Salvador, 21 de junho de 2018

Novo bloco

Data: 09/02/2017
18:23:46

Bloquinho ruim de corte fazem na Assembleia Legislativa o PMDB e o PSC, com sete deputados, sob a liderança de Pedro Tavares.

O primeiro é símbolo da oposição na Bahia. O segundo não é tão estável assim, mas quando assume um lado costuma manter a fidelidade pelo menos até a próxima eleição.



Leão na Assembleia, mas Neto não vai

Data: 09/02/2017
14:15:26

Muita movimentação e discurso logo mais às 15 horas, na Assembleia Legislativa, para a concessão da Comenda Dois de Julho ao vice-governador João Leão.

Será mais uma festa do governismo, que neste período continuará encenando unidade – palco, certamente, para Rui Costa, Jaques Wagner, Otto Alencar e alguma presença protocolar inesperada.

Por exemplo, o prefeito ACM Neto, por esta condição convidado natural em cerimônias de tal natureza, envolvendo autoridade estadual, e, mais que isso, parceiro político recente do PP de Leão na eleição da Assembleia.

O Cerimonial da Prefeitura, porém, lamentavelmente, não confirmou a ida de Neto ao burburinho. Ele não comparecerá devido a “eventos agendados anteriormente”, informou o órgão.



Amigos, amigos, o Supremo no bolo

Data: 08/02/2017
15:59:02

O presidente Michel Temer entende que “o ministro da Justiça é muito importante” e anuncia para o provimento do cargo “uma escolha pessoal”, feita com base não em critérios técnicos e objetivos, ainda que possam exisitr, mas em simpatia ou admiração nutrida por aquela sortuda pessoa.

Fora o fato de que ele, vergonhosamente, antecipa a aprovação do ministro Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal, decisão que ainda depende do Senado, a afirmação revela: Moraes foi “uma escolha pessoal” de Temer para o ministério, do qual “se licencia”, e da mesma forma o será para o STF.



Meu candidato

Data: 08/02/2017
15:57:01

Careca por careca, Leandro EnKarnal para ministro do Supremo.



Briga de quadrilha

Data: 08/02/2017
15:56:20

Sem entrar em digressões, devaneios ou considerações jurídicas, soam totalmente falsas as tentativas de criar embaraços à Operação Lava-Jato e a tantas outras que correm nas varas federais envolvendo políticos, empresários e funcionários públicos, sem falar nos “operadores” e nos beneficiários que aparam gordas migalhas e raspas.

A sensatez sugere que, estando presos José Dirceu, Marcelo Odebrecht, Eike Batista, Eduardo Cunha e Sérgio Cabral, não poderá haver acordo que salve Renan Calheiros, Michel Temer, Lula da Silva e, quem sabe, Rodrigo Maia. É improvável que, já sob as agruras da lei e da justiça, se conformem em pagar sozinhos pela lambança geral.



BLAGUE NO BLOG – Um homem literalmente limpo

Data: 08/02/2017
15:48:13

Entrevistado da rádio Metrópole cujo nome não foi captado contava, ontem, aspectos da vida do ex-deputado Fernando Santana, entre eles o de que o ilustre baiano jamais recebia aperto de mão de quem quer que fosse quando estivesse à mesa de refeição.

Relatada a passagem a primo do histórico comunista, falecido em 2012, aos 96 anos, este confirmou sua forte preocupação com a assepsia pessoal e a sanidade dos alimentos, recordando episódio passado em Brasília, antes do golpe de 64.

Em jantar na embaixada da antiga Iugoslávia comunista do Marechal Tito, Santana, cumprindo um ritual doméstico, cheirou o prato que lhe foi posto, desesperando-se com o vozeirão: “Parem todos de comer! Este peixe está podre!”

Óbvio que foi um rebu, com substituição emergencial do cardápio. Mas nesses eventos de 400 talheres houve quem não acreditasse ou já tivesse, inadvertidamente, engolido a porção fatal – estes respondendo depois por infecções e desarranjos que passaram longe de “Fernandão”.



Senador Otto, compre esta briga

Data: 07/02/2017
22:46:31

A memória desconhece indicado pelo presidente da República que não tenha alcançado a cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal.

Assim, parecem favas contadas a próxima nomeação de Alexandre de Moraes, que o presidente Temer não se pejou de apadrinhar tão descaradamente quanto outros o fizeram antes com outros ministros.

Mas eis que surge uma significativa voz discordante: a do senador Otto Alencar (PSD), para quem “é uma indicação muito política, que não deixa o governo em suspeição, mas fica mal para o governo”.

Dado o currículo recente do senador, de vitórias espetaculares, umas, e inesperadas, outras, imagina-se que ele tem algo em mente para tentar no Senado uma mobilização.

O assunto vai esquentar, a nação vai perceber que está se tentando colocar como revisor da Lava-Jato um político do PSDB intimamente ligado a vários implicados na operação.



Possível uninimidade

Data: 07/02/2017
22:43:31

A senadora Lídice da Mata (PSB) também já se pronunciou contra a indicação de Moraes, restando, na bancada baiana, saber o que pensa o senador Roberto Muniz (PP).



A velha dicotomia sempre presente

Data: 07/02/2017
22:42:19

É uma circunstância interessante para observar as relações políticas entre as forças representadas em Brasília.

Se Temer encaminha o nome, é porque está seguro de sua maioria, que tanto na Câmara como no Senado tem correspondido.

Dessa maioria fazem parte os partidos dos três senadores, os quais, no entanto, como se sabe, na Bahia estão alinhados ao governo petista de Rui Costa.

O veio pelo qual votarão Otto, Lídice e Muniz, se o federal ou o estadual, nessa e em outras questões, continua sendo uma charada difícil de desvendar.



Uma fatia de poder

Data: 07/02/2017
22:41:06

O deputado Marcelo Nilo (PSL) não demorou uma semana fora do poder. Assumiu a presidência da Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa.

Pela comissão passa a maioria dos projetos de lei a serem apreciados pela Casa, envolvendo de temas tributários e financeiros às contas do governador e programas de desenvolvimento econômico.

Trata-se, portanto, de uma sinalização: Marcelo Nilo está firme na base governista, detendo para isso um dos postos mais importantes do processo legislativo – a menos que o futuro diga diferente.



Falso meia de ligação

Data: 07/02/2017
22:40:04

O vice-presidente empossado da comissão é o atuante deputado Luciano Ribeiro (DEM), que nos primeiros anos de mandato defendeu com veemência um papel mais consistente das comissões na análise e debate dos projetos que lhes são encaminhados.

Poderá fazer uma boa tabela com Nilo, mas por enquanto o discurso é outro. Destacando as qualidades de “grande tribuno” do ex-presidente, definiu: “Marcelo continuará, mais que nunca, a defender o governo, e nós, a fazer o contraponto”.



Haikai

Data: 07/02/2017
22:38:30

Eu queria
Ser ouvido
Pela Ouvidoria.



O genro do genro do genro

Data: 06/02/2017
15:43:35

Rufem os tambores: o Brasil possivelmente bateu um recorde mundial e, com certeza, a esmagadora maioria da população disso não tomou conhecimento.

Todos já ouviram falar de Getúlio Vargas, o chefe revolucionário, presidente indireto, ditador e novamente presidente, dessa vez por consagradora votação popular, que lhe deu a vitória até em São Paulo, berço da vencida Revolução Constitucionalista de 1932.

Mas deixemos os devaneios históricos pra lá. Getúlio teve como genro, casado que foi com sua filha Alzirinha, o almirante Ernâni do Amaral Peixoto, político de carreira da mais fina extração pessedista, em tempos de outro PSD.

Interventor e governador do Rio de Janeiro, senador, embaixador (nos Estados Unidos), Amaral Peixoto deu em casamento a mão de sua única filha, Celina, em 1969, ao jovem sociólogo e funcionário público de orientação maoista Wellington Moreira Franco.

Sim, é ele mesmo, o ministro privilegiado de hoje, metido até o pescoço na Lava-Jato, que a população do Rio de Janeiro fez o favor de colocar na cadeira de governador em 1986, em vez de Darcy Ribeiro. Por essa combinação de relações parentais, era chamado nos bastidores de “genro do genro”.

Pois bem, retornando à estupefação inicial deste texto: toma-se conhecido agora que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a quem não bastou ser filho de César Maia, é genro de Moreira Franco, marido de sua enteada Patrícia.

Tudo isso leva à reflexão sobre quão insondáveis são os caminhos da política e da própria vida. Getúlio, tão poderoso, não foi capaz de impedir, ou pelo menos evitar com sua argúcia, o fato gerador dessa cadeia talvez inédita, que só fez piorar com o tempo.



Cresce tendência a candidatura de Neto

Data: 05/02/2017
13:15:48

Os fatos conduzem à consolidação interna da candidatura do prefeito ACM Neto ao governo do Estado, e neles se destacam a derrota do deputado Marcelo Nilo na Assembleia Legislativa e a nomeação do deputado Antonio Imbassahy a ministro de Governo.

Na Assembleia, o governador Rui Costa não barrou a tentativa de reeleição de Nilo nem fez nada para apoiá-la, permanecendo numa indecisão que deu espaço à oposição para fechar com a minoria da bancada governista e eleger o deputado Angelo Coronel.

O governador se reúne em salamaleques públicos com o novo presidente, mas sabe que perdeu a eleição. Não por outro motivo foi alvo direto e claro do prefeito, que ironizou a comemoração feita por Rui da vitória de um deputado “da base”.

Coronel, consciente de que toda estratégia política tem seu tempo próprio, concorda e vai aproveitando, como no anúncio a Rui, no discurso de posse, de que espera maior receptividade dos secretários às audiências solicitadas por deputados.



Nilo correrá livremente na próxima eleição

Data: 05/02/2017
13:14:18

O prejuízo maior ficou para Marcelo Nilo, por não ter avaliado corretamente a situação nem ter captado, com tantas informações a seu redor, a manobra secreta do senador Otto Alencar com ACM Neto, que praticamente decidiu a eleição desde o início.

Seria o caso, então, de uma composição com um nome de sua proximidade, mas que fosse consensual, permitindo ao governo manter plenas relações com a Assembleia e restando à oposição, como quase sempre, entrar no acordo.

Driblado duas vezes – a outra foi a exclusão da chapa majoritária em 2014 –, Nilo não pode mais confiar nos governos petistas, muito menos passar à área de influência do carlismo, mudança totalmente incompatível com sua história. O caminho é transformar-se num outsider.

Dono de justo orgulho por ter sido eleito deputado sete vezes sempre com votação ascendente, provavelmente ele experimentará em 2018, o que seria uma consequência natural da perda de poder, a primeira redução de votos, caso concorra ao oitavo mandato.



Geddel e Imbassahy: praticamente iguais

Data: 05/02/2017
13:12:26

Com relação ao deputado Imbassahy, este blog penitencia-se por notas que punham em dúvida sua complicada nomeação – outro fator extraordinário a concorrer para o êxito da administração do prefeito e, portanto, de suas pretensões governamentais.

A Bahia, como se sabe, tinha perdido o importante ministro de Governo com a queda de Geddel Vieira Lima. A sorte de Neto é tanta que circunstâncias nacionais, traduzidas pela necessidade de o governo Temer segurar o PSDB, levaram para o cargo outro baiano e aliado.

Sem contar o nível de entendimento pessoal com Neto ou diferenças nos projetos políticos, o ex-ministro e o atual são “a mesma coisa”: igualmente experientes, preparados e bons articuladores. A vantagem de Imbassahy é que ele parece já resolvido em seus negócios particulares.



Só pra constar

Data: 05/02/2017
13:10:53

Entrevistando o prefeito há cerca de seis meses, o radialista Mário Kertész revelou uma conversa inesperada que tivera com senador Antonio Carlos Magalhães pouco antes de sua morte, em 2007.

Foi o próprio ACM quem lhe telefonou, perguntando se poderia ir à sua casa. Kertész o recebeu para algumas horas de amenidades e reminiscências, ao fim das quais o senador falou-lhe do neto xará.

A troco de nada, disse que Neto era muito melhor que o filho Luís Eduardo, falecido em 1998, por ser mais estudioso e com mais vocação e disposição para a política.



BLAGUE NO BLOG – Mistura grossa

Data: 05/02/2017
13:09:54

Antiga tirinha tratava da reconciliação entre cães e gatos após milênios de inimizade, e a cena inicial era esta: as naves espaciais das duas raças aproximando-se do planeta neutro onde seria assinada a paz.

O segundo quadrinho mostrava o comandante canino, tremendo brutamontes, com simpático sorriso, saudando o até então adversário que aparecia no monitor: “Ora se não é o velho Capitão Felino!!!”

A imagem final já é de dentro da nave dos gatos, e dessa vez quem vê o cachorrão no monitor é o Capitão Felino, que pensa: “Preciso me controlar para não ficar todo arrepiado”.

Na política baiana, há ensaios de várias alianças sobre o ainda incerto quadro de 2018. Vai ter gente arrepiada e de estômago embrulhado.



Necrofilia política

Data: 05/02/2017
13:08:27

Fiel a seu caráter, ou à falta dele, o ex-presidente Lula fez uso político do velório da mulher, Marisa Letícia, ao dizê-la vítima de perseguição, quando, na verdade, ele a tornou cúmplice dos desmandos que cometeu na presidência da República e fora dela.

Era um momento, presume-se, para a maioria das pessoas, de dor desconcertante, de sentimento profundo da perda, mas, tristemente, transformado em palco frio – mais um ato do desespero de um náufrago da falta de utopia.

É um trabalho que Lula sabe fazer bem – o exercício da demagogia irrefreável –, só que, no presente caso, o apelo emocional, que é o que lhe resta, não será suficiente para livrá-lo da caçoeira jurídico-policial em que foi apanhado.

Servirá apenas ao enredo escrito em cima da perna com que tenta, como solução para seus males, ser novamente candidato a presidente da República e vencer, esse, sim, um verdadeiro sonho de verão. O consolo é que a estação se estende até 20 de março.



Fora Trump

Data: 05/02/2017
13:06:55

Ainda há juízes em Seattle.



O dia de Moreira vai chegar

Data: 03/02/2017
16:57:16

É diferente o foro privilegiado que a ex-presidente Dilma tentou conceder ao ex-presidente Lula daquele que agora, efetivamente, recebe o secretário-geral da Presidência da República, Moreira Franco.

Lula foi flagrado em gravações oficiais conversando com Dilma e dela recebendo orientação para sua nomeação à Casa Civil, que passa à história pela citação de “Bessias”, condutor do elemento do delito, o termo de posse.

Foi um caso tão escandaloso – nem um ano completou e já parece distante – que o Supremo Tribunal Federal confirmou a sentença em primeira instância do juiz Itagiba Catta Preta, e Lula até hoje está à disposição do juiz Sérgio Moro e outros.

Juntando-se aí a importância do personagem e o processo de impeachment da presidente da República, a decisão ganhou uma dimensão proporcional à instabilidade da época, em que, paralelamente, o “desmoronamento” da economia assomava ao patamar da “preocupação” de todos.

Moreira Franco, sinceramente, a maioria do povo brasileiro nem sabe quem é, apesar de sua exposição na mídia, e é difícil mesmo saber o cargo que ocupa exatamente no Planalto, agora alçado à categoria de ministério, imune a “juizecos”, diria Renan.

O país, seja isto ou não produto da conspiração da mídia, empresariado e instituições, como dizem os petistas, apresenta números mais alentadores, especialmente nos índices de inflação, cujo desembestamento seria o dano mais gravoso à imensa maioria da população.

Pouco importa que Moreira, se este vier a ser o seu destino, seja preso agora ou depois, quando seus pepinos chegarem ao Supremo. Temos suportado muita gente solta, como o já citado Renan, não é o caso de fazer estardalhaço com o pobre do novo ministro.



Tá dentro, deixa

Data: 03/02/2017
16:53:55

Mas cabe ainda uma alegação final, muito apropriada ao espírito pátrio de resolução das coisas: Moreira já tava dentro do governo, é fácil ir deixando, resistindo mesmo às suas 30 aparições na Lava-Jato. Lula, não, Lula ia entrar, e aí sempre tem um monte de gente pra botar o pé na porta.



Agenda infinita

Data: 03/02/2017
16:52:56

A Odebrecht reitera todo dia sua disposição de colaborar com as autoridades.



Pacto secreto

Data: 03/02/2017
16:52:16

Alguns números da eleição da Mesa da Assembleia Legislativa merecem breve comentário, ainda que tardio.

O presidente Angelo Coronel, maior votação entre os candidatos, ao lado de Carlos Geilson, eleito segundo vice-presidente, teve 57 dos 62 votos.

Isso significa que foram cinco votos nulos ou em branco de marcelistas mais arraigados que não quiseram dar a Coronel o gostinho da unanimidade.

Não seria difícil mapear-lhes os nomes com base no noticiário anterior à disputa, mas não vem ao caso. O que importa é que a maioria preferiu compor secretamente com Coronel.



O pulo do gato em falso

Data: 03/02/2017
16:50:53

Bem-sucedido em sua vida política de muitas e muitas vitórias contra pouquíssimas derrotas, pulando de galho em galho como lhe convém, o deputado Janio Natal, desta vez, deu um duplo mortal sem rede.

Depois de ficar publicamente comprometido com a reeleição de Marcelo Nilo, inclusive comparecendo a almoço pelo qual possivelmente não pagou, abandonou o barco e foi ser candidato a terceiro vice-presidente na chapa adversária.

Foi seu erro. Melhor seria que imitasse outros funâmbulos, como Alan Castro e Roberto Carlos, e não tivesse metido a cara. Enfrentou um dos parlamentares mais queridos do plenário, Alex Lima, e foi derrotado.

Veja-se que foi o único caso de bate-chapa, com a desistência de Euclides Fernandes de disputar a quarta vice com Manassés. Alex ganhou por 34 a 26. Isso significa que, dos votos somados da oposição, PSD e PP, Janio perdeu cinco.



Pensamento do dia

Data: 03/02/2017
16:47:07

Sou analisado, mas não chegaram a nenhuma conclusão.



Refundação vai bem na Bahia

Data: 03/02/2017
16:46:27

A PT anuncia que na eleição para a nova direção estadual, em março, votarão 310 delegados, não mais os milhares de filiados ao partido em todo o Estado.

O presidente Everaldo Anunciação diz que “o  PT precisa voltar a ser o partido da esperança” e defende o “novo formato”.

Adepto das teses inexequíveis em política, como a “paridade de gêneros”, o partido dividiu igualmente o seleto eleitorado entre homens e mulheres, embora tenha esquecido a universalidade do voto.



Papel do vice-prefeito revela trama antiga

Data: 01/02/2017
23:34:58

Eleito presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Angelo Coronel fez uma revelação em programa radiofônico e a confirmou no discurso de posse: foi o vice-prefeito Bruno Reis quem primeiro o procurou e estimulou para que assumisse a candidatura.

Isso tem apenas uma tradução: desde o princípio, havia uma trama entre o prefeito ACM Neto e o senador Otto Alencar para derrubar do cargo o deputado Marcelo Nilo, o que, aliás, explica por que Otto mergulhou nessa disputa de forma tão agressiva, no sentido técnico.

Até ontem, não estava posta tal circunstância, e havia a interpretação das atuações de Neto e Otto como fruto dos interesses políticos de cada um, ou seja, para o prefeito, o enfraquecimento do governador Rui Costa, para Otto, a conquista de um espaço magnífico na expansão de sua liderança.

Ressalte-se, por indispensável, que a questão é Neto ser potencial candidato da oposição ao governo do Estado, enquanto Otto é da base do governo e dono, com o PSD, de uma vaga na chapa majoritária de Rui em 2018.

Nessa perspectiva, o encontro “eventual” entre os dois conduz inevitavelmente ao raciocínio de que alguma estão aprontando, valendo recordar recente declaração de Otto de que aprendeu com a  única derrota eleitoral, há 30 anos, e só encara uma disputa quando tem convicção da vitória.



Assembleia dirá quem fica com quem

Data: 01/02/2017
23:32:51

De qualquer forma, não tardará muito um esclarecimento sobre a realidade do quadro político estadual, e o palco dos acontecimentos será a própria Assembleia Legislativa.

Até hoje, guiada por Nilo, a maioria governista de 42 deputados aprovou praticamente tudo. Deslocados, os 12 votos do PSD e do PP deixariam o governo Rui Costa em minoria.

Claro que isso não ocorreria de forma abrupta, mas, à medida que as contradições venham a se acirrar, não está descartada pelo menos uma postura “independente” dos dois partidos, o que seria um desastre para o governo.

Vale a lembrança de que PSD e PP estão com o governo Michel Temer no Senado e na Câmara dos Deputados, e que a Bahia é uma exceção consentida.

Situações assim, produzidas por interesse recíproco, têm prazo de validade, como ocorreu com o antigo PSDB baiano, que foi aliado do PT e contra o governo federal tucano.



Em dois meses, Wagner distanciou-se de Otto

Data: 01/02/2017
23:31:01

O aspecto mais importante da disputa na Assembleia Legislativa foi a repentina mudança de posição do ex-governador Jaques Wagner em defesa da reeleição do presidente Marcelo Nilo.

De fato, há apenas dois meses, ele dizia à imprensa sobre a eleição “Se você me pergunta se eu acho bom ele [Nilo] presidente mais uma vez, eu não acho, acho que tem de haver oxigênio”.

Por último, o atual secretário do Desenvolvimento Econômico e prima-dona do governo Rui Costa, depois de ter dito que trabalhou pelo consenso, entendia que Nilo “tem sido um grande presidente” e que “não há impedimento legal” a sua candidatura.

Wagner distanciou-se, assim, do senador Otto Alencar, que articulava amplamente pelo deputado Angelo Coronel, o qual viria a ter preferência do prefeito ACM Neto, interessado em aliviar a carga de poder do governador.



Um discurso de lealdade posto à prova

Data: 01/02/2017
23:28:54

As especulações, fundadas ou furadas, estão na imprensa política: Otto pensa em sair para governador em 2018, com apoio do prefeito Neto, que até teria levantado essa possibilidade numa reunião interna.

Egresso da área de influência do falecido senador Antonio Carlos Magalhães, Otto passou longo período no Tribunal de Contas dos Municípios até decidir-se por voltar à política, desta vez no lado oposto, após a morte do velho líder.

Desde o início de suas relações com Wagner, que avalizou a aliança contra muitos do PT, o senador tem procurado fixar a lealdade como marca de sua personalidade. Caso se consume o rompimento, presume-se um motivo bem concreto, como a quebra de algum acordo.



“Uma sucessão como nunca se viu”

Data: 01/02/2017
23:27:12

O texto abaixo, intitulado “Uma sucessão como nunca se viu”, foi solicitado a este editor pelo site Opinião&Política e publicado na manhã do dia 31, quando ainda se imaginava que o cargo de presidente da Assembleia seria disputado no voto. Por Escrito o reedita para que os interessados tenham uma visão geral do jogo pelo poder na Casa e do histórico da reeleição. (LAG)

 

Antes de Marcelo Nilo, somente Reinaldo Braga, o mais antigo deputado, com nove mandatos plenos, havia sido reeleito presidente da Assembleia Legislativa, 16 anos atrás.

Ocorre que, com a nomeação do então presidente, Antonio Honorato, para conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Braga foi eleito para completar o mandato.

Já foi uma proeza pessoal indescritível, pois o parlamentar, velho vianista da região de Xique-Xique, havia abandonado a órbita do carlismo quando da eleição para o governo do Estado, em 1986, de Waldir Pires, de quem foi secretário da Agricultura.

Melhor ainda seria quando, perto de terminar o período-tampão, em dezembro de 2000, Braga foi agraciado com uma emenda constitucional de encomenda para sua reeleição, mas que, logicamente, passou a valer para todos, permitindo, como diz o parágrafo 3º do artigo 67 da Carta baiana, “a recondução para o mesmo cargo, por uma vez, na eleição imediatamente subsequente”,

Na prática, é a consagração da reeleição indefinida, porque esse conceito não é aplicável quando se trata de início de legislatura, isto é, não importa quem era o presidente anterior, qualquer um pode ser eleito, já que é uma nova Assembleia que está sendo empossada.

A propósito, diante das notícias veiculadas na imprensa, em caráter mais especulativo do que informativo, dando conta de que Braga teve encontro com o governador Rui Costa, isso estaria de acordo com a história fluida do deputado, que em 120 meses de mandato só esteve um semestre na oposição.

Mas, voltando ao tema principal, convenhamos que Marcelo Nilo cometeu certo exagero ao perpetuar-se no poder, com possibilidade de estender esse domínio, embora, pela primeira vez, esteja ameaçado.

É óbvio que essa ascensão não ocorreu por acaso. Tendo sido, como oposicionista, um duro adversário do carlismo por 16 anos, firmou-se como liderança natural da bancada da minoria, tanto que a representou como candidato a presidente em 2005, contra Clóvis Ferraz, sendo derrotado por 38 a 24, com um voto em branco.

Na eleição de Jaques Wagner ao governo em 2006, quando ninguém acreditava na vitória, teve papel importante, inclusive por militar no PSDB, que na Bahia era, como se deve recordar, ao contrário da orientação tucana nacional.

A indicação, pelo governador, para a presidência da Assembleia, era um reconhecimento à trajetória política e ao trabalho de Nilo, na época justificando-se a quebra da tradição de não ser eleito um integrante da maior bancada com a alegação de que os principais aliados já estavam contemplados no governo e somente o PSDB nada tivera.

Esse impulso inicial responde por tudo que aí está. Não se imagine, entretanto, que foi um processo linear. No primeiro mandato, Nilo consolidou-se como defensor dos deputados, tanto na distribuição de cargos e recursos como no apoio aos pleitos ao governo do Estado, respeitadas, claro, as contingências orçamentárias.

Após a eleição consensual de 2007, Nilo era candidato natural em 2009, mas dessa vez teria concorrente, porque a oposição ensaiava uma reação após a perda do longo poder e da morte do senador ACM. Nilo foi reeleito pela primeira vez, derrotando Elmar Nascimento por 41 a 22.

Vale a recordação, nesta digressão que pode estar se tornando cansativa, pelo que nos desculpamos: nessa época, o PMDB era da base do governo e ficou com Elmar. No plenário, logo após o escrutínio, Nilo explodiu: “Derrotei os irmãos Vieira Lima, Paulo Souto e ACM Neto!”

Uma vez considerado que o presidente estava consolidado na Assembleia, representando um efetivo polo de poder, as sucessões de 2011 e 2013 não tiveram maior contestação, salvo daqueles candidatos que se colocam para negociar e outros que não aceitavam a dinastia Nilo, mas tiveram de recuar. Houve consenso, e ele emplacou ambos os períodos com 61 dos 63 votos.

Entre discussões e palpites sobre uma jamais votada emenda constitucional que extinguisse a reeleição, chegou-se ao pleito de 2015, e aí a crise de nervos do PT aflorou de vez. Explica-se: o partido atravessara os oito anos de Wagner sem o gosto de presidir o Legislativo, mesmo tendo a maior bancada.

Com Rui Costa haveria de ser diferente, e aí foi lançada a candidatura do líder Rosemberg Pinto, sustentada ante a indiferença do governador até a última hora, quando foi retirada, seguindo-se a saída dos parlamentares petistas do plenário. Nilo foi eleito pela quinta vez com a unanimidade que sobrou.

Eis aqui um bom momento para considerar a relatividade das coisas: apenas dois anos depois, quando Marcelo Nilo se mete em grande confusão para eleger-se presidente pela sexta vez, o mesmo Rosemberg sentou-se ao lado dele no recente almoço de apoio à candidatura no Barbacoa.

Mas isso não acontece à toa. Em primeiro lugar, Marcelo Nilo, respeitando as prerrogativas da minoria, tanto que dela tem tido apoio, foi um presidente de grande valia para o governo, não tendo sido poucas as vezes em que fez papel de líder em negociações de matérias importantes.
Ainda que tudo seja mentira, o governo, que já balança ante a perspectiva de ACM Neto ser candidato a governador, não pode desprezar os rumores de que também o senador Otto Alencar poderá sê-lo, ou os dois juntos, o que seria uma desgraça só.

Nesse particular, na avaliação fria e prudente que o momento recomenda, os candidatos Angelo Coronel e Luiz Augusto, ligados respectivamente a Otto e ao vice-governador João Leão, não inspirariam a mesma confiança, ainda mais que seus partidos, PSD e PP, são da base do governo “golpista” de Michel Temer, não se sabendo o que virá de lá no futuro. A procedência dessa tese está no consenso da bancada do PT em favor de Nilo, apesar de Rui Costa, compreensivelmente, não se manifestar.

A briga é dura, especialmente porque o senador Otto é desses que só vão na boa, inclusive ele se orgulha de ter aprendido isso com a primeira derrota eleitoral que sofreu, para vice-prefeito de Salvador, na chapa de Edvaldo Brito, em 1985.

A suposição, portanto, é de que ele tem bala na agulha, não entraria numa dividida pensando somente em sacrifício simbólico, porque seria arriscar o grande prestígio com candidaturas de terceiros, embora Coronel seja, na verdade, um segundo dele.

Os números transitam entre eventos de restaurante e reuniões mais formais de gabinete. Nilo tem 30 votos declarados, dois a menos que o necessário para vencer. Entre os 33 restantes, sonha em conseguir muito mais, com a ressalva de que o voto secreto é bom e ruim para os dois lados.

A oposição, com 19, pode ser o fiel da balança, e será mesmo caso se confirme a disposição da bancada de votar em Coronel, como se noticia a dois dias do pleito, depois de encontro em que o prefeito Neto não teria conseguido essa definição.

Temos pela frente um quadro que adquire contornos dramáticos, como diriam os velhos locutores de futebol. Uma simples sucessão na Assembleia move forças como há muito não se via, sinalizando para um efeito importante na sucessão estadual, em desdobramentos ainda a se aguardar.

No caso de Marcelo Nilo, vencendo mais esta batalha, terá pleno direito de remeter-se ao passado e declarar: “Derrotei Otto Alencar e João Leão”. Wagner e Rui, não, porque querem ele. Talvez ACM Neto, se uma diferença apertada mostrar que o prefeito trabalhou contra.



“Conjuntura” fez Nilo retirar candidatura

Data: 31/01/2017
22:59:23

Em nota na qual anuncia a desistência de candidatar-se a mais um mandato de presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Marcelo Nilo disse que tomou a decisão após uma “avaliação da conjuntura”, que lhe era desfavorável, com o apoio da oposição ao deputado Angelo Coronel e a retirada do apoio da bancada do PCdoB.

Nilo referiu-se ao período de dez anos em que esteve à frente da Casa e manifestou “orgulho” por ter o Legislativo atravessado este período “sem um único episódio que deslustre a sua imagem perante a Bahia e os baianos” e com “grande número de projetos destinados à melhoria das condições de vida do povo”.

Citando os sete mandatos parlamentares que exerceu até agora, “com votações sempre crescentes”, ressaltou que permanecerá na militância política, voltado para a defesa dos municípios que representa “com o empenho de sempre, cumprindo a palavra e a todos os compromissos assumidos”.



Nilo desiste da reeleição na Assembleia

Data: 31/01/2017
21:41:42

O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, irá anunciar a desistência de sua candidatura à reeleição, segundo informou a Por Escrito uma fonte muito próxima do palrlamentar.

A decisão foi tomada esta noite, após uma audiência com o governador Rui Costa. Pouco antes, a bancada do PCdoB havia recuado do apoio que havia manifestado a Nilo para ficar com o deputado Angelo Coronel, alegando a necessidade de preservar a unidade da base do governo.

 



Liberdade e banheiro decente para Eike

Data: 30/01/2017
22:29:44

Pode-se dizer que o Brasil não conhecia Eike Batista. Apenas ouviu falar de seus bilhões e empreendedorismo patriótico, inclusive pela boca de presidentes da República – sem esquecer o casamento com uma atriz top da TV brasileira.

Agora, tornou-se uma figura popular e simpática, graças ao simples fato de, acusado das mais elevadas falcatruas, passando do status de foragido ao de presidiário, ser capaz de conceder entrevistas tranquilas e ponderadas, no aeroporto e no avião, alem de mostrar-se totalmente acessível a selfies diversos de brasileiros fãs de celebridades.

Não é exagero. Quantos tragados pelas águas túrbidas da Lava-Jato ou de seus filhotes tiveram comportamento tão civilizado? Antes, vimos alguns dos flagrados em crime erguendo punhos cerrados, denunciando complôs e até debatendo-se pateticamente sobre uma maca para não serem levados a presídios.

Eike Batista teve a dignidade de apresentar-se e dizer que falará à Justiça, e que, em “um novo Brasil que está nascendo”, está disposto a assumir as culpas que lhe caibam. Apenas, educadamente, não quer antecipar nada para não incorrer em alguma infração ao rito processual.

Se algo se pudesse sugerir a sua defesa, seria o argumento de que essas qualidades únicas entre tantos políticos, empresários, beneficiários e “operadores” da corrupção nacional são fortes atenuantes de uma eventual conduta irregular, e que a cabeça raspada e o vaso sanitário tipo “sapateiro” são penas por demais dolorosas para quem acaba de desembarcar de uma classe executiva.



Régis garante oposição unida na Assembleia

Data: 29/01/2017
11:58:10

Embora não haja chegado a um consenso na reunião com o prefeito ACM Neto sobre o nome que apoiará para presidente da Assembleia Legislativa, a oposição vai votar unida na eleição, quarta-feira próxima.

A garantia é do líder da bancada, Sandro Régis, para quem “foi um encontro produtivo”, em que foram avaliados os três candidatos – Angelo Coronel, Luiz Augusto e Marcelo Nilo –, com os quais haverá nova rodada de entendimentos.

A busca pelo consenso se dará em reunião a realizar-se até quarta-feira, desta vez sem a participação do prefeito. Dois parlamentares da minoria – Samuel Júnior e Targino Machado – já haviam anunciado o apoio à reeleição do presidente Nilo, restando 19.



Hoje tem reeleição? Tem sim senhor!

Data: 29/01/2017
11:56:06

A cultura da reeleição pegou no Brasil de tal modo que até a Defensoria Pública do Estado votou pela permanência do defensor- geral, Clériston Cavalcante de Macedo.

Assim, não é de causar surpresa a tentativa do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de buscar a recondução, acima até do que determina a Constituição.

Depois, querem fazer a nação acreditar que, a bordo de uma reforma política que nunca se concretiza, será mesmo extinto o instituto da reeleição.

Instituída em junho de 1997 para beneficiar o presidente Fernando Henrique Cardoso – literalmente, portanto, um privilégio –, a reeleição revelou-se um desastre.

Virou obsessão de todo titular de mandato executivo desde a posse, com prejuízo da gestão e estímulo à corrupção, além de viciar a democracia ao dificultar a alternância de poder.



Impasse continua no trâmite no Senado

Data: 29/01/2017
11:54:46

A novela do fim da reeleição começou em 2011, quando uma proposta foi aprovada na comissão especial da reforma política do Senado, e não se sabe em que gaveta foi parar.

Atualmente, tramita a proposta de emenda constitucional 113A/2015, cujo registro mais recente a coloca nas mãos no relator, senador Antonio Carlos Valadares.

A PEC foi aprovada na Câmara por 452 votos a 19 em maio de 2015, em plena efervescência da crise que atingiria, quase ao mesmo tempo, a presidente Dilma Rousseff e o deputado Eduardo Cunha.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado demoraria quase um ano para aprová-la e somente em novembro a proposta chegou ao plenário.

A informação oficial é de que “o texto estava pronto para votação em plenário e chegou a ser debatido pelos senadores em dezembro de 2016, mas houve um impasse em relação à duração dos mandatos”.



E lá se vão 20 anos

Data: 29/01/2017
11:53:22

O deputado Arthur Maia (PPS) é contra a reeleição. Acha “desigual e injusto alguém disputar eleição contra o governante que está no poder”.

Em 1997, ele era do PSDB, partido do presidente FHC. Não se tem certeza se pensava a mesma coisa então.



Águas turvas da folia

Data: 29/01/2017
11:52:27

Pensa que corrupção no Brasil é só coisa de peixe grande? Pois o presente da mãe d’água, manifestação religiosa quase secular no Rio Vermelho e hoje conhecida como festa de iemanjá, transcorrerá este ano sob queixa na polícia.

Em caso que o Ministério Público levou à delegacia do bairro, pescadores acusam o presidente Marcos Antonio Chaves de apropriação indébita, falsidade ideológica e – sacrilégio inominável – venda de oferendas dadas por fiéis à rainha do mar.




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