há tempos, não há como o partido voltar a ser qualquer coisa séria e consequente na política nacional.

A realidade eleitoral vem confirmar o que era imaginado: hoje o PT equivale aos que antes eram seus satélites nanicos, caindo de terceiro para décimo lugar em número de prefeituras.



Óbvio ululante

Data: 31/10/2016
17:21:37

A propósito da voz atribuída às hienas no texto anterior, é isto mesmo: as hienas ululam, assim como os cães latem e os gatos miam.



Rédea curta

Data: 31/10/2016
17:21:02

O prefeito ACM Neto está deixando correr solto o processo sucessório na Câmara Municipal, em estratégia idêntica à do estímulo a vices na sua chapa para depois indicar o deputado Bruno Reis.

Mas só para os incautos. Tanto que já avisou: não serão toleradas conversas de correligionários com a bancada da oposição, pois não é agora que ele lidera mais de 30 vereadores que vai deixar a bagunça se instalar.



Abstenção sugere desistência da luta política

Data: 31/10/2016
17:19:44

A concessão do voto facultativo a quem completa 70 anos leva em conta a suposição de condições difíceis de locomoção de que em geral são acometidas pessoas nessa faixa etária, não necessariamente um prêmio aos idosos que por tantos anos se desincumbiram do “dever cívico”.

O privilégio, portanto, não invalida o voto como instrumento maior da cidadania, com o qual se imaginava que o fundador de um partido “de massas” e duas vezes presidente da República, como Lula, estivesse comprometido.

Um homem que pediu o voto popular nas esquerdas pós-ditadura, contra o qual se posicionavam outras legendas mais extremadas, defensoras do voto nulo, que por isso se distanciaram do PT, não pode agora fazer esse tipo de pregação.

Compreende-se, no entanto, a demonstração de amargura, Não havia risco de Lula ser hostilizado na seção eleitoral, ainda mais que já passou a fase mais ajuda do conflito político no país. Ele apenas, talvez antevendo o resultado das urnas, quis logo jogar sua toalha pessoal.



Sucessor de Josias seria novo Josias

Data: 31/10/2016
17:15:48

Gasta-se muita tinta com essa indisposição entre o secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, e deputados com os quais ele deveria, pela função, articular na base governista.

Josias, especialmente nas condições fiscais e financeiras atuais da maioria dos Estados – e a Bahia não está isenta das dificuldades –, nada mais é que um para-raios do governador Rui Costa.

Não será diretamente o governador a rechaçar pedidos de obras, serviços, nomeações, providências. Lógico é que, se pudesse, Rui apascentaria docemente todos os seus aliados e correria para o abraço.

Se Josias vier a ser substituído e o novo secretário dispuser dos meios até agora indisponíveis para agradar deputados e prefeitos por aí afora, pacificando tudo, então o governador estava querendo se livrar do auxiliar.



Polícia inglesa mata seis milésimos de gente por dia

Data: 29/10/2016
21:34:29

As estatísticas são sempre falsas quanto a avaliações que envolvam a vida humana, porque esta não tem valor tangível. Como ponderou o filósofo, dez mil pessoas não sofrem mais do que uma.

A reflexão decorre de números acreditados segundo os quais a polícia brasileira mata em seis dias o mesmo que as polícias inglesa e galesa mataram em 25 anos, de 1990 a 2014.

Dá para imaginar a disparidade: no Brasil, tem-se de falar em “cerca de” 83 mil pessoas que, como dizem policiais e radialistas, “tombaram em confronto”. Nos dois países britânicos foram precisamente 55 nesse quarto de século.

Por aqui, o extermínio é de nove por dia. Lá, numa população de 56 milhões, houve uma morte a cada período de cinco meses e meio. A média diária não passou de 0,006 – inexpressiva, para quem não morreu.



Por exemplo

Data: 29/10/2016
21:24:13

A família do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto “por engano” por policiais londrinos, não leva em conta esses levantamentos.



A reversão das bondades

Data: 29/10/2016
21:23:22

Servidores públicos de três Estados – Rio de Janeiro, Tocantins e Amapá – foram inscritos na lista de maus pagadores do SPC porque os governos não repassaram aos bancos parcelas de pagamento do empréstimo consignado que tomaram.

Três fatores concorreram para a situação: a irresponsabilidade social que fez proliferar os consignados, a irresponsabilidade fiscal que quebrou os Estados e a desonestidade pura simples dos governos, que leva funcionários a sofrerem as consequências.



O agachamento final de Renan Calheiros

Data: 28/10/2016
22:14:16

O cargo de presidente do Congresso Nacional foi ao rés do chão com o pedido de desculpa do senador Renan Calheiros à presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia – não beirou o ridículo, nele submergiu.

Autoridade tivesse o senador, responderia com altivez à ministra por ter tomado as dores do “juizeco” que ousou escarafunchar mais um desvão de sua vida de oito inquéritos por acusações diversas tramitando no próprio STF.

E essa certamente seria a reação natural do cangaceiro alagoano se estivesse por cima. Refletindo, porém, sobre o desatino de que foi tomado na agressão ao Judiciário, sem condições de encarar, botou o rabo entre as pernas.

Será, nos dias que virão, uma espécie de refém, mas de pouca valia. Neste Brasil que se expõe aos olhos da plateia não há de ser um pré-condenado a única pessoa capaz de conduzir a pauta do Senado para as decisões que o momento exige.

A Renan, superado (?) esse primeiro sufoco em que se meteu, impõe-se agora um período de silêncio obsequioso, em que dará “importante contribuição” à nação e ao presidente Michel Temer, não necessariamente nessa ordem.

Quanto à presidente do Supremo, admitido seu esbregue no sujeito como um arroubo de indignação, algo que não se contém na garganta, continuará falando nos autos – assim reza velho preceito da magistratura.



Nelson Jobim: o lobby que nasce morto

Data: 28/10/2016
22:12:15

Só mesmo uma Mônica Bergamo para colocar Nelson Jobim como possível candidato a presidente da República em caso de o governo Temer cair com a delação premiada de Marcelo Odebrecht & Cia.

Sobre Fernando Henrique Cardoso, também citado, Jobim “teria a vantagem de circular por todos os principais partidos” – uma sucessão de Temer em 2017 seria obrigatoriamente por eleição indireta.

É o tipo de “informação” que traz o ranço do compadrio, quando nada, por parte da fonte que a deu à jornalista. Esta é uma que se pode cravar: Jobim jamais será presidente da República, direta ou indiretamente.



Antítese de 1984

Data: 28/10/2016
22:10:22

A propósito, tem muita gente querendo indiretas-já.



Às vésperas de tempos tenebrosos

Data: 28/10/2016
22:09:43

Os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, José Serra, das Relações Exteriores, e Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, além do próprio presidente Temer, são citados como prováveis alvos da delação de Odebrecht e de dezenas de executivos da empreiteira.

Se a realidade confirmar as especulações, será mais um deus nos acuda na República, com desdobramentos rigorosamente imprevisíveis. Ninguém quererá sozinho a culpa sabendo que muitos outros também a têm. A tendência é não ficar pedra sobre pedra.

São assombrosos os números do setor de propina da Odebrecht: estariam implicados 240 políticos, sendo 20 governadores e ex-governadores e 130 deputados, senadores e ministros, integrantes de nada menos que 22 partidos. E essa é a parte de que por enquanto se fala.



Justa causa

Data: 28/10/2016
22:07:06

A vantagem de Roberto Justus na presidência da República é que ele próprio diria aos brasileiros: “Vocês estão... demitidos!”



Pensamento do dia

Data: 27/10/2016
21:36:52

A Justiça é morosa em Curitiba.



Ouro olímpico pode dar vaga em Copa

Data: 27/10/2016
21:36:19

Correspondente dedicado quando o assunto é futebol de alto escalão, o Colaborador Anônimo deste blog informa a novidade: o campeão olímpico de futebol masculino em Tóquio/2020 pode ter presença assegurada na Copa do Mundo de 2026.

A criação dessa vaga está sendo carinhosamente estudada pela Fifa, que pensa o vigésimo terceiro Mundial da história com a participação de até 48 seleções. A sede da competição será definida em 2019, podendo ser dividida entre dois países.

O grande obstáculo à adoção da regra de premiar o campeão olímpico é uma corrente da entidade máxima do futebol que só a aceita se o vencedor da Copa voltar a ter vaga assegurada na edição seguinte do torneio.

Até a Copa de 98, o campeão tinha presença certa para defender seu título – o último beneficiado foi a França, vencedora naquele ano. De lá para cá, Brasil, Itália e Espanha tiveram de jogar as Eliminatórias, como, atualmente, a Alemanha.



Preparação para o futuro

Data: 27/10/2016
21:33:04

O intervalo de seis anos entre a medalha olímpica e a Copa dá a lógica oportunidade de a mesma geração que ganhou o ouro, amadurecida, encarar a disputa esportiva mais importante e apaixonante do futebol mundial.

As seleções olímpicas só podem ter três jogadores com idade superior a 23 anos, mas a Fifa estuda o fim dessa norma, porque, embora várias estrelas quisessem vir aos Jogos do Rio, seus clubes não as liberaram. (CA)



Os teleféricos já estão no discurso

Data: 27/10/2016
21:29:39

Vivemos uma era demais estranha, em que o gestor público compra um copo plástico descartável e precisa dizer ao contribuinte e eleitor que o fez, como propaganda, não prestação de contas.

O governador Rui Costa, neste caso, é apenas um exemplo, mas não é muito diferente da maioria: ele anunciou a “captação” de 470 mil euros para instalação de teleféricos em Salvador, pouco mais que R$ 1,6 milhão, dinheiro que uma boa campanha arrecadaria.

Mas não é exatamente para fazer e operar o aéreo transporte. É para “estudos e elaboração do projeto”, algo semelhante aos R$ 90 milhões que teriam sido “aplicados” em etapa semelhante da ponte para Itaparica.

É um mal da “idade mídia” – como a definem estudiosos cujas elocuções analíticas são de difícil entendimento ao comum dos mortais – aparecer a qualquer custo (aí quase literalmente), assumir a identidade de todo e qualquer espasmo da máquina estatal.



Renan pode deixar cargo em oito dias

Data: 26/10/2016
15:56:44

A ação a ser julgada quinta-feira da próxima semana no Supremo Tribunal Federal é uma ADPF – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (veja textos abaixo).

Se acolhida pela corte, valerá o princípio de que pessoas acusadas na Justiça não podem fazer parte da linha sucessória da presidência da República.

Nesse caso, Renan Calheiros não poderia ocupar a presidência do Senado, abrindo espaço, talvez, a um colega que não queira atrapalhar a votação da PEC do Teto.



Renan a caminho do cadafalso

Data: 26/10/2016
15:41:35

Seria interessante que algum canal poderoso de comunicação o dissesse expressamente, mas, como ainda há pruridos, ousamos supor que está chegando a hora de Renan Calheiros.

Começou sua agonia, dando sequência ao que foi, há pouco mais de um ano, o desmantelamento de Eduardo Cunha. A diferença é que Renan durará menos.

Jamais foi possível aos olhos da nação, nos lares, nos bares e em outros patamares, que esses dois homens encarnassem o poder, mesmo num país como o Brasil.

Foi-se o primeiro, ir-se-á o segundo. E como por onde passa um boi passa uma boiada, muito ainda ocorrerá nesta luta difícil que as instituições travam contra o verdadeiro crime organizado.



Cármen Lúcia dá a senha

Data: 26/10/2016
15:40:27

Nesse particular, a sociedade passa a dever muito à presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, a mesma que há meses, repetindo La Pasionaria da resistência espanhola a Franco, disse “não passarão”.

A ministra está mesmo disposta a cumprir o compromisso. Nesta fase terminal, em que se esquece até da liturgia do debate no alto nível da República, Renan Calheiros perde a compostura, e dela recebeu o recado certeiro.

Ao declinar de convite do presidente Temer para um encontro dos quatro presidentes dos Poderes constituídos, Cármen Lúcia recusou-se a ombrear sua autoridade com a de um Renan encaliçado pelo desabamento da obra que ele próprio ergueu.

O presidente do Senado sofre pelo menos dez inquéritos por práticas que vão do peculato ao recebimento de propina, do uso de documento falso à venda de medidas provisórias. Com tal currículo, só mesmo em sonho se livraria da enxurrada.



Acelerou

Data: 26/10/2016
15:38:20

Os dois comentários anteriores estavam prontos quando foi divulgado pelo Estado de S. Paulo, sucintamente, que a ministra Cármen marcou para 3 de novembro “o julgamento de uma ação que pode ameaçar o cargo do presidente do Senado, Renan Calheiros”.



Pensamento do dia

Data: 26/10/2016
15:37:20

Bahia e Vitória têm times imateriais.



Doces sonhos juvenis

Data: 26/10/2016
15:36:49

Estudantes que ocupam escolas numa dessas capitais onde há movimentos contra a reforma do ensino médio aparecem na TV usando bonés e com o rosto coberto por um simulacro de máscara feito com a camiseta.

Descartemos, a priori, qualquer maldade nesse gesto, pois maldade certamente não há em quem acredita que, como os assaltantes de trens e bancos dos velhos faroestes, basta usar um lenço no rosto para não ser identificado.

Vamos debitar tudo a valor dos mais caros à humanidade e que a era digital não afetou: o inconformismo dos jovens, sempre em busca de uma saída ao estabelecido, que muitas vezes acham. Sem eles não teríamos futuro, seria tudo uma eterna e banal repetição.



Turismo desprestigiado

Data: 26/10/2016
15:32:58

Ao defender uma CPI para apurar o desabamento parcial do Centro de Convenções, o deputado Hildécio Meireles (PMDB) disse que a importância que o governo do Estado dá ao turismo pode ser avaliada pela destinação de verbas à atividade: R$ 175 milhões num orçamento de R$ 42 bilhões.

“Isso dá 0,41% para uma área altamente produtiva, que cria empregos em todo o Estado”, afirmou o parlamentar, acrescentando que pior ainda é o fato de que, desses recursos, somente 0,13% foi realmente investido, cerca de R$ 55 milhões, “tirando da Bahia a posição de protagonista no turismo”.



Conversa fiada já temos demais

Data: 26/10/2016
15:31:21

Precisa ser mais bem explicado esse desespero da grande mídia para dizer que acendeu alguma luz, seja vermelha ou amarela, nas relações do presidente Temer com a Câmara dos Deputados por causa do segundo turno da PEC do Teto.

O primeiro turno deu 366 votos a favor, agora menos sete, 359, sendo que, em ambos os casos, bastavam 308. Recusamo-nos a acreditar que o resultado “preocupante” tenha sido considerado apenas do ponto de vista do sensacionalismo.

Não é o caso nem de analisar esmiuçadamente o painel da Casa para ver quem viajou em "missão", quem estava doente, quem se escondeu, quem votou diferente da outra vez. A gordura é tanta que não dá para superestimar a ida de um deputado ao banheiro na hora da votação.



Tema único

Data: 26/10/2016
15:28:10

Desde que assumiu a Secretaria da Educação do Estado, a rotina de Walter Pinheiro, pelo menos a que chega ao grande público, têm sido os contratos das terceirizadas.



Empresário quer cliente sustentando empregado

Data: 26/10/2016
15:27:01

Consumidor desrespeitado como o brasileiro, especialmente o baiano, tem mesmo de ouvir esta: Edinho Engel, dono do restaurante Amado, um dos mais caros da cidade, criticou em emissora de rádio os clientes que não dão 10% de gorjeta aos garçons.

“Tirem esse escorpião do bolso”, afirmou grosseiramente, embora achando que estava sendo engraçado. Para ele, a “caixinha” serve para “motivar” os profissionais a “melhorar” o serviço. Ora, essa é uma obrigação do empresário, se quiser ver o êxito do seu negócio.

Antigamente, os jogadores de futebol tinham o “bicho”, que era uma gratificação por vitória, isto é, o cara recebia para jogar e recebia para vencer, mas isso já acabou. Indiferente à lei que proíbe a cobrança dos 10% em Salvador, Edinho quer agradar seus empregados com o dinheiro alheio.



Efeito Bruno Reis

Data: 25/10/2016
15:27:03

Apenas um palpite: o presidente da Câmara Municipal será do DEM – e será Léo Prates, vice-líder e amigo do prefeito ACM Neto.

Aceitam-se apostas, com valor em aberto, com quem preferir Duda Sanches, Palhinha, Maurício Trindade ou Alexandre Aleluia.

Em caso de Cláudio Tinôco, a combinar.



A história se repete

Data: 25/10/2016
15:26:07

Na flor dos 34 anos, o “bispo” candidato Marcelo Crivella (PRB) não tocou nas pessoas, mas botou seus carregos porta a fora.

É mais ou menos uma versão fundiária urbana do “estupra mas não mata” de Paulo Maluf.



Excesso de presidências engordaria Imbassahy

Data: 25/10/2016
15:25:28

Já nos referimos aqui a colunas da imprensa nacional cujas especulações são em geral vazias e quase sempre movidas por interesses específicos em jogo. Mas neste caso pode-se dizer que a Radar on line, da revista Veja, tem razão.

O deputado Antonio Imbassahy (PSDB) quer ser presidente da Câmara, mas enfrenta “oposição sistemática” do ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e do prefeito ACM Neto (DEM), justamente os outros dois pilares que com ele fazem a base da oposição baiana.

No jogo político, os dois estão cobertos de razão. A Bahia já tem lideranças demais. Imbassahy, embora ex-governador e ex-prefeito, não teve ainda, em sua fase de readaptação pós-carlista, um vestibular que o colocasse naturalmente entre os candidatos a governador, como Geddel e Neto.

A presidência da Câmara é poder que não acaba mais, a menos que o cidadão se chame Eduardo Cunha. E Imbassahy está querendo fortalecer-se de tudo que é lado, tanto que o seu liderado vereador Paulo Câmara, num ambiente que lhe é francamente desfavorável, insiste em um terceiro mandato na presidência da Câmara Municipal.



Um projeto em risco

Data: 25/10/2016
15:22:56

O prefeito Neto apressou-se a desmentir qualquer mal-estar de sua parte quanto à pretensão de Imbassahy. Do ministro Geddel ainda não se ouviu nenhuma palavra.

O tema, naturalmente, é delicadíssimo. Afinal, a trinca tem um projeto comum na Bahia, e uma rachadura desse quilate poria tudo a perder no nascedouro.



"Vou lambuzando o selo..."

Data: 25/10/2016
15:22:07

Sabedoria tem limite. O ex-governador Jaques Wagner, por exemplo, conseguiu enrolar o bispo Luiz Cappio, mas com o finado Eduardo Campos deu com os burros n’água.

Os temas em questão, para quem não se lembra, eram, respectivamente, a transposição do São Francisco e o apoio a Dilma Rousseff na campanha de 2014.

Veja-se que Wagner estava sempre do lado errado. A transposição já custa o dobro do previsto e não está concluída, e de Dilma nem é preciso falar.



Trágico negociador

Data: 25/10/2016
15:20:56

O destino é assim: se Wagner tivesse convencido Eduardo Campos, ele não teria morrido em desastre aéreo na campanha presidencial. Foi um momento em que a incompetência doeu.



O Evangelho segundo o pé de cabra

Data: 24/10/2016
09:11:25

“Um espinho em minha carne” é como o senador Marcelo Crivella (PRB) define o inquérito que enfrentou, há 26 anos, por tentativa de expulsão do ocupante de uma casa pertencente à Igreja Universal, da qual, na época, era pastor.

Fica-se a imaginar o que até hoje pensam o posseiro Nilton Linhares, sua mulher e filhas do pé de cabra com que Crivella os ameaçou após ter arrebentado o portão para ingressar no imóvel, apoiado por “uns dez homens”, como hoje reconhece.

A argumentação do candidato a prefeito do Rio para defender-se é singela: ele realmente invadiu a casa da família, colocou seus pertences em caminhões, “mas não toquei nas pessoas” – completou.

Na verdade, um mérito da polícia, que, chamada, impediu a consumação da truculência, levando o pastor e sua gangue para a delegacia, onde passaram o dia meditando sobre a obra praticada.



O cavalo selado

Data: 24/10/2016
09:09:40

Se o deputado Marcelo Freixo (PSOL), que enfrentará Crivella no segundo turno, dia 30, não aproveitar a chance, Prefeitura pra ele só em 2030.



Política americana despreza “herança maldita”

Data: 24/10/2016
09:08:58

O observador obviamente médio das práticas eleitorais norte-americanas nota que, ao contrário do que é normal no Brasil, o desempenho do partido adversário no poder não é muito levado em conta nas campanhas pelos políticos tradicionais.

Foi preciso um estranhíssimo no ninho, Donald Trump, dizer que eleger Hillary Clinton é ter mais quatro anos de Barack Obama, que assumiu a presidência no auge de uma crise econômica e hoje apresenta indicadores mais favoráveis que os que encontrou.

No entanto, ninguém ouviu Hillary ou mesmo Obama em sua primeira candidatura dizerem num desses debates: “George W. Bush detonou os acordos pela paz entre Israel e Palestina feitos e abriu caminho para o 11 de Setembro", o que responsabilizaria os republicanos pelo caos no Oriente Médio.

Parece prevalecer nos representantes diletos do establishment o sentimento de “assuntos internos”, que não podem descompensar a balança das relações internacionais do país porque a perda, nesse caso, seria de ambas as partes.



Orgulho patriótico pode definir eleição

Data: 24/10/2016
09:05:24

Trump, ao contrário, não se absteve de atacar a política externa, apontando risco à soberania dos Estados Unidos no afrouxamento com Rússia e Irã e na tolerância aos imigrantes, que julga “um cavalo de troia” esperando a hora do ataque.

Ao basear seu discurso na questão internacional, com previsíveis efeitos internos, Trump atiça o orgulho de liderança mundial que o norte-americano comum aprende desde tenra idade, o que explica em grande parte o avanço de sua candidatura.

Internamente, perde com o esquisito misto de misoginia e ataque sexual a mulheres, mas explora o sentimento de terror da população com a guerra à imigração, não se podendo sentenciar que o dia 8 de novembro vai refletir a vantagem que a candidata democrata tem nas pesquisas.




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