Salvador, 19 de outubro de 2017

Seminário

Data: 28/02/2010
22:10:07

Na nota "Wagner em Casa Nova", postada no dia 25, houve um lapso: o seminário sobre a cultura da cebola, com a participação de produtores do Brasil e de outros países do Mercosul, será realizado nos dias 3 e 4, quarta e quinta-feira próximas. O governador Jaques Wagner estará presente à abertura do evento, às 8h30 de quarta-feira.



Otto não foi

Data: 28/02/2010
22:00:12

 
No acontecimento político em que se transformou o casamento, ontem, da filha do deputado federal José Carlos Aleluia (DEM), a avaliação era de que o conselheiro Otto Alencar "exagerou" ao tomar por agressão a avaliação do parlamentar sobre suas chances eleitorais, a ponto de não atender ao convite para a cerimônia.


Na recepção, foi grande a diversidade de políticos e autoridades, destacando-se o padrinho Paulo Souto e o senador potiguar Agripino Maia, ambos do DEM. O prestígio pelo lado tucano da coligação foi dado pelo líder do PSDB na Câmara dos Deputados, João Almeida.


Não faltaram, naturalmente, altos representantes do clã dos Magalhães, além do deputado federal sergipano Albano Franco, o presidente regional do PSDB, Antonio Imbassahy, e o prefeito de Guanambi, Nilo Coelho, de quem se diz pleitear um lugar na chapa majoritária.



Autonomia do PMDB exclui ''ordem de cima''

Data: 28/02/2010
21:58:12


Pode ser que não tenha sido "desespero do adversário", como disse o presidente do PMDB, Lúcio Vieira Lima, mas simplesmente uma pequena provocação, a informação de que o PMDB e o PT caminhavam para uma reaproximação na Bahia por pressão das altas cúpulas nacionais - a direção peemedebista e o presidente Lula em pessoa.


Isso não seria mesmo possível no nível em que se desenrolam as transações políticas no Brasil. Especialmente no PMDB, os diretórios regionais têm autonomia, e o choque só se dá na hora de eleger os organismos controladores do condomínio.


Assegurados os espaços, uns com mais vantagem, outros com menos, o importante é a próxima etapa, isto, a divisão de cargos e benesses no governo seguinte em troca daquilo que se imaginava que os eleitos detivessem naturalmente - a governabilidade.



Ministro não perderá sua condição de ''líder''

Data: 28/02/2010
21:56:08

Veja-se o caso do próprio ministro Geddel Vieira Lima, do qual se diz que "está perdido". Realmente, caminha por trilhas tortuosas, convicto de uma autenticidade que às vezes soa ao que se chama em representação teatral de sobre-atuação, com um estilo um tanto agressivo que assusta o eleitor comum, apesar das teorias em contrário.


Mas, mesmo que venha a ser fragorosamente derrotado no pleito majoritário ou dele recuar, o que Lúcio desmente enfaticamente, não perderá o espaço que criou na Bahia e fortaleceu a partir da aliança com Wagner. Certamente fará razoável representação parlamentar estadual e federal e não perderá a influência nacional. Será, ao menos no próximo quatriênio, uma "liderança" da Bahia.


A propósito, vale recordar slogan que o ministro adotou em certa época, já distante, quando o falecido senador Antonio Carlos emaranhou-se em escândalos como o do painel do Senado e dos grampos telefônicos na Bahia: "Geddel, o líder da Bahia que o Brasil respeita".



O senador Souto

Data: 28/02/2010
21:54:12

Candidato natural à reeleição por uma imaginável coligação DEM-PSDB-PR, o senador César Borges passou ao interesse do ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB, quando este rompeu com o governador Jaques Wagner.


Só não se supunha em relação a Borges que a vocação para "objeto de cobiça" fizesse com que o próprio Wagner o desejasse, ainda que isso esteja provocando um terremoto nas hostes governamentais, onde sobressai o conceito de que está havendo uma intolerável infiltração do carlismo.


Se vier mesmo a dar esse passo radical em sua carreira, Borges, no entanto, poderá não ter a assistência passiva dos carlistas. A bordo da tese de que não pode "perder pela segunda vez", o ex-governador Paulo Souto considera a hipótese de ele próprio ser candidato a senador.



José Penedo

Data: 28/02/2010
21:52:34

Na pequena biografia agora publicada do ex-deputado federal José Penedo, que faleceu ontem, aos 78 anos, detalhes até surpreendentes da sua origem pobre em Pé de Serra, povoado de Tucano, trabalhando na lavoura e na pecuária. Lutou no pequeno comércio, até que teve a oportunidade de servir na Base Aérea do Salvador, onde pôde estudar e dar novo destino a sua vida.


A vocação política o impulsionou a ponto de levá-lo ao centro do poder nacional antes mesmo dos 30 anos, quando, por um eletricista do Palácio do Planalto que era seu correligionário no antigo PRP, soube às 10 horas de 25 de agosto de 1961 que o presidente Jânio Quadros iria renunciar naquele dia.


José Penedo teve quatro mandatos de deputado federal, entre 1967 e 1987, além de uma suplência na legislatura 1991-1995, tendo assumido a cadeira em algumas oportunidades. A família tem tradição política: seu irmão Gildásio Penedo foi deputado estadual e o sobrinho, Gildásio Filho, está no terceiro mandato na Assembleia Legislativa.



Amizades coloridas

Data: 28/02/2010
21:51:06

Nunca se falou tanto em carlismo, talvez nem quando seu mentor estava vivo, aprontando por aí. Então, vamos aproveitar e recordar uma frase do senador Antonio Carlos Magalhães: "Quem é amigo de todo mundo não é amigo de ninguém".



O futebol e a frase

Data: 28/02/2010
21:48:43

Na nota "Glória-relâmpago", postada em 19 de fevereiro, atribuiu-se ao apresentador Milton Neves a frase "o futebol é a coisa mais importante entre as coisas menos importantes", que ele diz constantemente em seus programas de rádio e TV.


Um leitor de denso conhecimento esportivo contestou. A frase seria de Chico Buarque de Hollanda. Tomou o cuidado, porém, de recomendar uma pesquisa antes que fosse feito um eventual reparo. Curiosamente, um passeio na internet revelou várias opções, menos a do reverenciado compositor.


A autoria mais próxima de nós é Nelson Rodrigues, que de fato tinha enorme gosto pelas sentenças, embora essa nunca lhe tenha sido creditada. A frase foi considerada também "um ditado espanhol" e atribuída ainda a "um técnico inglês". Aceitam-se esclarecimentos.



MOMENTO POÉTICO - Só no ebó

Data: 28/02/2010
16:41:54

Nos idos de 1968, quando a juventude se rebelava em todo o mundo, até por aqui, um dos sucessos mais persistentes do programa "Rio Hit Parade", da TV Tupi, levado a muitas capitais do Brasil pelo fenômeno do videotape, era "Só o Ôme".


De autoria de um certo Edenal Rodrigues e gravada por Noriel Vilela, de carreira profissional pregressa no grupo "Cantores de Ébano", a música falava de alguém com muitos erros e pecados na vida, dos quais só poderia redimir-se com a assistência do tal "Ôme".


Imagina-se que entre os protagonistas da política baiana não haja ninguém com o passivo existencial do indigitado, mas, a título de eventual colaboração em caso de necessidade, recordamos abaixo, respeitada a grafia original, os versos que grande faturamento devem ter propiciado ao compositor.


"Ah mô fio do jeito que suncê tá
Só o Ôme é que pode ti ajudá

 

Suncê compra um garrafa de marafo
Marafo que eu vai dizê o nome
Meia noite suncê na incruziada
Distampa a garrafa e chama o ôme
O galo vai cantá suncê escuta
Rêia tudo no chão que tá na hora
E se guáda noturno vem chegando
Suncê óia pa ele que ele vai andando

 

Ah mô fio do jeito que suncê tá
Só o Ôme é que pode ti ajudá

 

Eu estou ensinando isso a suncê
Mas suncê num tem sido muito bão
Tem sido mau fio mau marido
Inda puxa saco di patrão
Fez candonga di cumpanheiro seu
Ele botou feitiço em suncê
Agora só o Ôme à meia noite
É que seu caso pode resolvê".



Autoria de pichação requer ampla investigação

Data: 27/02/2010
09:36:44

Tão emblemática quanto a investigação das mortes e desaparecimentos em Vitória da Conquista seria a que deve ser feita para descobrir quem pichou muros em Salvador condenando a aliança firmada entre o governador Jaques Wagner e o conselheiro Otto Alencar e outra, por enquanto suposta, com o senador César Borges.


A Constituição protege a livre manifestação, vedado o anonimato. Não poderá ser diferente na Bahia. Mensagens dessa natureza, mesmo quando a origem é aparentemente fácil de determinar, podem ter sido patrocinadas por qualquer das forças em confronto, numa lógica de confundir da qual espera tirar proveito.


Mas, pela análise elementar, o PT não bombardearia seu próprio quartel, assim como ao DEM não interessaria, como na equação "César + Otto + JW = ACM vivo" pichada num dos muros, atacar a imagem e a memória do falecido senador Antonio Carlos Magalhães.


Resta para culpa - aquele princípio do Direito sobre a quem aproveita o crime - o PMDB. Por isso, o ministro Geddel Vieira Lima deve exigir das autoridades constituídas a apuração rigorosa de um delito que se volta contra ele e seu partido, e que, além de ferir a legislação municipal, revela, no plano político, um método que teve sua época na Bahia.



Polêmica e política no Canal do Imbuí

Data: 27/02/2010
09:35:03

O futuro dirá quem tem razão sobre as obras do canal do Imbuí, se teremos uma área de lazer digna, com um comércio e serviços adequados ao local, ou se continuaremos a ser testemunhas das enchentes e viver sob o império dos ratos, baratas e muriçocas.


Talvez esse futuro só chegue depois das eleições, e, por exemplo, daqui pra lá não haja uma chuva daquelas, para testar efetivamente o sistema, permitindo aos eleitores do bairro manifestar de forma correta sua gratidão ou decepção. Mas no presente os problemas já são enormes para os moradores e pessoas que apenas transitam no trecho.


Não se compreende que uma obra como aquela, em que há muito espaço para as operações, cause por mais de seis meses tantos transtornos a uma comunidade. Em matéria postada em 22 de janeiro, Por Escrito falou do retorno fechado na Rua das Araras, dos engarrafamentos, das enchentes a cada pancada de chuva e da lama e buracos em todo o entorno do canteiro. Está tudo igual.



Obra já opôs Prefeitura e Estado e verdes e petistas

Data: 27/02/2010
09:26:22

Quanto à recente polêmica sobre a execução do projeto e dos acordos Estado-Prefeitura, é inevitável considerar que há fortes elementos políticos interferindo no processo, pois não é possível que um órgão oficial, em ação de tal dimensão, confunda um formulário de embargo com um de advertência.


A obra tem tradição no ramo. As dificuldades de seu início foram atribuídas justamente ao rompimento, na época ainda quente, entre o ministro Geddel Vieira Lima e o governador Jaques Wagner, e à "necessidade" de criar rigores para um empreendimento dos novos adversários. Isso existe, apesar do empenho do governador para instaurar sua república.


Em seguida - o que este blog registrou em 30 de agosto do ano passado sob o sintomático título "Canal do Imbuí esconde briga pelos votos verdes" -, revelou-se nos bastidores um choque entre o presidente do Ingá, Júlio Rocha, do PT, supostamente pretendente a deputado federal, e o secretário do Meio Ambiente de Wagner, Juliano Matos, do PV, declaradamente candidato a deputado federal.


O petista, que presidiu a seção ambientalista do partido, comandava a crítica à política do Partido Verde, isto é, Juliano Matos, na Secretaria, em relação ao projeto de lei das Zonas de Proteção Visual e ao licenciamento do Porto Sul. Ao assumir o Ingá, teria passado à prática quando surgiu a oportunidade do canal do Imbuí.



Monstrengos são ''equipamentos removíveis''

Data: 27/02/2010
06:58:09

No choque de agora, gerado pela "troca de formulários", fica-se sabendo que o protocolo exigia, entre outras condições, "cobertura temporária do rio, com placas e equipamentos removíveis", na esperança de "ser retirada assim que a qualidade das águas do rio melhorar com o tratamento de esgotos que já foi iniciado pelo governo do Estado".


O que está construído no vasto canteiro central do Imbuí, entre a Avenida Jorge Amado e a Rua das Araras, é uma meia dúzia de quiosques de alvenaria gigantescos, de evidente agressão visual, levando a crer mais no objetivo de ampliar o mercado de concessionários de boxes do que propriamente na realização urbanística em favor da coletividade.


Mas, no fundo, no fundo, não deixam de ter razão as autoridades que agora concluem que Estado e Prefeitura são parceiros e que os monstrengos podem continuar sendo erigidos. Afinal, em caso de necessidade imposta pela natureza ou pela lei, ou mesmo na remota hipótese de despoluição do rio, não perderiam sua condição de "equipamentos removíveis", ainda que por demolição, como queria o Ingá.



Leilão define hoje gestor do Hospital do Subúrbio

Data: 26/02/2010
00:01:01

Será às 14h30 desta sexta-feira, na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo, o leilão que definirá o consórcio responsável pela gestão do Hospital do Subúrbio, que o governo da Bahia constrói em Salvador. A unidade hospitalar será a primeira no Brasil a utilizar o modelo de gestão de Parceria Público-Privada (PPP).


Com o modelo de gestão elaborado e validado em parceria com o Banco Mundial, o Hospital do Subúrbio, que entra em funcionamento em julho, terá 268 leitos de especialidades clínicas e cirúrgicas para atendimento adulto ou pediátrico - 60 deles de UTI.


Após a realização do leilão, o secretário da Saúde do Estado da Bahia, Jorge Solla, dirigentes da Secretaria da Saúde e representantes dos consórcios interessados participarão de uma entrevista à imprensa.



Obra do canal do Imbuí eliminará retorno

Data: 25/02/2010
13:57:45

O prefeito João Henrique deve estar atento aos trabalhos do canal do Imbuí para que não aconteça a extinção do retorno em mão inglesa no meio da Rua das Araras. Moradores recordam que o retorno foi implantado há muitos anos justamente para resolver o problema de tráfego que havia na área.

 

Sem o retorno, a rua ficará sobrecarregada, pois será utilizada em toda a sua extensão - como vem ocorrendo devido às obras -  pelos motoristas que vêm das Avenidas Paralela e Jorge Amado em direção à Boca do Rio, assim como pelos que saem do Jardim Bolandeira.

 

A simples observação do tráfego atualmente, durante a realização das obras, já mostra que será um erro a eliminação do retorno, pois são constantes os engarrafamentos, especialmente nos horários de pico e quando chove.



Deputado anuncia resistência no PSB contra Lídice

Data: 25/02/2010
09:54:46

Cresce no PSB a resistência contra a chapa majoritária da reeleição do governador Jaques Wagner, que se encaminha  para a dupla Otto Alencar-César Borges para o Senado, tendo na vice a deputada "socialista" Lidice da Mata. O deputado Capitão Tadeu disse que esse acordo não foi autorizado pelo partido, apesar de a deputada ter participado da reunião do Conselho Político que deu "carta branca ao governador" para definir a chapa.


Lembrando que apresentou o nome de Lídice para uma candidatura independente ao Senado, Tadeu protestou: "Lancei a pedido dela, e ela agora aceita a vice sem me comunicar". O parlamentar informa que nos bastidores Lídice confirma o fechamento do acordo - na verdade, dizemos nós, um pré-acordo, porque o imbróglio César Borges ainda não se desenrolou.


Tadeu diz que "Lídice tem a chance de ser senadora e vai abrir mão para César Borges", entendendo que tal comportamento sem consulta ao partido arranhou sua autoridade, levando os militantes se rebelarem. "Paulo Mascarenhas (dirigente que teve divergência com Lídice e foi com seu grupo para o PMDB) questionou e saiu. Agora, os movimentos e muitos diretórios vão ficar e resistir", anunciou.



Rogério antevê derrota de Borges

Data: 25/02/2010
09:52:28

O DEM, que teria o maior prejuízo com a adesão de César Borges ao governismo, está na ofensiva para tentar convencer o senador a não embarcar na canoa do governador Jaques Wagner. Na Assembleia Legislativa, o deputado Rogério Andrade, primeiro vice-presidente, interpretou: "Querem cooptá-lo para derrotá-lo, porque sabem que César nunca será um liderado de Wagner".


Para Rogério, Borges "está bem onde está e apenas ganha tempo". Por outro lado, criticou diversos aspectos do governo estadual e duvidou da força eleitoral que se anuncia, indicando a vitória de Wagner: "A maior prova de fraqueza de sua candidatura, que ele mesmo dá, é esse esforço para atrair o senador César Borges, este sim, uma vitória certa em outubro".


O deputado Paulo Azi preferiu o caminho da ironia: "Esse governo não pode ver um carlista que fica doido para conquistar, oferece o céu e a terra, abre secretarias e palácios para prefeitos e deputados". Em seguida, pediu ao petista Yulo Oiticica para não falar mal dos carlistas, "pois são objeto de desejo e paixão do PT".


Um terceiro deputado do DEM, que preferiu não se identificar, acha que a decisão de Borges de marchar com Wagner já está tomada. "O senador cresceu no mandato, credenciou-se, e há um ano assumiu certa preponderância no processo. Mas agora acredito que ele está considerando o fato histórico na Bahia de só se elegerem os senadores da chapa do governador".



Leur vê aliança como ''suicídio político''

Data: 25/02/2010
09:51:24

Outro interessado na aliança com Borges, o PMDB, por meio de seu líder, Leur Lomanto Junior, entrou na história para dar uma força: "Desde pequeno em minha casa aprendi que só devemos ir aonde somos bem recebidos. Já disse isso ao senador César Borges e creio no seu bom senso. Essa aliança para ele será um suicídio político".



Wagner é atacado por tratar bem adversários, diz Yulo

Data: 25/02/2010
09:49:11

O deputado Yulo Oiticica não gostou do discurso de Azi. Citando o presidente Lula no recente congresso do PT, no qual afirmou que a candidata presidencial Dilma Rousseff seria mais criticada por suas virtudes que por seus defeitos, disse que "o mesmo ocorre com o governador Jaques Wagner, que é atacado pelo deputado Paulo Azi porque trata bem os adversários".


O parlamentar referiu-se ao carlismo como "idade da pedra" e oficializou a definição da nova era que acredita estar vivendo o Estado: "Na República Baiana, a divergência não pode chegar à violência física e à perseguição. Não estamos mais no tempo do 'elejo um poste', 'dinheiro numa mão e chicote na outra' ou 'para os amigos, tudo, para os inimigos, o rigor da lei'. Isso acabou".



Frequência de deputados irá para a internet

Data: 25/02/2010
09:46:10

Apesar dos debates que vêm ocorrendo, foi pouco expressiva a presença de deputados no plenário da Assembléia Legislativa nos três primeiros dias do novo ano de trabalho. Em geral, o painel eletrônico indica um número elevado, mostrando que a maioria pelo menos esteve na Casa, mas a média de permanência no plenário é de dez parlamentares.


Isto não impediu a luta renhida entre os poucos representantes do governo e da oposição presentes, centrada no tema da segurança pública e agora muito intenso também no plano político, diante das possibilidades de coligações e afetam os nervos e ameaçam o futuro de muita gente.


Na segunda-feira, substituindo na Mesa o presidente Marcelo Nilo, que se encontrava na reunião do Conselho Político do governador Jaques Wagner, o deputado Getúlio Ubiratan (PMN) quis, a certa altura, deixar a função. Apelou para um ou outro, nada. Ficou lá até as 16h45, quando se encerrou a sessão.


Como a baixa participação nas sessões tem gerado críticas na imprensa, especialmente na televisão, o presidente Nilo, na terça-feira, comunicou que a folha de frequência dos parlamentares será conectada à internet, tornando-se pública. 



Coronel realça ''votações expressivas'' de Otto

Data: 25/02/2010
09:44:02

O bate-rebate ganha corpo na linha Assembleia Legislativa-Câmara dos Deputados. O deputado Ângelo Coronel (PR) foi à tribuna responder ao deputado federal José Carlos Aleluia (DEM), que andou desdenhando da força eleitoral do conselheiro Otto Alencar. Já Gilberto Brito (PR) desagravou o senador César Borges, tachado de "chantagista" pelo deputado federal Zezéu Ribeiro (PT).


Coronel referiu-se à carreira eleitoral sempre vitoriosa de Otto, com "expressivas votações", e desafiou Aleluia a "colocar lado a lado os liderados de cada um para ver quem tem liderança". O deputado estadual disse que "Otto foi covardemente agredido, porque nem pode se defender na sua condição atual de conselheiro".


Como Aleluia havia colocado seu nome "à disposição" para tentar o Senado, Coronel deu seu veredicto: "Aleluia quer polêmica numa tentativa de atrair os holofotes para sua candidatura precocemente derrotada". O deputado não entende como Aleluia "ataca Otto dessa forma e ainda o convida para o casamento da filha".



Brito defende caráter e ''trabalho modelar'' de Borges

Data: 25/02/2010
09:40:56

O deputado Zezéu Ribeiro, em matéria da repórter Fernanda Chagas, da "Tribuna da Bahia", usou o termo "chantagem" para caracterizar o método que o senador César Borges teria usado para votar no Congresso matérias do interesse do governo federal. Dessa forma, para Zezéu, a aliança com o senador não é confiável.


O deputado Gilberto Brito, aliado histórico de Borges, mas do qual se afastou quando, no início da legislatura, aderiu à bancada do governo, destacou os laços de "amizade e apreço" e a "gratidão de ordem pessoal" para fazer a defesa do senador, que está prestes a ser novamente seu aliado político.


Brito elogiou a "formação, estilo e conduta de homem probo e honrado" de Borges e seu "comprometimento com a causa pública". Eximindo-se de analisar os mandatos dos senadores Antonio Carlos Junior (DEM) e João Durval (PDT), nomes igualmente "honrados", disse que o "trabalho modelar" de Borges no Senado  o coloca, segundo as pesquisas, "de forma disparada na opinião popular".



Wagner em Casa Nova

Data: 25/02/2010
09:39:34

Representante solitário do PSDB na Câmara Municipal de Casa Nova, João Honorato anuncia a presença do governador Jaques Wagner e do presidente da Assembleia, Marcelo Nilo, na abertura do seminário sobre a cultura da cebola, que será realizado terça e quarta-feira no município, envolvendo produtores brasileiros e de outros países do Mercosul.


Honorato sempre foi aliado de Nilo e só permaneceu no partido após sua saída por causa da legislação sobre fidelidade partidária, mas se define como "tucano do bico vermelho", revelando seu "comprometimento com o projeto político do governador desde o primeiro momento".



Adeus, Lênin

Data: 25/02/2010
09:37:58

Observadores da cena na Assembleia Legislativa entendem que o renitente comunista Álvaro Gomes (PCdoB) perdeu parte substancial de sua imagem política ao passar por cirurgia que lhe permitiu suspender o uso de óculos. "É que ele não está mais parecido com Lênin", explicaram.


Já que a estampa do velho líder, fundador da União Soviética (1922-1991), não mais agrada ao calvo deputado, ele poderia seguir o caminho do líder do governo, Waldenor Pereira (PT), que fez implante e hoje ostenta vistosa cabeleira. O problema é que Álvaro vai ter de gastar muito mais.



Lixo em Cações, Jaguaripe

Data: 25/02/2010
06:55:59

A comunidade do distrito de Cações está apelando ao prefeito de Jaguaripe, Arnaldo Lobo (DEM), para fazer a coleta e a varrição do lixo das ruas e da praia, que parou há cerca de uma semana. Aproveitando a oportunidade, pede também melhoria do calçamento. "Os ônibus já não querem entrar lá", queixou-se um morador.



Em debate a lei contra poluição sonora

Data: 24/02/2010
14:50:35

O deputado Javier Alfaya (PCdoB) promoverá amanhã, às 9 horas, no auditório do Hotel da Bahia, no Campo Grande, um debate sobre a lei estadual contra a poluição sonora. O parlamentar convidou para o evento entidades civis e empresariais, órgãos estaduais e municipais ligados ao tema e empreendedores artísticos e culturais



Deputado vê dedo do PT em norma da Receita

Data: 24/02/2010
14:48:36

O líder do PSDB na Câmara, João Almeida (BA), protestou contra o que chamou de "interferência do governo na Receita Federal em pleno ano eleitoral" e acusou o governo de agir "na surdina", através de uma portaria sigilosa, publicada em dezembro e que reduziu a autonomia dos auditores fiscais e centralizou em Brasília o controle sobre grandes contribuintes.


Na visão do parlamentar, "é grave o fato de a cúpula da Receita selecionar quem será fiscalizado". João Almeida afirmou que "o PT já estaria agindo para reforçar o caixa com vistas à campanha eleitoral". O deputado baiano pediu explicações ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o teor dessa nova norma.



Segurança assume a ponta no debate eleitoral

Data: 24/02/2010
12:13:10

Dia a dia, a segurança pública vai se impondo como centro das discussões no ano eleitoral. O governo repete as jogadas de marketing tradicionais da exposição de viaturas, e a oposição, que contra-ataca com índices e ocorrências, esquece que no passado já exibiu muitos milhares de carros nos estacionamentos do CAB.


O governador Jaques Wagner diz que somente a ação policial não conterá a violência, e convoca a sociedade a "colaborar com o Estado na difusão de uma política de paz e solidariedade". Assumindo a condição de "pregador", defende "o fortalecimento dos laços de família e os valores do humanismo dentro da nossa sociedade".


A oposição, nas primeiras sessões do ano da Assembleia Legislativa, repeliu essa tese. O deputado João Carlos Bacelar (PTN) observou: "O governador está agindo como quem não quer resolver um problema, e aí o define de um modo muito complicado e distante de seu poder de intervenção".



Geddel é o primeiro a aceitar desafio de Wagner

Data: 24/02/2010
12:10:01

Wagner se aborrece com as críticas e manifesta disposição de debater com a oposição. Oferece-se Geddel Vieira Lima: "O governador quer debater segurança? Marque hora e local. Tenho legitimidade para criticar. E a mim não vão perguntar por que não fez"


O ministro e candidato do PMDB ao governo adianta argumentos: média de 20 homicídios por fim de semana na Região Metropolitana de Salvador, extensão do crime a "cidades outrora pacatas" e crescimento dos homicídios em mais de 70% nas quatro principais cidades do Extremo Sul, segundo dados da própria Polícia Civil.


O governador, que fez o desafio mais como força de expressão, no calor de um pronunciamento, terá tempo e meios amplos para discutir a segurança pública com seus adversários quando chegar o horário eleitoral no rádio e TV.



Investigação em Conquista é crucial para o governo

Data: 24/02/2010
12:07:58

A importância eleitoral do tema, a propósito, está demonstrada na providência que o governo, embora com certo atraso, tomou ao mandar a Vitória da Conquista a cúpula da segurança pública para apurar mortes e desaparecimentos de jovens após o assassinato de um policial militar há cerca de um mês. O fato vem sendo noticiado regularmente pela "TV Bahia", detentora do maior índice de audiência no Estado.


Não será necessária muita investigação para chegar-se a uma conclusão: colegas da vítima, clandestinamente, estão promovendo uma vingança indiscriminada. Isso é quase uma norma que desde a ditadura militar permeia as organizações policiais. Por Escrito abordou o caso no dia 6 de fevereiro, na nota "Polícia autônoma".


Sob pena de perder o controle sobre a corporação, o governador tem de patrocinar à exaustão essa investigação e punir os culpados, dando um exemplo definitivo dos limites que devem ser impostos a funcionários públicos pagos e armados pelo Estado para defender o cidadão e a lei.


Estão em Vitória da Conquista o secretário da Segurança Pública, César Nunes, o comandante da Polícia Militar, coronel Nilton Mascarenhas, e o delegado-chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo. Espera-se que isso seja um indicativo de que a cidadania prevalecerá sobre o corporativismo.



Anti-César terá segundo mandato de líder

Data: 24/02/2010
12:05:49

Realmente não foi casual a recondução do deputado Paulo Rangel à liderança do PT na Assembleia Legislativa, fato que o iguala ao falecido deputado Paulo Jackson, o que muito o orgulhou. Aliás, dizemos nós, com procedência, dado o exemplo de ética, coerência e firmeza que fez de Paulo Jackson um nome insubstituível na política.


Os petistas poderiam seguir o tal rodízio que romanticamente marcou seus primeiros anos e que hoje só ocorre quando nenhuma questão divide o partido. Mas preferiram revalidar a liderança de Rangel, porta-voz da corrente que não quer a aliança com César Borges, tida como iminente, mas contra a qual vêm se levantando obstáculos dos dois lados.


Rangel destacou a "responsabilidade" no novo mandato de líder por ser o "ano da reeleição do governador", citando um aspecto que combina com sua posição em relação à aliança com o PR: "É muito bom olharmos as pesquisas e vermos a avaliação da população baiana. Se as coisas continuarem assim, ele pode encerrar o ano sendo considerado o governador preferido de 2010".



UVB em reestruturação

Data: 24/02/2010
12:03:48

A União dos Vereadores e Câmaras do Estado da Bahia (UVB) passa por um processo de recuperação que começou pela fixação da sede na capital, no Centro Empresarial Iguatemi, para exercer plenamente seu papel na prestação de assistência a vereadores, ex-vereadores, funcionários estáveis e aposentados.


Uma equipe com advogada, administradora e assistente está sendo coordenada pelo recém-nomeado diretor administrativo, Jamil Calheiros, com a participação do diretor institucional, Cássio Biscarde. O primeiro trabalho é a implantação, já em curso, de sistema informatizado para operar on line com as câmaras municipais da Bahia.



Borges é ''o mais carlista de todos'', diz Rangel

Data: 23/02/2010
10:36:16

"Assim como na vida, também na política tudo tem limite, não acredito que essa possibilidade se concretize", afirmou o líder do PT na Assembleia Legislativa, Paulo Rangel, sobre a possível aliança entre o governador Jaques Wagner e o senador César Borges.


Rangel explicou que sua "visão de composição" para a chapa majoritária de Wagner incluiria Otto Alencar, "um aliado desde o primeiro momento", uma vaga para um dos partidos da coligação e outra para o PT, "pensando no futuro", isto é, nas próximas eleições majoritárias, tendo citado o deputado Zezéu Ribeiro como um nome possível, além dos tradicionais Waldir Pires, Nelson Pelegrino e Walter Pinheiro.


"A vinda de César Borges", completou Rangel sem meias palavras, "quebra nosso discurso político, principalmente em relação àquilo que denominamos de herança maldita, período de 16 anos que se agravou com César Borges, o mais carlista de todos".



Eleitorado não entrou na discussão

Data: 23/02/2010
10:34:19

Ao dizer ontem que na reunião do Conselho Político houve manifestação de "preocupações" de aliados, "inclusive do PT", em relação ao possível acordo com o PR, o líder do governo, Waldenor Pereira (PT), garantiu que "não houve discussão" sobre uma hipotética reação contrária do eleitorado a uma dobradinha Jaques Wagner-César Borges.


A reação decorreria de um plausível estranhamento da situação, já que a troca de desaforos entre ambos ocorreu até recentemente, no atual governo. Além disso, como expoente do carlismo, Borges sempre foi adversário histórico de Wagner e das "esquerdas", ordenou a invasão do campus da Ufba pela Polícia Militar e ainda era o governador na época dos grampos telefônicos contra a oposição.



Líderes fora do Conselho Político

Data: 23/02/2010
10:32:55

Ainda sobre o Conselho: antes se dizia que tinha na sua composição também os líderes partidários, mas, como ficou dois anos sem reunir após a instalação, não houve como aferir a participação.


Ontem, por estar na Assembleia Legislativa no momento da reunião, o líder Paulo Rangel, arauto, como se vê, do movimento contra César Borges, foi questionado sobre sua ausência. Rangel não valorizou muito o assunto: "A estrutura do Conselho mudou. Ficaram só os presidentes de partidos".



O tempo passa

Data: 23/02/2010
10:29:26

E pensar que Imbassahy já foi desse Conselho...

 



Governistas em mar de rosas

Data: 23/02/2010
10:27:10

Aliás, quanto às urnas de outubro, o governo é só otimismo. Todos os presidentes de partidos presentes à reunião do Conselho, segundo o líder Waldenor, apontaram "o crescimento progressivo do reconhecimento da população, tanto em relação ao governo quanto à imagem do próprio governador".


Waldenor não disse, mas a opinião geral entre os governistas é de que Wagner se reelegerá no primeiro turno, principalmente com a adesão de Borges. Não pelos votos que o senador agregaria, pois isso ninguém avalia, mas pelo fato de ele deixar órfã a candidatura de Paulo Souto (DEM) ao governo.


Uma síntese dos fatores que levam o oba-oba às hostes wagneristas: repactuação política, que deu "coesão e unidade" ao governo; superação da crise, com recuperação da arrecadação; avanço da gestão, pela "troca de alguns nomes", e reestruturação de secretarias; e a já citada "melhoria" da propaganda oficial, que antes era "muito ruim". 



Bira quer evitar ''o retorno de Geddel''

Data: 23/02/2010
10:25:14

Um deputado petista que pediu reserva de seu nome disse que o ministro Geddel Vieira Lima fez gestões com a cúpula nacional do partido para "tentar conversar" com o governador Jaques Wagner na Bahia e encontrar um novo caminho para o processo eleitoral.


A informação poderia ter sido desprezada se não tivesse conexão com uma declaração - esta aberta - de outro parlamentar do PT, Bira Corôa. Defendendo a aliança com César Borges, ele afirmou: "Se esta posição distancia o retorno de Geddel..."


Bira entende que o ministro "entrou num túnel sem saber se tinha saída e agora é melhor que fique no passado". Sobre Borges, ele resumiu: "Se a vinda dele consolida a eleição no primeiro turno, não posso me dar ao luxo de analisar do ponto de vista pessoal".



Deputado defende acordo já para 2012

Data: 23/02/2010
10:23:24

O deputado respondia sobre sua visão da aliança com o PR, politicamente estranha, para dizer o mínimo. "Estamos num processo de ajuste político, e nesse contexto de avaliações temos de ver o que fortalece o projeto de nosso governo", justificou.


Entretanto, como condição que considera indispensável para a formalização do entendimento, está a "preservação do PT em 2012", um eufemismo para assegurar dentro do novo grupo político a hegemonia de candidaturas do partido às prefeituras de certos municípios - "Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas, entre outros".


Além de nomes petistas que sempre estão na crista da onda, como Pinheiro, Waldir, Pelegrino e Luiz Caetano, o deputado Bira referiu-se, como "um importante quadro, testado na política e na administração", ao prefeito de Vitória da Conquista, Guilherme Menezes, que cumpre seu terceiro mandato.



De volta ao passado

Data: 23/02/2010
10:20:20

A aliança com Borges virou piada na boca de um deputado da oposição: "Soube que o acordo prevê a nomeação da delegada Kátia Alves para secretária da Segurança ou presidente da Embasa".


Kátia, que saltou para o estrelato ao cair-lhe nas mãos a quadrilha que invadiu o apartamento do falecido senador Antonio Carlos Magalhães, era secretária da Segurança Pública na época da supracitada escuta telefônica.


Acusada pela antiga oposição de ter participado da operação, realizada com a estrutura da SSP, a delegada disse a Por Escrito ter sido totalmente eximida de culpa ou envolvimento, "embora ninguém tenha publicado isso".




Página Anterior    Próxima Página