Salvador, 23 de agosto de 2017

Artes não cinematográficas

Data: 29/02/2016
15:38:47

A internet relata o Oscar de melhor ator para o ex-presidente Lula por sua afirmação de que no mundo não existe “viva alma mais honesta” do que ele.

A piada perdeu, por dez anos de atraso, para o talento do cartunista Bruno Aziz, que em edição de A Tarde lá pra 2006 mostrou Lula, meio sem graça, de estatueta nas mãos, recebendo o prêmio de “melhor roteiro adaptado”.



Nicotina para todos

Data: 29/02/2016
15:37:59

De nossa parte – já dissemos algumas vezes, mas não custa repetir –, vimos que ali se esboçava “o maior demagogo da História do Brasil” quando uma medida provisória por ele assinada liberava a propaganda de cigarro no GP do Brasil de Fórmula 1 de 2003, que havia sido abolida.



Dinheiro fácil

Data: 29/02/2016
15:37:15

A afirmação do advogado Kakay, com 11 clientes na Lava-Jato, de que o juiz Sérgio Moro é “profissional sério e competente” , mas “politiza as decisões”, é contraditória como não poderia ser num caso tão sensível e sob, mais que holofotes, a luz do sol.

Um juiz com qualidades dessas – seriedade e competência – jamais tomaria decisões políticas, passíveis de revisão em instâncias superiores, o que, aliás, não tem ocorrido. Kakay precisa encontrar outra argumentação para defender seus honorários.



Paranoia de ocasião

Data: 29/02/2016
15:36:21

A propósito, é nessa linha que raciocina o procurador Deltan Dallagnol, que contesta ninguém menos do que o próprio Lula, por ter dito na “festa” de aniversário do partido que o Ministério Público e a imprensa se uniram para “destruir o PT”.

Diz o procurador, a quem não se pode negar uma vocação para o protagonismo cênico, o que pode ser bom num momento como este: “O que vários acusados têm feito diante da robustez das provas é buscar agredir o acusador”.



O escalafobético escatológico

Data: 29/02/2016
15:34:44

Sobressai ainda do discurso festivo frase de Lula que por si só, independentemente de acusações que esteja sofrendo, o descredenciaria como homem público, governante e, vá lá, estadista.

“A gente não pode levar desaforo pra casa toda vez que falarem merda da gente”, teve a coragem de dizer o ex-presidente, falando aos “militantes” conduzidos em ônibus que não encheram um terço do local da “festa”.



Só agora estou sabendo disso

Data: 29/02/2016
15:33:54

“Temos um partido chamado Globo e outro partido chamado Veja”, choramingou, com falsa valentia, Lula.

Quando o de fato perseguido era Leonel Brizola, não por corrupção, mas por autêntico compromisso popular, Lula apenas mamava dessa imprensa.



Cartórios perfunctórios

Data: 29/02/2016
15:33:09

O deputado Tom Araújo (DEM) obtém uma vitória com a sanção da lei que cria o sistema de hora marcada de atendimento nos cartórios do Estado, para evitar as “enormes filas” que diariamente ocorrem na busca das famosas “senhas”.

A surpresa da notícia é que há uns poucos anos a Assembleia Legislativa aprovou, com pompa e circunstância, a privatização dos cartórios – o que enriqueceu muita gente – com a garantia que assim acabariam as filas.



Nas raias externas

Data: 29/02/2016
15:31:59

Diz a imprensa que “correm por fora” na eleição para prefeito o senador Walter Pinheiro e o deputado Nelson Pelegrino.

É verdade. Um está “fora” por vontade própria. Outro, do eleitorado.



Poetas, seresteiros, correi...

Data: 29/02/2016
15:31:13

Tínhamos, 50 anos atrás, uma juventude capaz de escrever “ele falava nisso todo dia...” – na verdade, concepção maravilhosa de Gilberto Gil,

Que esperança, ainda que por profissão de brasileiro, podemos ter hoje se nem um verso decente aparece?



Pensamento do dia

Data: 29/02/2016
15:30:28

O Brasil acabou, o Brasil tem de ser reconstruído.



Bom pra todos, diria Russomano

Data: 28/02/2016
14:25:27

Delcidio é o novo Cunha. Sem se resolver o problema dele, nada mais anda no país em matéria de punição de autoridade.

Se Dilma já não cairia enquanto Cunha permanecesse, Cunha muito menos cairá com o bodoso Delcídio na sala.

Bom pra ela, bom, na pior das hipóteses, pra Lula, que pelo menos não tem um presidente adversário no poder.

Melhor para Michel Temer, que vai levando, ótimo para Renan, que não precisa ter seus serviços postos à prova.



O pulo do gato

Data: 27/02/2016
15:22:54

Se foi um erro ou um acerto do deputado José Carlos Araújo a troca do PSD pelo PR, aonde chegou com pompa de comandante, só as eleições de deputado federal dirão.

Deputado governista revelou a Por Escrito que o presidente regional do partido, senador Otto Alencar, “está puto” com Araújo, a quem ajudou a eleger na rabada em 2014 e a quem debita a perda da oportunidade de filiar ao PSD o todo-poderoso deputado Marcelo Nilo.

O que mais aborrece o senador, segundo a fonte, é o fato de Araújo estar “espalhando que Otto armou com ele o veto a Marcelo”, coisa que “absolutamente”, não houve.

Otto tem o "compromisso histórico" de não criar problemas para quem abandona o PSD, mas, no presente caso, se não fosse a "janela", ele  iria atrás desse mandato. E não foi por outro motivo que Araújo aproveitou a ocasião propícia para debandar.



O petismo quer salvar a Petrobras

Data: 27/02/2016
14:59:22

O ex-presidente Lula convocou a militância histórica – sem que tenha sido esclarecido o que é exatamente isso nos tempos atuais – a “reagir aos ataques” contra o governo Dilma Rousseff e o PT, usando, como de hábito, um pretexto que o povo brasileiro desconheça, mas que possa deixá-lo indignado.

Falamos do pré-sal, a virtual camada petrolífera submarina que ajudou a eleger muita gente. O projeto aprovado pelo Senado, de autoria de José Serra (PSDB), desobriga, mas não proíbe, a Petrobras da reserva de 30% do investimento na suposta exploração futura.

Combalida, endividada, desmoralizada pela metástase da corrupção que lhe ocupou o organismo, a Petrobras tem pouco a fazer nesse contexto, a não ser sobreviver e lutar. Não tem dinheiro para nada, perdeu mais de 80% do valor de mercado.

E se está nesta situação pré-falimentar, não é por causa do presidente Getúlio Vargas, que a criou, nem de nenhum dos presidentes que o sucederam, até chegar a Lula e suas mãos sujas de óleo.

À ínfima minoria de “artistas”, “intelectuais” e “cientistas” remanescentes em sua companhia, disse que é “vítima da imprensa”, que não é dono de tríplex nenhum e que vai “processar os promotores” que o acusam, sugerindo que os petistas devem “sair da defensiva” para conter o “massacre violento”.

O apelo aos valores da “esquerda” nunca funcionou no Brasil perante a massa, nem quando a verdadeira esquerda era formada por idealistas levados ao sacrifício extremo, quanto mais agora, que a população identifica a “esquerda” com um bando de ladrões oportunistas.

Doloroso é ver a velha imprensa intelectualizada personalista pró-lulopetismo do Brasil, tipo Mino Carta, dar abrigo a Lindbergh Farias (PT, para passar a ideia de que, segundo a publicação, “o projeto aprovado pelo Senado comprometerá investimentos cruciais em saúde e educação”.



O ano do pato

Data: 27/02/2016
14:55:25

Lula tentou novamente colar a desgraça brasileira à “crise internacional”, sem explicar como esta, menos de dez anos atrás, era algo com que o Brasil não deveria se preocupar, “uma marolinha”.

Nem o fato de Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, França e outros do mesmo time e naipe estarem hoje sem maiores problemas – fora o terrorismo – o desencoraja ao estapafúrdio argumento. Restou a China para pagar o pato.



A agonia nas páginas de A Tarde

Data: 26/02/2016
17:21:12

A edição impressa de A Tarde de hoje não nos deixa mentir: na quinta página do primeiro caderno, a matéria “Evento lembra 202 anos do Levante do Rio Joanes” traz três vezes o ano de 1914 como sendo o da ocorrência, nas palavras do jornal, “da batalha histórica liderada por escravos muçulmanos”.

O fato nos põe uma grande dúvida: terá sido erro de aritmética ou de história? Os dois, lamentamos dizer. Se o conflito, de que muitos nos orgulhamos como defensores da liberdade, foi há 202 anos, certamente se deu em 1814. Por outro lado, escapou ao jornal o fato de que a escravidão, pelo menos oficialmente, estava extinta no Brasil desde 1888.

A crítica um tanto cruel tem razão de ser. Há talvez uns 25 anos, a Tribuna da Bahia, depois de uma era de glória, lutava pela sobrevivência e, sem maiores meios, oferecia ao público o produto possível, como chamar Rui Barbosa de “O Asa de Águia” e publicar como foto de um clássico escritor francês a cara de um jornalista homônimo bem brasileiro.

O periódico da Rua Djalma Dutra, por onde este editor teve o orgulho de transitar profissionalmente em diversas oportunidades, estabilizou-se com melhor direção e leva modestamente a vida, embora com protagonismo no noticiário político local, sem considerar outras editorias.

A Tarde, que teve sua decadência iniciada, digamos, na passagem das décadas 80/90, embora com espasmos de recuperação, tem estrutura, pessoal e dívidas muito maiores que os da co-irmã. O quadro é de UTI, pois os novos “investidores” – diz-se nos bastidores – não investiram coisa nenhuma, e o cenário é de salários atrasados. O desafio agora é conseguir sair-se pelo menos como a Tribuna.



Raízes já não resistem muito

Data: 26/02/2016
17:18:27

Inconformado com o quadro caótico que se prenunciava no jornal no final da década de anos 90, o saudoso jornalista Genésio Ramos desabafou, um dia, com este editor, que teve passagens também no tradicional jornal baiano: “Eles só não arruínam de vez isto aqui porque as raízes que Dr. Simões plantou foram muito profundas”.

Referia-se, claro, ao fundador Ernesto Simões Filho, jornalista combativo, de têmpera política, com o qual chegou a trabalhar, ao ingressar, na década de 50, em A Tarde. E o “eles” era a terceira geração da família, aparentemente sem preparo para dar continuidade a um empreendimento que chegou a ser, na Bahia, uma espécie de monopólio do setor.



Profecia de efeito retardado

Data: 26/02/2016
17:16:26

No começo dos anos 2000 – para seguir nesta didática citação cronológica –, havia na Redação uma revisora de credo evangélico que, ao cair da tarde (realmente, sem maldade nem trocadilho), atraía as atenções com uma oração em que evocava os colegas a abdicar do mal e colaborar para a harmonia da humanidade, como é comum nesse segmento.

A performance era acompanhada por chiste de uns, contrição de outros e indiferença da maioria. Era uma rotina que durava alguns minutos. Um dia, irrompeu sobre o culto informal Ranulfo Simões Bocayuva, um dos herdeiros do grupo empresarial. “Chega, vamos acabar com essa palhaçada!” –, bradou, cuidando em seguida de providenciar a demissão da "irmã".

A reação da indigitada foi digna do apego a sua fé. Disse que ia em paz, que não temia o futuro, por confiar no amor de Deus. E antes de deixar de vez nosso convívio, anunciou o sonho que tivera, de que em sete anos o jornal estaria liquidado. É verdade que se passou o dobro desde então, mas afinal se tratava de uma profetisa de segundo escalão, sendo razoável assegurar-lhe certa margem de erro.



A morte do corujão

Data: 25/02/2016
14:57:53

Se a uma situação se aplica o ditado “já vai tarde”, é, certamente, ao programa de entrevistas que o humorista Jô Soares ainda apresenta nas madrugadas da Rede Globo, cujo término foi agora anunciado.

Iniciado 28 anos atrás no SBT,  o programa foi um marco na TV brasileira, com  entrevistas diárias de alta qualidade, no período de redemocratização do país, para a qual muito contribuiu.

Ultimamente, e já há muito tempo, vinha sendo, preferencialmente, um espaço de promoção dos artistas e interesses da Globo, com a audiência muito prejudicada pela exibição cada vez mais tarde.



Ao vivo, por Hélio Fernandes

Data: 25/02/2016
14:56:07

Colecionador de grandes desempenhos com seu refinado espírito, Jô não escapou, no entanto, de várias escorregadas neste longo período, como no dia em que recebeu o jornalista Hélio Fernandes.

Em certo momento, Hélio fez uma crítica à revista Veja e o apresentador não gostou. “Você está dizendo isso porque eu trabalho na Veja?” – indagou.

O jornalista, que jamais foi flor que se cheirasse, como, em outro estilo, o irmão Millôr, não gostou da censura e fez blague: “Ah, é? Você trabalha na Veja? Eu não sabia...”

Criado o constrangimento no auditório e nas casas, Jô caminhou rapidamente para o final. Ao pronunciar o bordão “eu conversei aqui com...”, foi interrompido: “Conversou, não, ouviu”.

Realmente, com seu largo conhecimento da história e, particularmente, da política do Brasil, Hélio Fernandes deu o que se pode chamar de verdadeira aula.



Na cama alheia

Data: 25/02/2016
14:53:52

Mas houve episódios piores. Entrevistando remanescentes dos artistas da Jovem Guarda, insinuou, na presença dela, que a cantora Wanderléa havia tido um caso amoroso com Roberto Carlos.

Em outra oportunidade, quando foi ao estúdio um garotinho que supostamente tinha uma memória prodigiosa, o que não era verdade, arremessou ao ar as cartas de baralho com que o entrevistava depois que o pai da criança, no ar, ter-lhe pedido um emprego.



Doutor Roberto

Data: 25/02/2016
14:52:27

Uma particularidade não fugiu aos que o acompanharam com certa regularidade: Jô Soares tratava de “você”, invariavelmente, todos os seus convidados, que com ele “conversavam” no estúdio. Fê-lo com os mais vetustos que sentaram naquele sofá, por mais idosos que fossem.

Porém, no retorno à Globo, à qual dirigira, quando fora, escabrosas palavras, em sua entrevista de estreia – não mais no “Jô Soares Onze e Meia”, mas no “Programa do Jô” –, “ouviu” Roberto Marinho nos jardins da residência do Cosme Velho, tratando-o, pudicamente, de “senhor”.



Mosquito à vista

Data: 25/02/2016
14:50:47

O deputado Sargento Isidório (PROS) apela mais uma vez para as artes plásticas, como no caso do botijão de gás de isopor pintado de azul.

Desta vez, apareceu ao lado do governador Rui Costa, no ato contra a dengue, exibindo um mosquito de dois metros de envergadura.

Em evento anterior, na Fundação Dr. Jesus, ele promoveu a matança simbólica do aedes aegypti artesanal e prometeu que o bicho comparecerá à Assembleia Legislativa.



Nilo demarca território com filiação ao PSL

Data: 24/02/2016
22:40:55

Ao anunciar hoje, em encontro com a imprensa, sua filiação ao PSL, o deputado Marcelo Nilo declarou que “o partido começa grande e vem fortalecer a base do governador Rui Costa, não como liderado do PT, mas aliado”.

A ressalva tem seu significado: na eleição de 2014, Nilo foi preterido na composição da chapa majoritária, e agora, com o comando de um partido, certamente se julga com mais cacife para disputar uma cadeira no Senado.

A bancada do PSL passa a ser a terceira da Assembleia Legislativa, com sete parlamentares: além de Nilo e de Nelson Leal, que era o representante solitário da legenda, vão Euclides Fernandes, Reinaldo Braga, Paulo Câmera, Jurandy Oliveira e Vitor Bonfim.

O presidente da Assembleia não dá a candidatura como favas contadas: “Daqui até 2018, muita água vai rolar. Se tivermos força, vamos pleitear. Hoje temos condições, mas vamos aguardar como será o cenário da eleição”.



Tem mais gente do que vaga

Data: 24/02/2016
22:39:14

Embora não haja mais a figura do candidato nato, a chapa do governo em 2018 estaria, em tese, composta por candidatos à reeleição: o governador Rui Costa, o vice João Leão e os senadores Walter Pinheiro e Lidice da Mata.

Como se presume que Lídice não abrirá mão da disputa, Marcelo Nilo teria de aproveitar a disponibilidade da outra vaga, já feita publicamente por Pinheiro. A menos que o lugar esteja reservado para o ministro Jaques Wagner.



Experiência ali é mato

Data: 24/02/2016
22:38:07

Os sete deputados do PSL somam 40 mandatos.



Prefeitos mudam no próximo ano

Data: 24/02/2016
22:37:08

A proximidade das eleições municipais é o motivo pelo qual os prefeitos ligados aos deputados não deixarão agora os partidos em que se encontram, especialmente os candidatos à reeleição, pois há uma identificação dos eleitores com os números da legendas.

Beneficiados por decisão do Supremo Tribunal Federal que libera os detentores de mandatos majoritários ao livre trânsito partidário, os prefeitos deverão transferir-se para a nova legenda em janeiro de 2017.



Rui na filiação

Data: 24/02/2016
22:35:59

A assinatura da ficha de filiação pelos novos deputados do PSL será no dia 3, às 11 horas, em local a ser definido. O ato terá o prestígio do governador Rui Costa, do senador Otto Alencar e do presidente nacional da legenda, Luciano Bivar.



Nova Executiva

Data: 24/02/2016
22:35:14

Toninho Olívio, até agora presidente regional do PSL, cede o posto a Nilo e vai ser o secretário-geral. A Executiva será completada pelos deputados Reinaldo Braga, Jurandy Oliveira, Nelson Leal e Paulo Câmera, além de Salomão Mansur.



Líder e secretários

Data: 24/02/2016
22:34:34

Não houve disputa para líder da bancada: Euclides Fernandes foi aclamado para a função. O deputado Vitor Bonfim continuará secretário da Agricultura.

O PSL, assim, começa com dois nomes no primeiro escalão do govenro, pois recebe também Nestor Duarte Neto, secretário da Administração Penitenciária e Ressocialização.



Mesma letra

Data: 24/02/2016
22:33:30

Marcelo Nilo disse que até segunda-feira poderá ser anunciado mais um integrante para a bancada, “podendo ser dois”.

Fonte deste blog confidenciou que, se isso ocorrer, os cotados são deputados com a letra A: Alan Castro e Alex Lima.



A farsa continua

Data: 24/02/2016
10:21:04

Há um mês, este blog afirmava que “PT na TV sem Lula e Dilma é farsa inviável”, numa referência à notícia de que nenhum dos dois participaria do programa nacional do partido em rede de televisão, que seria, como foi, exibido ontem.

Parece, portanto, ter havido uma consideração de que “nem tanto ao mar, nem tanto à terra”, com a opção, evidentemente muito mais simbólica, pela aparição do ex-metalúrgico.

No entanto, o caráter burlesco não pôde ser evitado. Não cabe mais a conversa de “mais acertos do que erros”, muito menos a velha história da contrariedade dos que “se incomodam ao dividir a poltrona do avião com o povo”.

Se Lula ainda andasse em supermercados, bares, vizinhança, saberia que nada vale a afirmação de que “virou moda falar mal do Brasil”. Em suma, não resta discurso a quem foge de um simples depoimento ao Ministério Público.

Mais patético ainda foi o texto lido por um locutor: "Os que tentam manchar sua história, Lula, são os mesmos de ontem, os preconceituosos que nunca aceitaram suas ideias e suas origens”. Melancólico.



Erro de pontaria

Data: 24/02/2016
10:19:32

Se está mesmo preocupado com o vilipêndio ao que considera um símbolo sagrado, que é o acarajé, o Coletivo de Entidades Negras deveria emitir uma nota contra os que usaram o tradicional acepipe para representar propina nas nebulosas negociatas envolvendo o suposto pagamento da campanha presidencial de 2014.

Não o faz porque, sendo seus membros majoritariamente ligados ao petismo, essa organização procura, ao mesmo tempo, desviar o foco do aspecto principal da questão – a corrupção no governo federal – e exercitar sua obsessão pela existência de intolerância religiosa em tudo que se diz ou faz.



Cardápio amplo

Data: 24/02/2016
10:18:09

A verdade é que, a continuar o batismo das investigações de nossos conterrâneos com iguarias da culinária baiana, podemos esperar para breve as operações caruru, xinxim de bofe, efó, moqueca e abará – pelo menos.



Segundos fora

Data: 24/02/2016
10:17:31

Informa a imprensa que o senador Walter Pinheiro (PT) está de malas prontas para disputar a reeleição pelo PSD. Deve estar querendo brigar com o deputado José Carlos Araújo.



Trânsito livre

Data: 24/02/2016
10:16:21

Aliás, se alguém merece no Brasil ser processado por infidelidade partidária, é o senador.

Nos últimos meses, com as fichas abonadas por jornalista, foi filiado a umas quatro legendas – até ao DEM.



Agora é pra valer

Data: 23/02/2016
11:29:32

A menos que fatos novos venham a galope e desarmem todo o aparato explosivo montado em torno das relações João Santana-Odebrecht, este blog fala como os mais antigos: os mandatos de Dilma e Temer não estão valendo um tostão de mel coado.



Congresso menor é Brasil para sonhadores

Data: 23/02/2016
11:28:49

A Proposta de Emenda Constitucional nº 106/2015 visa reduzir de 513 para 385 o número de deputados federais e de 81 para 54 o de senadores, o que significa uma perda, respectivamente, de 25% e de 33% das bancadas atuais.

Se isso acontecer, é porque algo está mudando, de fato, no Brasil. Como é difícil acreditar em fábulas, o mais provável é que a PEC nem tramite regularmente ou venha a ser rejeitada no final.

Não se pode esperar, com a qualidade dos congressistas que temos, a aprovação de uma medida que restringe drasticamente seu espaço de atuação.

Somada a isso a necessidade de quórum de três quintos para mudança constitucional, em dois turnos de votação, é dispensável ser profeta para prever esse futuro.

A situação atual da matéria, aliás, não recomenda. Está parada desde julho do ano passado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, aguardando a designação do relator.



Nome de Lídice não aparece

Data: 23/02/2016
11:26:55

O site do Senado informa que 33 senadores “e outros” manifestaram, com suas assinaturas, apoio à tramitação da PEC 106/2015, que é de autoria do senador Jorge Viana (PT-AC).

Não foram divulgados os nomes de todos os signatários, o que impede um cálculo melhor sobre as possibilidades de concretização da emenda.

As assinaturas foram publicadas em ordem alfabética, o que permitiu uma conclusão sobre a bancada baiana: a senadora Lídice da Mata (PSB) não assinou a PEC, deixando o privilégio para os senadores Otto Alencar (PSD) e Walter Pinheiro (PT).



Sinta-se à vontade

Data: 23/02/2016
11:24:19

Um dos signatários foi o senador Delcídio Amaral (PT-MS), que dentro em breve poderá dar outra contribuição importante ao objetivo da proposta: sua vaga.



Faroeste baiano

Data: 23/02/2016
11:23:44

Foi na bala, não na forca, que morreu Robério, após a reação de cliente do supermercado que ele assaltava em Santa Rita de Cássia, extremo oeste baiano.

Estamos com 200 anos de atraso em relação aos Estados Unidos quando decidiram expandir suas fronteiras para o "Velho Oeste".

Nos rincões distantes, os direitos são garantidos com arma na cintura. E o pior é que, ao contrário dos westerns de Hollywood, aqui nem delegado federal resolve.




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