Salvador, 21 de outubro de 2017

País não terá o gosto de ver Lula candidato

Data: 30/04/2016
10:00:14

Uma aposta boa de fazer não é que Lula venceria ou não uma eleição presidencial a realizar-se, eventualmente, ainda este ano, mas que ele não teria peito de disputar e correr o risco de um alijamento, nas urnas, da vida pública. De qualquer forma, é uma prova difícil de ser tirada, porque não haverá a tal eleição.

Poderíamos ter eleições gerais – de presidente da República a vereador –, mas apenas numa única circunstância: se todos os detentores de mandatos no Brasil renunciassem simultaneamente, com o nobre objetivo de promover uma renovação dos quadros políticos.

Como essa hipótese é francamente impossível, inclusive porque o nível de deterioração é tal que não se espera atitude coletiva tão nobre dos senadores e deputados, nosso destino é suportar os diversos parlamentos na sua composição atual até a data de mudança prevista no calendário eleitoral.



Supremo dirá que mandatos são irredutíveis

Data: 30/04/2016
09:58:47

A Constituição tem uma série de cláusulas pétreas – assim chamadas porque é vedado ao Congresso revogá-las –, todas definidas no parágrafo 4º do artigo 60: a forma federativa de Estado, o voto direto, secreto, universal e periódico, a separação dos Poderes e os direitos e garantias individuais.

A realização extemporânea de eleições presidenciais não feriria expressamente nenhuma cláusula pétrea, mas é prevista na Constituição  apenas com a vacância dos cargos de presidente e de vice – artigo 81, o mesmo que estabelece em quatro anos o mandato do presidente da República.

Assim, se o Congresso vier a aprovar uma proposta de emenda que abrevie os períodos de Dilma Rousseff e Michel Temer, o Supremo Tribunal Federal poderia ser provocado, e o mais provável é que, na sua condição de intérprete constitucional, considerasse o citado artigo uma espécie de cláusula pétrea.



Perda de tempo num processo consumado

Data: 30/04/2016
09:57:23

Ao defender a presidente Dilma Rousseff , na comissão do impeachment do Senado, com a argumentação de que as pedaladas fiscais de que é acusada foram cometidas por praticamente todos os presidentes anteriores, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, perde tempo diante de todo o Brasil.

Se ocorreram antes e sendo crimes de responsabilidade que até hoje não foram punidos, é porque agora há vontade política de derrubar a presidente. Não há apelação. O julgamento é político. A Câmara, como fará o Senado, já disse o que quer: Dilma não pode governar por mais dois anos e quatro meses.

Dizer, por outro lado, que chega ao poder a chapa Temer-Cunha é igualmente inócuo, porque Eduardo Cunha cairá da presidência da Câmara e, quiçá, do mandato, em breve, assim como a própria presidente. Não ficará pedra sobre pedra na República, talvez alguma escondidinha nos escombros.

O governo apenas vai mudando de fórmula – não diremos por estratégia, que não há numa conturbação destas –, como na defesa de eleições presidenciais ainda este ano. Depois da derrota, é fácil propor o que poderia ter sido feito antes. O que vemos é um vale de lágrimas, muita gente se afogando e muita gente nas cumeadas.



Deixa o homem espernear

Data: 30/04/2016
09:54:58

Uma prova de que os caras estão tranquilos foi a presença, na sessão, do próprio Cardozo, admitido, como se diz, “de favor’, pois não lhe caberia, no posto em que está, advogar contra um dos Poderes da União.

O defensor de Dilma reiterou no nariz dos senadores que há um “golpe” em curso e sentenciou: “Se criam pretextos para uma decisão jurídica, porque não tem base jurídica. Ou não há ato, ou não é ilegal, ou não há dolo”.



Sobrou até pra Geddel

Data: 30/04/2016
09:53:26

Na mesma linha de raciocínio inútil andou o senador Lindbergh Farias, que além de meter no bolo o nome de Geddel Vieira Lima insistiu no velho mantra das “perdas de direitos” que virão com o novo governo. Não é para o grande público que ele fala, mas para um eleitorado seleto.



Sociais

Data: 30/04/2016
09:52:39

O senador Cristovam Buarque está cada vez mais a cara do simpático ator Danny DeVito.
 



A demagogia está no ar

Data: 30/04/2016
09:51:47

Tantos problemas enfrenta Salvador, e se lança uma polêmica fútil em torno do nome do circuito do Carnaval na orla marítima, hoje “Dodô”, que querem transformado em “Daniela Mercury”.

É folclórico no Brasil o repertório de propostas exóticas de vereadores, como importação de água do mar para terras secas do sertão e até mesmo a revogação da lei da gravidade.

Somente não se esperava que uma vereadora da história de Vânia Galvão enveredasse por essa aventura ao mesmo tempo injusta, porque atinge a memória de um símbolo cultural da cidade, e ilegal, porque pessoas vivas não podem ter seus nomes em entes públicos.



O machismo nos tempos de sempre

Data: 28/04/2016
14:45:58

Fala-se aqui por reflexão tardia, tanto que nem é preciso consulta à internet para preencher vazios: há, em certos trechos dos dois romances, semelhança profunda entre o médico de “O Alienista”, de Machado de Assis, e o médico de “O Amor nos Tempos do Cólera”, de Gabriel Garcia Marquez.

As duas obras são contextualizadas no final do século XIX, quando prevalecia, até juridicamente, a dominação masculina. Duas situações o caracterizam com muita exatidão: o exílio da mulher do primeiro e a noite de núpcias do segundo, nos momentos que precederam o encontro carnal.

As campanhas que vemos no século XXI, cinquenta anos depois dos Anos 60, pareceriam desconexão com a realidade, mas a verdade é que a opressão à mulher não diminuiu na essência, apesar da liberdade sexual determinada pelo advento da pílula e apesar, sobretudo, de tanta literatura.



Uns filhos da política

Data: 28/04/2016
14:44:32

De Milena Santos, popular conterrânea novamente alçada à crista da onda por fotos sensuais no gabinete do marido ministro:

“Mostrando o corpo, chamo a atenção dos brasileiros para o que está acontecendo na política”.

Sinceramente, este editor não se atreve a fazer interpretações.



Êxito lacrimoso

Data: 28/04/2016
14:42:57

Logrou êxito o interesse da presidente Dilma Rousseff de vitimizar-se durante entrevista à CNN, ao afirmar que “o sexismo contribuiu para o impeachment avançar”.

Obviamente tentando abrigar-se sob a imagem de minoria perseguida, o que não combina com a figura, a assertiva é de fazer chorar.



Sem japonês não tem graça

Data: 28/04/2016
14:42:00

Gastaram-se doze milhões de reais na produção do filme “Polícia Federal – a lei é para todos”, inspirado na Operação Lava-Jato.

Deseja-se todo sucesso ao produtor, diretor, atores e equipe técnica, mas compreende-se qualquer problema de bilheteria: a realidade é mais emocionante e não custa nada.



Pauta rígida

Data: 28/04/2016
14:41:10

Muitos são doidos para ver um desses repórteres que experimentam comidas em matérias sobre restaurante declarar: “Puxa, está horrível!”



BRT, Metrô etc.

Data: 28/04/2016
14:39:51

A democracia de Michel Temer será testada na Bahia, depois que o governador Rui Costa decidiu “queimar as caravelas”, tachando o iminente e eminente presidente de “traíra”, ou de “amigo da onça”, conforme a diversidade do noticiário.

Enquanto isso, o prefeito ACM Neto fala em ministério para sua turma, vai isentando evangélico de IPTU e proíbe o Uber, golpeando a modernidade e atentando contra a livre iniciativa, mas é que taxeiro deve estar sobrando.



Tá me estranhando?

Data: 28/04/2016
14:37:50

Da imprensa: “Jucá nega distribuição de cargos”. É venda mesmo.



Pleito municipal: desincompatibilização compulsória

Data: 27/04/2016
14:59:39

Ministros de Estado que desejem candidatar-se a prefeito em outubro só podem permanecer no cargo até o dia 2 de junho, conforme a Lei Complementar nº 94/1990, que trata da inelegibilidade.

No caso de Salvador, é uma questão que só interessa ao PT, que tem Juca Ferreira (Cultura) como pretendente declarado e Jaques Wagner (Gabinete), uma duvidosa carta na manga do partido.

De qualquer forma, nenhum dos dois precisa preocupar-se muito com o cumprimento do prazo. Tudo indica que antes eles já estarão fora.



Só Wagner é páreo para Neto

Data: 27/04/2016
14:58:22

Essa possibilidade de Wagner ser designado pelo PT para enfrentar o prefeito ACM Neto já frequentou a mídia, e vez por outra é lembrada.

É uma ideia tão lógica que até a senadora Lídice, recentemente, a ela se referiu indiretamente, sem citar nomes.

Foi em entrevista a uma emissora de rádio, à qual declarou que, sem o apoio decidido do governador Rui Costa, qualquer candidato oposicionista em Salvador terá muita dificuldade.

A razão é que Neto tem o “poder da máquina administrativa municipal” e, somado a isso, é um “prefeito bem avaliado”, segundo a senadora.

Assim, a essa força teria de ser contraposta “outra máquina”, com um candidato de “unidade da base do governo”.

Não há dúvida – dizemos nós – que somente o ex-governador e hoje ministro tem estatura política para a missão e, ao mesmo tempo, seria da completa confiança do governador.



Pior do que tá não fica (*)

Data: 27/04/2016
14:56:09

Necessariamente, depois que Michel Temer assumir a presidência, os diversos indicadores sociais e econômicos vão apresentar alguma melhora.

Será fenômeno semelhante ao ocorido em Salvador quando ACM Neto sucedeu João Henrique na Prefeitura.

(*) Copyright Tiririca.



Da pimenta nos olhos de terceiros

Data: 27/04/2016
14:53:41

Antigamente, quando ainda se usava chapéu e se o tirava levemente da cabeça, com meneio corporal, em cumprimento, havia o ditado “fazer cortesia com o chapéu alheio”.

Plenamente aplicável, no momento presente, a essa turma que quer a realização de “eleições gerais” para presidente e vice e até apresenta proposta de emenda constitucional com esse fim.

Ora, eleições gerais são gerais mesmo! Devem incluir senadores, deputados federais e deputados estaduais.

A questão é saber se os senadores que encaminharam a PEC estão dispostos a abrir mão de seus mandatos – assim como os demais parlamentares de todo o país – em nome da “democracia” que juram defender.



Cidade só tem cinco assaltos a ônibus por dia

Data: 27/04/2016
14:52:21

Até o dia 24, os registros oficiais da Secretaria da Segurança Pública indicavam 568 assaltos a ônibus em Salvador, o que dá uma média de cinco por dia. As autoridades festejam, pois no início do ano a média era seis.



A juventude estudantil no aguardo

Data: 27/04/2016
14:51:37

Os senadores baianos Otto Alencar (PSD) e Lídice da Mata (PSB) não somente votarão pela permanência da presidente Dilma no cargo, como se movimentam em Brasília para amealhar apoios dos colegas contra o impeachment.

Contrariam decisão de seus partidos, mas não tem problema: detentores de mandatos majoritários não estão ao alcance da legislação de fidelidade partidária. Caso se incomodem, poderão deixar sem risco as legendas.

A dúvida que persiste é o senador Walter Pinheiro – aliás, Pinheiro está cercado de indecisões, pois saiu do PT e ainda não tem nova filiação, além de ter sido anunciado  pelo governador Rui Costa como futuro secretário da Educação sem que tenha dito algo mais claro a respeito, inclusive o julgamento de Dilma.



Pra não dizer que não falei de feras

Data: 27/04/2016
14:49:15

Desconhece-se o talento do deputado Cacá Leão (PP) para, não diríamos o malabarismo, porque é pouco, mas para a acrobacia.

Portanto, devem ser mentirosas as notícias que o colocam como ministro da Integração Nacional do governo Temer.

“Ninguém bota esse leão na jaula”, alguém disse, sobre a Operação Lava-Jato, em relação à possibilidade de um novo governo acabar as investigações.

O mesmo se pode, presumivelmente, dizer desse herdeiro felino, batizado Carlos Felipe.



Michel Temer: sorte no jogo e no amor

Data: 26/04/2016
09:49:36

Este blog sai de seus parâmetros, em que musas, machismo e sexismo sempre foram tão duramente condenados, em homenagem ao quadro excepcional que se prenuncia no país com a posse de uma primeira-dama com charme semelhante ao de Jaqueline Kennedy ou de Maria Thereza Fontella Goulart – corrigindo grafia anterior incorreta.

Mas o faz, justamente, pela convicção da distância para esse tipo de “ideologia” que contamina a mídia e a faz propagar versões infundadas, senão fantasiosas, sobre mulheres famosas, cujas práticas estivessem ocorrendo em conflito com o que se pudesse esperar de padrão do comportamento feminino.

Essa conversa de “candinhas” (para quem está familiarizado com a gíria da década de 60) atingiu Jackie tanto quanto a Maria Thereza, que – agora para quem não se recorda – foi até personagem de humorístico de Chico Anysio no início da carreira, na TV Tupi.

O “Coronel Limoeiro”, mais uma das geniais criações de Chico, era um velho matuto nordestino casado com mulher bela e nova, que exclamava desconfiado: “Maria Teresa!”, vivida sucessivamente por atrizes várias, como Carmem Verônica e Monique Evans.

É esta a imagem que o preconceito vulgar, talvez a misoginia recôndita, produz: contra todas as evidências, o aspecto principal a ser levantado nesta quadra da vida histórica é a diferença da idade entre o vice-presidente Michel Temer, de 75 anos, e sua jovem mulher, Marcela Temer, de 31, casados há mais de dez anos, pais de Michelzinho.

Impossível se torna esquecer de meses atrás, quando o impeachment ainda estava em fogo brando e corria a ideia de que Temer conspirava contra a presidente Dilma. Coube a Geddel Vieira Lima, “amigo fraterno e pessoal” do vice, como disse em entrevista, ontem, à Tribuna da Bahia, proferir frase com que buscou, certamente sem êxito, livrar a cara do brother: “Ele só é ousado para as conquistas amorosas”.



A primeira-musa

Data: 26/04/2016
09:46:50

Da imprensa: “Marta diz que vantagem de Temer sobre Dilma é que ‘ele dialoga’”.

Como diria o saudoso Moacir Japiassu, considerado. Imagine-se o quanto esse homem não dialogou com Marcela.



Livre como um táxi

Data: 26/04/2016
09:45:09

Ainda levando em conta a longevidade das relações Temer-Geddel, vale ponderar: as conquistas a que se referem o ex-ministro provavelmente são do tempo de solteirice do vice.



Generalizando

Data: 26/04/2016
09:44:16

Fora Collor, Bolsonaro, Sarney, Renan, Cunha, Lula, Alckmin, Jucá, Dilma, Aécio, Barbalho, Wagner, Moreira, Serra, Temer...



Geometria estatística

Data: 26/04/2016
09:43:00

A base da presidente Dilma é o triângulo invertido.



Sete anos de "Por Escrito"

Data: 25/04/2016
11:09:37

Por Escrito completa hoje sete anos de existência. Com este, são 17.344 textos publicados, o que dá uma média diária superior a seis. Nossos agradecimentos aos leitores e aos anunciantes.



Da independência de conselheiros e magistrados

Data: 25/04/2016
11:03:02

Um conceito que exige completa revisão no Brasil é o de que membros de colegiados vitalícios de alta importância têm, ao proferir seus votos, de demonstrar gratidão ao governante que eventualmente os nomeou para o cargo.

Se assim fosse, o ministro Joaquim Barbosa, levado ao Supremo Tribunal Federal pelo então presidente Lula, deveria ter feito uma marmelada como relator do processo do mensalão e como presidente da corte durante o julgamento.

Mais recentemente, estranhou-se a posição do ministro Dias Toffoli, do mesmo STF, nomeado pela presidente Dilma, que veio a público declarar com todas as letras que o impeachment em curso não é um golpe, como quer o PT, do qual Toffoli fora advogado.

Um exemplo local é o do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Gildásio Penedo Filho, cujo voto foi decisivo para que fosse considerado ilegal o contrato entre o governo do Estado e a Fonte Nova Participações, consórcio formado pelas empresas Odebrecht e OAS, de não muito boa fama.

O conselheiro foi criticado na imprensa como alguém que não usou “racionalidade no julgamento” e se alinhou a um “inimigo declarado do governo do Estado”, no caso, o relator Pedro Lino, que identificou no contrato um prejuízo de R$ 460 milhões aos cofres públicos.

É preciso dizer que a vitaliciedade dos conselheiros do TCE – como dos membros do STF e de outros tribunais superiores – não é um presente que se dá ao amigo, mas uma prerrogativa para que, justamente, decidam com independência e segundo os ditames da consciência.

No entanto, se Gildásio tomou uma decisão política, no que não acreditamos, pela postura correta que sempre teve como deputado, é o caso de dizer “bem feito”, porque o governador Jaques Wagner, ao patrocinar a indicação, conhecia perfeitamente sua origem política, ligado que foi seu pai, o ex-deputado Gildásio Penedo, ao falecido senador Antonio Carlos Magalhães.



Ilustres desconhecidos

Data: 25/04/2016
10:59:54

Marco Antônio Martins Almeida, Maurício Muniz Barreto de Carvalho, Inês da Silva Magalhães e Alessandro Golombiewski Teixeira.

Para quem não sabe, os supracitados são, respectivamente, os novos ministros das Minas e Energia, dos Portos, das Cidades e do Turismo.

Prova concreta da falência da sustentabilidade política do governo Dilma Rousseff, que está apenas aguardando o dia de fazer as malas.



Revisando a MPB

Data: 25/04/2016
10:58:50

Caía a tarde feito uma ciclovia...



TEMPO DE JOGOS – Novos tempos na Fifa

Data: 25/04/2016
10:58:02

Numa demonstração de que está passando realmente por mudanças fundamentais, a Fifa pensa em aumentar já em 2020, na Olimpíada de Tóquio, de 16 para 24 o número de seleções que disputarão o ouro no futebol masculino. E de 12 para 16 os competidores no futebol feminino.

A possibilidade é tanto mais importante porque a entidade máxima do futebol tem na Copa do Mundo sua menina dos olhos e não quer concorrência para ela, o que poderia ocorrer com a realização de outro torneio de envergadura semelhante. Tal preocupação, porém, parece que está se tornando coisa do passado. (Colaborador Anônimo)



Muda critério sobre participação de atletas em Copas

Data: 25/04/2016
10:53:07

O goleiro italiano Gianluigi Buffon acaba de juntar-se agora ao seu companheiro de posição mexicano Antonio Carbajal e ao alemão Lothar Matthaeus como membro do clube dos jogadores que disputaram cinco Copas do Mundo.

São mesmo novos tempos na Fifa, pois a entidade, até há pouquíssimo tempo, não reconhecia a participação de jogadores que não entrassem em campo durante os Mundiais, neles figurando apenas na reserva.

E o interessante é que Buffon pode vir a ser o recordista único em 2018, na Rússia, com seis participações, caso a Azzurra garanta, nas Eliminatórias europeias, a sua participação e, naturalmente, ele venha a ser convocado.

O grande goleiro esteve nas Copas de 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014. Mas, como não entrou em campo em nenhuma das cinco partidas dos italianos na segunda Copa francesa (1998), a Fifa só lhe reconhecia quatro participações em Mundiais.

De quebra na história, igualmente, sai no lucro o nosso Ronaldo Fenômeno, que em 1994, nos Estados Unidos, também não pisou os gramados em partida alguma das sete disputadas pelo Brasil. Pois é. O Fenômeno agora já pode dizer oficialmente que disputou quatro Copas. (CA)



Lain deixa legado científico e de preocupação social

Data: 23/04/2016
21:57:28

Faz hoje uma semana que morreu Lain Carlos Pontes de Carvalho, nascido em 11 de janeiro de 1952, médico da turma de 1975 da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e pós-graduado em Imunologia pela Universidade de Londres.

Pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz desde 1985, exerceu a direção do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz (Fiocruz-Bahia) de 2001 a 2005,  tendo sido também docente da Escola Bahiana de Medicina,  da Pós-graduação de Imunologia da Universidade Federal da Bahia e do Doutorado da Rede Nordeste de Biotecnologia, além de primeiro secretário da Sociedade Brasileira de Imunologia, de 1989 a 1991.

Em nota, a Fiocruz destacou o papel de Lain, “responsável por contribuições relevantes na área de imunologia, principalmente visando à biointervenção em doenças de natureza inflamatória (leishmanioses, doença de Chagas, alergia e doenças autoimunes)”.

A SBI, por sua vez, referiu-se ao “amplo legado” do professor na formação de estudantes, citando sua “vasta pesquisa de 123 trabalhos publicados ou aceitos em livros e periódicos científicos”. Trinta e seis deles – dizemos nós – produzidos já depois de enfermo.

Além dos filhos Lain César e Gabriel, deixa viúva Neuza Maria Alcântara Neves, pesquisadora como ele e professora Instituto de Ciências da Saúde da UFBa.

Em carta de agradecimento às mensagens recebidas, ela citou, do marido, a “honestidade, especialmente científica”, o “engajamento político sempre a favor dos menos privilegiados” e a “atitude espartana perante a doença, sem queixas nem desespero”.

Seu compromisso com o país e as causas sociais levou-o a participar, em 1989, em Salvador, do Movimento Brasil Brizola, na primeira eleição presidencial direta após o golpe militar de 1964, vencida por Fernando Collor de Mello.

Aos amigos e companheiros que com ele dividiram a longa campanha, deixou a imagem indelével de pessoa afável, porém determinada, sem abrir mão do ideal de justiça e do sentimento de solidariedade e esperança que embalaram aquela época.



Golpe – e tortura – nunca mais

Data: 23/04/2016
15:01:46

O único motivo que leva à economia das palavras contra o voto injurioso deputado Jair Bolsonaro na sessão do impeachment é que o pensamento troglodita que ele incorpora e personifica jamais vingará no Brasil.

Antes, ele e os crápulas dos quais é cúmplice, inclusive os generais que ainda vivam e tenham coonestado o terror estatal implantado pela ditadura militar de 1964, serão presos para engolir sob grades a podridão que periodicamente vomitam.

Não podemos, num instante destes, esquecer a lição de Waldir Pires, para quem “perdemos a transição”. Fizemos a primeira eleição dez anos depois da anistia, e desde então só nos resta engolir que o Exército nem peça desculpas nem abra de verdade seus funestos arquivos.



Aaarrrgggghhhhh!

Data: 23/04/2016
14:59:57

Informa-se que o Comitê Olímpico Brasileiro convocará o deputado Jean Wyllys para representar o Brasil na modalidade cuspe a distância.



“In God we trust” – e em mais ninguém

Data: 23/04/2016
14:58:04

Para quem não vive as entranhas da política, é difícil entender como podem ser tão precárias as relações entre governadores, prefeitos e até presidentes com sucessores que saem do nada, apenas do bolso de colete do titular.

É o caso recente do deputado federal e três vezes prefeito de Camaçari, Luíz Caetano, que estaria fraco nas pesquisas e não conta com o apoio de sua criatura, o prefeito Ademar Delgado, que, ao contrário, tem candidata própria para dispersar votos.

Em tempo mais remoto, a então grande liderança nacional Orestes Quércia, governador de São Paulo, lançou seu desconhecido secretário da Segurança Pública, Luiz Antônio Fleury, que, eleito, o trairia solenemente.

Não se pode dizer o mesmo de Lula e Dilma, apesar das evidentes divergências em muitos aspectos do governo, de certa forma, compartilhado. Mas no geral, sem dissecação de tantos outros exemplos, fica a lição de que o caráter, mais que as ideias, rege a história.



A boa vida vai chegar de trem-II

Data: 23/04/2016
14:50:59

Carga fiscal será coisa do passado,
Menor que zero ficará a inflação,
Eduardo Cunha enfim encarcerado
Quando a Fiol cortar o solo do sertão.



Entrada de serviço para Pinheiro no governo

Data: 22/04/2016
14:48:35

No meio da manhã, a notícia chocante e estarrecedora. Não, não era Dilma Rousseff na ONU reverberando contra o golpe, muito menos pedindo asilo político nos Estados Unidos. A presidente foi discreta, postura que faltou ao governador Rui Costa ao anunciar o senador Walter Pinheiro para secretário da Educação.

Sem que se tenha visto nenhuma declaração aspeada do senador, foi o governador quem falou a um site de notícias desta capital: “Vou conversar com Pinheiro mais tarde e devemos confirmar o nome dele para a secretaria para poder impulsionar ainda mais os trabalhos na SEC”.

A novidade, que, ainda segundo a imprensa, surpreendeu até petistas, está nos fatos mais elementares, constatáveis a uma olhada superficial: Pinheiro acaba de deixar o PT, partido de Rui, após anos de rusga, com evidente rompimento da confiança e cumplicidade de quase 30 anos.

Crê-se que o fez por acúmulo de situações que começaram em 2003, nos primeiros meses do primeiro governo Lula, com a nomeação do então deputado tucano Henrique Meirelles para presidente do Banco Central e a reforma da Previdência, episódios que originaram forte dissidência e a criação do PSOL – que, veja-se, vota por Dilma.

Interesses político-eleitorais certamente o mantiveram petista, mesmo com o escândalo do mensalão, até a desgraceira hoje instalada, em cujo princípio, na época de Dalva Sele e do Instituto Brasil, envolveu-se o senador Pinheiro como beneficiário, em sua campanha, de desvio de recursos públicos, levando-o a declarar que o PT “aprontou mais uma” para ele.

O desprestígio do partido, no entanto, a partir do petrolão, do enfraquecimento de Lula e do naufrágio do governo Dilma, foi o pontapé decisivo que o senador esperava, desvinculando-se do profundo desgaste, mas tão tonto ainda que não pôde, de pronto, tomar um novo destino.

O governador não teria a leviandade de antecipar a nomeação para constrangê-lo, embora haja postergado a decisão final, supostamente a ser tomada esta tarde, em horário e local que não quis revelar a outro veículo de comunicação local. Pinheiro, por outro lado, nada falando pessoalmente, estaria delegando uma prerrogativa muito cara.

A consumação do senador como secretário da Educação daria margem a pelo menos duas questões: a reação do PT baiano a um filho pródigo que retorna pela porta do fundo e os votos a serem dados por ele na admissibilidade do processo e no julgamento da presidente Dilma neste futuro imediato.

Há sempre a possibilidade de ele aguardar firme pela canetada de Rui e participar das duas históricas sessões que se prenunciam. Ou deixar a responsabilidade com o suplente, Roberto Muniz, que está afastado da política e, presumivelmente, do PP e de suas implicações baianas.



Muito pelo contrário

Data: 22/04/2016
14:43:36

Não se pode reconhecer na senadora Lídice da Mata autoridade para participar desse grupo de senadores que se debatem pela realização de eleições presidenciais ainda este ano no Brasil.

Randolfe Rodrigues, Paulo Paim, Walter Pinheiro, Cristovam Buarque e até João Capiberibe caracterizam-se por ação coerente, sem o privilégio do aspecto pessoal que norteia a senadora baiana desde os tempos de prefeita de Salvador.

Entre contrariar seu partido, o PSB, votando contra o impeachment de Dilma, e ser a favor, o que não combinaria com o novo reencontro com os petistas capitaneados pelo governador Rui Costa, Lídice sai com essa proposta, que, para ela, é uma espécie de abstenção.



Solidariedade em cadeia

Data: 22/04/2016
14:39:54

Já o prefeito ACM Neto quer saber por que somente depois da derrota de Dilma na Câmara dos Deputados é que o PT se engaja no projeto de novas eleições.

Com isso, defende ao mesmo Michel Temer, Geddel/Lúcio Vieira Lima (necessariamente citados como volumosa unidade) e ele próprio.




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