Salvador, 23 de agosto de 2017

Judiciário não mudou nada e cada vez piora

Data: 31/12/2015
16:19:36

O Poder Judiciário da Bahia nunca foi grande referência e até teve, no passado recente, uma vinculação claramente política, a ponto de o falecido senador Antonio Carlos Magalhães ironizar, afirmando que não precisava de “controle externo”, uma vez que já o tinha – exercido por ele, claro.

Nos últimos anos, contudo, a situação pode ser considerada de total descalabro, com o envolvimento frequente de sua mais alta expressão – o Tribunal de Justiça – em situações negativas de foco nacional, que desdouram a instituição e, principalmente, a desviam do dever funcional em favor da sociedade.

Poucas cortes por aí afora são capazes de colecionar tantas mazelas, como a aferição, pelo Conselho Nacional de Justiça, de pior do Brasil em produtividade. Menos ainda terão sofrido o impacto do afastamento, pelo mesmo CNJ, do presidente e da vice, por elevação artificial de valores de precatórios.



Servidor e sociedade são joguetes dos Poderes

Data: 31/12/2015
16:18:09

Foi nesse clima histórico que o atual presidente, Eserval Rocha, que ostenta a fama de não conversar com a representação dos magistrados nem com a categoria dos servidores, envolveu-se em briga pública – e judicial – com o governo do Estado por causa de dinheiro!

O TJ previa para 2015 uma farra estimada em R$ 1,9 bilhão, mas o orçamento fixou a grana em R$ 1,5 bi. Eserval declarou guerra, que, como todos sabem, acabou em nocaute no primeiro... assalto, com a decisão do STF de negar, em liminar, o repasse de uma verba que cobriria parte da diferença.

Vivemos nos últimos  dias uma quadra realmente triste, em que se chegou ao extremo de jogar com o salário dos funcionários da Justiça exatamente na época em que a confraternização, a valorização do ser humano e o respeito ao próximo são mais salientes no nosso sistema de valores.

Nesse aspecto, a bem da verdade, não faltou a contrapartida do Executivo, representada emblematicamente pelo secretário da Fazenda, Manoel Vitório, que em tese conhece a veracidade dos números: se o Supremo mandasse liberar o numerário, poderia haver cortes na saúde e na educação.



Liberdade total

Data: 31/12/2015
16:14:59

É do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, a afirmação de que o governador Rui Costa e o ex-governador Jaques Wagner não brigam porque “Wagner não se mete em nada que Rui faz”.



Odebrecht não foi preso

Data: 31/12/2015
16:14:22

Salta aos olhos a exclusão de Marcelo Odebrecht da relação de empresários presos na Operação Lava-Jato, objeto de matéria retrospectiva, hoje, em A Tarde, sob o título “O ano em que os poderosos dormiram atrás das grades”.

Trata-se do mais importante industrial do Brasil em seu segmento e um dos maiores do mundo, mas, como filho legítimo da elite baiana, deve ter entre os donos do jornal amigos que ainda acreditam ter o poder de mudar os fatos como no passado.



Perdoem-nos a ignorância

Data: 31/12/2015
16:13:20

Nestes tempos bicudos de chikungunya, zika virus e dengue, dizer que vai crescer a “produção da biofábrica de mosquitos transgênicos”, por mais benefício que seja, é para apavorar o “pião”.



No feminino

Data: 31/12/2015
16:11:06

Eduardo Cunha deveria ser beneficiado com a prerrogativa de fora.



Rui prefere o PT de fora em 2016

Data: 29/12/2015
15:45:48

Petistas reclamam da imagem negativa que teria o PT se não se julgasse em condições de ter um nome próprio para disputar a Prefeitura de Salvador sendo detentor, simultaneamente, dos governos estadual e federal. E sugerem que seja do governador Rui Costa a ação direta para evitar que isso aconteça – com o 13 nas urnas de 2016.

Afora o fato de que o poder nacional e local do PT esteve presente em duas eleições municipais – 2008, com o presidente Lula e o governador Wagner, e 2012, ainda com Wagner e já com a presidente Dilma –, ressaltemos que essa “obrigação” petista de candidatura carece de autoridade, pois foi derrotada nas sete vezes em que a legenda participou do pleito direto em capitais, restaurado em 1985.

Essa realidade é o xis da questão para Rui Costa, que não se sabe se toparia essa briga. Ele próprio ainda está em fase de afirmação, digamos, num estágio probatório de alto nível, embora os bajuladores de palácios e os interessados diretos na distribuição de obras, recursos, nomeações e propaganda o coloquem no topo das excelências da política e da gestão.

Rui, por mais restrições que eventualmente lhe possam fazer adversários e analistas, não é governador porque é néscio, mas porque tem uma trajetória e, ainda, na retaguarda, toda a suficiência dissimulada do ministro Jaques Wagner. Sabe que é uma eleição difícil, a reunir dois óbices: a qualidade do adversário – o prefeito ACM Neto – e o desgaste do PT.

Não vale, nesse último aspecto, para uma cidade como Salvador, o conhecido argumento de que só os temas locais têm prevalência. Na Bahia, desenrola-se uma batalha “ideológica”, triste definição em que a “esquerda” precisará provar que não jogou fora sua chance e a “direita” terá de convencer que não repetirá as desgraças do passado próximo e remoto.

Com os pés na terra, aliás, em todo o território baiano, Rui Costa tem tudo para excluir liminarmente o PT e preferir um candidato a prefeito – ou vários, como se diz – de qualquer outro partido da base, ao qual não estaria diretamente vinculado. Uma derrota que ficasse gravada em sua testa afetaria o projeto de reeleição.



Lotação esgotada

Data: 29/12/2015
15:43:03

Não me falem em caldeirão cultural nem em mistura de ritmos.



Lei contra cobrança de religação aguarda sanção

Data: 29/12/2015
15:42:29

Só depende da sanção do governador Rui Costa a vigência da lei aprovada pela Assembleia Legislativa que proíbe a cobrança de taxa de religação de energia elétrica em caso de corte de fornecimento por falta de pagamento.

O texto determina que, se a energia foi cortada por atraso no pagamento do débito que originou a suspensão do serviço, a concessionária tem 24 horas para, sem ônus ao consumidor, restabelecer o fornecimento.

O autor do projeto, deputado Targino Machado (DEM), observa: “Para que as pessoas tenham conhecimento, o consumidor que paga as multas e juros purga a mora e ainda tem de pagar a taxa de religação, o que é um absurdo. É uma conduta abusiva da concessionária”.



Inaptidão inata

Data: 29/12/2015
15:41:15

Das catástrofes naturais às epidemias, o problema das forças-tarefas no Brasil é que não fazem força nem cumprem as tarefas.



Assembleia recorrerá sobre concursados

Data: 29/12/2015
15:40:39

Logo na reabertura dos trabalhos do Poder Judiciário, a Assembleia Legislativa entrará com recurso ao Tribunal de Justiça contra decisão do juiz da 7ª Vara de Fazenda Pública, Benedito da Conceição dos Anjos, que determinou a imediata nomeação dos 98 aprovados no concurso realizado em 2014.

O procurador-chefe da Assembleia, Graciliano Bonfim, disse que a sentença não muda de imediato o funcionamento da Casa justamente porque se trata da primeira instância, havendo outras a apelar, e lembra que 30% dos concursados já haviam sido admitidos, “dentro do cronograma estabelecido”.

A ação civil pública agora em tramitação foi movida pelo Ministério Público e se já encontra no TJ para apreciação, uma vez que o magistrado, por se tratar a Assembleia de ente público, fez o recurso de ofício, como manda a legislação.



Treino com bola

Data: 29/12/2015
15:38:54

Por uma semana, o deputado Adolfo Menezes (PSD) está exercendo a presidência da Assembleia Legislativa, devido a viagem do presidente Marcelo Nilo.



A República bambeia e Dilma está voando

Data: 27/12/2015
10:42:11

Os jornais e televisões mostram a presidente Dilma Rousseff, dentro de uma aeronave, “sobrevoando” as enchentes no Rio Grande do Sul, sua terra adotiva.

A cena é aquela que, mesmo não estando publicada neste blog, que não usa imagens, pode ser facilmente presumida: a presidente, com o olhar grave à janela, apontando para algo que pode estar a milhares de metros dela.

Trata-se de cena de marketing político que remonta, talvez, aos primórdios da aviação, quando essa “ciência” nem existia. O governante vai lá, espia a desgraça e transmite aos eleitores vitimados a certeza de que haverá providências.

Bobagem. Temos visto ao longo das décadas a demagogia aérea nas mais variadas catástrofes, com promessas esquecidas mal acaba o telejornal.

Poderíamos até conjeturar sobre o que está divisando a presidente a tantos pés de altura: uma vaca alpinista? A carteira de identidade perdida de algum indigitado? Quem sabe sua popularidade, a considerável distância.

A impressão que dá é que a presidente sofre de uma síndrome crônica de Revolução Francesa ou, num exemplo caseiro e mais modesto, de Baile da Ilha Fiscal.

Um foi um movimento popular de força incoercível, o outro, evento social certamente de alto consumo de brioches. E ambos, cada um a seu modo, terminaram em república.

No presente caso, a ideia do povão, se lhe fosse dado o condão de conhecer e decidir, seria revogar a república, Dilma junto, como sua expressão atual. Só que parece que ela não está enxergando.



Ai se tivessem...

Data: 27/12/2015
10:38:44

Escândalo sobre escândalo: oito policiais militares do Rio de Janeiro detêm, desnudam, espancam, torturam e constrangem quatro jovens.

Depois, os PMs são colocados em “prisão administrativa” pelo “comando” e não têm os nomes revelados.

Por fim, a locutora do telejornal assegura: “Nenhum dos jovens tem passagem na polícia”.



De cátedra

Data: 27/12/2015
10:30:26

Da imprensa: “Governo do Acre inclui corrupção no currículo da rede estadual”.

As aulas práticas serão ministradas pelo PT.



Do Rio Doce ao Rio de Janeiro: mal incurável

Data: 27/12/2015
10:29:22

A lama de Mariana pode ter sido um “acidente”, apesar de sabermos que resultou apenas da incúria de uma empresa, que não cuidou da gestão de suas instalações, e de governos ineptos, que não exerceram o poder para evitar que ocorresse a maior tragédia ambiental do Brasil.

A desgraça da saúde no Rio de Janeiro, no entanto, não tem desculpa nem eufemismo. Resulta da incompetência continuada de políticos despreparados para seu mister e indiferentes à vida das pessoas comuns e indefesas que neles votaram – ou não.

A explicação, dada ainda em tom de arrogância ante os que ousam duvidar da sapiência de uma safra medíocre de homens públicos, é a crise econômica. A arrecadação do Rio caiu drasticamente por causa dos “problemas com o petróleo".

Convenhamos: não se trata de um pequeno município ou Estado de algum rincão perdido que dependa dos fundos de participação para pagar a folha. Falamos da unidade federativa onde ressai a segunda metrópole do país, sem material, em toda sua rede hospitalar, para a simples sutura de um corte.

Antes que o petróleo assumisse papel relevante no seu perfil econômico, o Rio tinha unidades de referência em várias especialidades que já atendiam a muitos milhões de habitantes. Hoje, está quebrado o único aparelho existente para exames essenciais no tratamento do câncer.

Demorou um pouco para o país entender o que aconteceu sobre o Vale do Rio Doce, mesmo com as mortes e “desaparecimentos”. A própria presidente só foi à região uma semana depois. No caso do Rio, aonde ela desistiu de ir, a compreensão é imediata. O cenário se traduz por gestantes dando à luz em calçadas.



Talvez a Copa seja nos Jogos

Data: 27/12/2015
10:26:41

Dava-se como certo, dois anos atrás, que os brasileiros fariam nas ruas, durante a Copa do Mundo, fortes protestos para demonstrar a insatisfação com as dificuldades do dia a dia – na educação, na saúde, no emprego, na mobilidade urbana, entre outros setores.

Seria um desdobramento natural das manifestações populares de junho de 2013. O conceito “não vai ter Copa” cruzou o país, mas. afinal, durante a competição prevaleceu o espírito acolhedor e caloroso do povo, e o que houve nas grandes cidades foi confraternização e festa com os visitantes estrangeiros.

O quadro atual do Rio não é de cidade que vá acolher milhares de atletas, dirigentes, jornalistas e, sobretudo, turistas de todo o mundo. Não bastassem o risco perene de violência e a vergonhosa poluição de águas onde se disputarão esportes náuticos, calcule-se uma epidemia, de qualquer doença, sem médicos, remédios e leitos. Estejamos prevenidos para qualquer desgraça.



Retrospectiva 2014

Data: 27/12/2015
10:24:55

Hora de relembrar Ronaldo Nazário: “Não se faz Copa do Mundo com hospitais”.



A falência ao alcance de todos

Data: 27/12/2015
10:24:19

É preciso esclarecer qual a contribuição do ex-governador Sérgio Cabral e do atual, Luiz Fernando Pezão, para o documento “Uma ponte para o futuro”, do PMDB.



Cunha está com a razão

Data: 27/12/2015
10:23:42

Estranha-se que um veículo de comunicação como O Globo, que se arroga um jornalismo de precisão, mantenha esse tipo de colunismo baseado na especulação estapafúrdia e na notícia francamente mentirosa, no caso, de autoria de Lauro Jardim.

Assim, o jornal teve de aguentar o deputado Eduardo Cunha tachando-o de “idiota desinformado” por ter anunciado a ida do presidente da Câmara a Cuba para o Réveillon, com referência ainda a possibilidade de pedido de asilo ou, pelo menos, de uma declaração de apoio do governo cubano.



Agora só falta o governo começar

Data: 26/12/2015
11:04:13

O novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, declara “prioridade” de sua gestão o pagamento das dívidas decorrentes das “pedaladas” dadas pela presidente Dilma Rousseff como parte de seu “esforço” pela reeleição.

Para isso, ainda que não dê garantia de quitação, elaborou um cronograma logo saudado (este com “u”) pela imprensa como “engenharia financeira”, porque é débito pra todo lado, com FGTS, Caixa Econômica e BNDES, totalizando R$ 57 bilhões.

Tudo isso não passa, no entanto, de um jogo de maquiagem com palavras vazias. O “acordão” – não o acórdão que se está esperando do Supremo – já está feito. Dilma derrotou Cunha, e agora é só questão de tempo.

Melhor sinalização não haveria dessa tendência que o desarrimado (embora bem arrumadinho) parecer do senador Acir Gurgacz a favor das atrocidades contábeis da presidente da República, contrariando o voto unânime dos ministros do TCU.

Aliás, tempo é um fator que agrada muito à política brasileira. Tempo para postergar, para reavaliar, para enrolar, e assim haver condições de uma resposta satisfatória a camadas mais amplas.

A situação social e econômica está exigindo medidas mais ágeis. A classe política, praticamente superada a sua crise, não parece pensar assim. Acredita que o país não vá desabar cachoeira abaixo mais do que desceu nos últimos dois anos. O quadro está “sob controle”.



Nosso herói

Data: 26/12/2015
11:02:25

Rigorosamente, a “sorte” do país está no destino do senador Renan Calheiros, alicerce principal do governo Dilma.

Se ele cair – quem pensou que chegaríamos a este ponto? –, toda a nação estará na bancarrota, o futuro da economia e da política repousará sobre frágeis palafitas.



Tirem Cunha daquela cadeira

Data: 26/12/2015
11:01:17

De acusações contra Eduardo Cunha, já basta. O que vier, que seja apreciado nas instâncias judiciais devidas e lhe seja cobrada, caso a caso, a responsabilidade.

A notícia que se espera agora ver nos jornais e nas televisões é de que, mesmo nos recessos que paralisam institucionalmente o Brasil, houve forças políticas capazes de adverti-lo da total incompatibilidade de continuar presidindo a Câmara dos Deputados, e que ele saiu.

Não podemos – os brasileiros – seguir nessa pantomima trágica em que um homem sem ética e sem decoro agarra-se ao terceiro cargo do país usando plenamente as próprias prerrogativas.

A ideia que transmitimos – urbi et orbi – é de que somente o fato de o crime estar entranhado em toda a estrutura política nacional poderia propiciar o equilíbrio suspeito em que vivemos.



Um rebanho a ser ferrado

Data: 26/12/2015
10:59:25

Informa-se que Cunha tem “a maior bancada” da Câmara, e que por isso o vice-presidente Michel Temer não quer isolá-lo quando vier a ser eleito – brevemente, infere-se – seu sucessor.

Cascata. A crise fez aflorar a intimidade entre Cunha e Temer, pecuniariamente falando, muito antes de o presidente da Câmara arquivar o pedido de impeachment do vice.

Jornalistas e sites que acompanham diretamente a vida congressual, no entanto, por medida preventiva, poderiam levantar com exatidão a “bancada” de Cunha.

Que se deem nomes aos bois e cada um responda por suas companhias. Algum motivo há para serem tão unidos a Cunha, é preciso descobrir.

Mesmo que não dê em nada, pelo menos a sociedade brasileira vai saber quem é quem.



Melhor calar

Data: 26/12/2015
10:56:38

O ministro Jaques Wagner cumpre ato de ofício ao defender os governos de Lula e Dilma com o argumento de que “construíram três vezes mais escolas técnicas do que todos os outros governos somados”. Se é essa a conversa que tem para agora...



Inútil clandestinidade

Data: 26/12/2015
10:54:47

Da imprensa: “Renan e Wagner se reúnem fora de agenda”.

Do jeito que as coisas vão, é possível que dentro de pouco tempo nenhum dos dois tenha agenda.



Impeachment já

Data: 26/12/2015
10:53:59

Se o indulto natalino que concedeu a presidiários vier a beneficiar José Dirceu e similares, a presidente Dilma terá bebido um cálice de veneno.



Agora é tarde, Inês é morta

Data: 24/12/2015
17:16:12

Trinta e cinco entidades sindicais do serviço público, que sempre elegeram os governos do PT que têm passado pela Bahia, vêm agora, em carta aberta, repudiar o governo Rui Costa e os deputados que o apoiam.

A ruptura já está posta, porque, no texto, publicado ontem nos jornais, condicionava-se a paz à rejeição, pela Assembleia Legislativa, de projetos  "que mexem com os direitos do funcionalismo”.

Horas depois, as matérias estavam aprovadas, com os votos de “parlamentares de direita” da base governista, mas também dos “deputados com uma trajetória nos movimentos sociais e na construção da esquerda”.

Esse – dizemos nós – não é um desenlace que possa surpreender. Por esperança ou acomodação, inclusive nos cargos à disposição, as “lideranças” dos servidores permaneceram muitos anos omissas, aceitando as progressivas perdas das categorias representadas.

Foi como no poema antológico: não reagimos quando um “deles” pula o nosso muro e tira uma flor. Chegará o dia em que o mais fraco “deles” destruirá o jardim e nada poderemos dizer, porque nos arrancou também a voz da garganta.



De volta a 1970

Data: 24/12/2015
17:14:07

Como, na longa missiva, os sindicalistas culpam também o período “carlo-soutista”, depreende-se que não quererão acordo com os deputados de oposição que os têm defendido nos últimos tempos.

Deserdados politicamente, portanto, só lhes restará aderir ao voto nulo nas próximas eleições.



Proibido para todas as idades

Data: 24/12/2015
17:13:20

O comentário feito na Tribuna da Bahia, hoje, pelo jornalista Raul Monteiro, é de assustar. Relata a existência de grupos dispostos a disputar no grito – e talvez por outros métodos consequentes – o espaço político no qual estavam presentes a presidente da República, o governador do Estado e o prefeito de Salvador.

O que lembra, sem exagero, embora ainda embrionários, os fasci (grupos) criados por Mussolini, na Itália, para combater no pau os adversários e que resultaram, como é óbvio, no fascismo. Teria sido uma medida preventiva de ACM Neto para contrapor às vaias e isolamento que lhe pretenderiam infligir os partidários de Rui Costa.

O prefeito está certo em cobrar de Dilma Rousseff o BRT prometido. Deve, porém, recomendar a seus seguidores refrão menos colérico do que “puta que pariu/ ACM Neto presidente do Brasil”. Descendo a tal nível, é o caso de perguntar: que porra é essa?



Em letra de forma

Data: 24/12/2015
17:11:26

Aliás, a TB, do alto de sua autoridade, refere-se às “ofensas e agressões protagonizadas por uma claque de manifestantes contratada pelo grupo do prefeito ACM Neto”.

Palavras do jornal, claramente escritas. Essa merecia uma explicação do prefeito.



Passou da medida

Data: 24/12/2015
17:10:44

Por outro lado, aqui pra nós, já está ficando deprimente essa troca de imprecações entre os deputados Marcelo Nilo e Félix Mendonça Júnior.



Acordo impossível

Data: 24/12/2015
17:10:11

Sobre o convencimento de petistas de que o avanço nas obras do metrô será suficiente para desequilibrar a balança eleitoral de Salvador, hoje francamente favorável a Neto, só aguardando para avaliar.

Diz-se que, no partido, somente o senador Walter Pinheiro teria estatura para disputar o pleito. Mas ele sabe que seria uma espécie de sacrifício, que só valeria a pena se tivesse a garantia de dividendos futuros, os quais, para dizer pouco, são incertos.



Fora de questão

Data: 24/12/2015
17:09:01

Claro, não se pode omitir o ministro Jaques Wagner das estrelas do PT. Mas não contem com ele. Ainda mais agora, que a presidente Dilma deu uma respirada.



Pátria educadora

Data: 24/12/2015
17:08:25

Vinte e seis faculdades baianas, segundo o MEC, estão entre as piores do Brasil, com notas que no máximo chegam a 2, numa escala de 1 a 5.

Na lista, até algumas que são “marcas” famosas, como São Camilo, Hélio Rocha e Unyhana, formando anualmente uma porção de analfabetos universitários.



Sem limites, Cunha avança

Data: 23/12/2015
10:31:35

Tecnicamente, o deputado Eduardo Cunha é o presidente de um dos Poderes da República, e nessa condição tem a coragem de fazer mais um lance de alta ousadia: a audiência, hoje, com outro presidente de Poder, no caso, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, para tratar de questões relacionadas, principalmente, ao impeachment da presidente Dilma.

Se antes, abusando de prerrogativas, retardava o recebimento de documentos, manobrava para derrubar sessões do Conselho de Ética, onde é julgado por falta de decoro, e acionava em seu favor uma “tropa de choque”, sente-se agora confortável para pressionar pessoalmente a instância judicial na qual figura como denunciado e investigado por crimes diversos.

O fato só realça o grave erro que se comete no país com o adiamento generalizado, via recessos parlamentar e judiciário, do enfrentamento de uma situação que é um descalabro institucional. O presidente da Câmara se sente cada vez mais à vontade no exercício da guerra aberta que empreende para concretizar seus objetivos políticos – a preservação do próprio mandato e do cargo e a cassação da presidente.



PTN fica sem a grana do Detran

Data: 23/12/2015
10:29:31

A vitória obtida pelo deputado José Carlos Aleluia (DEM) no Supremo Tribunal Federal, suspendendo a portaria do Detran que institui a vistoria veicular, não só dignifica a atuação parlamentar como é um exemplo para autoridades que não hesitam em tomar medidas desarrazoadas e contrárias ao interesse público.

A vistoria anual a partir de 2016 estava determinada havia mais de três anos, mas o governo Rui Costa agravou a situação ao promover, na Assembleia Legislativa, no início do ano, o reajuste da taxa de R$ 35 para R$ 80 – e agora tomou uma lição que pode ser útil para todo o mandato.

A questão tem um ingrediente especial: o Detran entrou como moeda de troca nas negociações que tiraram o deputado João Carlos Bacelar da aliança liderada pelo prefeito ACM Neto. Seguiu-se a escorcha tarifária destinada a alimentar o caixa do órgão e, por tabela, a ação política do PTN.



Do orgulho patriótico

Data: 23/12/2015
10:28:20

Fala-se novamente na proximidade do fim do mundo, o que deve ter acontecido – a expectativa, não o fato – umas dez vezes nos últimos cinquenta anos, sempre com boa cobertura da imprensa, sempre frustrando os que o desejavam e alegrando os que o temiam.

Desta vez, alertemo-nos para mais um pontapé no complexo de vira-latas levantado por Nelson Rodrigues, do qual, apesar da Copa de 58, padecemos historicamente: mesmo que venha a confirmar-se verdade tal predição, esta nação tropical terá precedência, pois é indubitável que o Brasil acabou antes do planeta.



Matemática impura

Data: 23/12/2015
10:27:14

Político brasileiro é bom de conta. Entende de soma e de subtração.



Toma que a bomba é tua

Data: 23/12/2015
10:26:42

O governador Rui Costa “liberou” o PT para decidir se lança ou não um candidato a prefeito de Salvador apenas dois dias depois que o presidente regional, Everaldo Anunciação, disse que o partido está decidido por uma “política de aliança”.

Ora, o PT se jacta de ter liderado, na última eleição, uma coligação que quase bate em 15 legendas. Em nove pleitos municipais, somente no longínquo 1992 deixou de disputar, em favor de Lídice da Mata, que se elegeu.

Portanto, os fatos casam. O governador tirou o corpo da embrulhada, e o partido usa um eufemismo para dizer que – agora que a coisa está mais difícil, agora que cansaram de apanhar, agora que a derrota é quase certa – eles abrem mão para um aliado.




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