Salvador, 19 de outubro de 2017

Oposição invisível poderia aparecer de repente

Data: 31/12/2010
15:25:26

Indagado sobre a possibilidade de deputados de partidos oposicionistas, em decisão pela sobrevivência, preferirem ficar com o segundo governo Wagner, experiente parlamentar de uma dessas legendas disse que é cedo para essa movimentação, pois "a oposição nacional, que ninguém enxerga, daqui a pouco pode aparecer com força".


A base de seu raciocínio está, principalmente, na economia. "Os governos - federal, estaduais e municipais - terão dificuldades, e o quadro de hoje pode não ser o de amanhã", afirmou. Ele lembra as divergências da área econômica com ministros por causa de despesas e até o recente desacordo entre o presidente Lula e o ministro Guido Mantega sobre investimentos em 2011.


"Só se fala em bilhões e mais bilhões, a expectativa é de muita gastança, mas essa não é bem a realidade que vão ter a presidente, os governadores e os prefeitos", sentenciou, citando o caso doméstico da Assembleia Legislativa, em que o secretário da Fazenda, Carlos Martins, sugeriu cortes no orçamento, gerando reação do presidente Marcelo Nilo.



Eduardo Campos no tabuleiro com Aécio Neves

Data: 31/12/2010
15:23:31

A questão também tem seu componente político, no qual o deputado vê dois grandes polos de aglutinação: o senador eleito Aécio Neves (PSDB) e o governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Aécio é líder natural da oposição e Campos, com mais de 80% de aprovação, terá em 2014 direito e legitimidade para pleitear a presidência da República.


"O problema é que, depois de Lula, todo mundo acha que pode ser presidente", disse o deputado, prevendo que, "se Eduardo sair, pode até ter um acordo com Aécio para acabar a reeleição e um suceder o outro". Modesto, ou reconhecendo o semelhante, ele definiu Aécio Neves como "uma águia".


Esse cenário hipotético, dizemos nós, incluiria, é claro, o PT, com a candidatura de Dilma Rousseff à reeleição ou, quem sabe, o tão decantado retorno de Lula - nesse caso, a depender das circunstâncias eleitorais futuras e da verdadeira disposição de Lula quanto ao terceiro mandato. Seja como for, uma coisa é certa: só o PMDB será um partido onipresente.



Inseto solto inflaciona sucessão baiana

Data: 31/12/2010
15:22:17

A campanha de 2014 na Bahia, para o deputado, terá uma peculiaridade: "uma avalanche de candidatos a governador com a mesma dimensão eleitoral".

 

Citou, nesta ordem, Walter Pinheiro, Otto Alencar, João Henrique, ACM Neto, Geddel Vieira Lima, Marcelo Nilo e Lídice da Mata. "Todos estão picados pela mosca azul", assegurou.



Com endereço certo

Data: 31/12/2010
15:20:29

Em 21 de dezembro, sob o título "Muniz no Planalto", Por Escrito afirmou que, "diante da negativa do senador eleito Walter Pinheiro (PT) de assumir uma vaga no ministério da presidente Dilma Rousseff, diz-se que a melhor opção para seu suplente, o ainda deputado Roberto Muniz (PP), é um importante cargo do segundo escalão federal. Por coincidência, o PP baiano em peso, Muniz incluído, está hoje em Brasília, tratando de assuntos decorrentes da indicação do deputado federal Mário Negromonte para ministro das Cidades".


A informação, obviamente, não partiu do deputado nem de ninguém ligado a ele, pois que, nesses momentos, ótima é a discrição, essencial é o silêncio, já que nomes na imprensa em geral só servem para queimar o cidadão. Não foi o caso.



Cartas na Mesa (da Assembleia)

Data: 31/12/2010
15:19:14

Puxa, sinceramente, se não fosse a previsão de uma taróloga em A Tarde de hoje, ninguém ia ficar sabendo que "Marcelo Nilo tem grande possibilidade de vencer as eleições novamente", embora exista "uma frente negativa criando problemas para dificultar isso".


Deve ser esse pessoal do PT, sempre querendo botar gosto ruim na panela dos outros.



Glauber Solla

Data: 31/12/2010
15:14:36

Afinal explicados os murmúrios risonhos entre jornalistas quando o deputado Marcelo Nilo, que os recebia em almoço de fim de ano, disse que Jorge Solla "é o melhor secretário da Saúde de todos os tempos".


É que os maledicentes homens de imprensa viram na situação semelhança com a forma como o falecido intelectual Paulo Francis definiu o Cinema Novo: "O filme é uma merda, mas o diretor é um gênio".

 

Lastime-se a reprodução de palavra chula pela necessidade da informação completa.



Será maldição?

Data: 31/12/2010
15:13:31

Informado do caso, um deputado concordou imediatamente: "Se Solla é esse expoente todo, então por que foi preciso deslocar Alexandre Padilha para o Ministério da Saúde?"



Favor esclarecer

Data: 31/12/2010
15:12:47

Informa-nos pesquisa CNT/Sensus que o presidente Lula conclui seu mandato com um índice de aprovação popular superior ao alcançado por Nelson Mandela na África do Sul.


Impossível distinguir se é uma tenebrosa estratégia em curso ou apenas falta de senso de ridículo.



Novistória

Data: 30/12/2010
11:33:35

Na Bahia, o presidente Lula elogiou o governador Jaques Wagner. Disse que ele "derrotou ACM duas vezes no primeiro turno".


Para quem não se recorda, o senador Antonio Carlos Magalhães faleceu em julho de 2007, mais de três anos antes da reeleição de Wagner.



Impasse anunciado na eleição da Assembleia

Data: 30/12/2010
11:30:24

Desenha-se para o processo sucessório da Assembleia Legislativa um impasse que poderá afetar o relacionamento no âmago da base do governo, e a razão é uma só: o PT quer do candidato o compromisso de acabar a reeleição do presidente na mesma legislatura, enquanto o presidente Marcelo Nilo (PDT), novamente postulante ao cargo, disse que de forma alguma assumirá esse compromisso.


Na briga dos números, o PT e o PP, que estão conversando para uma decisão comum, somam 20 deputados num plenário de 63, e o único adversário declarado de Nilo até agora, Ronaldo Carletto (PP), diz que nos demais partidos conseguirá o apoio de 15 parlamentares, suficientes para a vitória numa votação que, convém lembrar, será secreta.


O atual presidente, por sua vez, anuncia que fechou acordo com 14 dos 16 partidos representados na Casa, o que totalizaria 43 deputados. Mas o próprio Nilo, embora achando que esta eleição seja "em tese mais fácil" que as duas anteriores, entende que "pode complicar" se ele não tiver "paciência", virtude que teria incorporado no convívio com o governador Jaques Wagner.



Zé Neto quer fim da reeleição na letra da lei

Data: 30/12/2010
11:27:48

Indagado sobre a perspectiva de acordo com Nilo, que teria, segundo um site local, assumido com Wagner o compromisso de não tentar novo mandato em 2013, o deputado Zé Neto (PT) disse que "o elementar" na negociação é "dar um fim nessa situação de candidatura ad infinitum, mesmo porque, da forma como está, é matéria de dúvida normativa".


A mudança da Constituição, portanto, seria "o ponto de partida para o início de conversa com Marcelo Nilo ou qualquer um", porque a legislação vigente "permite a interpretação de que a reeleição nem sequer cabe neste momento, imagine depois". Zé Neto disse que PT e PP já definiram que a questão "não é só de mais espaço" na gestão, mas de "posicionamento", advertindo que "chega de tanto desgaste para o Legislativo".


Quanto a um impasse que venha a atingir a bancada do governo caso PT e PP resolvam apoiar outro candidato que não Nilo, o deputado atribuiu tal possibilidade à natureza da atividade política. "Se esta Casa não tivesse impasses, melhor seria que fosse fechada. O nosso foco não é o problema, mas a solução".



Esse troféu é de Wagner, não de Lula

Data: 30/12/2010
11:25:51

O deputado Zé Neto lançou, na conversa com Por Escrito, um argumento discutível. Disse que "quem mais defendeu a não-reeleição para o terceiro mandato foi o PT, especialmente o presidente Lula, que foi o primeiro a se levantar quando ventilaram o assunto. Seria incoerência não fazer o mesmo aqui".


Lula pode até ter dito que não desejava nova reeleição, mas da boca pra fora, pois é sabido que sondou a viabilidade de mudança na lei. Desestimulou-o a derrota da CPMF no Senado, em 2007, por 45 votos a 34, em decisão que até hoje obstrui a goela presidencial. Não exatamente pelo tema, mas pela constatação de que uma emenda para o terceiro mandato estava previamente sepultada.


A propósito, a coluna nacional do jornalista Ricardo Noblat, publicada na Bahia por A Tarde, disse na sua última edição, sem que tenha havido contestação, que o governador Wagner foi um dos que se opuseram à ideia de Lula de partir para mais quatro anos de poder. Wagner, sim, sempre manifestou posição contrária à reeleição.



PSC decide até sábado candidato na Câmara

Data: 30/12/2010
11:22:53

Até sábado, véspera do pleito, o PSC escolherá seu candidato à presidência da Câmara Municipal de Salvador entre Pedro Godinho (PMDB) e Henrique Carballal (PT), segundo informou o presidente do partido na capital, vereador Heber Santana.


O PSC quer fazer valer nas negociações sua condição de "segunda maior bancada governista e terceira da Casa", com quatro representantes - o próprio Heber, Adriano Meirelles, Paulo Magalhães Júnior e Alberto Braga.


Em reunião conjunta das Executivas regional e municipal, houve fechamento de questão para votação em bloco nas eleição da Mesa. O PSC quer "influenciar na gestão da Câmara", segundo o presidente, mas a prioridade, é apoiar um trabalho pela "busca contínua de melhor qualidade de vida da população soteropolitana".


Quanto ao nome que representará a legenda na futura Mesa, o vereador disse que ainda não está definido, embora haja "uma inclinação" para que o atual vice-presidente, Paulo Júnior, que veio do DEM, permaneça no cargo. Na atual legislatura, o PSC ocupou a terceira vice, com Erivelton Santana, que está licenciado e foi eleito deputado federal.



Até o pescoço

Data: 30/12/2010
11:22:05

Petróleo nada! Lula é um poço de egolatria.



Heróis da Previdência

Data: 30/12/2010
09:17:14

Paladinismo fajuto do Jornal Nacional na notícia sobre a indicação do novo superintendente da Polícia Federal, Leandro Coimbra. Ao se referir ao superintendente atual, Luiz Fernando Corrêa, informou que ele, "após três anos no cargo, se aposentou aos 53 anos de idade", detalhe sem o menor significado no caso.


A falsa moral estava presente até no tom de voz da apresentadora Fátima Bernardes, mais se assemelhando ao exercício da demagogia que ao trabalho jornalístico. Corrêa não pode ser criticado por recorrer a direito amparado por lei, tampouco é o "culpado" pela sua existência.



Nilo diz não pensar em quarto mandato de presidente

Data: 29/12/2010
12:53:13

O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, pavimentou o caminho para um entendimento com o PT sobre o processo sucessório na Casa ao dizer, ontem, em encontro de fim de ano com a imprensa, que não tem a intenção de concorrer ao cargo pela quarta vez, o que ocorreria em 2013, caso, como tudo indica, seja reeleito no dia 2 de fevereiro.


Esse é o principal objetivo dos petistas, traduzido na proposta de proibir a reeleição de um parlamentar à presidência dentro da mesma legislatura. Como é muito improvável que seja aprovada uma emenda constitucional nesse sentido, somente um compromisso de Nilo teria o efeito prático desejado pela bancada do PT.


Nilo, entretanto, deu a entender que um eventual candidato deverá ter apoio político para disputar. "Não passa pela minha cabeça ser presidente quatro vezes", afirmou, ressalvando: "Se daqui a dois anos outros 62 deputados quiserem, o governador quiser, o povo quiser, eu vou dizer que não quero?"



Candidato em 2013 será o ''indicado pela base''

Data: 29/12/2010
12:51:45

O presidente não esconde sua posição contrária ao fim da reeleição e recorda que foi ele, quase dez anos atrás, ao lado do então deputado estadual José Carlos Araújo, um dos articuladores da emenda que permitiu o exercício do cargo por mais de um mandato.


"Reinaldo Braga queria ser presidente novamente. Foi um presidente bem relacionado com a oposição, e nós concordamos e trabalhamos. Não tem sentido acabar a reeleição se no Brasil todo tem reeleição", declarou Nilo, registrando seu dever de levar um projeto que seja apresentado para o plenário decidir com o mínimo de 38 votos.


Descartou a hipótese de assumir um compromisso para acabar a reeleição, como deseja o PT para apoiá-lo, pois não seria coerente valer-se da reeleição e ser contra ela. E anunciou sua posição, inclusive já comunicada ao governador, de que seu candidato à presidência da Assembleia em 2013 será aquele "indicado pela base".



Terceiro mandato é previsão um tanto antiga

Data: 29/12/2010
12:49:51

A questão central da sucessão na Assembleia é que, embora não admita de forma direta, Nilo é o candidato do governador Jaques Wagner desde a definição da chapa majoritária das eleições de outubro, que inicialmente seria formada por Wagner, Nilo e os candidatos ao Senado Otto Alencar e Lídice da Mata.


Com a possibilidade de incorporação do senador César Borges, o governador - aí segundo o próprio Nilo - pediu-lhe que articulasse a mudança de Otto para vice e ele disputasse o Senado. O deputado alegou desinteresse por atuar em Brasília e informou a Wagner que preferia permanecer na Assembleia, abrindo a vaga para Walter Pinheiro.


Não foi outra a razão de Wagner não ter encampado a tese da bancada do PT, que, sendo a maior da Casa, com 14 parlamentares, sentiu-se no direito de indicar o candidato.


Nilo afirma que o governador, ao ser informado de sua pretensão de tentar o terceiro mandato, comentou: "Crie as condições que eu lhe ajudo". Ele diz ter a adesão de 14 dos 16 partidos representados na Assembleia, e propõe: "Se aparecer um candidato com a assinatura de apoio de 32 deputados, eu retiro meu nome".



Relação com Wagner é de ''confiança e afinidade''

Data: 29/12/2010
12:47:01

Indagado se não seria o caso de uma manifestação de apoio explícita de Wagner, Nilo discordou: "O governador é democrático, ele não se mete aqui na Casa, não. Olha, na primeira eleição em nenhum momento ele disse quem era o candidato dele, na segunda também não disse e na terceira jamais vai dizer. Agora, pelo que conheço dele, sou o candidato do coração".


Para explicar essa suposição, o deputado disse que criou com Wagner "relações de afinidade e confiança", embora nem sempre concordem. "Por exemplo, ele é contra a reeleição e eu sou a favor". Acima de eventuais divergências, Nilo gosta do estilo do governador e acha que a recíproca é verdadeira. "Sem brincadeira, nós nos damos muito bem".



Elogios para o único competidor declarado

Data: 29/12/2010
12:44:59

Os dois partidos que ainda não estariam com Nilo são o PT, já citado, e o PP, que tem no deputado Ronaldo Carletto o único concorrente declarado. O presidente garante que para ganhar o apoio dos petistas "falta apenas sentar e conversar", adiantado que vem dialogando com todos os membros da bancada, tendo citado Paulo Rangel, J. Carlos, Rosemberg Pinto, Maria Del Carmen, Neusa Cadore e Bira Corôa.


Quanto a Carletto, cujo partido tem seis representantes, disse tratar-se de "um bom companheiro", "um deputado bem relacionado e atuante", mas no momento atual considera que ele próprio foi quem reuniu "as condições políticas para ser presidente de novo". E reiterou: "Se algum dos demais 62 demonstrar essas condições, podem ter certeza que eu desisto e o apoio".



Apoio de partidos adversários é maior trunfo

Data: 29/12/2010
12:43:03

O deputado Marcelo Nilo atribuiu seu favoritismo para o terceiro mandato ao bom relacionamento que tem com os colegas: "Quando um deputado chega ao meu gabinete com um problema, eu assumo o problema. Essa é que é a minha grande força", citando, entre outros, Elmar Nascimento, que disputou o cargo com ele há dois anos.


"Eu assumo o problema de qualquer parlamentar", repetiu. "Vou trabalhar junto com ele no Executivo, no caso até da doença de alguém, acho que é um dever". Orgulha-se de "nunca" fazer distinção entre deputados do governo e da oposição e assegura que isso não interfere em sua posição política.


"Todo mundo sabe que eu trabalhei contra Geddel, contra César Borges, contra Paulo Souto, e os três partidos deles estão me apoiando. Mas ninguém duvida da minha lealdade ao governador. Aí, funcionam a política, a experiência, a vida".



Deputado não vê problema em tamanho da oposição

Data: 29/12/2010
12:40:55

Levantada na entrevista a tese da quase inexistência de oposição na próxima legislatura, o próprio Nilo se encarregou de fazer as contas: "São seis do PMDB, cinco do DEM, quatro do PR. Em tese, essa é a oposição". O presidente, no entanto, não acha que isso seja um problema político ou institucional.


Em resposta a um repórter, lembrou que houve uma legislatura em que a bancada da minoria, com 16 parlamentares, era praticamente igual à que assumirá em 1º de fevereiro. "Não foi difícil trabalhar, porque oposição é para falar e governo é para votar".


Explicou que um mandato de oposição se faz da tribuna e "o resto é secundário", porque o deputado não precisaria "negociar votação de projetos", mas sim "denunciar o que acha errado", como ocorreu no final da década de 90.


"Foi a menor e melhor bancada que a oposição já teve", estimou Nilo, lembrando nomes que se projetaram na política baiana e brasileira: Alice Portugal, Moema Gramacho, Arnando Lessa e Paulo Jackson. Ele citou também, em outro quatriênio, a atuação de Lídice da Mata e Luiz Caetano.



Wagner poderá repetir Lula e indicar sucessor

Data: 28/12/2010
10:54:53

O governador Jaques Wagner pode muito bem, em certo aspecto, imitar a trajetória do presidente Lula, passando de um primeiro mandato de desempenho discutível a um segundo em cujo final dite claramente quem será o sucessor.


Mesmo não tendo respondido com mais eficácia a problemas estruturais nos principais segmentos da administração, como a segurança pública, saúde e educação, seu governo inovou na descompressão do relacionamento político, permitindo e estimulando a manifestação das várias forças em ação no cenário.


É justo, portanto, seu orgulho por ter instalado um novo clima de convivência democrática na política baiana. A essa marca do governo deve ser creditada parte substancial da vitória que conquistou nas urnas com 4 milhões de votos, o dobro de seus dois principais concorrentes juntos.



Postulantes devem evitar ''marolas'' e ''pressões''

Data: 28/12/2010
10:53:30

Os primeiros acordes para o novo quatriênio, no entanto, mostram um Wagner mais decidido, a ponto de dar aula pública sobre o processo sucessório, relacionando critérios para que eventuais postulantes não se queimem com suas próprias ações, entre as quais se destacam as "marolas" e "pressões".


Não deixa de ser surpreendente, dada a profissão de fé republicana do governador. Afinal, é o processo democrático, dentro dos partidos e depois perante a sociedade, que conduz à definição de nomes que buscarão nas urnas os mandatos eletivos.



Programas sociais absorvem 60% do orçamento

Data: 28/12/2010
10:51:45

A dotação no orçamento federal de R$ 8,5 bilhões para investimentos na Bahia em 2011 e a destinação de mais R$ 1 bilhão em emendas parlamentares e de bancadas completam a vitória do governador Jaques Wagner nesta etapa de mudança de poder em Brasília, iniciada com mais indicações de ministros baianos do que era esperado.


O dinheiro representa mais de um terço dos R$ 26,6 bilhões projetados no orçamento estadual e bem mais da metade do que Wagner pretende empregar em programas sociais no primeiro ano de seu segundo mandato - cerca de R$ 16 bilhões, 17,5% a mais do que se gastou em 2010, segundo o líder do governo na Assembleia Legislativa, Waldenor Pereira.


Os números indicam que o governador, consolidada a imagem de homem público candidato a estadista, e com a experiência político-administrativa inevitavelmente adquirida em quatro anos de poder, partirá agora para a execução de um programa que lhe permtirá ser "o cara" na Bahia em 2014, com o sonho, talvez, de também eleger um "poste".



Pinheiro manda dinheiro extra para ''seu'' ministério

Data: 28/12/2010
10:49:53

O principal operador de toda essa engenharia orçamentária tem sido, historicamente e cada vez com mais desenvoltura, o deputado e futuro senador Pinheiro. Para se ter uma ideia, para o Ministério do Desenvolvimento Agrário, do seu aliado Afonso Florence, ele deu parecer favorável a uma emenda de R$ 530,7 milhões em crédito suplementar.


O parlamentar informa que os recursos destinados à Bahia vêm crescendo a cada ano: "Em 2007 foram R$ 4,2 bilhões; R$ 5,5 bilhões em 2008; R$ 6,4 bilhões em 2009; em 2010 o orçamento chegou a R$ 7,3 bilhões e agora, R$ 8,5 bilhões".


Ao enfatizar a importância dos recursos, Pinheiro afirma que servirão para "viabilizar a implantação, ampliação, modernização de infraestrutura e dinamização da economia, principalmente na política de territórios rurais", além da execução de obras nas rodovias BRs 235, 135, 020 e 242.



Conte outra

Data: 28/12/2010
10:47:23

Ainda sobre a não-chegada do senador eleito Walter Pinheiro ao ministério pessoalmente: se o problema era não melindrar a prefeita Moema Gramacho com a subida ao Senado do suplente Roberto Muniz, então Pinheiro está também proibido de aspirar a qualquer cargo executivo em 2012 e 2014.


Quanto à Prefeitura de Salvador, admite-se. "Com grau mais de certeza do que de dúvida, não será meu nome", disse o próprio Pinheiro, embora deixando uma frestinha na porta. Outra coisa será quando Wagner encerrar seus oito anos de governo - e o então poderoso senador estiver no meio do mandato.



Respiração suspensa

Data: 28/12/2010
10:46:29

A explicação do governador Jaques Wagner - "Deixa o pessoal brincar tranquilo" - para o fato de só a partir de 3 de janeiro tratar da mudanças no secretariado deixou todo mundo mais intranquilo ainda. O Natal foi meio travado e o Ano-novo não promete grandes diferenças.



Prato único

Data: 28/12/2010
10:45:40

Logo mais o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, receberá a imprensa credenciada na Casa para almoço de fim de ano. A pauta é uma só: a eleição para sua sucessão, na qual ele concorre pela terceira vez.



BLAGUE NO BLOG - Pau a pau

Data: 28/12/2010
10:39:06

O coronel Etiene Falcão Rodrigues fez história na Polícia Militar da Bahia como oficial truculento, que não levava desaforo para casa, sendo respeitado e temido por todos quantos tivessem conhecimento de sua fama.


Nas eleições para governador da Bahia em 1986, já na reserva, apoiava o candidato da oposição, Waldir Pires, ao lado de seu então genro Marcos Medrado, que naquele ano, pelo PMDB de Waldir, elegeu-se deputado estadual pela primeira vez.


Sabedor de que o falecido senador Antonio Carlos Magalhães determinara que um grupo selecionado de oficiais e praças da PM, à paisana, tumultuasse os comícios de Waldir, Etiene mandou espalhar entre a tropa que ele próprio faria a segurança dos eventos, disposto a tudo.

 

Ninguém apareceu para bagunçar e Waldir fez uma das campanhas mais tranquilas da história, apesar das tentativas em contrário.



PT quer Prefeitura, mas não para Pelegrino

Data: 26/12/2010
15:58:30

O objetivo número 1 do PT baiano é conquistar a Prefeitura de Salvador em 2012, troféu que ainda não tem e que o faria soberano na preparação da capital para a Copa do Mundo de 2014. E a história deverá se repetir: o deputado Nelson Pelegrino é bom candidato quando não há perspectiva de vitória, do contrário, como ocorreu em 2008, haverá outro nome.


Três vezes derrotado desde 1996, Pelegrino foi discretamente afastado da disputa nas últimas eleições, "perdendo" as prévias do partido, que ganharia com um pé nas costas se assim desejasse. Convencido a retirar-se do páreo, ensaiou aquelas eleições internas apenas para não passar atestado público de desistência.


Observadores políticos acreditam, por isso, que Pelegrino não mais será recrutado para o secretariado do governador Jaques Wagner, o que dificultará a manutenção de sua força na estrutura orgânica do PT. O Diretório Municipal será renovado no começo do ano eleitoral, e é com isso que contam seus adversários no partido para neutralizá-lo.



Com tempo e poder, Pinheiro está à disposição

Data: 26/12/2010
15:56:48

Os correligionários de Pelegrino passam a ideia de que há um compromisso em torno de seu nome por ter cedido a vez em 2008 a Walter Pinheiro, que a princípio não era candidato e até capitaneou a "repactuação" com o prefeito João Henrique pensando na preservação da aliança com o PMDB para a disputa do governo em 2010.


Quando concluiu que uma candidatura petista era inevitável, Pinheiro passou a trabalhar pela própria indicação, que está novamente fortalecida não só pela sua ida ao segundo turno dois anos atrás, mas, principalmente, pela eleição ao Senado, que lhe dará oito anos de poder e tranquilidade para almejar o que bem entender.


As tendências em que se divide o PT gravitam em torno do poder, da ocupação de secretarias e empresas públicas. A Democracia Socialista (DS), corrente de Pinheiro, desenvolve agora a estratégia de ocupar Salvador, a bordo da Secretaria de Desenvolvimentio Urbano, Embasa e Secretaria da Saúde, cujo secretário executivo, Amaury Teixeira, elegeu-se deputado federal.



Candidaturas precoces buscam evitar o ''natural''

Data: 26/12/2010
15:54:29

Na contramão com sua corrente Articulação de Esquerda, Pelegrino paga o preço de não se alinhar e ter projeto próprio. Perdeu a Conder, de grande capacidade eleitoral, mas trabalha para se fortalecer. Jogou tudo para eleger Maria Del Carmen à Assembleia Legislativa, convicto de que terá força nesses próximos dois anos quem tiver deputados estaduais.


Os apoiadores falam em acordo como se houvesse um consenso em torno de sua candidatura, mas a conspiração contra ele progride. Nesse contexto, o "lançamento" antecipado dos vereadores Gilmar Santiago e Henrique Carballal serve para demonstrar que o deputado Pelegrino não é um nome "natural" entre os petistas.


Embora seja fato grave na política, o PT não é conhecido exatamente pelo cumprimento de acordos, seja interna ou externamente. A deputada Lídice da Mata (PSB) sabe muito bem disso. A desistência de concorrer à Prefeitura em 2008 para ser vice de Pinheiro deveria valer a indicação tranquila para o Senado em 2010, mas ela teve de brigar para garantir a vaga e sair vitoriosa.



Muniz não é ''muito ligado'' a Wagner...

Data: 24/12/2010
17:37:08

Leitor que pede o anonimato questiona, na nota "Gratidão", postada quarta-feira, a parte que diz ser o ex-secretário da Agricultura Roberto Muniz "político muito ligado ao governador Jaques Wagner". Argumenta que "a expressão poderia ser reservada" a ex-secretários como Rui Costa e, vá lá, dizemos nós, Walter Pinheiro.


Gostaríamos de debitar-nos o exagero, com a ressalva de que, no contexto da pequena nota, subjacentemente estava o fato de Muniz ser adversário histórico, na política de Lauro de Freitas, da prefeita Moema Gramacho, amiga dileta de Wagner, obrigada a engolir um sapo de, na época, 120 quilos, hoje muito menos.



...mas a sucessão promete em Lauro

Data: 24/12/2010
17:34:35

De adversário prioritário do PT, inclusive exigindo a presença do governador em Lauro na campanha de 2008, quando Moema o derrotou, Muniz chegou ao primeiro escalão do governo por força de acordo político seu partido, o PP, com desempenho político e administrativo que o credenciou à cobiçada suplência de Pinheiro no Senado.


O fato de ter sido durante um ano e meio um eficiente secretário de Estado necessariamente o aproximou do governador. Por isso, para os observadores da política, interessa como se dará a eleição de 2012 em Lauro, se a amplitude da aliança com o grupo do deputado João Leão será levada em conta ou se prevalecerá o barato paroquial.



Pinheiro ocupa seu lugar no firmamento

Data: 24/12/2010
17:32:30

Como uma conversa puxa outra, tratemos, antes que perca a validade, do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Não houve nenhum veto de Wagner a Pinheiro, nem mesmo o veto simpático ao cara que como senador vai descolar mais dinheiro para a Bahia. O simples fato de ter sido indicado o deputado eleito Afonso Florence demostra que o cargo é de Pinheiro.


Desnecessário dizer: Pinheiro é liderança de primeira grandeza e tem tudo para preparar carinhosamente o futuro próximo. Não quer ser ministro, ao menos por ora. Viverá a glória de, respeitado e reverenciado pela competência técnica, desembarcar sob luzes no Senado e se candidatar a uma das expressões da República, mesmo que esta.


Wagner comeu grama para chegar aonde está, e nem se fala das manifestações do sindicalista nas ruas muitas vezes chuvosas e sempre poluídas do Pólo Petroquímico. Na carreira política, embora sempre tenha sido claramente a figura mais destacada do PT "moderno", amargou uma derrota inesquecível para Nelson Pelegrino nas prévias para a Prefeitura de Salvador em 1996. Hoje, com toda democracia, não vai querer o mato crescendo em seu terreno.



Bonfim vence clássico de Guanambi

Data: 24/12/2010
17:29:44

O deputado João Bonfim (PDT) exulta: o vereador Hugo Costa (PDT), apoiado pelo seu grupo, venceu Elder Guimarães (PP), candidato do ex-prefeito Nilo Coelho (PSDB), na disputa pela presidência da Câmara Municipal de Guanambi.


O candidato original de Bonfim era seu filho Vítor, que também é tucano, mas, obviamente, adversário de Nilo Coelho, e só não deixa o PSDB por causa da legislação sobre fidelidade partidária. Vítor Bonfim fez acordo para apoiar Hugo e foi eleito primeiro secretário.



Argolo com o PP

Data: 24/12/2010
17:28:23

Cada vez mais lenha na fogueira sucessória da Assembleia Legislativa: fonte próxima ao deputado federal eleito Luiz Argolo (PP) informa que o parlamentar lhe admitiu ter sido "um escorrego" a declaração de que votaria em Marcelo Nilo (PDT) para a presidência se continuasse na Casa.


Argolo, no discurso de despedida na madrugada de quinta-feira, teria se deixado levar pela amizade a Nilo e aos cerca de 6.500 votos que teve com ele em dobradinha em Casa Nova e Cícero Dantas, fundamentais para sua eleição. Mas, com relação à presidência, seguirá a orientação do partido.



''Candidatíssimo'', Carletto faz as contas

Data: 24/12/2010
17:25:58

O deputado Ronaldo Carletto (PP) sustenta a disposição de disputar a presidência da Assembleia Legislativa contra o deputado Marcelo Nilo (PDT), que tenta o terceiro mandato. "Sou candidatíssimo. Já tenho número suficiente para a vitória", disse a Por Escrito. A operação só dependeria do fechamento entre PT e PP, que juntos têm 20 deputados.


Carletto garante que, nos demais partidos, contabiliza 15 votos, numa soma que lhe daria vitória folgada. Indagado se não haveria "engano nos cálculos", reagiu: "Engano? Engano nenhum. Saí para ganhar. Eu não saio para perder". Ressalvou que, além de uma decisão oficial do PP, terá de haver "uma conversa com o governador Jaques Wagner".



O He-Man de Ondina

Data: 24/12/2010
17:24:11

Nas proximidades, o deputado federal eleito Valmir Assunção (PT) corroborou esta última ideia. Ele sai da Assembleia, mas deixa dois representantes de fé: Marcelino Galo (PT) e Sargento Isidório (PSB).

 

"Candidato tem de pedir a opinião dele", disse  Assunção, referindo-se ao governador. E explicou: "Quem teve 3 milhões de votos na frente do segundo colocado tem a força".




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