Salvador, 17 de dezembro de 2017

Processo em ascensão

Data: 31/01/2016
10:32:05

Se pensa mesmo em ter um grande futuro, o prefeito ACM Neto precisa desvencilhar-se de atitudes autoritárias ou violentas praticadas em seu nome e que terminarão por afetar-lhe gravemente a imagem.

O caso dos seguranças que arrancaram o cartaz de um manifestante na inauguração do Rio Vermelho supera de longe o da recente solenidade em estação do metrô, com a presença da presidente da República, em que partidários de Neto fizeram coro à base de palavrões.



Coragem de ser mulher

Data: 31/01/2016
10:30:50

Na dinâmica do Carnaval baiano e com os costumes que a sociedade hoje cultiva livremente, sem censura ou restrição, não é mais a mesma coisa de antes a existência de blocos de travestidos, que proliferam nos circuitos.

Quando surgiram, na década de 60, sendo o primeiro deles “As Muquiranas”, traziam consigo a marca de contestação, da irreverência, de certa forma uma verdadeira agressão aos padrões vigentes.

Época de machismo exarcerbado, a “coragem” tinha de ser uma das qualidades dos participantes, que a qualquer momento poderiam ser provocados a provar, pela força física, que a “fantasia” não excedia o então chamado tríduo momesco.



Retração chegou ao glamur

Data: 31/01/2016
10:29:43

Sem “recursos” que jamais lhe haviam faltado, a promoter Marta Góes não vai montar este ano seu concorrido camarote no Carnaval da Barra.

A promoter não sabia, mas talvez recebesse “apoios culturais” com dinheiro facilmente obtido nos desvãos das finanças públicas e, neste particular, o momento é de absoluta retração e austeridade.

Oxalá, como deseja, possa voltar em 2017 com estrutura mais modesta, de modo a permitir o acesso dos mais pobres, que antes não conseguiam chegar nem à barreira da segurança.



De pautas recorrentes

Data: 31/01/2016
10:28:26

Há uma dose de provincianismo nessa compulsão da imprensa baiana de relacionar a presença de políticos em festas populares com “visibilidade” e “popularidade”.

É mais ou menos como a “cobertura” religiosamente dada às sextas-feiras 13, um evento sem nenhum valor prático para a sociedade, apenas fator de reforço de crendices.

O político pode até ir a uma festa com o intuito de se divertir. Sendo uma figura pública, claro que será notado.

Mas essa é uma aposta em que corre alto risco: como a classe não tem lá muita admiração do povo, eventuais fatos positivos se diluirão, enquanto os negativos é que terão alguma influência eleitoral.



“Lulinha” quer todos nas malhas da lei

Data: 31/01/2016
10:27:16

Lula é inocente de tudo. Acreditemos no que dizem seus acólitos, aliados e parentes e simpatizantes que restam, como faz agora o filho Fábio Luís Lula da Silva, primogênito do sexo masculino.

Ele próprio objeto de suspeitas em insuspeitadas atividades empresariais, com recebimento de recursos das quais o pai declarou não ter tido o mínimo conhecimento, “Lulinha”, como o chamam, relaciona outros famosos proprietários de imóveis de altíssimo padrão que não foram questionados nem pela imprensa, nem no âmbito investigativo-policial. Só Lula?

Há no Brasil, portanto, um gigantesco conluio entre jornalistas, policiais, promotores e juízes, que deveriam fechar os olhos aos fatos de corrupção que envolvem a Petrobras, bancos públicos, fundos de pensão de empresas estatais, órgãos de fiscalização do governo federal e até a presidência da República e seu poder de editar leis através das medidas provisórias – a menos que procurassem saber, também, por exemplo, como foi que Patrícia Poeta viabilizou seu apê da Vieira Souto.

Então, em vez de continuarmos nos escandalizando com as denúncias, deixemos todos de manifestar-nos. Apenas vigiemos e aguardemos que as apurações sigam céleres no âmbito policial e se definam pela palavra da Justiça.

Seria o mesmo caso de dezenas de milhões de brasileiros, que, eventualmente, se por graves injustiças fossem arrolados como possíveis criminosos, estariam em paz de espírito, tocando suas vidas até que tudo se esclarecesse, sem querer estender aos outros seu inferno.

N.do E. - Um grave erro foi cometido na presente matéria, o qual reparamos. O filho de Lula citado como participante de "insuspeitadas atividades empresariais" é, na verdade, Luís Cláudio Lula da Silva, apelidado Lulinha. (01/02/15)



Trabalhadores do Brasil

Data: 31/01/2016
10:23:35

Lembram do motorista Eriberto e do caseiro Francenildo? Pois é, agora é em dose dupla: tem o zelador José Afonso e a porteira Letícia.



Vossas senhorias tenham pudor

Data: 31/01/2016
10:22:17

Por julgar que policiais da Operação Lava-Jato e o próprio juiz Sérgio Moro divulgam de forma sub-reptícia informações que seriam da intimidade dos investigados, a defesa de Marcelo Odebrecht acionou a União, exigindo indenização por danos morais.

Talvez a elite bacharelesca não tenha percebido que o Brasil não comporta nem admite mais tecnicalidades jurídicas.

Odebrecht tem de responder no mérito, com seus advogados regiamente pagos, sabe-se lá com que dinheiro, sabe-se lá de que origem.

O empresário meteu ou não a mão em recursos da nação, via contratos fraudulentos com a Petrobras e outros quadrantes da teia deploravelmente tramada?

Essa é a resposta que a nação exige, pois a ela tem direito. Se ele, por sua origem dinástica, supunha-se acima do bem e do mal, nos últimos sete meses deve ter percebido que não é bem assim.



Vem mais lama por aí

Data: 31/01/2016
10:19:54

Estão todos atentos. Há barragens mais fortes e devastadoras a romper que as da Samarco, na mescla riqueza-pobreza do centro de Minas Gerais.



Governador Josias

Data: 31/01/2016
10:18:56

Passou mal explicado pela imprensa local o desconhecimento do governador Rui Costa sobre a iminente demissão de Maurício Bacelar da direção-geral do Detran.

Rui assustou-se com a pergunta de um repórter, disse que ia procurar saber.

Soube-se depois que a negociação era conduzida pelo secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, comprovadamente sem o conhecimento do governador, a menos que este estivesse mentindo.

Qualquer que seja a circunstância, é o caso de perguntar: onde é que nós estamos?



Briga de egos eleitoreiros na fronteira da folia

Data: 29/01/2016
18:55:32

É inacreditável que, no momento que vive o país, seja o Carnaval – para ficarmos no exemplo da Bahia –, e não a educação, ou a saúde, ou a economia, a levar ao conflito duas autoridades do nível do governador Rui Costa e do prefeito ACM Neto.

Trata-se do perfeito caso em que os dois brigam e nenhum tem razão. Rui parte para o confronto como meio de polarizar com Neto num quadro pré-eleitoral em que é flagrante a vantagem do prefeito para a reeleição, o que o faz jogar qualquer cartada.

A desavença do momento tem seu cerne num aspecto supostamente técnico e funcional: o prefeito quer estender a folia a certa área da cidade e o governador diz que não há condições de policiamento por falta de recursos.

O prefeito certamente agiu de forma folgazã, marca da gestão, que pesa muito na conquista da simpatia popular, correspondendo ao seu interesse de consolidar a reeleição com que já sonha.

O governador acusa o prefeito ação “eleitoreira” ao querer forçar um gasto extra do Estado, dizendo preferir “salvar vidas”, numa alusão ao investimento em saúde, que o deputado Jorge Solla, do seu partido, no mesmo dia, garantiu que vem caindo.



Quem dá mais não interessa

Data: 29/01/2016
18:53:44

Por outro lado, há uma guerra sobre despesas e patrocínios. Cervejarias pra cá, trios sem cordas pra lá, um gasta não sei quantos milhões, o outro não fica atrás – num duelo despudorado que faz do irracional coletivo o objeto da mensagem eleitoral.

A diferença só se estabeleceria se o governo ou a Prefeitura se descartasse de suas obrigações e deixasse com o outro a responsabilidade. Atuando como estão, cada um na sua seara, cooperam para dar aos soteropolitanos e visitantes um evento  em que prevaleçam a paz e a diversão.

Nos circuitos, a ação da polícia, da vigilância sanitária, dos agentes de trânsito, de órgãos de segurança de instalações e de diversas outras áreas de competência não será vista como estadual ou municipal pelo folião que vai às ruas. No barulho, ninguém distingue.



Reprovado

Data: 29/01/2016
18:50:41

Mesmo com essa confusão toda, no entanto, não dá para o secretário estadual da Cultura, Jorge Portugal, dizer que a grana para pagar a Ivete Sangalo e Bell vem da” iniciativa  privada” e citar como fontes o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e a Bahiagás.



Sanitários com acessibilidade nos circuitos

Data: 29/01/2016
18:49:48

Distante da festa pela condição de pastor evangélico, o deputado Sargento Isidório (PROS) mantém o olho vivo: sugeriu oficialmente ao governador a instalação nos circuitos de sanitários químicos para deficientes físicos e pessoas com pouca mobilidade, como os idosos.

“Essas pessoas ficam inibidas de ir ao Carnaval porque não têm instalações adequadas para suas necessidades”, destacou Isidório, lembrando que seu pedido a Rui Costa se estende também às demais festas populares de Salvador.



Dilma assume guerra perdida do ministro

Data: 29/01/2016
18:48:31

Dilma declarou guerra ao aedes aegypti mais de uma semana depois de o seu ministro da Saúde afirmar que estamos perdendo essa guerra há trinta anos. Contrariou, portanto, a opinião da mídia de que o ministro Marcelo Castro caiu em desgraça com a presidente.

“Nós estamos perdendo. Enquanto o mosquito se reproduzir, estamos perdendo a luta”, foi explícita a presidente , ressalvando que “nós vamos ganhar essa luta”. E assumiu, enfim, o vocábulo de Castro, acreditando que “o povo brasileiro vai ganhar essa guerra”.



O contracheque será tua herança

Data: 29/01/2016
18:47:23

As entidades “representativas” dos servidores do Estado da Bahia vêm a público reclamar de “perdas acumuladas” de 18,16% até dezembro, percentual de reajuste que “exigem” para “zerar o prejuízo que vêm amargando a partir de 2013”.

Agora é tarde. Após os oito anos de governo Wagner e mais um de Rui Costa, eleitos com a participação total dos sindicalistas que ora protestam, não há o quer fazer, senão conformar-se com os tristes números do contracheque.

Aliás, as manifestações atuais mais parecem uma tentativa de pequena cúpula generosamente aquinhoada limpar a própria barra, extraindo dos pobres barnabés os últimos resquícios de indignação enquanto planejam novas formas de usufruir do bem-bom.



O Carnaval é a cura para todos os males

Data: 29/01/2016
18:44:23

Ao anúncio do secretário da Fazenda, Manoel Vitório, de que o reajuste salarial será zero em 2016, os “representantes” do funcionalismo ameaçam com a convocação da “mesa central de negociação”, peça do mobiliário político-sindical cujos efeitos não passam do terreno da demagogia.

“Alimentos, remédios, combustível, escola particular, plano de saúde, energia” – descobrem agora os luminares da Fetrab – sofrem aumentos  com a inflação e “incertezas” na economia. Estão “apreensivos”, porque, se alguma compensação haverá, só na próxima data-base, daqui a um ano, se for o caso.

Interessante é como reagem “as entidades” diante de quadro tão tenebroso: depois do “protesto no cortejo do Bonfim”, articulam “nova manifestação para a segunda de carnaval, durante a saída do bloco popular Mudança do Garcia”.



Wagner ensaia retorno à ribalta

Data: 29/01/2016
18:43:04

Enquanto isso, o ministro Jaques Wagner deu as caras e, claro, foi cercado pela imprensa. A notícia diz que ele “declarou” e coisa e tal, mas o correto seria informar que ele “reapareceu”, aproveitando a origem judaica para “prestigiar” um ato em memória das vítimas do holocausto.

Sem saída, usou o escândalo do dia para isentar-se de si mesmo e defender o ex-presidente Lula, personalidade absolutamente inocente da República, acusado na história do tríplex porque é um “objeto de desejo” da oposição. “Ele já disse que o apartamento não é dele”, argumentou, singelamente, o ex-governador da Bahia.

Foi um inteligente aquecimento após semanas de sumiço, pois lhe conferiu certa naturalidade para comparecer à reunião do “conselhão” e, mais que isso, discursar em primeiro lugar.

Foram, como de hábito, palavras vazias, em que ninguém jamais acreditou pelo conteúdo e, agora, mais ainda, pela credibilidade do autor. Mas ninguém perde por esperar. A vida real vai recomeçar com o fim do recesso do Congresso e do Supremo Tribunal Federal.



Tese de Pinheiro no PDT cai em 24 horas

Data: 27/01/2016
19:46:50

É da natureza da atividade política que o candidato a um cargo qualquer afirme que não o é, mesmo que, nos bastidores, trabalhe freneticamente pela indicação.

No caso do senador Walter Pinheiro, esse princípio não se aplica na atualidade, porque ele não, simplesmente, “desmentiu” a intenção de disputar a Prefeitura de Salvador ao ser indagado pela imprensa, meses atrás, quando foi incluído numa relação oficial do PT.

Bem ao contrário, deu uma declaração pública desautorizando a indicação do seu nome pelo partido, e mais ainda: revelou que comunicou essa indisposição à própria direção partidária.

O noticiário em torno do senador, no entanto, vem, há muito tempo, levantando as mais esquisitas teses que o levariam a enfrentar, em outubro, o prefeito ACM Neto.

A mais recente é de que ele se filiaria ao PDT, que passaria a comandar na Bahia, movimentação cujo mérito principal seria tirar a ex-legenda brizolista da órbita do prefeito, que conta lá com o fiel escudeiro deputado Félix Mendonça Júnior.

Pela inconsistência, a versão não durou 24 horas, pois, ao invés do enfraquecimento dos vínculos, o que se deu foi seu reforço, consubstanciado pela nomeação do ex-deputado Severiano Alves para uma importante secretaria municipal.



Patrimônio não se joga fora

Data: 27/01/2016
19:41:25

Se a construção é fantasiosa perante a política que vem empreendendo o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que preferiu Félix Jr. ao deputado Marcelo Nilo e sua bancada de parlamentares e prefeitos, tão inverossímil aparenta quanto ao senador.

Pinheiro tem um patrimônio político consolidado em seis mandatos – de vereador, deputado federal e senador – e uma aura de respeitabilidade incomum entre os grandes nomes petistas.

A esta altura de sua trajetória, mudar-se, de repente, ainda que “a pedido” do governador Rui Costa, seria um passo no escuro, que poderia torná-lo joguete em mãos de terceiros e, por cima, minar todo o prestígio que conserva internamente em seu partido.



Lembrete: Camaçari só tem um turno

Data: 27/01/2016
19:40:15

Apenas com base no bom senso, há muito tempo foi possível concluir que não haverá conflito sério na oposição em Camaçari, onde estão acontecendo fatos fantásticos, espetaculares, surpreendentes, como a desistência do prefeito Ademar Delgado de disputar a reeleição.

O líder do grupo, prefeito ACM Neto, já deu a senha: entre o ex-prefeito José Tude (PMDB) e o vereador Elinaldo (DEM), sairá o que tiver maior popularidade na hora da decisão.

Por outro lado, estranha-se a especulação da candidatura de Maurício Bacelar (PTN), porque o PT deverá patrocinar o deputado Luiz Caetano e, numa eleição de um turno só, qualquer divisão no governismo pode levar à derrota.

O nome de Bacelar, que no último pleito concorreu como “Maurício de Tude” e agora está do outro lado, é falado também para vice de Caetano, não se sabendo como vão unir-se após tantos anos de dura adversidade.



Caminhos fechados

Data: 27/01/2016
19:37:32

O primeiro registro de desavença do deputado Alan Sanches e de seu filho, vereador Duda Sanches, no grupo político liderado pelo prefeito ACM Neto faz lembrar que tudo começou devagarzinho quando o parlamentar era da base do governador Rui Costa e depois tomou o rumo do rompimento. Agora, é preciso cuidado, porque não há terceira opção.



Filtro solar

Data: 27/01/2016
19:36:32

Pode-se ter absoluta certeza de que foi casual o encontro, em Porto Seguro, do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, com o advogado Antônio Carlos Almeida Castro, que defende pessoas envolvidas na Operação Lava-Jato.

Mas a verdade é que o ministro parece não dar bola para a sabedoria popular que manda botar as barbas de molho quando as do vizinho ardem.

Nesta nova era em que cada cidadão é um fotógrafo e a notícia se espalha em segundos por todo o planeta, é preciso ponderar até se não é dispensável o veraneio.



MOMENTO POÉTICO – Apelo

Data: 27/01/2016
19:35:08

Concedei, reverenda alteza,
A um súdito pobre,
O direito à tristeza
Que o cobre.



PT na TV sem Lula e Dilma é farsa inviável

Data: 25/01/2016
23:45:12

Vale esperar, para crer, a confirmação da notícia largamente divulgada de que o PT não usará a presidente Dilma e o ex-presidente Lula no programa político que levará ao ar em fevereiro, em rede nacional de rádio e TV.

A possibilidade de panelaço nos prédios da verdadeira classe média seria o motivo, pelo temor de que mais carga negativa sobre a imagem dos dois “líderes” venha a agravar o prejuízo nas eleições que se avizinham.

O que se estranha na avaliação da “direção” do partido, embora não se acredite na tese, é julgar que a soma do poder simbólico supostamente eterno de Lula e do poder real remanescente de Dilma é menos do que sobra no outro lado.

No princípio, para usar locução bíblica, o PT era Lula. E continuou sendo-o,  na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na derrota e na vitória, que veio, enfim. A “saga” se estendeu com Dilma. Livrar-se deles, agora, fica difícil.



A publicidade toca violino no convés

Data: 25/01/2016
23:43:17

Há quem veja na radical mudança o acolhimento a uma sugestão “pragmática” do novo assessor de comunicação – função popularmente conhecida como “marqueteiro” – da presidente, Edson Barbosa, que sucede João Santana Filho.

Uma particularidade nos orgulha: ambos os publicitários, que começaram a carreira como jornalistas, são baianos, registrados na nomenclatura estadual, respectivamente, como Edinho TC e Patinhas, apelidos cujas origens e significados se desconhecem.

Santana teve jornadas vitoriosas com o lulismo e, vá lá, dilmismo. Saltou de banda, como se diz em sua terra natal, possivelmente, em razão do contencioso a dirimir. A Barbosa, igualmente bem-sucedido no marketing político, cabe, não se sabe como, dar o nó no pingo d’água.



Grande estreia

Data: 25/01/2016
23:40:13

“Lula estuda processar promotor que o investiga”, diz a imprensa.

Seria a primeira vez na vida em que faria tal coisa – estudar.



Segundas intenções

Data: 25/01/2016
23:39:10

Um lobby forte atua em favor da candidatura a prefeito de Cláudio Silva, tecnicamente um desconhecido, embora tenha sido superintendente da Sucom na gestão de João Henrique.

Como se trataria de um daqueles candidatos “preparados” para perder, agradaria aos observadores da cena política saber a que se destina tão esdrúxula articulação.



A sociedade espera a palavra de Dilma

Data: 24/01/2016
14:30:26

Como forma de superar as dificuldades que enfrenta no Congresso – votação de projetos do “ajuste fiscal” e a possibilidade de impeachment –, a presidente Dilma Rousseff escalou o ministro Jaques Wagner para conversar com a oposição.

O diálogo é necessário, não há dúvida, mas é preciso levar em conta a peculiaridade que passou a cercar Wagner desde que contra ele vieram à tona denúncias de tráfico de influência e propina eleitoral, levando-o a ausentar-se até de solenidades oficiais.

Sem falar que à oposição, na presente conjuntura, não cabe o papel de ajudar o governo, seria indispensável que o embaixador presidencial fosse alguém que, ao mesmo tempo em que tratasse com deputados e senadores, estivesse aberto à interlocução com a sociedade.

A esta altura, entendimentos sigilosos, através de um representante que se mostra desinteressado de prestar publicamente contas políticas, estão condenados à mesma ineficácia que vem apresentando a articulação da presidente no âmbito legislativo.

Convém destacar que o movimento pelo impeachment perdeu força não por causa dos bons ofícios de graduados assessores ou distribuição de cargos, e sim pela desmoralização completa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, seu principal algoz.

Tarefa quase impossível, a reconquista da confiança da nação é o único caminho para Dilma, primeiramente, não cair, e, depois, tentar reconduzir o país à recuperação econômica. O chá e simpatia do ministro, mais uma vez, não serão suficientes.



Uma longa equação na Bahia até 2022

Data: 24/01/2016
00:11:23

Os próximos seis anos da política baiana podem ser representados por aquela cena recorrente que ilustra a descrição de grandes problemas: num quadro-negro que ocupa todo o fundo da sala, uma intrincada sucessão de fórmulas, símbolos e incógnitas.

Em meio a esse emaranhado, porém, uma afirmação pode ser feita: o prefeito ACM Neto é, inarredavelmente, candidato à reeleição, apesar dessas avaliações esquisitas que andaram por aí, segundo as quais ele temeria enfrentar a partir de 2017 a escassez de recursos decorrente da “crise”.

Sensatez é preciso. Neto ganhou a Prefeitura contra as máquinas federal e estadual em ponto de bala e assumiu o cargo com a cidade e as finanças em frangalhos. Não será agora, com melhor domínio da gestão e popularidade, diante do adversário enfraquecido, que abrirá mão do poder.

Igualmente frágil é a ideia adjunta de que, não sendo candidato este ano, o prefeito também poderia não enfrentar o governador Rui Costa em 2018, mas guardar-se para 2022. Faltou dizer o que ele faria nos seis anos seguintes.



O risco que qualquer vice pode trazer

Data: 24/01/2016
00:09:23

Uma tese na sucessão de Salvador é acatada no meio político: se o prefeito mantiver na chapa a vice-prefeita Célia Sacramento, é porque não pretende renunciar ao hipotético segundo mandato para disputar o governo do Estado em 2018.

A lógica, de fato, sugere que o prefeito, caso vá tentar o governo, não deveria deixar no cargo pessoa inexperiente na política, cuja ação possa a vir a atingir gravemente sua imagem, dificultando o progresso na carreira.

Por outro lado, Neto pode ver com legítima desconfiança a cessão de dois anos de poder a político tarimbado que venha a confrontá-lo. Em um caso ou em outro, tudo dependerá da simbiose que esteja havendo entre o prefeito e seus diversos aliados.



Disputa presidencial está sendo considerada

Data: 24/01/2016
00:07:52

Há pouco mais de três meses, em 18 de outubro, este blog, sob o título “...com mais sete, vinte e dois”, publicava nota falando da “hipótese plenamente factível” de Neto abster-se da disputa contra Rui, adiando o projeto para 2022.

Não foi dito na época, mas o prefeito poderia, com muita naturalidade, preferir não queimar cartuchos se estivesse diante uma situação adversa, em que o governador houvesse concluído um quatriênio de grandes realizações.

No entanto, agora, em rumor surpreendente, captado por fonte de Por Escrito, é possível que o prefeito desista do governo estadual e tente o salto mais alto de presidente da República, conforme teria revelado a um prefeito baiano ao qual é intimamente ligado.

Há um vácuo de poder no país e uma crise de lideranças ditada pelo desgaste da classe política. O prefeito de Salvador, que em vários períodos esteve à frente de sua bancada na Câmara dos Deputados, seria uma proposta nova no cenário nacional.

Perder a eleição presidencial, ao contrário de rebaixá-lo, seria um fator de valorização regional, enquanto uma derrota no Estado teria um efeito negativo que demandaria tempo para dissipar-se.



Em busca do partido da esperança

Data: 24/01/2016
00:05:29

Em artigo no site Bahia em Pauta, do qual é editor, o jornalista Vitor Hugo Soares refere-se ao “atropelo da memória” de Leonel Brizola pelo ato de atrelamento do PDT ao governo Dilma Rousseff.

Vale o registro, em honra desse político brasileiro que era exemplo de amor verdadeiro ao povo e ao país, além de portador de qualidades raras no segmento, como a honestidade e a coragem, demonstradas em episódios históricos.

Entretanto, se há muito a lamentar no momento atual, resta-nos o consolo de que o PDT há muito deixou de existir como instância representativa do pensamento trabalhista, violentado que foi em sua dignidade institucional pelo assalto da vulgaridade política.

Quando o Brasil, algum dia, premido pela marcha da história, que está sempre a nos surpreender através dos milênios, for uma nação de justiça social, quaisquer que sejam os partidos que a promoverem, nesse dia estarão materializadas as ideias de Brizola.



O presidente negro

Data: 22/01/2016
22:31:23

A respeito da matéria “A realidade do Capitólio contra o sonho da Academia”, postada terça-feira, este blog recebeu do leitor Antônio Manoel Pereira a mensagem abaixo, transcrita na íntegra, conforme o original.

O texto deveria ter sido divulgado na postagem seguinte, mas, estranhamente, copiado do original, não completava o ciclo de inserção, ocorrendo “erro” na operação. Após reflexão sobre o fato, optamos por nova digitação, com a qual se conseguiu o resultado normal.

 “A propósito de suas considerações sobre a realidade do Capítólio contra o sonho da Academia, pergunto: Você sabia que o presidente Barack Obama autorizou, durante o seu governo, 283 ataques ao Paquistão, seis vezes mais que seu antecessor, matando entre 1.494 e 2.618 entre as quais muitas crianças, número quatro vezes maior que as ocorridas até 2009, quando assumiu a presidência? Só mais uma dentre muitas que poderiam ser feitas: Você sabia que a OTAN, tendo por trás os interesses dos Estados Unidos, em seus ataques com drones e mísseis devastaram a infraestrutura da Líbia, em 2011, destruindo hospitais e, inclusive, um reservatório d’água, do qual dependiam cerca de 70% da população da Líbia?”

N. do E: Acreditando na veracidade dos dados apresentados, evocamos liminarmente a posição deste editor sobre os Estados Unidos e seus presidentes, facilmente verificável nos arquivos do blog.

Nossas considerações, sem sonhar em absolver Obama dos milhares de ataques e assassinatos perpetrados a seu mando, referem-se apenas ao desempenho do primeiro presidente norte-americano negro, nos planos interno e externo, como elemento de combate à discriminação racial.



Grades de ouro

Data: 22/01/2016
22:29:06

Não que isto signifique necessariamente uma situação irregular, mas o ministro Jaques Wagner não quis atender à Folha de S. Paulo para falar da notícia de que tinha uma filha empregada em empresa ligada à OAS.

Há petistas reclusos, outros correndo risco, alguns em prisão domiciliar. O caso do ex-governador da Bahia é o primeiro de prisão palaciana, o que não deixa de ser uma vantagem.



Plano B

Data: 22/01/2016
22:28:15

Tido como político perspicaz, que saca tudo do ambiente só de entrar, o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy, joga para plateia quando diz que uma de sua prioridades é o impeachment da presidente Dilma.

Os tucanos – e ele sabe disso – teriam pouca colher com Michel Temer na presidência da República. As fichas do líder, como seriam as do deputado Jutahy Júnior se estivesse no seu lugar, são pela cassação da chapa toda pelo TSE.



Fim de safra

Data: 22/01/2016
22:27:05

A Lava-Jato vai fazer o que o banqueiro Jorge Bornhausen não conseguiu: “acabar com a raça deles”.



Cuidem das árvores e de tudo mais

Data: 22/01/2016
22:26:24

O prefeito ACM Neto defendeu-se com lógica da acusação de a Prefeitura ter sido um tanto radical na poda de árvores na cidade, que gerou reclamações: “E se a árvore tivesse vitimado alguma pessoa?”

Quis o destino – como diziam antigos escribas e oradores – que no dia seguinte uma árvore despencasse das alturas e matasse na Avenida Tancredo Neves, “centro financeiro” de Salvador, uma velhinha de 80 anos, que, como vendedora ambulante, ainda lutava pelo sustento diário.

A prevenção de Neto, desgraçadamente, não o salva. A árvore da Tancredo Neves não poderia ter caído, assim como dezenas, centenas  de outras em condições precárias, também não poderão cair. Do contrário, a culpa é dele.

Acidentes “municipais” que tiram vidas e causam prejuízos têm de ser evitados a qualquer custo. Ao poder público não vale argumentar que “está fazendo a sua parte”. Tem de fazer sempre, universalmente, e não errar.



O fundamentalismo chega ao tabuleiro

Data: 21/01/2016
15:35:18

Depois de dez anos da malfadada transição da ditadura militar para a democracia, a Constituição de 1988 consagrou no capítulo da ordem econômica “o livre exercício de qualquer atividade”.

Era a letra da lei para que a esquerda, então em ascensão no figurino político, nem tivesse veleidades de encampação, nacionalização, expropriação ou qualquer outro palavrão de desinência igualmente nasalada.

Entre os princípios gerais estabelecidos para homens e mulheres trabalharem e criarem riqueza, estavam – como ainda estão em incisos do artigo 170 da carta magna – a “livre concorrência” e a “busca do pleno emprego”.

Simultaneamente, na parte que trata dos direitos individuais, os mesmos constituintes determinaram, como convém a um Estado laico, que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença”, a qual não será motivo de privação de direitos.

A presente evocação se dá porque vivemos em Salvador um cenário que põe em confronto, de um lado, a demagogia e o oportunismo de defensores da pureza espiritual do acarajé, e, de outro, pessoas que professam alguma religião “incompatível” e por isso são proibidas de vendê-lo, inclusive com outro nome.

Decretos ou leis, municipais ou estaduais, determinando aos comerciantes que desejem atuar com esse produto o uso de indumentárias típicas ou o seguimento à risca de receitas são textos que colidem violentamente – e duplamente – com a norma constitucional.

Pretender impor o contrário por interesse pessoal ou de grupo é apenas o atrelamento a um fundamentalismo caboclo que não tem razão nem futuro. O requisito essencial para a própria liberdade – sexual, política, religiosa – é aceitar a do outro.

Para o povo que teve o privilégio de criá-lo, o cheesburger tem tanto valor cultural quanto o acarajé ou outro acepipe de características similares concebidos por qualquer culinária nacional.



Assombrações à larga

Data: 21/01/2016
15:31:52

O problema do Brasil não é o das vivas almas, mas o das almas vivas.



O bola da vez em sinuca de bico

Data: 20/01/2016
17:19:49

Não há estimativa de quantos “erros brutais” cometidos no passado o ex-ministro Geddel Vieira Lima terá de abjurar nos próximos tempos.

Para quem ainda não sabe, o presidente do PMDB baiano, candidato majoritário do partido nas duas últimas eleições, pronuncia-se na esteira da revelação de suas conversas com o empresário Léo Pinheiro, da OAS, semelhantes em espírito às mantidas com o mesmo cidadão pelo ex-governador Jaques Wagner.

Geddel, aliás, deu pulo do calibre do ex-aliado Wagner. Como havia se referido a “puta” e “viado” para caracterizar o universo das pessoas que recebia em seus misteres políticos, desculpou-se pelo excesso verbal... e até logo.

Passou, nas “redes sociais”, solenemente, a não ser por argumentos inconsistentes, ao largo da acusação, por exemplo, de ter enviado ao empreiteiro, sobre certa obra no Rio, literalmente, a seguinte mensagem:

“Amigo, aquele assunto da Transolímpica, questão da trava domicilio/notificação da nossa parte tá solucionado. Mandei o pessoal enviar uma minuta e se concessionária der ok, já liberamos os 30 abs”.

Pelo visto, o ex-ministro imiscuiu-se na defesa dos interesses da construtora, pediu dinheiro para “eleições” e até fez considerações sobre concorrências públicas que deveriam ser objeto unicamente das empresas participantes e dos órgãos de regulação.

As alegações de agora dão conta de que Geddel não poderia, ocupasse ou não algum cargo, furtar-se às negociações que se impunham em razão dos elevados interesses do Estado.

“Ele é amigo da Bahia, de políticos baianos”, disse, sobre o presidente da OAS, em linguagem imprópria para qualquer tipo de relação institucional.




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